quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O divertido e simples Crazy Taxi

outubro 22, 2020


Crazy Taxi foi originalmente um jogo para o console Dreamcast, publicado pela Sega em 2000. O jogo deu origem a franquia de próprio nome, que conta com outros jogos publicados, para diversas plataformas. Ele também é um jogo eletrônico de corrida que foi, posteriormente, adaptado para a plataforma Steam, com a qual faço essa resenha.

Sei de uma coisa: Crazy Taxi já era um dos jogos mais conhecidos no antigo Dreamcast, e foi por isso que peguei para a minha biblioteca Steam. Como muitos jogos da Sega, Crazy Taxi é simples: existe apenas uma pista para pilotar. Na verdade, é uma  CIDADE INTEIRA, onde você precisa pegar os passageiros, de modo a levarem a outros lugares do mapa. O jogo é tão simples que nem tem marcador de velocidade ou marcha do carro. O estilo de jogo lembra bastante o clássico Midnight Club 2, onde você precisa decorar as rotas da cidade para poder pegar atalhos e chegar mais rápido no destino.



Crazy Taxi funciona praticamente assim: você precisa pegar clientes (que estão em diversos lugares do mapa) e levá-los ao seu destino. Cada viagem lhe rende uma grana (no modo arcade, dependendo do tempo da viagem, o jogador é recompensado com + tempo também). O jogo termina quando o tempo acaba. Existem modos do arcade clássico, onde você começa com um determinado valor em tempo, e a medida que suas viagens vão sendo rápidas, o contador aumenta; ou então um modo que o sistema já determinou o tempo, como 5 ou 10 minutos.

Você precisa fazer mais de 5 milhões zerar o game. Aqui o final...

A medida que você vai fazendo as viagens, você vai ganhando pontos ($$$). Esses pontos lhe dão um rank, que pode ser D, C, B, A ou Crazy. Para zerar o jogo, você precisa alcançar a pontuação "S", que é atingida com um placar de 5 milhões de pontos. O jogo se resume apenas a isso. Não existem campanhas, não existem outras fases, nada. É como os jogos antigos: quem faz mais pontos! Além das viagens, você pode aumentar sua pontuação fazendo manobras arriscadas, que seriam um tipo de gorjeta que os clientes te pagam por isso. Doidera!

Acho que a minha única reclamação no jogo (além dele não ter outras fases, além de um modo de desafios) é a falta de um mini-mapa no jogo, que ajudaria bastante. Tipo, existe (como no Midnight Club) uma seta que te guia no caminho, mas ela não é 100% precisa: em muitas vezes você vai perder o jogo justamente por que a seta apontou para um lado, mas que era o lado errado. Aconteceu isso diversas vezes comigo. Esse problema poderia ser resolvido com um mini-mapa, onde poderíamos ver a rota.

Apesar de ser "curto", Crazy Taxi é bastante divertido. Demorei mais de 7h para chegar no final (com ajustes, deixo bem claro aqui). 

Crazy Taxi (Steam) (R$15,99)

domingo, 18 de outubro de 2020

O interessante e desafiador Commander Keen 4: Secret of the Oracle

outubro 18, 2020
Foto: Reprodução

Aqui no blog temos resenhado os jogos da série Commander Keen (dos mesmos criadores de Doom). Caso queira conferir, já resenhamos estes três jogos:



Agora, sem delongas, vamos começar a falar sobre o quarto episódio!


Antes de tudo, o Episódio 4 da série trouxe MUITAS mudanças aos demais jogos anteriores publicados. Nestas mudanças, incluímos:

  1. Tamanho do Personagem principal: Billy Blaze está com sprite muito maior do que nos jogos antigos, bem como tamanho dos inimigos e das fases.
  2. Mudança na configuração de controles: Isso não era possível nas edições anteriores de Commander Keen. Agora, pelo menos, você pode configurar o teclado (ou joystick) ao invés de depender de CTRL, ALT e direcionais do teclado.
  3. Agarrar nas quinas: Billy Blaze agora, quando toca a quina de um cenário, pode se pendurar e agarrar nele para subir na plataforma (não funciona em plataformas móveis).
  4. Os monstros não são mais mortos pulando em cima: Como de praxe nos jogos de plataforma (e também na própria série Commander Keen!) os monstros aqui não morrem mais pulando em cima, mas sim apenas atirando com a pistola.

Há uma espécie de 'Pong' incluído neste jogo, ao ser encontrado no menu inicial

Posso dizer que houve uma total repaginação do game, talvez aproveitando do aumento da tecnologia na época. As fases também são maiores e mais difíceis. Creio que demorei pelo menos entre 7-8h para zerar completamente esse game. Diferente do episódio 3, ele não apresenta um chefe final.

