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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Análise de Feudal Alloy

fevereiro 24, 2024


Feudal Alloy ("Liga Feudal") é um jogo metroidvania, com elementos de RPG, publicado em 2019 pela Attu Games (Jogos Attu). No jogo, você controla um robô medieval, com elementos bem interessantes e também confusos. Esse robô é uma mistura de fantasia com steam-punk: fazer muitas ações podem fazer o robô esquentar, o que deixa ele impedido de realizar ataques. Você pode usar poções congelantes que impedem o medidor de calor do robô esquentar. Oléo aqui funciona como "poções de vida".

O legal do jogo é que você vai montando o robô, achando peças (chips) que trazem habilidades novas para esse robô medieval: habilidades clássicas de pulo-duplo e dash trazem presença aqui, e algumas novas, como um "hadouken" e uma "explosão de energia", esta essencial para destruir algumas paredes e também destruir a armadura de alguns inimigos, entre outras habilidades não listadas aqui. Matar monstros rendem-lhe pontos de experiência, onde você comprar habilidades novas, que geralmente aumentam o poder do robô, como provocar mais dano, aumentar sua armadura natural e também aumentar a capacidade do medidor de calor, entre outas.



O jogo é lindíssimo, todo desenhado a mão. Gostei muito. No entanto, pelo fato do jogo tentar ser diferente, você pode travar em certos momentos dele, já que tudo aqui são SÍMBOLOS estranhos (como portas que abrem com chips) e teleporte, etc. Isso pode te deixar confuso e pode ser um pouco frustrante. Demorei cerca de 12h para chegar no final desse jogo. É um jogo bem divertido por sinal, e bem feito.

Se eu recomendaria?! Claro que sim. Só achei o último chefe muito fácil. Além disso, o jogo tem poucos equipamentos para comprar e você acumula muito dinheiro atoa. Fora isso, você ainda encontra os itens da loja no meio do jogo, o que impede você de juntar grana para investir neles. De qualquer forma, vou deixar o link da versão que eu tenho e zerei, na GOG. Compre agora ou deixe na lista de desejos.

Feudal Alloy (R$32,99)

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O fantástico Cat Quest, para celular, videogame e PC

junho 08, 2022

Provavelmente você está procurando por jogos interessantes para adicionar a sua biblioteca de jogos (Steam/GOG, videogames, etc), não é mesmo?! Digo a vocês que Cat Quest é uma excelente opção. O jogo foi lançado para Android, PC e videogames em meados de 2017. Visualmente é um jogo muito bonito e caprichado, e parece que tudo foi desenhado a mão.

A minha análise vem da versão de PC. Neste jogo, você usa as teclas A, S, D, W para movimentar o Personagem gato, aperta ESPAÇO para poder rolar para alguma direção (como Kratos faz em God of War), e aperta o botão esquerdo do mouse para atacar. O jogo se passa inteiramente no mapa inicial (além de algumas masmorras que você entra!), que pode usar o scroll do mouse para poder aumentar ou diminuir o zoom do mapa, o que achei genial. Como em um RPG tradicional, você ganha pontos de experiência e dinheiro ao derrotar os monstros, que deixam orbes caírem (orbes azuis lhe dão pontos de experiência, enquanto orbes amarelas indicam dinheiro). Existem dois tipos de lojas, uma onde você pode abrir baús aleatóriamente para encontrar equipamento e outra onde você compra poderes mágicos, que podem aumentar de nível com dinheiro, através de upgrades.

Tudo no jogo é baseado no nível, desde as magias que você usa quanto os próprios equipamentos que você encontra. Quanto maior o nível, mais forte e poderoso é tal item. Você não compra poções de vida ou magia, e também não pode vender os itens que encontra pelo caminho, que aumentam o próprio nível deles. O jogo, apesar de ser inglês, tem umas quests muito fáceis de realizar, já que o jogo mostra sempre o caminho onde deve ir. As armaduras aqui lhe dão pontos de vida extras, enchendo quando você não leva dano, e a mana (a energia usada para lançar magias) se recupera naturalmente ao bater nos monstros!


