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domingo, 20 de agosto de 2023

Como CRIAR AUTOMATICAMENTE AVENTURAS de RPG sem esforço nenhum e rapidamente

agosto 20, 2023
Foto: Pixabay

As vezes você não tem ideias para montar uma aventura de RPG. Montar aventuras de RPG é um desafio muito grande para Narradores, pois precisamos montar o enredo da história, criar fichas de NPCs, criar fichas de monstros, desafios, tesouros, etc...

Não se você sabe, mas existe um recurso muito interessante conhecido como inteligência artificial, e usando esse recurso (gratuito) que você poderá criar uma aventura de RPG em poucos minutos. A princípio, você precisa saber as regras de um sistema de regras (D&D, GURPS, Yoshiro RPG, RPG Bíblico...) e pedir ao CHAT-GPT para criar tudo para você.

Caso você não saiba, o CHAT-GPT (procure no Google ou veja o site abaixo) é uma inteligência artificial incrível que lhe permite perguntar qualquer coisa. Ele pode ser usado para não apenas criar ideias de aventuras, mas o mesmo sistema gera NPCs, Monstros e tudo usando as REGRAS do seu sistema de regras, já que essa inteligência artificial tem o conhecimento de quase tudo sobre os sistemas de RPG publicados no mercado.

Passos para criar uma aventura de RPG no Chat-GPT

1) Crie uma conta em chat.openai.com
2) Ao entrar lá, peça para que o sistema crie uma ideia de aventura.
3) Peça ao chat GPT criar as fichas dos monstros, NPCs e outros no sistema que você tá usando
4) Copie essas informações num bloco de notas ou arquivo de texto e pronto.

Meu irmão mesmo criou um cenário para GURPS 4ª Edição para jogar com a gente. Incrível que o chat GPT fez todas as informações, incluindo classes e também fichas.

Mas vale lembrar que, como uma inteligência artificial, nem tudo sai perfeito. Pode acontecer uma incoerência nas regras, e por isso devem ser feitos alguns ajustes por você. Mesmo assim, a inteligência artificial faz 80% do trabalho para você.

Agora não existe desculpas para que você possa criar aventuras rápidas de RPG.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Análise do livro Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus

agosto 18, 2023

Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus é um livro com uma campanha pronta (da mesma forma que a A Maldição de Strahd). Com esse livro, temos uma gigantesca aventura, que levarão os Personagens do 1º até ao 13º Nível ou mais. 

Avernus em Dungeons & Dragons é a primeira camada (de nove camadas) os 9 Infernos de Baator. Cada camada é governada por um regente, um general. Na primeira camada temos Zariel (que ilustra a capa do livro), que já foi uma anja e, após uma batalha, acabou sendo capturada e mudou de lado. Hoje ela governa essa camada.

E o que vemos em Descida em Avernus?!

O livro tem uma campanha parecida com as franquias Doom e Diablo, onde os Personagens descem ao Inferno para bater nos demônios (neste caso, os diabos, porque no D&D há diferença entre ambos os monstros, e ambos são inimigos). No entanto, a história de Descida em Avernus, embora seja farmar XP em cima das criaturas do mal, aqui eles precisam salvar Elturel, uma cidade que acabou sendo levada diretamente para lá, pelos poderes de Zariel.




Obviamente os objetivos disso eu não vou revelar aqui. Diferente da campanha de Strahd, a história tem um roteiro mais certinho, embora haja uma liberdade dos Personagens. A história começa em Baldur Gate, a cidade famosa de Forgottem Realms: aliás, o livro tem inúmeros detalhes dessa cidade, como mapa, lugares e um capítulo dedicado a ela.

Sobre o livro em si...

Diferente de outros títulos de D&D publicados pela Galapágos, este foi realmente impresso no Brasil (os livros anteriores resenhados aqui eram impressos na Lituânia). A qualidade de papel lembra muito dos D&D 3.5 da Devir Livraria, com uma gramatura mais firme e impressão de maior qualidade.

O livro também traz algumas fichas de personagens icônicos em Avernus, como o próprio dragão Tiamat bem como a própria Zariel, além de muitos outros. Além disso, o livro é recheado de regras: como o ambiente de Avernus, e outros detalhes que prefiro não mencionar aqui. O livro também tem novos monstros e também novos itens mágicos.

Embora o livro tenha um roteiro (tem até um fluxograma da aventura), ele permite que o DM possa ter liberdade para conseguir conduzir a campanha, trazendo boas informações sobre isso.

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Análise de Diablo Immortal. Vale a pena jogar?!

agosto 09, 2023
Bem... se você acompanha nosso blog, nós só postamos uma análise quando jogamos um jogo a fundo, preferencialmente quando zeramos ele. Acabei de zerar Diablo Immortal, e gostaria então de trazer uma análise mais sincera possível, embora o jogo tenha muita coisa a fazer, é bem possível que posso deixar detalhes escapar, mas vou tentar resumir o máximo sobre ele.

Vamos lá: Diablo Immortal é um mais jogo da franquia Diablo. Diferente de outros jogos, a Blizzard tentou um novo público para ele: que são os jogos mobile (celulares). No entanto, há também uma versão para PC, e  foi essa a versão que eu joguei para fazer essa análise. Para jogar pelo computador,  por exemplo, você precisa de uma conta e o aplicativo da Battle.net, que funciona de forma semelhante como outras lojas digitais de jogos, como a Steam e a GOG, por exemplo.

Basicamente, Diablo Immortal é uma versão minimista de Diablo III, trazendo algumas mecânicas novas, o que veremos a seguir. No mais, o jogo resgata praticamente o ambiente de Diablo 3, trazendo algumas alterações e mecânicas novas.

Diablo Immortal trouxe inovações para a franquia Diablo?!

O jogo traz algumas inovações para a franquia Diablo. A mais importante delas é que você pode criar o rosto do seu Personagem. No Diablo 1 e 2 você tinha Personagens já prontos, enquanto no Diablo 3 você teria as formas masculinas e femininas desses Personagens. Em Diablo Immortal, embora tenha poucas opções de personalização, já trouxe uma característica nova na franquia, que foi utilizada inclusive no Diablo 4, jogo mais recente da franquia (eu só joguei o BETA na época que escrevo isto)., que é a possibilidade de criar seus próprios Personagens (rostos).

Foto: Reprodução Blizzard

Na franquia Diablo (a partir do 2 em diante), a história é dividida geralmente em Atos, onde cada Ato conta uma parte da história e é situada em um lugar diferente de Santuário. Em Diablo Immortal não temos isso, tendo um mundo inteiro para ser explorado. Ele é praticamente um jogo online, onde você vai encontrar muitas pessoas ao mesmo tempo farmando dinheiro e XP. 