De acordo com o site "classicreload.com", a história do jogo se baseia na descoberta que galáxia está mais uma vez em perigo de uma raça alienígena conhecida como Shikadi. Para obter mais informações sobre essa ameaça, ele se propõe a consultar a Oráculo. Mas acontece que os oito membros do Conselho necessários para a ativação do Oráculo foram sequestrados pelos próprios Shikadi e presos nas perigosas Shadowlands. Billy sai para salvar os Membros do Conselho.

Jogo tem uma qualidade superior aos dos títulos anteriores

Assim sendo, você precisará passar por cavernas, ilhas de fogo, pirâmides, etc para poder encontrar (e salvar) esses tais membros do Conselho. O jogo segue o mesmo padrão dos anteriores (Billy num mapa para escolher a fase que deseja entrar), passando por fases (em muitas delas precisarão de chaves para acessar as partes dessas fases). Assim que encontrar os oito membros do conselho (você não precisa seguir todas as fases do jogo para zerá-lo), descobrirá que haverá sim uma invasão na Terra, e Billy precisará partir para lá, onde vai se passar o Commander Keen - Episode 5: The Armageddon Machine.

Billy Blaze também pode encontrar novas passagens ao entrar em portas aqui.

Além dos itens que pode coletar no jogo, tudo permanece no mesmo (Billy continua com sua pistola e seu pula-pula, para atingir saltos maiores). Porém, no meio do mapa aparece gotas que não lhe dão pontuação, mas você ganha +1 vida juntando 100 delas. Além disso, existem garrafinhas de poção branca que também lhe concedem vidas extras.

Para encerrar, achei o jogo deveras desafiador. Foi até o momento o jogo mais difícil da série Commander Keen que eu já enfrentei. O jogo tem alguns bugs, como o Personagem ficar piscando na tela, as vezes o monstro atordoado te mata, etc...

Lembrando que a Steam vende um pacote com cinco jogos da Série Commander Keen, por um preço bem camarada. Compre agora!

Comprar Pacote Commander Keen (R$8,99)

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

O Quarto capítulo de Duke Nuken é para os fortes

outubro 16, 2020

Na minha análise de Duke Nuken 20Th Anniversary World Tour, eu falei sobre os três primeiros capítulos do jogo (uma vez que são os mesmos que compõe o jogo original). Mas agora eu venho postar no blog minhas experiências com o capítulo 4 do jogo, que de quebra, foi um pouco mais puxado do que eu pensava. A princípio, criei uma campanha jogando no modo difícil e mesmo com um número maior de monstros, encontrei uma dificuldade maior no design dos mapas.

 

Não que eles estejam ruins, mas há elementos que para o principiante, podem forçar o mesmo a procurar uma solução através de detonados na internet. Não fiz isso enquanto zerei o jogo principal, mas fui obrigado a procurar uma resposta quando numa fase que seria a invasão de um navio em meio a chuva, ficava dando voltas e não encontrava nenhuma indicação de onde poderia ir. E advinha? O jogo queria que eu pulasse uma janela fechada!

Além de design de fases (que mesmo interessantes, desafiam o jogador com enigmas - como por exemplo, fiquei perdido muito tempo no início da fase do Duke Burger porque um detalhe escondia a localização de uma chave que tinha sido feito de forma proposital!) E somado aos monstros e o número limitado de munição (porque joguei no modo Hard) tive que me tornar um verdadeiro ninja para superar os desafios do jogo.

 

Originalmente, o quarto capítulo era uma expansão do jogo chamada Atomic Edition - que incluía também um novo monstro, que além de ser chato, alguns tem o poder de te deixar pequeno e te matar em seguida esmagando-o. O jogo também conta com um novo chefe, uma rainha alienígena que também é um dos vilões que aparecem em Duke Nuken Forever, cujo também escrevi uma análise no blog.


 Falando em Duke Nuken Forever, o que eu curti bastante nele foi a abertura. Que mostra partes dos capítulos de Duke Nuken (incluindo uma fase do quarto ato)! Mas, diferente do jogo mais moderno, a rainha alienígena vai exigir bastante inteligência do jogador e um pouco de apelação. Não vou dizer como é a arena para não estragar o seu terror - mas para vencê-la, eu tive que ser um pouco esperto e também um pouco maluco... quando você chegar lá, vai perceber.

 

A última fase foi tão interessante quanto também, um terror. Para achar a porta com a última chave foi um pouco difícil porque me senti perdido na fase. Uma vez que ela possuía dois lugares praticamente iguais e toda hora eu revisitava as mesmas salas enquanto tinha que encontrar o único caminho diferente. Foi por isso que eu disse que o design das fases por muitas vezes, vão prender o jogador da forma que ele não gostaria.