No decorrer da aventura, você ganhará habilidades novas, como andar pelas águas e também o poder de voar, para atravessar alguns galhos pretos. O jogo é um pouco grande. Cheguei no nível 68 para matar o chefe final. Mesmo assim, HÁ MUITA COISA PARA SE FAZER no game. É um jogo divertido. Acho que qualquer criança pode jogar ele.

Como ganhei esse jogo pela Amazon Games, não sei quantas horas investi para chegar no fim dele, mas creio que pelo menos 10h à 15 horas de jogo aproximado, porque joguei muitas vezes para chegar no final. Quando zera o game, aparece um novo modo de jogo. Cat Quest está na Steam e na GOG, e também disponível para celulares.

Cat Quest (na GOG por R$25,99)

Cat Quest (na Steam por R$25,99)

Cat Quest na Play Store (Android) por 4,99 dólares

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas. Curta nossa página no Facebook e deixe um comentários abaixo para saber se gostou desse conteúdo!

quinta-feira, 21 de abril de 2022

O divertido e nostálgico Hércules - Action Game

abril 21, 2022
Foto: Capa original - Divulgação Disney

Hércules - Action Game é um jogo de plataforma lançado em 1997 tanto para PC (computadores) quanto no saudoso Playstation 1. Eu conheci esse jogo através de uma live no Facebook e fui procurar mais sobre ele. Para minha surpresa, o jogo está sendo vendido na GOG, onde adquiri minha cópia. Depois de algumas horas de jogatina, consegui chegar no fim do game e aqui estou para fazer uma análise honesta dele.

Mas antes de continuar, peço um favor: se possível, siga nossa página no Facebook. Atualmente temos cerca de 217 seguidores e caso você veio por aqui, dá uma moral para gente. Essa é a forma de conhecermos nosso público e também saber quem está curtindo nossos posts.

Hércules: Um jogo MUITO a frente do seu tempo...

Não sei os jogos de agora, mas os jogos em sua maioria (na década de 90) produzidos pela Disney eram de arrasar! Hércules não foge a regra, com mecânicas bem legais. No jogo, que é baseado em um filme da série, você controla o filho de Zeus por algumas fases. Como em CupHead, os Personagens deste jogo são desenhados a mão, com uma mescla dos cenários 3D dentro do game. Aliás, a mistura de elementos do 3D com um jogo de plataforma 2D caem muito bem por aqui. 

O jogo é dividido em três tipos de fases: chefes, fases de plataforma e fases de corrida. As fases de plataforma, apesar de serem maiores, existem poucas no jogo. Em todos os tipos de fases, você precisa coletar letras (da mesma forma de Donkey Kong) que formam o nome de Hércules, e também vasos gregos, onde cada fase tem quatro. Em caso de você juntar essas letras, você garante 1 continue. Em caso de você conseguir os 4 vasos por fase, você ganha um password.



Sim meus amigos! Passwords! O jogo é de 1997 e a Disney até poderia ter criado um sistema de saves. No entanto, preferiu manter o sistema de passwords. Neste caso, a questão dos passwords faz o jogador jogar com mais cautela as fases, para descobrir todos os seus segredos. Em geral, em Hércules você pode bater nos inimigos com socos, espadas, pular, dá um super soco. No entanto, nas fases de correr, você só pode se desviar dos inimigos.

Nas fases de plataforma existem momentos que você pode escolher por diversos caminhos, o que achei genial. O formato das fases também me agradou. Na primeira fase do jogo (que é de plataforma) você encontra um tutorial com todos comandos que você precisa aprender durante todo o game. Nas fases de plataforma Hércules também pode quebrar o chão para poder encontrar áreas secretas. A única coisa que me confundiu um pouco foi o sistema de usar armas. Nas fases você pode encontrar uma espada de fogo, uma espada de raio e uma espada mágica. Ao invés deles colocarem um botão para usar a arma, você precisa ativar um botão para depois usar o botão que bate com a espada para poder usar esse item. Fiquei um pouco confuso no começo e demorei muito a aprender a usar esse comando.

Visual de Hércules e outras coisinhas...

Como falei acima, o jogo foi desenhado a mão. Por ter sido baseado em um filme, o jogo tem diversas cenas do filme entre as fases do jogo. Isso é legal para caramba. Porém, o jogo é de 1997 e feito para computadores da época: por conta disso, a qualidade do vídeo é RUIM PARA CACETE. Aliás, até mesmo o jogo (visualmente) é muito pixelado, por conta da dificuldade técnica dos PCs na época. Pelo visto, a versão de Playstation 1 é bem mais agradável visualmente.