A história do jogo se passa entre o Diablo 2 e Diablo 3, mas não vou me atrever a revelar ela aqui, mas basicamente um demônio chamado Skarn quer pegar os pedaços da pedra do mundo que foi destruída pelo arcanjo Tyrael (no fim do Diablo 2). A história do jogo é basicamente vá aqui e ali, pegue o item x, troque pelo item y, etc. A história é a coisa menos empolgante nesse jogo.

Outra inovação (se podemos considerar assim!) é que os monstros também tem seus próprios Pontos de Vida (em números) visíveis, junto da barra de HP. E por fim, os cenários são dinâmicos: em certos momentos o seu herói vai deslizar por colinas, entrar numa barca, etc.

O que fazer em uma campanha de Diablo Immortal?

Embora haja uma campanha em andamento, você é livre para farmar itens e XP. Há o sistema de caçadas e fendas (basicamente a mesma coisa do Diablo 3). Como foi feito para ganhar dinheiro, se você gastar sua grana, você pode comprar itens que aceleram seu processo de evolução e/ou te deixam mais poderoso que os demais, além de itens cosméticos (visuais).

Itens de conjunto e patuás (espécie de runas) só podem ser usadas no nível 60. A partir do nível 60, você ganha níveis de excelência, que tem uma mecânica parecida em Diablo 3. Aqui também há o clássico Goblin do Tesouro, mas ele aparece MUITO RARAMENTE. Para ajudá-lo com as quests, você tem um sistema de navegação parecido com o clássico Drakensang online, onde mostram o caminho onde você deve ir. Aqui você pode até ir ao destino automaticamente.

As pegadas mostram onde devem ir

Como um jogo feito para celular, você é premiado de diversas maneiras se jogar diariamente. Além disso, eu fiquei acho que um ano sem jogar e quando voltei recebi muitos prêmios por voltar a jogar. Fazendo missões e tarefas no jogo, você também ganha muitos itens como recompensa. 

O jogo não está dublado, mas está em português (legendas). Aqui as pedras mágicas que acompanham os itens mágicos podem ser trocados automaticamente quando você adquire um item novo, e itens de conjunto só podem ser usados no nível 60 (mas essa parte acho que já disse isso em algum lugar aqui).

As poções seguem o mesmo padrão de Diablo 3 (PC), mas aqui você pode usar a poção por três vezes, e precisa matar monstros minions para que possa usar essas poções normalmente. As habilidades de classe são as mesmas que das Classes do Diablo 3 (com exceção da classe nova Cavaleiro Sangrento), mas existe uma habilidade conhecida como Ultimate (bem parecido com Torchlight 2): ao encher uma barra, você tem um ataque especial por um período curto de tempo.

O jogo dá para jogar pelo teclado e mouse e também pelo controle. Mano, jogar pelo controle deixa a experiência muito mais interessante, e recomendo que joguem pelo controle.

Conclusão sobre este jogo

Ele não é um jogo ruim, e dá até pra se divertir. Mas Diablo 3 está anos a frente de Diablo Immortal. Se você tem grana para adquirir um jogo dessa franquia, acho que todos eles são melhores que este jogo, que é uma tentativa da Blizzard de conseguir um público mobile. O jogo não é tão estimulante, pois é muito pay to win, sendo o mais forte não o que farma mais itens (e tem sorte disso) mas quem tem mais dinheiro. Minha opinião.

Por esta razão, vale mais a pena investir em um outro jogo da franquia, onde você tem a possibilidade de conseguir ficar forte e adquirir itens poderosos, do que este (que é de graça) e só pegará itens mais fortes se tiver grana, embora você não precise investir grana para zerar o jogo. Eu mesmo zerei o jogo e não gastei nenhum tostão.

domingo, 25 de junho de 2023

Análise da aventura "Na Garganta do Dragão" - Aventuras para a Quinta Edição #5

junho 25, 2023


Na Garganta do Dragão é uma aventura para Dungeons & Dragons 5ª Edição, para Personagens de 12º Nível. Ela também é a última aventura da minha campanha (usando aventuras prontas). Depois disso, continuei mestrando a minha campanha normalmente.

Achei a história bem interessante, embora alguns pontos são meio difíceis de compreender, como um dragão usar um anel mágico (página 17). O ambiente construído na história é bem interessante, mas não vou me atrever a dar um spoiler aqui. O livro também conta (como alguns da mesma série de aventuras prontas) um Apêndice com novos itens mágicos.

No mais, recomendo essa aventura. Acho que demorei cerca de duas ou três sessões para conseguir finalizar a aventura.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Análise da aventura "As Cavernas Submersas do deus das profundezas" - Aventuras para Quinta Edição #15

junho 22, 2023

As Cavernas Submersas do deus das profundezas é uma aventura para Personagens de 10º Nível em D&D 5ª Edição. Caso não saibam, estava mestrando uma campanha apenas com aventuras prontas. Eu achei a história dessa aventura até bem interessante. A aventura segue o básico de exploração de masmorras, tendo o inimigo final uma Abolete.

Uma praticidade nessas aventuras prontas é que você não precisa do Livro dos Monstros D&D 5.0, já que o livro já traz as fichas de monstros. Não há muito que falar dessa aventura, já que ela tem aquele padrão conhecido nas aventuras de D&D. Para um DM que não quer ter trabalho para desenvolver uma aventura, As Cavernas Submersas do deus das profundezas pode gerar até três sessões, dependendo do seu grupo.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Análise de Diablo II: Resurrected e suas diferenças com Diablo II (2000)

junho 07, 2023

Cheguei a escrever uma resenha sobre o clássico Diablo II (2000) e hoje gostaria de falar um pouco sobre o remake do jogo, o Diablo II: Resurrected, e suas diferenças (será que elas existem?). 

Diablo II: Resurrected é um remake do clássico Diablo 2, e somente através dele você consegue jogar com amigos ou desconhecidos online, pela Battle.net, já que o serviço online foi cancelado para jogadores da antiga versão de 2000, mesmo original (como eu tenho).

Um ponto positivo é que o jogo está não apenas legendado, mas TOTALMENTE DUBLADO em português (como acontece em Diablo III). Ver um jogo totalmente dublado no nosso idioma dá uma outra impressão, e nos transporta com mais facilidade ao ambiente do game. Jogando as duas versões, existem algumas diferenças: nas ambas campanhas que joguei, a versão de Resurrected você dropa muito mais itens, como também tem o Ato V (da expansão Lord of Destruction) junto no pacote, também totalmente dublada em nosso idioma.