Agora você pode usar sua arma "encolhedora" para torrar os inimigos apertando novamente o botão 7. Isso não poderia ser usado nos primeiros três capítulos!

 

Então, se você decidir que vai jogar este capítulo agora - como alguém que superou o modo difícil e teve que usar um detonado apenas uma vez (por causa do design da fase do navio) eu apenas lhe digo que será um pouco puxado, para não dizer difícil. Mas é isso que fãs de Duke Nuken esperam, desafio!

OBS: matar a todos para passar de fase está fora de questão!

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O que se trata o livro Assassins Creed: A Cruzada Secreta

outubro 15, 2020

Há alguns anos atrás, a franquia Assassins Creed tinha chegado em seu ponto alto, recebendo várias mídias e inclusive, um filme nos cinemas. E dentre as hqs, jogos e tudo o mais lançado sobre o asssassinos inimigos dos templários, a Ubisoft resolveu presentear os fãs com livros. Nesta época não era tão comum livros sobre os jogos e por isso que acredito que foi a partir do AC que as empresas poderiam lucrar um pouco mais detalhando seus jogos. (Digo no caso, em criar romances baseados nos games - descrevendo que há na tela pros livros, ok?)

 

Quem jogou o primeiro Assassins Creed conheceu Altair Ibn-La' Ahad, um mestre assassino que por causa de sua ganancia, foi rebaixado ao posto mais baixo da Ordem e com a promessa de que voltaria ao seu posto original, se matasse 9 alvos. Mas diferente do que estava acostumado, teria que localizá-los e fazer todo o trabalho sozinho. Esta trama é dividida no jogo entre Desmond e o próprio Altair, que é gerado a partir das memórias do jovem a partir do Animus, uma máquina que reproduz um mundo virtual com base nas lembranças de um antepassado de quem esteja sendo o objeto de operação.

 


Como a franquia tem os assassinos como o tema principal, acharam louvável lançar livros que contem mais sobre eles. Aqui não tem Desmond ou qualquer menção de futuro e coisas que aparecem nos jogos que levem seu nome, são trocados por algo mais lógico (porque não há sentido em ouvir o nome de alguém do futuro cujo não faz parte da trama). Eles aumentam muito a compreensão da história do assassino para o jogador, não só descrevendo os eventos que você viu na tela enquanto jogava, como adiciona eventos antes e depois do jogo. Se você gostaria de mais detalhes sobre a história de Altair, compre este livro!

 

Eu comprei minha cópia em 2014 e tenho ela comigo até hoje. Procurei na internet para ver se ainda vendiam e sim: você ainda pode comprar exemplares novos! Mas seja esperto e procure sites que ofereçam descontos, como no Amazon. 

 

Assassins Creed: A Cruzada secreta foi o segundo livro lançado, sendo o primeiro, baseado em Assassins Creed 2. Aqui, você tem os detalhes da vida do assassino Altair desde sua infância, até sua terceira idade (quando ele já tem seus netos e por uma certa ocasião, conseguir matar saqueadores mesmo sendo tão velho). Conta também sua paixão pela sua futura esposa e o que ele fez para conquista-la, além de coisas que não puderam ser vistas no game.


Sobre os nove alvos, o livro os descreve com detalhes, mas esta história (a do jogo) acaba já na metade. Temos então fatos inéditos e uma continuação da história que vai até a velhice do personagem. Se você tem o jogo, é uma boa ideia ler o livro. Eu o curti muito, principalmente, porque Altair é o meu assassino favorito!

 

O livro é capa comum e possui 336 páginas. Sai por quase R$50,00 mais pode estar mais barato em promoções ou em outros locais. Se for assinante da Amazon ou gastar 100 reais em livros, o frete é grátis.

Você pode comprar na Amazon pelo link abaixo:

 

https://www.amazon.com.br/gp/product/8501098345?pf_rd_r=1SCNCSFNY7Q2CDAGSB9Q&pf_rd_p=72a7651a-a7d8-4551-b248-c61480b6ce6e

domingo, 11 de outubro de 2020

Duke Nuken Forever: o jogo que seu youtuber mentiu pra você!

outubro 11, 2020

O título desta postagem pode ter sido pesado, uma vez que gosto não é pra se discutir. Porém, como fã da Duke Nuken não posso deixar de falar um pouco da injustiça que o jogo levou por causa do hate sofrido pela internet. Então, se você está atrás de respostas além do que seu youtuber de jogos falou, preste atenção nesta postagem e no que eu vou falar a respeito aqui, ok?