Na versão da GOG, você pode alternar o jogo em tela cheia (320 x 240) e em outras resoluções menores. Além disso, em caso de GAME OVER, você pode escolher uma fase que já tinha sido aberta na sua campanha. Isso por si só (ao meu ver) já dispensa a questão dos continues, que são herdados da versão de Playstation 1, onde provavelmente o jogo recebeu um port para PCs.

Embora o jogo também tenha uma opção de passwords, você pode zerá-lo desde o começo, sem usar senhas. Quando zerei aqui, demorei pouco mais de uma hora para zerá-lo de uma vez (ou quase duas, sei lá...). Ele tem alguns modos de dificuldade e você também (na versão GOG) pode escolher com quantas vidas você começa. Só achei o mestre final (como todos os chefes) bem fáceis de matar. Ao que parece, o jogo foi feito mais para crianças.

Claro que, como jogo em si, Hércules não é um mamão com açúcar. Você vai demorar um pouquinho para poder entender como se passa das fases. Eu demorei cerca de quase 6h (5h56 min) para poder zerar o jogo, e trazer essa resenha para vocês. Minha opinião sobre o jogo é extremamente positiva: Hércules é um jogo inteiramente divertido, e muito agradável para quem é fã do desenho da Disney.

Meus passwords em Hércules

Eu não consegui todos, mas abaixo segue alguns dos passwords que consegui no jogo.








Considerações finais

Hércules é um jogo divertido, as fases são bem construídas e com toda certeza foi um clássico a frente do seu tempo. Ele está disponível na loja da GOG por um preço bem camarada. Compre agora ou deixe na sua lista de desejos.

ATUALIZAÇÃO: enquanto estava finalizando essa matéria, descobri que existe uma versão do game também disponível na Steam. Então deixo também o link da Steam.

Hércules (na GOG e na Steam por R$12,39)

Editor deste blog faz lives ao vivo jogando games - https://www.twitch.tv/clodo_rei_da_negev

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Gris: um jogo relaxante e MUITO bonito...

outubro 25, 2021

Acho que já bateu a curiosidade em você em alguns títulos de jogos que plataformas como Steam e GOG, por exemplo, te oferecem. Algum tempo atrás fiquei bem curioso em conhecer o título Gris, de tanto divulgarem em promoções ou coisas do tipo, me chamou atenção e então comprei na GOG. 

Gris é um jogo de plataforma que tem a mesma proposta de Limbo e Inside. Apesar de ser um jogo de plataforma, aqui você só precisa cumprir algumas pequenas tarefas para poder avançar no game. Outro detalhe interessante é que aqui, e Gris, é IMPOSSÍVEL você morrer. Enquanto em Inside e Limbo, que também possuem propostas semelhantes, você poderia morrer e voltar num checkpoint. Aqui é praticamente impossível você morrer, tanto que nem existe nenhum medidor de vida ou algo do tipo. Talvez a preocupação dos produtores do game era criar um game onde você só pudesse relaxar, sem se estressar em ficar em uma parte do jogo.


Gris cumpre isso com louvor. O jogo é totalmente relaxante. Se você tem problemas de estresse constantemente, te aconselho mesmo a jogar esse game. Seu visual é fantástico, com sprites (e alguns cenários) totalmente desenhados a mão, como em CupHead. E falando no visual do jogo, ele é fantástico e, com toda certeza, um dos jogos mais bonitos que eu tenho na minha coleção. Além de tudo, ele é muito simples de jogar. 



Aqui você controla uma garotinha num mundo mágico, que vai recebendo poderes: existe o poder de se transformar o corpo em pedra, que será usado para quebrar algumas estruturas e também para evitar ser empurrada com o vento; como também o poder de pulo duplo e planar no ar e, por último, o poder de cantar... que pode fazer algumas plantas desabrocharem (plantas que podem se tornar plataformas para acessar outros lugares). Além disso, o jogo também conta com alguns chefes, mas que não podem te matar. 