Apenas mudanças gráficas em Diablo II: Resurrected?!

Uma coisa muito legal que vi nessa versão é que você pode, ao apertar a tecla G, mudar graficamente os gráficos do jogo antigo pro jogo atual. No entanto, eu tenho as duas versões e (veja abaixo) dá pra facilmente perceber que a versão original de Diablo II (2000) tem os gráficos melhorados em comparação a "versão antiga" do mesmo no Ressurrected, mas existe uma diferença enorme de gráficos, porque a resolução usada no remake (pra versão antiga) é maior, então dá a impressão de "gráfico piorado" porque a tela está mais esticada.

Gráfico do Diablo 2 (2000)

Gráfico da "versão antiga" do  Diablo 2: Resurrected

Gráfico original do  Diablo II: Resurrected

Existe algo novo em Diablo II: Resurrected?!

Embora seja um remake, Diablo II: Resurrected trouxe alguns novos recursos e mecânicas que ajudariam muito.

1. Possibilidade de ressuscitar aliados contratados: No Diablo II original não era possível pagar uma quantia para reviver um aliado (NPC) morto.

2. Personalizar e curar aliado contratado: Assim como você pode, ao pagar uma quantia, ressuscitar um aliado (NPC) morto, você pode também equipá-lo e também dar poções de cura pra ele. Acho que essa mecânica eles pegaram do Diablo III.

3. Capacidade de resetar atributos e Habilidades: Se não estiver enganado, isso é possível apenas uma única vez por Dificuldade. Fiquei sabendo que existem outras formas de droparem itens especiais para conseguir isso, mas não é nada fácil. Assim que tiver informações, faço uma matéria sobre isso.

4. Aumento do espaço dos Baús de cidade: veja a comparação dos Baús de Cidade (este que você guarda itens e dinheiro) do Diablo 2 (2000) para o Diablo 2: Resurrected. Além do aumento de espaço nos baús, existem também abas para que itens possam ser compartilhados com outros Personagens da sua conta (mas itens de baús de jogos offline não podem ser compartilhados com Personagens de temporada, online).

Espaço de baús no Diablo 2 (2000)

Espaços de Baús no Diablo 2: Resurrected

5. Modo temporada: Assim como em Diablo III, existe também o Modo Temporada. No entanto, aqui não existe o modo aventura, mas existem os Personagens de temporada, que usam as mesmas mecânicas, mas você pode definir se quer jogar o jogo com quatro atos (original) ou a campanha estendida com o ato 5. Os jogadores são recompensados a jogarem na temporada.

6. Jogo sempre atualizado: Enquanto o Diablo II (2000) não recebe atualizações desde 2016, a versão Resurrected tem atualizações recentes, sempre trazendo algo novo.


Personagens na Nuvens para sempre

Enquanto no Diablo III era sempre online, em Diablo II: Resurrected, você pode escolher o modo temporada (Online) ou o modo sem temporada (Offline). Contudo, ao acessar o game, ele acessará sua conta na Battle.net, onde estão seus Personagens na Nuvem. Não testei o jogo quando estava sem internet, mas acredito que ele precisa de conexão para acessar os Personagens, mesmo para jogar o modo offline (mas isso ainda não foi testado).

O que achei do jogo e o que poderia ser melhorado

A Blizzard fez um ótimo trabalho neste game!

Esses gráficos novos, aliados a dublagem em português, dão uma nova roupagem ao jogo, o que achei sensacional. Os vídeos também foram recriados, e estão dignos de filmes de Holywood! Além disso, você pode criar salas ou entrar em salas para jogar com outras pessoas ao redor do mundo.

Duas coisas senti falta nesse game (e acho que poderia ter sido incluído): Conquistas (como em Diablo III) e aparições dos Goblins do Tesouro, que já aparecem nas novas versões da franquia, o que se tornou uma nova tendência.

Mesmo assim, achei que Diablo II: Resurrected é um dos melhores jogos, se não o MELHOR, da franquia Diablo. O jogo está sendo vendido na Blizzard por R$179,90 mas o preço cai bastante com promoções recorrentes.


quarta-feira, 26 de abril de 2023

O Diablo 1 da Gog

abril 26, 2023

Na minha análise sobre o Diablo 3, falei da minha experiência com este jogo. Que foi, na verdade, o primeiro jogo original de pc que tivemos em mãos, graças a um amigo que nos presenteou. Curiosamente, um vizinho também recebeu uma versão original do mesmo game e ficamos debatendo sobre o mesmo numa tarde.


A primeira pessoa que me apresentou a franquia, por incrível que pareça, não foi um amigo, mas sim, um pastor evangélico. Não me lembro o ano ao certo, mas era ainda na casa dos noventa e graças ao meliante que falava por vídeos em VSH só demonizava DoomDiablo, pude conhecer os dois. Aqui no blog, por exemplo, temos análises de praticamente todos os jogos das duas franquias! Outros derivados da "mesma perseguição", como Duke Nuken, por exemplo, completam a lista de mídias malditas de pastores que em vez de nos "alertar", fez o oposto.


Mais tarde, quando chegamos no segundo grau, ouvi de um colega de classe falando que morria de medo desse jogo. Que o personagem chegava na igreja e dela ia descendo até chegar no inferno - coisas que nos chamou muito a atenção. Nossa primeira dúvida quando adquirimos o mesmo, foi saber quantas masmorras levava para se chegar ao inferno. Como a gente era moleque na época, chegamos até pensar que deveria ter 666 andares para lutar contra o capiroto.

Tanto o primeiro, como o segundo Diablo (que também tem análise do clássico aqui no blog) fizeram parte da minha vida. Tanto, que decidi comprar a versão original do jogo (que é autorizada pela Blizzard inclusive) no site da Gog. Para você que tem dúvidas de comprá-la, preste bem atenção!


1ªO jogo roda perfeitamente em sistemas operacionais mais modernos. Ao ligar por exemplo, o seu jogo, você deverá escolher a versão que irá jogar (parecido com alguns games na Steam). Deixei uma foto abaixo para você ver como é.


2ºO jogo está em HD inclusive, mas, é um game de 1996, ok? Você pode melhorar melhor os gráficos mexendo nas configurações de vídeo, mas, não "muda muita coisa"; Após zerar no modo clássico (por causa que somente a mesma funciona a tradução, pude NOTAR QUE HÁ SIM, UMA GRANDE DIFERENÇA AO JOGAR EM HD! Não teremos mudanças em relação a gráficos, mas enxergamos MUITO MELHOR O QUE ESTÁ ACONTECENDO! O que faz toda a diferença). Infelizmente, a versão Hellfire não há como joga-la em multiplayer!