 

Se você está conhecendo o blog agora, saiba que todos os jogos resenhados aqui são finalizados ou passam pelo menos, por bastante horas de jogo até darmos nossa opinião a respeito. E o que me motivou ainda mais a comprar o jogo na Steam foi a análise do youtuber do canal Assopra Fitas, na qual, disse que o jogo tinha sido "uma bosta". 

É como eu falei, gosto não se discute. Mas, como eu jogo videogame desde a época do Atari, me lembro bem do anúncio de Duke Nuken Forever. Mais cedo ou mais tarde, eu teria este jogo na minha biblioteca, e agora que finalizei, venho em defesa contra as coisas ditas pelos"especialistas do youtube". Então, se você gosta de ter uma opinião baseada em vídeo de algum gamemaníaco - eu tenho um conselho para você: "tente conhecer o jogo por si mesmo." Foi uma lição que aprendi quando joguei Injustice numa festa que eu fui. Tinha ouvido falar muito bem do jogo em vários canais e minha opinião era de que se tratava de um jogão. Ao estar nesta festa, conheci um cara que dizia que o jogo era uma merda e que eu tinha que jogar para perceber e de fato, quando colocaram o jogo para o pessoal, literalmente, concordei com ele.

 

Youtubers e sites de jogos são importantes para nos dar uma visão maior daquilo que queremos comprar ou conhecer mais a profundo. Mas é como eu disse: tente jogar o game por si mesmo! Afinal, o jogo pode ser uma porcaria para alguns, mas em suas mãos pode ser até que bom. Afinal, gosto não se discute, não é mesmo? Mas, Duke Nuken Forever consegue entregar tudo aquilo que o fã do matador de aliens exige, e vou declarar o porque.

Em algumas ocasiões, Duke ficará no estado de Mini-Duke e terá que se virá com tamanho reduzido

Para começar, vamos analisar este fato: por que iriam insistir em um projeto que fora cancelado várias vezes em doze anos?

 

Quem entende um pouco mais sobre a indústria dos jogos sabe muito bem que dificilmente, vão reaproveitar projetos cancelados. Mas porque cargas d'agua insistiram na continuação de Duke Nuken? Será porque queriam prosseguir com a franquia? Acredito que não, já que o personagem teve vários outros jogos spin-off durante este período. A minha intenção nesta postagem é mostrar que o jogo não e ruim como muitos na internet falam, porque não tenho certeza se chegaram até o final do jogo. E a resposta mais clara ao meu ver foi que ele era muito inovador. Mais até mesmo que Half Life 2!

 

Fiz uma pesquisa na internet sobre a recepção que o jogo teve no ano que foi lançado, em 2011, e descobri que ele iniciou com boas vendas. Se tornando um fracasso comercial após sites maiores (como IGN) criticarem o jogo gerando um hate absurdo na internet. Naquele tempo, os portais de notícias e de ditos "especialistas em jogos" tinham muita força, tanto que muita gente ouviu esses caras e recusou o game apenas porque todo mundo estava criticando (muitas vezes, sem ter jogado o jogo). Por isso que o youtubers que fizeram vídeos criticando o game, não chegaram nem na metade e fazem seus comentários baseados em opiniões de terceiros.


 O jogo era inovador? Prove-me!

 

Duke Nuken Forever foi um projeto tão promissor que acabou gerando problemas. Chegando a trocar de engine e de equipe de produção (na verdade, trocaram várias engines - pois queriam uma perfeição sem igual para o jogo que acabou criando tantos problemas - parecido com o John Romero fez em Daikatana). Mas ao analisar os vídeo do Beta com fases e situações que eu passei jogando na versão final, pude entender que ele poderia estar a frente do seu tempo. E tal trabalho seria um desperdício muito grande se fosse jogado fora!

O primeiro erro de quem falou mal do jogo achando que seria um lançamento de 2011 é achar que ele foi produzido para a geração de 2011. Ele é um FPS das antigas, nos mesmos moldes de Half Life e mesmo assim, muita coisa legal foi implementada - apesar de que me espantei com as coisas que vi na beta, mostrando que se fosse lançado naqueles tempos, seria um dos jogos mais memoráveis da história. Ele é um jogo de 2001/2002 com gráficos de 2011 - quem esperava um pouco mais, caiu do cavalo.

 

O sistema de combate é o mesmo do jogo Halo: Combat Envolved, na qual, o escudo do Master Chief no caso, é o ego de Duke. Se você perder seu ego, você morre, mas se sobreviver, sua vida é restaurada da mesma forma que o famoso jogo da Microsoft. Isso permite que você prossiga na história sem ter que ficar fuçando armaduras e potes pra aumentar sua vida (o que tinha na versão beta). Além disso, você só poderia levar duas armas, trocando-as de forma parecida com Halo. Caso quisesse usar outro equipamento, deveria chegar próximo e trocá-lo pela arma que você tem em mãos.