Gris foi lançado em 2018 pela Nomada Studio e publicado pela Devolver Digital (a mesma de títulos como Gato Robotto, Downwell, etc) em 2018. O jogo está disponível para diversos videogames, e pelas plataformas Steam e GOG. A versão que eu tenho é da GOG. Embora talvez a campanha seja curta (demorei cerca de 6h para zerar o game), ele possui alguns adicionais assim que termina o jogo. Coloque na sua lista de desejos ou compre agora.

Eu GOSTEI e RECOMENDO esse jogo. Ele é bonito, relaxante e QUALQUER UM pode jogar. Vai por mim...

Gris na GOG (R$32.99)

Gris na Steam (R$32,99)

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Conheça Pilgrims, o jogo das negociações com visual medieval

junho 17, 2021

Quando se fala em visual no jogos, acho que eles não se resumem mais a pixel-art ou então visual 3D. De alguns anos para cá, jogos com desenhos feitos a mão (como CupHead ou The White Door) tem aparecido bastante no mercado. O jogo com a qual irei falar aqui também foi feito a mão, ou é o que parece!

Hoje gostaria de falar com vocês a respeito de Pilgrims, um jogo de point and click, que tem uma proposta única e especial. Com visual parecendo figuras desenhadas na era medieval, o jogo é totalmente baseado na troca de itens. Todos os itens que você ganha no jogo são como cartas, e elas são trocadas por outras cartas, que fazem avançar na história. Em Pilgrims, o objetivo principal do jogo é conseguir sair de sua terra, por um barco de uma moça (talvez seja sua esposa). O problema todo é que sua esposa ou sei lá quem for essa mulher que está no barco, ela está triste e só vai partir se você encontrar um pássaro azul-branco boladão para conseguir partir da sua terra, ou voltar para a sua terra natal.

Explore o mapa em busca de novas negociações

Mesmo baseado na troca de mercadorias, em Pilgrims não há textos. Os comentários do jogo são totalmente visuais, com as vozes em uma língua desconhecida. Embora o objetivo principal seja encontrar esse pássaro-azul-branco boladão, há outras diversas quests que você fará no jogo. No jogo você encontra outras pessoas para ajudá-lo: um cara marrentão barbudo, uma moça mendiga e o próprio diabo (sim isso mesmo, muito surreal isso!). Há também um dragão para ser morto, um urso que gosta de beber bebida alcoólica e outros segredos dessa terra desconhecida que você precisará descobrir até encontrar o bendito pássaro boladão azul-branco.

As conquistas também são cartas...

Embora o jogo seja curto (demorei menos de 2h para finalizá-lo), ele é bem caprichado. Todas as conquistas do jogo podem ser vistas no próprio menu do mesmo, e elas também são uma espécie de cartas de baralho. O jogo, volto a dizer aqui, é MUITO bonito visualmente. Outro fator interessante que notei que você precisará zerar o jogo algumas vezes para poder desbloquear as outras conquistas, a fim de fazer 100% do game.

Pilgrims (traduzido como Peregrinos) está disponível na Steam por R$11,99 e foi lançado pela empresa Amanita Design.

Pilgrims (R$11,99 na Steam)

domingo, 29 de novembro de 2020

Análise de The White Door (PC e Celular)

novembro 29, 2020
The White Door é um interessante jogo indie de lógica e primeiro produto da Second Maze Studios, empresa holandesa de games. O jogo foi portado para Steam e GOG no dia 9 de Janeiro de 2020. O jogo também teve uma versão para celular, lançada alguns dias depois do lançamento para PCs (30 de Janeiro de 2020). Ambas versões custam sequer R$10. No final dessa matéria, vamos deixar o link de ambas plataformas para a compra.

Em The White Door, você vai controlar o paciente Robert Hill, que perdeu a memória e acordou num Centro de Saúde Mental. A partir daí, como paciente, o jogador precisará cumprir quests para, aos poucos, fazer a memória de Robert Hill voltar ao normal. Mas não pense que essas quests são fáceis não! É pura lógica! Em alguns momentos (felizmente para mim foram poucos), tive que consultar no Youtube como passar de certas partes. Como jogo de lógica, aqui você não tem vidas, pontos ou leva dano ou coisas assim. Se você não consegue avançar em determinado momento, fica parado ali até conseguir como sair daquela situação. O jogo se resumirá a arrastar, clicar, desenhar, ter jogo de memória, puzzles, lógica, etc..