3ªA versão vendida na Gog aceita a tradução que você encontra na internet, porém, apenas a versão clássica do jogo fica traduzida. Esta versão clássica é a mesma do jogo, sem ser HD. Com ela, segundo o site da própria Blizzard, você pode conectar-se em rede pela battlenet, desde que abra certas portas TCP e UDP dita no site deles. Eu cheguei a testar, mas sempre dá um erro porque não abri a tais portas, mas creio que funcione. Caso eu vá abrir as mesmas e funcionar, eu atualizo essa postagem ou você mesmo, pode deixar nos comentários a resposta. (Atualização dessa informação: você pode jogar com seus amigos online sem precisar abrir tais portas. Leia nossa postagem Como jogar o Diablo 1 em cooperativo sem precisar abrir portas TCP/UDP)



O jogo é o mesmo que conhecemos. Na verdade, está melhor otimizado. Para quem jogou na época e precisava do CD para ouvir as músicas, nem é preciso. Tudo roda com apenas um clique e não tive nenhum problema - na verdade, tive a mesma experiência de garoto. Caso você queira jogar com amigos, use o gamerranger ou outro programa que simula rede em lan e jogue para valer. A questão se o mesmo vale o preço que está vendido na Gog depende de quem irá comprar. Para mim, foi uma honra adquiri-lo, principalmente, porque jogarei em rede com meu irmão. Mas, tem gente que irá achar caro!


A versão original também não possui sistema de nuvem, o que não acredito ser um problema. Apesar de ser um clássico, Diablo clássico não costuma ser um RPG longo. Você apenas desce algumas masmorras e logo logo, está matando o capeta. Outra coisa a relatar é que, se você começa a jogar no Diablo clássico e depois mudar para o Diablo em HD ou a expansão Hellfire, seus personagens não serão os mesmos, porque cada versão guarda os arquivos separadamente.


Aqui no blog também compartilhamos a tradução completa do jogo clássico (incluindo o nome de todos os itens) e legendas nos vídeos. 


Você pode comprar agora mesmo na Gog por R$52,49 pelo link abaixo:


https://www.gog.com/game/diablo

sábado, 11 de março de 2023

Análise da aventura "O Olho do Leviatã" - Aventuras para Quinta Edição #8

março 11, 2023

Como sabem, estou com uma campanha de D&D apenas com aventuras prontas. O Olho do Leviatã foi uma aventura para Personagens de 8º Nível, onde os jogadores precisam desvendar um assassinato, que tem a ver com um tal Olho de Leviatã.

A aventura foi muito bem construída, diga-se por sinal. Acho que, de todas as aventuras que mestrei na campanha, esta foi a melhor até aqui. Altamente recomendado. Além disso, a aventura é muito bem construída, mostrando mapas do lugar e até de um navio pirata, onde está o chefe da aventura.

Volto a repetir: até aqui, a melhor aventura da minha campanha! Se você tem dúvida de comprar, vai por mim, altamente recomendo.

sábado, 17 de dezembro de 2022

Análise da aventura "O Refúgio perdido do Arquimago" - Aventuras para Quinta Edição #11

dezembro 17, 2022

Em "O Refúgio perdido do Arquimago", os heróis são enviados para um refúgio (Masmorra) entre Gehena e os 9 Infernos (na minha campanha, esse refúgio se encontrava dentro dos 9 Infernos).

A aventura é basicamente dividida em duas partes: uma para encontrar o Refúgio, e a outra, o Refúgio em si. A aventura basicamente se resume em exploração de masmorras, com monstros de nível moderado. Achei que essa aventura foi bem escrita, embora me obrigasse a fazer algumas alterações na mesma.



Um dos Personagens acabaram morrendo na aventura, ao pegar um baralho mágico (item que está no D&D Livro do Mestre), e outro acabou amaldiçoado. Outro ganhou dois níveis (!!!) por conta desse item mágico de cartas!

No fim das contas, foi uma boa aventura. Gostei e recomendo!

domingo, 20 de novembro de 2022

Análise da aventura "Caçadores do Oásis Perdido" - Aventuras para a Quinta Edição #6

novembro 20, 2022

Quem acompanha o nosso blog aqui, deve estar ciente que estou mestrando uma Campanha de D&D 5ª Edição apenas com aventuras prontas. No quarto nível, nosso grupo agora enfrentou o Oásis dos bandidos e o templo de Ankhotep.

Caçadores do Oásis Perdido foi uma aventura escrita por Chris Doyle, o mesmo que escreveu a aventura anterior, Os Pilares de Pelágia. Aqui os jogadores começam em uma prisão, onde devem encontrar uma alternativa para escapar. A aventura segue o conceito de exploração de masmorras, e possuem alguns encontros bem interessantes. Mesmo assim, tive que fazer alguns ajustes porque, se fosse realmente usar a aventura como descrita no livro, meu grupo teria muitos problemas.

A começar, os jogadores começam sem magias, itens e no nível de exaustão 1, o que dificulta muito nos testes. Até por conta disso, fui leve nos encontros aleatórios, como diminuindo o número de encontros, e também modificando alguns eventos da aventura. Essa aventura foi totalmente concluída em uma tarde de Domingo, e deixei os jogadores uma escolha: ou eles fogem de barco pelo Mar Vítreo, ou então enfrentariam o dragão de latão Brazcamel. 

O mago do grupo decidiu ficar no barco, e o restante do grupo (um clérigo, um monge e um bárbaro) decidiram enfrentá-lo. Inacreditavelmente eles conseguiram vencer o dragão, o que gerou um clima na mesa. Eu gostei dessa aventura.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Análise da aventura "Os Pilares de Pelagia" - Aventuras para a Quinta Edição #3

novembro 16, 2022

Como eu falei aqui no blog, estou com uma campanha apenas com aventuras prontas. Depois da aventura inicial, A Colônia Esquecida, os aventureiros do meu grupo desafiaram a Torre do Mar e seus perigos, em Os Pilares de Pilagia.

Diferente da outra aventura, esse livro é bem mais robusto (cerca de 52 páginas), com MUITOS DETALHES sobre a história de fundo, da Vila d'água, Torre do Mar e seus perigos. A história basicamente consiste em buscar informações sobre o Mago Arcadianus, mas existe MUITO mais coisa por trás disso. A história é tão detalhada que eu não consegui colocar toda a mesma na aventura.