Cada arma tem vantagem contra certo tipo de inimigo e diferente do que se esperava, o jogo segue a fórmula: ande pela fase, enfrente um inimigo, resolva puzzles e ande pela fase. Ao contrário do que o Gusang disse, mais para frente ele não fica maçante - na verdade, ele fica interessante porque você quer saber como vai prosseguir com a história. Quem jogou o Duke Nuken 3d original vai encontrar todas as armas que se acostumou no jogo anterior e acredito que os fãs da velha guarda não tem o que reclamar do jogo: ele é um fps (atire em tudo o que vier contra você), mas tem a vantagem de oferecer puzzles interessantes, uma história bastante engraçada e o que vai entretê-lo por horas.

 

Não é muito diferente de Half Life 2, por exemplo - cujo eu já zerei e já escrevi sobre ele no blog. Mas, por ser inspirado em Halo (cujo eu também já zerei, mas não escrevi resenha ainda) quando Duke entra em um veículo, o jogo se torna em terceira pessoa. Vou te falar, é um jogo de ação que não te põe toda hora em combate e além disso, parecido com Half Life, você tem uma sensação de liberdade mas há apenas um caminho único. Quem é mais jovem, vai se sentir perdido quando não encontrar a saída e não ver que não existe nenhum mecanismo preguiçoso dizendo que terá que ir para tal lugar. É como eu disse, é um jogo que era para ter saído em 2001, então, mesmo que tenha inovações para a geração que ele foi lançada, ele continua com a mesma fórmula dos antigos.

O ego é sua vida e pode ser aumentada quando você interage com as coisas na fase. Como vencer um cara num jogo, virar as páginas de um calendário com foto de mulheres gostosas e até colocar um dvd de um filme pornô que o próprio Duke gravou (sério, tem isso - por isso que o jogo é para maiores de 18!) Ele é a continuação direta do jogo anterior, mostrando a vingança dos alienígenas após ele os vencer 12 anos antes (por isso que se você zerou o Duke Nuken 3d, recomendo que continue sua jornada por aqui). 

 

Leia nossa análise de Duke Nuken 20th anniversary world tour!

 

As granadas que o personagem usa foram simplificadas para os botões 2 e 3, deixando tudo mais ágil. Assim você pode continuar atirando enquanto explode os inimigos. Não há buscas por armaduras ou munições, nem mesmo porcentagem de vida (apesar de aparecer em algumas betas). De quebra, ele é um fps que me passou a sensação de querer um pouco mais. No caso, após chegar no Boss final, parecia que o game deveria ter mais um estágio ou algo assim. O encerrei em umas 17 horas mais ou menos e diferente da versão 20th Anniversary, ele não apresenta um modo multiplayer cooperativo, apenas pvp. E aqui vem algo genial (ou não!).


Quem já jogou Tomb Raider Legend (cujo tem análise no blog), sabe que o jogador pode acessar a mansão da Lara. Aqui também existe a mansão do Duke, com empregadas e várias coisas que podem ser adicionadas na medida em que você joga o modo pvp. Cada morte rende pontos de experiência que fazem você avançar de "nível de pvp", o que destrava as coisas para a sua mansão. Porém, por mais que as vezes se encontra jogadores jogando online, o fato do jogo ser de 2011, impede e muito de você usufruir dos benefícios a serem destravados em sua mansão, já que terá pouquíssimas pessoas online e geralmente, caras viciados que vão te humilhar na arena.

 

Existe também no jogo os famosos esteroids (que são parecidos com o berserk do The Ultimate Doom) e a cerveja, que deixa tudo em sua volta mais lento e o faz ser mais resistente a dano por pouco tempo. Temos também o Holoduke, que é bem mais prático que no jogo anterior. Pois o holograma se movimenta e engana os adversários enquanto Duke usufrui de invisibilidade. E diferente de alguns caras que eu ouvi falar por aí, você não tem combate atrás de combate - o jogo sabe equilibrar as coisas, deixando certos desafios ao jogador resolver - que não são apontados, como nos jogos leite com pera de hoje!

 

Alguns chefes são um pouco desafiadores, mas o último eu cheguei a achar bem fácil (passei de primeira!). E o final apesar de curto (e com uma de tela de créditos de mais de cinco minutos, com opção de pular) ele é aceitável. O game começa de um jeito, quando os aliens raptam as irmãs gêmeas que são namoradas do protagonista e termina num lugar onde ele deverá encerrar portais (o que achei estranho, já que os aliens vieram de naves e agora usam portais???) Mas tudo aquilo que o jogo anterior proporcionou, está no game. 