O impressionante de tudo é que o Personagem passa o jogo todo dentro do quarto. Você controla suas ações com cliques, mas também participa de quests durante as memórias que Robert Hill vai tendo quando sua recuperação vai acontecendo. O jogo é todo baseado nos anos 70. O jogo é curto (demorei cerca de 3h e meia para zerá-lo pela primeira vez), mas tem um fator replay, que são a busca por estrelas especiais que aparecem durante o jogo. 


Com uma identidade única e história autêntica, a história do jogo vai te envolvendo. Só acho que alguns testes de lógica são totalmente NADA A VER, e impedem seu progresso no jogo. O jogo tem todo um ar misterioso, porque envolve a morte de alguém também. Mas tudo isso você vai descobrir quando jogar o game por si mesmo. Ele é um jogo totalmente diferente de outros que já resenhei por aqui, trazendo uma proposta única. Mesmo assim, acho que vale a pena vocês experimentarem.


Para quem quiser adquirir, ele custa R$8,69 na Steam e GOG; e 0,99 dólares na PlayStore.


The White Door (Steam)

The White Door (GOG)

The White Door (Playstore) (Celular)

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O satânico colorido de Cup Head

janeiro 07, 2020
Foto: Divulgação

Cup Head ("Cabeça de Copo") é um clássico jogo de plataforma lançado em 2017 pelos irmãos canadenses Chad e Jared Moldenhauer com o nome de Studio MDHR. Ambos os irmãos sempre foram apaixonados por games, e quando crianças, brincavam de desenhar seus "próprios jogos", como versões alternativas criadas por ele de Megaman (clássico game da época no NES), que existiam apenas na imaginação deles.

A ideia por trás do jogo começou em 2010, mas foi a partir de 2012 que a produção dele inicialmente começou. A princípio, o personagem principal do jogo, Cuphead, só foi criado em 2013. Com uma proposta bem interessante, Cuphead quis focar em desenhos animados dos anos 30, conhecidos pelo seu politicamente nada correto. Ainda em 2013, os irmãos mostraram sua criação em uma feira da Microsoft para jogos indie, com a qual ganhou bastante reconhecimento e atenção do público (veja vídeo abaixo). A partir de 2014, quando esse fato aconteceu, a dupla ganhou fôlego total para a continuação da produção do jogo, através do pequeno estúdio MDHR.

PRIMEIRA APARIÇÃO DO JOGO (2013)

A repercussão acabou sendo tão grande que a própria Microsoft ofereceu um espaço durante uma de suas conferências, em 2015, para que os irmãos Moldenhauer pudessem apresentar o jogo, ainda em produção. Ao que tudo indica, a produção do jogo contava com oito pessoas na produção. Para bancar os custos de produção, os dois irmãos foram atrás de empréstimos para financiar o projeto em curso. Antes do fim da produção, a equipe aumentou de tamanho, o que foi essencial para o término da obra.

Cup Head é um jogo de plataforma das antigas (jogos antigos eram conhecidos pela sua dificuldade), que representa uma luta contra o próprio diabo. Veremos um pouco mais a frente sobre isso.

A História por trás de Cup Head.

Qual o diferencial de Cup Head para os demais jogos do mercado?! Os irmãos Moldenhauer escolheram abandonar tudo para desenvolver esse jogo. A proposta do jogo era criar um game TOTALMENTE desenhado como uma animação as antigas, incluindo os cenários pintados como quadros. O estilo do jogo seguia os desenhos clássicos dos anos 30 à 50.

Foto: Reprodução
E qual a história de fundo do game?! Cup Head e Mug Man (Xicrinho e Caneco) são dois homens xícaras que vivem na Ilha do Tinteiro. Eles não obedeceram seus pais e acabaram parando longe demais, no Casino do Diabo. Por lá, estavam ganhando tanto que estavam quebrando a banca do cassino. Até que apareceu o próprio diabo, dono do lugar, oferecendo eles uma nova aposta: eles poderiam ficar com todo dinheiro do cassino caso ganhem, mas perderiam suas almas caso perdessem. Eles perdem no jogo mas pedem clemência ao diabo, que oferece uma missão para eles: que eles busquem as almas de todos outros devedores a ele na Ilha do Tinteiro antes da meia noite.