Gostei muito do desafio, o que gerou situações bem interessantes. Existe uma parte, no começo da aventura, que os Personagens estão em uma ponte invisível, com uma Harpia. O Monge do meu grupo (personagem do meu amigo Josias) teve a ideia de laçar a harpia, jogando contra a torre. Esse mesmo Monge, no fim da aventura, acabou sugado por um redemoinho, etc.

Os desafios são mais moderados, e cada canto da Torre existem fotos dos mapas, e também desenhos para que os jogadores saber o que estão vendo. Gostei bastante do final (o que eu não contarei). Diferente da primeira aventura, esta foi muito bem construída. Embora alguns personagens do grupo caíram algumas vezes, eles conseguiram chegar até o fim, sem mortes.

Eu recomendo esta aventura. Ela não se baseia em encontros apenas, e quando eles aparecem, aparecem de forma genial. Existe em alguns casos até instruções de como agir com os monstros a cada rodada. Gostei bastante dessa aventura.

sábado, 12 de novembro de 2022

Análise da aventura "A Colônia Esquecida" - Aventuras para a Quinta Edição #12

novembro 12, 2022


Não apenas eu li, mas como mestrei essa aventura para meus amigos. Portanto, a minha análise sobre este produto será a mais precisa possível.

"A Colônia Esquecida" é uma clássica aventura de exploração de masmorras para nível iniciante. No entanto, embora tenha uma história até legalzinha, a aventura é totalmente... digamos... "quebrada". A impressão que eu tive é que o escritor dessa obra (Bob Brinkman) não fez nenhum tipo de playtest antes de publicar esse produto.


E por quê digo isto?! Existem muitos monstros, eles estão totalmente desbalanceados. Alguns deles possuem uma habilidade que lhe dão vantagem nos testes, o que foi alvo de reclamação minha e também do meu grupo. Além disso, os desafios SÃO GRANDES DEMAIS para simples aventureiros de 1° nível. Pra ter noção: meu irmão morreu 2x (com dois Personagens diferentes) na mesma aventura, o meu primo e outro meu amigo, e isso porque ainda tentei diminuir um pouco o número de encontros, o que não foi suficiente para quase terminar com o grupo todo morto.

Teve uma parte que o Personagem do meu irmão sofreu 6d6 pontos de dano por errar um teste, em uma parte da própria aventura. Como alguém coloca um dano desses numa aventura de 1° Nível?! A história não é tão ruim, apesar de confusa. Confesso: foi uma das PIORES aventuras prontas de D&D que já mestrei. Aqui no blog já fiz a resenha da aventura O Grande Desafio e também A Maldição de Strahd, que foi muito legal, e outras provavelmente que devo publicar aqui no blog.

Assim sendo, "A Colônia Esquecida" é uma aventura que não gostei, e não recomendo. Desafios perigosos demais para aventureiros em início de carreira. Esse é o ponto.

Minha campanha de D&D apenas com a coleção "Aventuras da Quinta Edição"

novembro 12, 2022

 

Comecei no dia 12 de Novembro de 2022 uma campanha de D&D apenas com os livros de aventura. Aos poucos atualizarei esse post.

1° Aventura - A Colônia Esquecida (Nível 1)

2º Aventura - Os Pilares de Pelagia (Nível 3)

3º Aventura - Caçadores do Oásis Perdido (Nível 4)

4° Aventura - O Castelo no Céu (Nível 5)

5º Aventura - O Refúgio Perdido do Arquimago (Nível 7)

6ª Aventura - O Olho do Leviatã (Nível 8)

7º Aventura - As Cavernas Submersas do deus das Profundezas (Nível 10)

8ª Aventura - Na Garanta do Dragão (Nível 12)

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

RPG Bíblico - Regras para Iniciantes já está nas lojas de todo Brasil

outubro 17, 2022
RPG Bíblico - Regras para Iniciantes é a única versão comercial do RPG Bíblico, o único RPG baseado na Bíblia disponível aqui no Brasil. Ele mantém o mesmo sistema da versão do Livro de Regras, com um formato mais amigável e preço mais acessível. 

Um dos compradores do RPG Bíblico me mandando uma foto do produto

Ele também está sendo vendido de forma comercial, e a nossa expectativa é lançar pelo menos um novo suplemento por mês. O livro também tem um tamanho maior (A4, como de outros livros de RPG), e estará sendo vendido em diversas lojas do Brasil, pela Editora Clube dos Autores.


Para quem quiser comprar, veja




Quando as demais lojas tiverem com o livro a disposição, estaremos deixando aqui.

domingo, 25 de setembro de 2022

Análise completa de Diablo 2 (2000) - Blizzard

setembro 25, 2022

Diablo II foi um dos jogos que mais joguei no meu antigo PC perante minha adolescência/começo da juventude, nos anos entre 2003-2008. O jogo, originalmente lançado pela Blizzard North em 2000, ainda é vendido comercialmente na internet, com uma versão atualizada em 2016.

Atualmente existe também um remake do próprio jogo, chamado Diablo 2 - Resurrected, que traz uma nova visão do jogo, trazendo alguns modos (de temporada) como em Diablo 3. No entanto, embora haja uma versão mais atualizada do game, estarei aqui apenas falando da versão original de 2000, que neste momento, acabei de zerar.

Ainda vale a pena comprar a versão de Diablo 2 (2000)?! O que ela lhe oferece?!

Ao comprar o jogo no site da Blizzard (deixarei o link no fim da matéria), você receberá uma chave única para ativação do jogo, bem como link de download do setup dele. Além disso, a própria chave fica disponível para sempre em sua conta no Battle.net. No entanto, devido a versão de Diablo II - Resurrected, o serviço do Battle.net não está mais disponível para essa versão do ano 2000.

Ou seja, se você comprar essa versão, deve ser para jogar apenas offline, ou então jogar em rede com algum amigo. O jogo está em inglês, mas aqui já disponibilizamos uma tradução para pt-br para ele. Ele mantém o mesmo jogo original de 2000, com os mesmos gráficos e jogabilidade. Assim como em toda franquia Diablo, você precisa acumular níveis e itens mágicos com os monstros que matam.

Com a versão original, você tem acesso as músicas do jogo, o que dão um ambiente bem legal. O jogo também vai oferecer horas de diversão. 

As Mecânicas que foram introduzidas em outros RPGs

Diablo II (2000) ofereceu uma série de mecânicas que permaneceram não apenas na franquia Diablo, mas também em Torchlight e até em outros jogos de Action RPG. Listaremos algumas abaixo.

1° - Baús que compartilha itens: você tem um baú onde pode colocar itens que serão compartilhados por outros personagens da sua conta.

2° - Inclusão de gemas: gemas que aumentam o poder do item foram colocadas aqui e são marca registrada de muitos novos RPGs que surgiram.



