quarta-feira, 1 de abril de 2020

A incrível experiência cooperativa de Resident Evil 5


Nossa análise de um dos mais polêmicos jogos da série será baseada no principal aspecto que o jogo apresenta: modo cooperativo. Aviso desde já que se você é um daqueles fãs da velha guarda que torce o nariz para as mudanças da série que vieram a partir do 4 para cima, nem leia esta postagem. Afinal, RE 5 se tornou um dos meus jogos preferidos da série (gostei até mais do que o quarto game) e neste espaço vou explicar o porque.

Também devemos dar uma boa análise sobre o Resident Evil 6, cujo compramos aqui em casa para jogar e estamos nos divertindo bastante. Não queremos saber se a série teria que ser de um jeito ou de outro, só queremos jogar. Tenho que dar esse aviso para o fã que gosta tanto dos jogos clássicos, que chega a exagerar e achar "uma blasfêmia" os jogos mais novos. Não somos fãs do RE clássico (pelo menos, no dia em que escrevi essa postagem - mas posso mudar meus conceitos e tentar jogar os primeiros jogos no futuro, afinal, ninguém sabe o dia de amanhã).


Como disse na análise da versão Zeebo de Resident Evil 4, nunca tinha achado graças na série até conhecê-lo no console brasileiro. O que me levou mais tarde, me divertir bastante com a versão de PS2 e anos mais tarde, ter a agradável experiência de jogar a continuação, o incrível Resident Evil 5. Para isso, compramos cada um uma cópia original na Steam e jogando via online com os computadores um do lado do outro. Não sei se tem algum sistema de se comunicar por voz ou mensagem aqui, uma vez que jogamos um do lado do outro, nem averiguamos.

Nossa expectativa era a seguinte: será que os perigos enfrentados por Leon (o que achamos lendário no jogo anterior) seriam amenizados na campanha de Chris e Sheva? E durante a campanha, ficamos entusiasmados de tal forma a concluir o jogo no fim de semana (quase 20 horas, se não me engano). Como era período de quarentena, a oportunidade de esquecer as responsabilidades para nos divertir era demais e com isso, terminamos o jogo tão empolgados, que no dia seguinte compramos cada um, o Resident Evil 6.

Como gosto de ação, tais jogos nos agradaram demais. E se você nunca experimentou o mesmo em cooperativo, digo que tente. Talvez jogando sozinho, você não sinta a mesma coisa que sentimos aqui em casa, onde trocávamos itens e os estágios eram passados quando os dois colaboravam. As vezes, tínhamos que elaborar algumas estratégias e como os inimigos possuíam uma versão mais evoluída dos Ganados de Resident Evil 4, se alguém vacilasse, tudo iria a perder. Enquanto jogava a campanha, por várias vezes eu dizia: "este é um cooperativo que não dá para um puxar o outro". Ou seja, não dá para um jogador levar o outro nas costas - ambos devem superar os desafios como uma equipe.


Quando compramos o jogo na Steam, ele a princípio não funcionou por causa de uma .dll. Então, se você encontrou esse problema, veja nossa postagem explicando como resolver.

Os desafios exigem bastante nível de atenção e se você achou que Leon tinha chego no auge ao enfrentar aqueles inimigos, saiba que não será nada em comparação ao que Chris enfrenta por aqui com sua parceira. Não vou dar spoilers do jogo para não estragar sua diversão! 

O jogo é praticamente uma evolução do seu antecessor. Possui um sistema melhorado, permitindo que ambos personagens troque de itens ou que um ou outro peça um certo item de sua mochila. Além disso, diferente daquela mochila de RE4, aqui temos apenas um pequeno espaço com 9 slots. Sendo que cada um, você insere uma arma, munição, granada ou erva. O sistema de combinar se limita apenas as ervas e as munições e suas armas. Como possui nove espaços, você organiza os itens sem precisar abrir o inventário para usá-los, como por exemplo, coloco a escopeta no 1, a erva verde no 2 e assim por diante. Assim, se aparecer um adversário, bastava apertar 1 que o personagem já se equipa com a shotgun.