 

Quando você zera, você recebe a opção de ver os vídeos da beta, como também, modelos, fotos da produção, vozes do Duke falando todas as frases de efeito, etc. Há também uma linha do tempo explicando tudo e dando ao jogador informações sobre as engines utilizadas e os problemas que fizeram o jogo se atrasar. Para se ter uma ideia, Duke Nuken forever seria um jogo em 2D! E iniciou a produção usando a engine do Quake 2...

 

Existe algum bug?

 

Qual jogo está isento de bugs? Vou ser sincero com você: eu não tive problemas com ele. Para mim foi como qualquer outro jogo e além disso, caso alguma bizarrice ocorra, você tem a opção de recarregar no último ponto de controle. Mas, para encerrar esta postagem, eu faço um desafio: joguei por si mesmo e tenha sua opinião. Se quer mesmo conhecer o jogo sem gastar nada, há gente no youtube fazendo gameplay e assista.

 

Eu vi gente falando merda do jogo e ao ver as gameplays, eu já achei interessante. Eu acredito que o conteúdo voltado para homens, tenham incomodado certas pessoas - uma vez que Duke Nuken não tem espaço para mulheres como em outras franquias (digo, no caso, numa trama). As primeiras betas indicavam uma segunda personagem e eu, queria a conhecê-la melhor. Mas ela não aparece na versão final, como muita coisa das betas foram excluídas.

 

Minha análise é da versão da Steam, o jogo custa 30 reais:

 

https://store.steampowered.com/app/57900/Duke_Nukem_Forever/ 

 

Ele vem sem tradução, mas você pode baixá-la a partir do site abaixo:

 

https://www.gamevicio.com/traducao/traducao-de-duke-nukem-forever-para-portugues-brasil/

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Como fazer denúncia de hack dentro do CS:GO

outubro 09, 2020

A Valve já disponibilizou a muito tempo um sistema que permite ao jogadores denunciarem os outros dentro do próprio jogo, enquanto ainda estão jogando contra os xiters. Poupando o trabalho de encontrar o perfil do xiter em questão, que muitas vezes nem põe foto de perfil ou coloca privado para ser mais difícil de encontrá-lo.

Para fazer isto, aperte TAB. O que vai lhe abrir o placar! Para denunciar alguém, basta clica-lo no nome do jogador em questão. Sempre que você abre o placar, não consegue clicar em ninguém, para poder, clique com o botão direito do mouse e daí você poderá denunciar direto para Valve, como também, mutar jogadores. O legal é que você já denuncia indo direto ao assunto, dizendo qual hack o desgraçado estará usando!

Eu já escrevi uma postagem analisando cinco sinais possíveis que os jogadores estejam usando hack.

 

OBS: a pessoa na foto não é hack. Apenas escolhi alguém aleatório Eu também não a denunciei!

 

Leia também nossa análise de Counter Strike Global Offense como também, todos os outros jogos da franquia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Códigos (Cheats Code) de Titan Quest Anniversary Edition (PC)

outubro 07, 2020

Titan Quest Anniversary Edition é uma versão melhorada do clássico jogo de RPG Titan Quest. Alguns itens podem ser desbloqueados após o jogador clicar em Menu > Código. Ali, digite o código da lista abaixo, que vai fazer cair um conjunto de equipamentos boladão.

Os códigos abaixo foram testados no jogo. Então você pode fazer sem problema algum. Caso tenhamos novos códigos, eles serão postados aqui após testados. Ao lado de cada código tem um efeito ou o item que cai nos pés do Personagem após digitar o código.

373624 - Machado Francista, Escudo de Marcomer

437626 - Martelo Iminisul, Escudo de Irminius

925678 - Braceletes do Grande Comerciante, Porrete da Ira de Tibérius, Armadura do Grande Comerciante

274267 - Kurokote, Katana, Sai, Sanjaku-Tenugui, Jika-tabi, Uwagi

1337 - efeito

Explore pequenos planetóides em Planetoid Pioneers

outubro 07, 2020

A minha humilde análise vai ser baseada nas minhas 15 horas de jogo registradas na Steam, uma vez que o jogo não possui um final. Mas, a franquia iniciada com Cortex Command (cujo é um dos meus jogos preferidos e já falei dele aqui no blog) não parece ser tão promissora em sua continuação. Temos uma engine totalmente nova e que nos oferece a ambientação mais moderna do seu jogo anterior, mas que não conseguem ser tão atrativos quanto foi o próprio Cortex Command.