3° - Aumento da Dificuldade: ao zerar o game, seu Personagem ganha o nome de Sir e você pode escolher entre Dificuldade Normal, Pesadelo e Inferno.

4º - Árvore de Habilidades: algo muito comum nos RPGs atuais que começou com Diablo 2, um conceito que seria aceito pela maioria dos actions RPGs atualmente.

5º - Checkpoints de Portal: lugares onde você pode salvar para se teleportar para áreas específicas de um mapa.

6º - Transmutações de gemas: as gemas são dividas por categorias, e existe um sistema de transmutação que começou com eles, neste jogo, no ano 2000.

Veja como o jogo trouxe diversas mecânicas que seriam adotadas em diversos RPGs lançados mais a frente.

Um pouco sobre a jogabilidade de Diablo 2

Como um jogo lançado em 2000, algumas coisas em Diablo 2 deixam um pouco a desejar. Uma delas é o POUCO ESPAÇO para guardar itens, algo que seria melhorado em jogos futuramente.


O jogo também oferece um total de seis classes básicas: Amazona, Necromante, Bárbaro, Feiticeira e Paladino. Diferente do primeiro jogo da franquia, aqui temos um mundo aberto para explorar. O jogo é dividido em 4 Atos, onde cada parte fala um pouco da história. No fim de cada Ato existe um chefe supremo, onde o Personagem precisa enfrentar.

Sobre a História em si, acho que nem é preciso muito segredo, porque todos já devem conhecer. Vale lembrar que esse jogo se passa num mundo de fantasia chamado Santuário, numa guerra entre anjos x demônios.

Para quem quiser comprar o jogo original, ele está na Blizzard por R$29,90. Existe também uma expansão chamada Lord of Destruction, que oferece um Ato a mais e mais classes. Quem sabe não falaremos sobre ele mais pra frente?!

Comprar Diablo II (2000) no site da Blizzard (R$29,90)

Comprar a expansão Lord of Destruction (R$29,90)

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Análise da expansão 'Reaper of Souls' - de Diablo 3

agosto 29, 2022
Aqui no blog já fizemos uma matéria completa sobre Diablo III, jogo de RPG online da Blizzard, que continuou com a franquia Diablo. Esse jogo originalmente foi lançado em 2012, e em 2014, foi lançada a expansão a expansão "Reaper of Souls" (Ceifador das Almas).

O que essa expansão pode oferecer para quem tem apenas a versão comum de Diablo III?!

Se a pessoa comprar o Diablo III original na Blizzard, isto é, sem a expansão do jogo, basicamente seus Personagens vão até o nível 60. Em Reaper of Souls, os personagens podem avançar até o nível 70. Em termos de mecânica, personagens com níveis mais altos podem pegar equipamentos mais fortes (nível 61 ao nível 70), o que dá para aproveitar mais o jogo. 

Além disso, o jogo conta com uma nova campanha (Ato 5), que mostra a continuação do jogo. Na história, o anjo da morte Maltael captura a pedra das almas em seu plano de exterminar a raça humana. Assim sendo, seu Personagem precisa impedir isso, atravessando alguns lugares novos, até o fim da batalha em Pandemonium.


Há também dois novos modos, como o Modo Aventura e o Modo de Fendas, algo que já aparece em Diablo Immortal. No Modo Aventura você precisará cumprir missões durante todo o mundo de Santuário, podendo viajar entre os mapas em qualquer ordem, algo que não dava para fazer em modo campanha. Além disso, você também ganha uma nova loja, novos itens e novos inimigos, como diversos tipos novos de goblin do tesouro.

O mais legal disso é que o modo aventura oferece itens únicos por TEMPORADA, sendo itens comuns ou itens cosméticos (de visualização) como de novos mascotes, etc. Outra coisa interessante em Reaper of Souls é que você ganha + 2 espaços para personagens, +1 espaço para itens do baú (aba) e também a nova classe, Cruzado, que é um Paladino(a) que tem poderes de cura, buff e alto poder de combate.

Por fim, há uma nova missão, onde você conseguirá o Cubo de Kanai, uma versão mais poderosa do Cubo Horádrico de Diablo II.

Caso você tenha a versão gratuita de Diablo III, ao comprar a versão com a expansão (Battle Chess) você já tem a Reaper of Souls e o Diablo 3 juntos num só pacote.

domingo, 24 de julho de 2022

Os netbooks da Daemon Editora sumiram?!

julho 24, 2022
Foto: Pixabay

O Sistema Daemon, usado em jogos como Arkanun, Anime RPG e tantos outros RPGs de Marcelo Del Debbio, um dos escritores de RPG brasileiros mais importantes e atuantes nos anos 90-2000, foi um dos jogos mais populares da galera RPGista daquela época, não apenas pelos jogos publicados pela Editora, mas sim por um projeto iniciado pelo próprio Marcelo Del Debbio.

Quando AD&D (Advanced Dungeons & Dragons) se tornou Dungeons & Dragons 3ª Edição, a editora que tinha seus direitos chegou a criar uma licença de conteúdo para liberar seu sistema de regras, o assim chamado sistema d20. Através de uma licença gratuita, todos poderiam criar material compatível com as regras de D&D, se seguir alguns requisitos. Marcelo Del Debbio viu potencial nessa estratégia, e fez o mesmo com o Sistema Daemon, através do que eram chamados Netbooks.

Netbooks, ou livros virtuais, eram arquivos .pdf que tinham adaptações e cenários de RPG feitos com o Sistema Daemon, que eram distribuídos gratuitamente no site da Editora (www.daemon.com.br). Isso popularizou o sistema, e até por conta disso títulos como Anime RPG e Supers RPG foram lançados. Mas o legal era o incentivo da própria Editora, já que você poderia enviar um arquivo criado no Word, e eles mesmos faziam a progressão para o .pdf e, depois disso, publicavam no site da mesma.

Nossas primeiras publicações no site da Daemon Editora

Minha primeira adaptação de RPG foi sobre Wolfenstein 3D, e foi meu primeiro netbook lançado para ser publicado gratuitamente no site da Editora, bem como outros que produzimos. O cenário de Yoshiro RPG também conquistou diversos fãs por lá, o que deu fôlego para meu irmão Rodrigo produzir diversos suplementos. Além disso, criamos diversos livros com regras adicionais, adaptações de animes, cenários, etc...