As armas apresentadas nos jogos anteriores também retornam e o sistema de evolução é praticamente o mesmo. Quando um dos personagens morre, os jogadores renascem nos checkpoint's, mas podem vender itens e upar suas armas sem precisar encontrar um vendedor como jogo game anterior. Os tesouros também retornam, mas não podem ser combinados. Além disso, possui certos pontos que você precisa atirar para destravar funções extras para as armas.

Tirando o fator dos gráficos que estão bem melhores, a adaptação para um ambiente africano é surpreendente. Acreditava que iria enfrentar apenas pessoas de pele escura, mas eles souberam diversificar. É a Africa, mas não é 100% tomada por negros. A ambientação leva os jogadores literalmente para o continente. Em alguns pontos, o gameplay exige que um personagem vá para um lado e o outro siga em uma direção diferente. O que não pode acontecer caso você esteja jogando solo. Por isso que o próprio game incentiva você jogar com um amigo ou entrar na partida de outra pessoa. A versão da Steam, infelizmente, (diferente do RE6) não possui a vantagem de criar uma partida privada e convidar pelo aplicativo, um amigo. O que achei bem mais útil.

Eu nunca tinha jogado com o Chris, e até que gostei dele para caramba!

Sua parceira também e legal e tem um design bem feito. Diferente da saga de Leon em salvar a filha do presidente, aqui o segundo personagem é bastante útil. O legal em jogar cooperativo, que vai sempre ter uma hora em que você vai precisar da ajuda do seu parceiro, seja para te salvar da morte ou  te ajudar a passar um certo ponto. O jogo foi feito para ser dessa forma!


Cheguei ver um vídeo do youtuber Velberan jogando e elogiando o fator cooperativo deste game. O que, como já disse antes, me fez comprar assim que terminamos, o RE6; Para mim não importa se alguns fãs ficam falando "se é de verdade ou não". Segundo os dados de venda, RE5 é o mais vendido, ficando RE6 como o segundo e por fim, o RE4 na data em que essa postagem foi escrita. Não digo isso para fortalecer uma tese de que este é o melhor jogo e todos devem aceitar, pelo contrário, e sim, que eu gostei do game e ele foi bom para as vendas. (Quer dizer, foi o que mais vendeu diante de todo esse mimimi).

Por isso, se você gostaria de jogar com um amigo - recomendo que compre-o e se divirta por horas. Assim como me divertir e aleguei que gostei mais dele, do que o 4. Principalmente a batalha final! 

Talvez a grande reclamação que eu dou para este jogo, é que ele não tem tradução em português. No computador do meu irmão, ele chegou a instalar uma tradução, mas eu não consegui. Assim, tinha que toda hora olhar para a tela dele para entender as falas (porque ele jogava com o jogo traduzido), tanto que houve um momento, que acertei um quick-time-event olhando a tela dele. Algo que acontece muitas vezes, onde pode ser para os dois personagens ou para um específico. Quando isso acontece, na tela do jogador não envolvido, aparece o nome do companheiro. Por exemplo, estava jogando de Chris e apareceu Sheva, assim, dependia dele para acertar e prosseguir com a história.


As fases não ficam apenas no andar, matar e sobreviver. Eles souberam fazer uma história interessante e eventos que não deixam o jogo repetitivo. Tanto, que zeramos ele num fim de semana todo - sendo que era nossa primeira experiência com o game. Você também pode re-jogar os capítulos a qualquer hora. O mapa na tela mostra o objetivo e a localização do seu parceiro. 

Mas se você é daqueles fãs que gosta de jogos de horror e daqueles primeiros da série e que torce o nariz dizendo besteiras que isso é ou aquilo não é da série. Fique longe! Afinal, se você não gosta - tem muita gente que vai jogar... e eu me tornei fã deste jogo, que até o momento, foi o que eu mais gostei. Mesmo se fosse o que menos vendesse, não mudaria minha opinião - pois RE 5 é o máximo! Só quem zerou cooperativo, sabe o quão bom ele é.

Quando terminarmos o 6, vamos também fazer uma análise. E SERÁ POSITIVA!

Compre o jogo na Steam pelo link abaixo:

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