 

Como fã da série, é claro que devo ultrapassar pelo menos, umas cinquenta horas de jogo aqui (talvez mais) mas acredito que não deve ter muito conteúdo para tanto tempo de jogo. O grande problema do Planetoid Pioneers é que ele tenta ser inovador, mas acaba muita das vezes, fazendo que os jogadores deixem de jogar ou voltem para o Cortex Command. Por exemplo, o jogo visa explorar pequenos planetas cujo são uma fase. O primeiro planeta é gigantesco e no momento em que escrevo esta postagem, ainda falta muita coisa para completá-lo (acho que nem cheguei na metade) e quando você pensa que teremos planetas semelhantes para explorar, sempre temos alguns com objetivos bobos - como capturar monstros e colocá-los numa fornalha, por exemplo.

 

Creio que seja feito desta forma para que a gente não fique enjoado de só explorar planetas, mas é PARA ISSO QUE ELE FOI FEITO, não? O prêmio de se chegar numa sala ou lugar novo e que nos faz querer descobrir novas áreas. Era a única coisa a ser importante aqui e não é. Temos muitos planetas que oferecem objetivos não muito animadores. Como um em que você está numa fase e tem que se defender de ondas de inimigos (como em um modo de jogo do Cortex Command!) Talvez seja por isso que eles criaram o Planetoid Pioneers Online, onde você joga contra outros jogadores nestes planetas que tem jogos específicos.

 

O jogo funciona da seguinte maneira: você tem apenas um personagem e com ele, vai explorar planetas que podem apresentar confrontos contra monstros ou inimigos (tirados do próprio Cortex Command, o que é bem legal) e na medida que vai colhendo materiais, vai aprendendo a criá-los. Isso é super interessante, mas somado ao grande numero de fases com objetivos pequenos e bobos, o oculta e torna uma tarefa chata. Se a maioria dos planetas fosse que nem o primeiro, seria um jogo muito melhor - ainda mais por se tratar de um jogo que é vendido como METROIDVANIA, o que está longe de ser.

 

Se você explora um planeta por explorar, deve se haver um objetivo. E aqui não há! Você cai de paraquedas e explora criando com sua arma, veículos, armas e até monstros usando os materiais químicos que você coleta de corpos mortos ou que você colhe na própria natureza. Você mesmo faz seu próprio corpo, caso morra em algum local. O problema é que sem objetivo, o jogo se torna repetitivo pelo fato que por mais que seja interessante fuçar novos planetas, não há nada que recompensa o jogador - principalmente em vários planetoids idiotas ao meu ver! Você pode jogar com duas pessoas (desde que uma esteja usando joystick) e há apenas exploração.

 

Quem é fã de Cortex Command ficará bem feliz ao rever as armas do jogo aqui, incluindo suas facções e veículos. Não existe uma mochila a jato, mas a física é praticamente a mesma. Você pode dar zoom aproximando o personagem ou afastando até chegar no espaço, na qual, permite que você vá para um outro planeta. Passando a fase daquele planetoid, você abrirá passagem para que outros planetas do mesmo tipo de tema possam ser selecionado. Muitos estágios foram adicionados ao jogo desde seu lançamento, mas não temos emoção alguma ao explorar certos lugares. O primeiro planeta é gigantesco e interessante, forçando ao jogador criar uma tática para passar certos locais.

 

Não existe game over! Se morrer, sua alma volta até um checkpoint e você poderá ser livre. Mas é aquele tipo de jogo que você senta para jogar uma hora e acaba jogando duas, três ou até mais - dependendo o planeta que você esteja explorando. Eu não tenho nada a reclamar do primeiro planeta, pois já aprendi muitos mecanismos de criar coisas e estou indo bem - o problema são que em cada planeta, as coisas mudam. Por exemplo, se em um planeta eu sei construir certos veículos, no próximo, será como se minha arma estivesse no começo do jogo.

 

E fazendo uma comparação com Cortex Command, o jogo anterior te atrai mais pelo fato dele ser competitivo. Ou você ganha ou perde! Aqui não existe isso, já que seu personagem é imortal! Quando você compra o jogo, você também recebe o Planetoid Pioneers Online, que é o mesmo jogo, só que voltado para o multiplayer. E cheguei a jogar com estrangeiros e foi muito divertido! Chegando a ser que nem o Cortex Command, mas é recomendável que você e seus amigos tenham uma cópia do jogo pois eu só encontrei pouquíssimas pessoas jogando.

 

O jogo é ruim? Claro que não. Estou apenas fazendo algumas críticas com o que poderia melhorar. Eu também comprei o editor de fases, mas ainda nem sei como mexer. Porque assim como o game anterior, você pode criar suas próprias fases par que outros jogadores se divirtam nela. Eu mesmo já tenho algumas fases na oficina do Cortex Command (um mod em especial com 7 delas, sempre fica entre os mais populares da oficina) mas não entendi muita coisa neste editor. Mas a construção de seus próprios planetas o torna muito atrativo.