Infelizmente parece que a Editora Daemon parou de publicar esses netbooks (eram mais de 500). No nosso caso, temos todo nosso acervo guardado em um DVD. Quem curtiu aquela época, via o tanto de material grátis disponível para RPG, especialmente para quem não tinha condições. Vou te falar: sem dinheiro para livros, mestrei muitos netbooks da Editora e passei muitas aventuras com eles, além das regras adicionais que usamos em diversas aventuras. Bons tempos.

Ao que parece, pelo menos até esse presente momento, não temos mais os netbooks da Daemon Editora. Se você também curtiu essa fase da história do RPG, deixe seu comentário abaixo. E, se não consegue o que é um RPG, criamos um material (grátis) para te ensinar a jogar.


Onde encontrar os netbooks da Daemon Editora?!

Recebemos um comentário abaixo (o que acreditamos ser alguém da própria Daemon Editora), revelando que os netbooks estão disponíveis para download em outro site, o https://wiki.daemon.com.br/index.php?title=Netbooks

terça-feira, 19 de julho de 2022

Como APRENDER A JOGAR RPG. Nós ensinamos! E de GRAÇA!

julho 19, 2022
Foto: Pixabay

RPG vem da sigla RolePlaying Game, que literalmente significa "Jogo de Interpretação de Papéis". Esse jogo teve origem em 1974, com a primeira edição de Dungeons & Dragons. Embora haja versões de jogos para computador/videogame como um RPG, o RPG (de mesa) de fato acontece quando você se reúne com seus amigos para viver aventuras imaginárias, mudando o rumo de uma história, como uma série de TV onde você e seus amigos que decidem os rumos da trama.

RPG não é um jogo competitivo, ou seja, você não joga para GANHAR ou PERDER. O intuito aqui é apenas se divertir. Existe um jogador especial, chamado de Narrador ou Mestre: ele atua como juiz e contador da história (também chamada de aventuras). O Narrador/Mestre é o único de fato que precisa conhecer as regras (e ensinar aos amigos), bem como também criar uma história que deve ser compartilhada na imaginação dos jogadores. Vale lembrar que, como RPG não é um jogo competitivo, ele não "joga contra" os jogadores. Seu objetivo é criar uma história envolvente para seus amigos. Uma sucessão de muitas aventuras é conhecido como Campanha.

O que eu preciso realmente para aprender a jogar RPG?!

  • 1º - Ter 2 ou mais pessoas dispostas para jogar, sendo uma o Mestre/Narrador (seria você?)
  • - Conhecer um sistema de regras (veja a seguir)
  • 3º - Ter dados de RPG, ou dados comuns (de seis lados)
  • 4º - Outros materiais, como folhas, lápis e borracha. Necessariamente você não precisará de tabuleiro para começar a jogar, embora alguns jogos (como Dungeons & Dragons) possam dar essa possibilidade de jogar com tabuleiro.

Amigos: Cada pessoa (menos o Mestre/Narrador) tem uma folha com um formulário conhecido como FICHA DE PERSONAGEM. Essa é uma espécie de "raio x" do seu Personagem. Como no RPG é um jogo de interpretar Personagens, cada jogador criará um ÚNICO Personagem (de acordo com as regras determinadas pelo sistema de regras a ser usado) e marcará tudo o que acontecerá com ele, como dano recebido, suas habilidades e conhecimentos, itens que conquistou, etc. O Narrador, embora não possa criar um Personagem, ele controla TODOS OS OUTROS do mundo da campanha, desde o anão que pede ajuda no meio da estrada, até os dragões que estão na caverna! Esses personagens são conhecidos como NPCs ou PdM (Personagens do Mestre).

Sistema de Regras: o sistema de regras é onde estão as regras do RPG. Não existe um sistema de regras para TODOS os RPGs. Cada jogo de RPG tem seu próprio sistema de regras, dependendo do tipo de aventura/jogo que você quer jogar. Cada sistema de regras tem um livro próprio, chamado de Módulo Básico, Manual Básico, Livro Básico ou Livro de Regras. Além desses livros, existe a necessidade de adquirir material adicional para o livro de regras (como a DLC de um jogo de PC/videogame). Nestes casos, esses tipos de livros são chamados de Suplementos.

Dados de RPG: cada Personagem tem suas próprias habilidades e capacidades, e os dados são usados para determinar sucesso ou falha em uma ação, o que chamamos de Testes. Por exemplo, se um Personagem seu quer subir numa árvore, o Narrador pedirá para que você faça algum Teste (role o dado ou dados) para determinar a chance de sucesso, e fala o que acontece na história se seu Personagem passou ou não neste teste (no nosso exemplo, se ele subiu ou não na árvore). Os dados de seis lados são conhecidos no RPG como d6. A nomenclatura para dados funciona assim: d + o número máximo do dado. Assim como o d6 equivale a um dado de 6 lados, o d4 serve pro dado de 4 lados, o d8 para o dado de 8 lados, etc. Já falamos sobre a história dos dados de RPG aqui no blog.

Ok, mas onde consigo comprar os livros de regras, posso jogar de graça?!

Há diversos livros de regras disponíveis para você comprar na internet. Vou mostrar alguns jogos (bons e baratos) que você pode adquirir (primeiro comprando).

Anime RPG: jogo baseado em animes. Exige dados de seis lados e 10 lados.
Guerra dos Tronos: jogo baseado na série Game of Thrones. Exige dados de 6 lados.
Mutantes & Malfeitores 3ª Edição: jogo de super heróis. Exige 1 dado de 20 lados.
Yoshiro RPG: jogo de anime. Exige dado de seis lados.
RPG Bíblico - Livro de Regras: jogo baseado no Antigo Testamento da Bíblia. Exige dado de 6 lados.

Vale lembrar que esses livros citados acima tem o sistema de regras mais simples e baratos. Mas agora vou mostrar onde você pode encontrar livros de regras de graça:

Manual 3D&T Alpha: livro gratuito, disponibilizado pela Editora Jambô. O jogo está totalmente de graça, e seu sistema de regras é simples, usando apenas dados de 6 lados.

Ação!!!: livro gratuito, disponibilizado pelos autores de graça. Ação!!! é uma versão "moderna" do sistema de Dungeons & Dragons 3.5, lançado em 2004 e que hoje está fora de catálogo. Exige dados de 6, 4, 8, 10, 12 e 20 lados.

Yoshiro - Manual Rápido: o sistema de regras de Yoshiro RPG de graça, de forma resumida. Se você gostar, pode comprar futuramente.
 

Ok, mas eu pensava que RPG era coisa de medieval, com magias, dragões, etc?!