Foto: Reprodução

Assim sendo, os jogadores devem trabalhar para o diabo, recolhendo os contratos de almas que não foram pagos pelos habitantes da Ilha do tinteiro. No fim do game, existe a opção de lutar contra o próprio Diabo (ele sendo o último boss) ou então se aliar a ele.

O Satanismo colorido de Cup Head

Cup Head não é o primeiro jogo a abordar elementos de Satanismo, Demônios, Diabo, Inferno... O enredo do jogo mostra um diabo cartunizado, bobo, sendo responsável por todos os vícios do ser humano. Quem conhece a Bíblia e um pouco sobre essas questões espirituais, sabe que o diabo representado em Cup Head não tem nada a ver com o diabo real.

No começo do Século é muito comum franquias e jogos tentarem simpatizarem o diabo e o Inferno com o ser humano. O diabo não é bobo, ele não dá clemência, ele não aceita ser passado para trás. Não sei se existe alguma mensagem satânica por trás do jogo, ou mesmo os desenvolvedores usaram a ideia do diabo para polemizar e ganhar mais dinheiro.

Minha análise sobre Cup Head

Cup Head tem a mesma proposta de jogos antigos, como Metal Slug, Contra, etc. É um jogo de atirar e correr. Ele pode ser jogado sozinho ou com duas pessoas. Sozinho, você pode escolher entre Cup Head (vermelho) ou Mugman (azul). O jogo tem poucas fases, onde são usadas para pegar moedas douradas, que serão usadas para a compra de armas e equipamentos. A lista de equipamentos e armas é pequena, com seis espaços diferentes cada.

O jogo exige mais um controle, porque tem pelo menos cinco botões de ação, mas dá para jogar normalmente pelo teclado. Existem fases aéreas, onde não será possível usar as armas que comprou. O jogo, apesar da dificuldade alta, não é algo tão impossível de passar. Tipo assim, ele volta como nos jogos antigos: com tentativa e erro, você vai conseguindo aprender os macetes e passar. As fases e chefes não tem check-point, mas existe um mapinha que mostra seu progresso quando você morre num chefe ou uma fase, o que achei bem genial.

Foto: Reprodução
Algo inovador no jogo é o Parry, onde o personagem pode quicar num objeto ou tiro lançado no inimigo, o que faz pontuar sua barra de energia. Vale lembrar que apenas objetos roxos ou vermelhos brilhantes podem usar o Parry.

Cada Personagem tem uma barra de especial, que aumenta a medida que provoca dano nos inimigos. A barra completa é composta por cinco cartas de baralho. Quando elas estão cheias, você pode usar um special. No jogo, existem três especiais (que não podem ser comprados com moedas). Todos esses especiais são conquistados quando você salva uma xícara dos fantasmas nos Mausoléus. Existem apenas três Mausoléus na Ilha do Tinteiro.

Foto: Reprodução
O primeiro especial consiste em fazer os personagens derramarem leite da cabeça nos inimigos, como se fosse um Kame-hame-ha. O segundo especial deixa o Personagem invulnerável por um tempo, e o terceiro aumenta o dano dos tiros por um tempo. Nesse quesito, acho que o Special 1 é melhor que os outros dois. Minha opinião.

A expansão The Delicious Last Course


Em Junho de 2022 foi lançado a primeira expansão do jogo. Caso queira conhecer nossa análise completa sobre ela, CLIQUE AQUI

Depois que você finaliza o jogo, você pode jogar as fases no nível especialista. O jogo é uma verdadeira obra de arte. Recomendo bastante. Quem quiser comprar as versão pela Steam ou Gog, deixo abaixo os links:

Cup Head (link Steam) - Preço: R$36,99

Cup Head (link Gog) - Preço: R$36,99

Obrigado por lerem até aqui. Até o próximo post.

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Rei dos Games é um site destinado a falar tudo sobre videogames (jogos antigos), RPGs de mesa e board games. Além disso, trazemos tutoriais, dicas, cheats de quem realmente experimentou essas mídias, trazendo também boas recomendações.


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