 

O jogo também possui oficina Steam e lá você pode baixar coisas novas pro seu jogo. Incluindo modelos do cérebro robô de Cortex Command. E se tratando do jogo de um mesmo universo, você vai se sentir encorajado a encontrar os inúmeros perigos nesses planetinhas. Comparando o primeiro planeta de gameplays gravadas de anos atrás, pude ver o quanto adicionaram coisas, mas diferente de seu anterior, você só estará lá para explorar - e acredito que deva fazer isso sozinho ou matar inimigos no jogo multiplayer.


 Eu queria muito jogá-lo, vocês não tem ideia. Mas o Cortex Command é melhor! Porque mesmo que não tenha veículos originalmente e várias armas novas e um campo muito maior, somos levado pelo espírito competitivo, o que não há aqui. Apenas exploração sem fim!

 

O jogo está a venda na Steam por R$38,00

 

(OBS: a versão do contribuidor, que é aquela com editor de fases, custa R$55,00) 


https://store.steampowered.com/app/300260/Planetoid_Pioneers/

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Hi-Brazil, o primeiro RPG focado no folclore brasileiro

outubro 06, 2020


Hi-Brazil é um cenário de fantasia medieval, com um mundo totalmente baseado no folclore da América do Sul, com uma pitada de humor e sátira de algumas personalidades brasileiras. Ele foi o último título (ou um dos últimos) escrito por Marcelo Del Debbio, nos tempos de auge da Editora Daemon que, até metade da década de 2000, era a segunda maior editora de RPG do Brasil.






Segundo o livro, Hi-Brazil seria uma ilha situada na região do plano das fadas (Arcádia), que tem a forma geométrica da América do Sul deitada. O livro tem todas as regras para começar a jogar (Sistema Daemon), trazendo novas Raças, Classes (aqui conhecidos como Kits) e Aprimoramentos. O grande defeito aqui, assim como em Tormenta Daemon 3.5, não foi oferecer regras de magia do sistema no módulo básico, já que o jogo é baseado em fantasia medieval.

É impossível você não ler o livro e sacar a sátira a diversas personalidades brasileiras. Os reinos descritos no livro (Hi-Brazil, Minas Gerais, O Império, Reinos do Oriente, Trinindad, Reino dos Karayamas, Reinos Mayas, Reinos Incas, Guilda, Reinos Súlfidos, Reinos Argentos e Patagônia) são descritos com detalhes, nos mesmos moldes de O Reinado. Além desses reinos, existe uma cidade voadora (como Vectora, de Tormenta) chamada a Cidade Voadora de Flexus Pulsher). 



O livro se encerra com um bestiário de criaturas, trazendo diversos monstros do folclore brasileiro para serem usados como inimigo dos Personagens. O livro tem até uma qualidade na capa, seu miolo é em preto e branco (como outros produtos da Daemon), mas peca pela falta de figuras (como o Supers RPG). Porém, o livro conta com muitas informações para iniciar sua campanha no cenário de Hi-Brazil.

Outra coisa que achei falta no livro são as fichas de NPCs principais de Hi-Brazil. Atualmente existe um outro RPG no mercado sobre o mesmo tema (folclore nacional). Quando adquirir, vou postar minhas impressões aqui. Hi-Brazil ainda é vendido em lojas de RPG na internet, e pela Estante Virtual.

Explore o poder da sua mente com The Mind

outubro 06, 2020

The Mind é, sem sombra de dúvida, um dos jogos mais geniais e divertidos que eu conheci. Ele é um jogo de cartas cooperativo, para 2 ou mais jogadores. Ele foi indicado, inclusive, ao prêmio de melhor jogo de 2018 em seu segmento.



Sua proposta é simples: um baralho com cartas que variam de 1 à 100. Os participantes do jogo jogam então em conjunto e, confiando na sua própria intuição, devem colocar as cartas na mesa, seguindo a ordem crescente (números menores para os maiores). Se alguém errar, o grupo perde uma vida. Existe uma carta chamada Shuriken (Estrela Ninja), que faz todos do grupo colocarem na mesa a carta com o número mais baixo. Todos começam no Nível 1 e avançam a medida que terminam a sequência de cartas. Cada Nível novo (os níveis vão de 1 à 12), o jogo fica mais difícil, pois aumenta o número de cartas que cada jogador compra. O vídeo abaixo explica em poucas palavras como funciona o jogo.




Ultimamente ele vem sido usado antes das partidas de RPG aqui em casa neste momento. The Mind é um jogo muito divertido, de cooperação e intuição. Uma partida dura em média 20 minutos. Um jogo que pode ser jogado por todas as idades. Gostei muito desse produto. Altamente recomendado.

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