Foto: Pixabay

Sim, você está certo. O RPG nasceu de Dungeons & Dragons que, inclusive, é o RPG mais jogado do mundo. Mas hoje em dia há diversos gêneros e jogos de RPG disponíveis no mercado. Para seu aprendizado, colocamos acima livros gratuitos e alguns livros que você pode comprar, onde as regras são mais simples de aprender.

A medida que você aprende e domina um sistema de regras, você pode conhecer outros futuramente. Nosso objetivo aqui neste post é apenas te ensinar a começar a jogar RPG, de forma natural.

Esperamos ter ajudado você com este post. Curta nossa página no Facebook e visite nosso blog. Qualquer dúvida, deixe nos comentários abaixo.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Diablo 3 é um game que dá pra jogar quase que eternamente

julho 08, 2022


Diablo 1 foi um dos primeiros jogos originais que tínhamos na nossa adolescência. Graças a um amigo que nos doou e era o máximo, ter um jogo que exigia CD para rodar. O interessante, é que nesse tempo, um vizinho também começou a jogar o game (também original) e ficávamos debatendo sobre o jogo por muito tempo. Mas o tempo passou!

Os tempos eram outros... os recursos que a gente sonhava em ter (como por exemplo, jogar Age of Empires online ou em rede, já eram realidade!) E faltava algo para um fã de Diablo (que zerou os dois primeiros games) conhecer o terceiro jogo da franquia. 


Se você tem desejo de comprar Diablo 3 e por isso caiu nesse site, preste atenção.

Pontos negativos

Para quem é desavisado, vai estranhar o jogo no começo. A jogabilidade é fácil demais e pode até enjoar! A culpa disso é da Blizzard, que não sei porque, colocou os modos "normal" e "difícil" como "very easy" e "easy". Sendo que o game de verdade é a partir da dificuldade Perito! (Por que não me avisaram isso? Na minha primeira vez, passei o Ato 1 Inteiro tancando todos os monstros que não conseguiam me arranhar.) Mas quando fui pesquisar na internet a experiência de outros usuários, descobri que a jogabilidade normal do jogo é nível Perito e daí, me viciei.

Comece o game no nível Perito - porque nem o "modo difícil" é como ele diz ser. 

Na medida em que você vai jogando, fica comum você aumentar a dificuldade do jogo. Sempre enfrentando desafios maiores mesmo ao desfrutar de novos personagens e isso vicia demais! Principalmente quando você entende que está mais forte e quer mais desafios - pois o game oferece bônus de XP para mais dificuldade, e MAIS RECOMPENSAS VALIOSAS!


Diferente de games anteriores, Diablo 3 você não compra mais poções. Você acessa apertando Q e deve esperar carregá-la novamente. Para se curar sem este recurso, você precisa coletar globos de sangue que caem de alguns monstros ou mesmo, sobreviver a batalha. (Pois você se regenera na medida que está lutando). A princípio, tinha odiado essa opção e estava até chateado com o jogo (por causa da dificuldade pífia dos modos "normal" e "difícil") Mas depois fui entender que é interessante e até viável, pois diferente de Diablo 2, as hordas de monstros vem e um número muito maior.


Nele há itens como qualquer outro do gênero, incluindo opção de gemas e equipamentos mágicos, comuns e lendários. Temos coisas que os jogos anteriores entregam!

Pontos positivos

A dublagem é a primeira coisa a se notar. Cada classe (seja homem ou mulher) tem um dublador próprio e cada personagem narra a sua história. O sistema de combate é uma evolução do anterior, na qual, não existe barra de stamina e o personagem vive "correndo". Os combates envolvem hordas de monstros que permitem que os personagens se desloquem rapidamente de um lado para o outro e usufruem de diversas habilidades contras as hordas infernais, lutando contra dezenas de demônios na tela. Deu para entender que o jogo foi feito para combates em grupo e muitas das vezes, você terá que correr para esperar seus pontos de vida recuperarem.


O personagem possui companheiros, que podem ser substituídos a qualquer momento da campanha e possuem personalidade própria (incluindo muitas falas). Dependendo de quem esteja do seu lado, há um diálogo próprio e os personagens de uma hora outra ou outra, ficam conversando. (Por isso que eu entendo o valor do jogo ser o que é!) Tornando a jornada muito mais satisfatória, pois você se sente dentro daquele universo. O jogo apresenta algo conhecido como "Níveis de excelência", que são pontos de atributos/habilidades que são distribuídos a todos os seus personagens para cada personagem que você tenha no nível 60 acima (o que eu achei daora!) E levando em conta os diversos níveis de dificuldades do jogo, dá pra levar seus personagens a níveis inimagináveis.

A trama

Não entrarei em detalhes sobre a história, mas eu curti muito a mesma. A jornada em relembra personagens dos jogos anteriores (incluindo vilões) e me cativou muito! Talvez, a única "reclamação" digamos assim, seria o fato da dificuldade dos chefes - que ao meu ver, estavam um pouco mais fáceis em comparação, por exemplo, com Torchlight 2 (pode ser impressão minha também!). Já o combate contra Diablo, eu curti a beça e ele até que é bem forte em comparação com os demais - realmente, está como os demais jogos.


Novidades

Dentre a dublagem e o combate frenético devido o sistema de robustez e recuperação (que você absorve dano e um limite de cura por segundo enquanto está em batalha), essencial para lutar contra dezenas de capirotos ao mesmo tempo. Temos no meio de muitos combates, o Goblin do Tesouro, que se for derrotado - oferece muito dinheiro e itens. Além disso, cada personagem possui habilidades que podem ser trocadas fora de combate. As mesmas, são personalizadas com melhorias que se ganha assim que você avança de nível e permite que você crie o seu próprio estilo de jogo.

Jogue gratuitamente

Diablo 3 pode ser jogado gratuitamente, mas você só poderá criar personagens até o nível 20. Ela é conhecida como Starter Edition, você poderá baixá-lo agora no site da Blizzard. Caso você tenha jogado esta "versão demo" e queira exportar seu personagem para versão completa, ele irá automaticamente assim que você fizer o upgrade.


Compre Diablo 3

Tanto para jogar a versão gratuita como a completa, você necessita de uma conta no Battlenet - que é feita gratuitamente. A versão dessa análise é a Standart (que custa R$69,90)! O que permite o jogo completo, mas não tem as classes necromante e cruzado (o que eu devo fazer análise quando comprar). Um aviso: a Blizzard só trabalha com cartão de crédito ou saldo da battlenet (que pode ser adquirido com códigos de seus cards). Se você quer comprar o jogo e não tem cartão, peça alguém que tenha para comprar pra você (foi assim que eu fiz).


Compre Diablo 3 pelo site deles:


https://us.diablo3.blizzard.com/pt-br/purchase

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