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domingo, 12 de setembro de 2021

Doom 2016: O "reboot" que deu certo (análise)

A franquia Doom é tão presente na minha vida cujo passei boa parte dela matando demônios e enfrentando seus diversos desafios ao longo dos jogos. Tanto que tenho todos os games da franquia clássica e já resenhei todos aqui no blog: desde o primeiro Doom, aquele lançado em 1993 - até o mais recente Doom 64, além de falar sobre o programa onde podemos construir nossos próprios mapas, ou até mesmo, o Oblige, que é um gerador de mapas/campanhas para os jogos clássicos.


Para mim, todos os jogos são bons - incluindo o Doom 3. Cujo em 2004 apresentou o primeiro reboot da série mudando um pouco o seu foco (trazendo mais para o lado do horror - parecido com a franquia Alien). O que apesar de ser legal, não agradou a fan base, cujo muitos reclamaram dos locais apertados e da escuridão que o jogo era (fora o fato de ter que segurar lanterna em vez de colocá-la junto com a arma). 


Como fã da série, não vejo problema algum e sou apaixonado pelo jogo mesmo ele sendo bem diferente dos games anteriores. Só que remover o que era mais legal no jogo para implementar algo novo, realmente não foi muito bem aceito e mesmo com um filme no cinema lançado no mesmo tempo, a única coisa que tivemos de novidade para ele foi uma expansão, na qual, também já resenhei aqui no blog.


A graça da luta contra os demônios em Doom era simplesmente o "atire em tudo o que se mover" - o que foi trocado em Doom 3. Pra começar, você está num local sozinho e leva mais sustos do que os combates em estilo arcade do anterior. A grande sacada do jogo feito por Jonh Romero e companhia, era simplesmente ser trolado pelo mapa ao encontrar um poderoso item sem nenhuma supervisão e ao pegá-lo, abrir as paredes a sua volta com um enxame demoníaco pronto para levá-lo a morte. Doom sempre foi assim! Pegue as armas, entre no inferno chutando a porta e colocando todos nos chão (algo simples e que fez muito sucesso!) Mas o primeiro reboot da franquia sacrificou optou por cortar a parte mais divertida para apenas oferecer pânico aos jogadores. (Pânico afinal, que seria muito melhor se houvesse multiplayer cooperativo...)


Ainda bem que podemos desfrutar do melhor do Doom 3 cooperativo graças as ferramentes desenvolvidas por fã. Não sabe como? Leia minha postagem a respeito e não se preocupe, você não precisa ter que abrir porta de servidores... o negócio é bem simples de manejar!


Após a única expansão de Doom 3, os fãs ficaram atônitos pelo Doom 4 (e me inclua nisso!). Muitas vezes procurava na internet alguma coisa que pudesse revelar sobre a continuação do jogo, mas a única coisa que eu fui saber foi um comentário de Jonh Carmack que avisou que o "jogo estava sendo produzido mas que não poderia mostrar as imagens" - o que se passou vários anos e nada. 


Acredito que o pessoal da ID ao idealizar um novo reboot, levaram muito tempo para modernizar o jogo raiz e fazê-lo uma continuação do último game (Final Doom, cujo também já resenhei no blog). Mas como foi isso? Eu não sei ao certo, só sei que antes dessa decisão - há um projeto anterior que colocava ainda mais história no jogo que Doom 3 e os produtores jogaram tudo fora por não se parecer nada com Doom (chegaram a chamar de Call of Doom). Sobre isso, recomendo o vídeo feito pelo canal Carpenedo - que explica melhor sobre esse primeiro "doom 4" e porque foi cancelado. Veja abaixo se quiser e depois continue lendo a postagem.

Eu ainda não comprei o jogo porque meu computador não tem uma placa de vídeo que o suporte. Mas para a minha alegria, meu irmão comprou e me emprestou compartilhando sua biblioteca Steam além de seu pc! (devo comprar também o jogo quando tiver um pc que rode, porque quero ter todos originais!). Então, minha análise será de minha experiência no computador que não é o meu! E como veterano de Doom a décadas, posso dizer sem medo de errar que os caras modernizaram o game antigo! 


Doom 2016 segue com êxito o mesmo jogo de 1993, com uma jogabilidade rápida e com cenários um pouco mais abertos (estilo Doom 2) - permitindo que possamos nos esquivar e até escapar dos monstros. Uma versão moderna do clássico, cujo apresenta até uma versão atual do antigo mapa que a gente se guiava ao apertar TAB (que para mim, não foi nada útil uma vez que o jogo já mostra na tela onde devo ir).

Temos a maioria dos monstros de Final Doom aqui com algumas adições, criaturas novas que trouxeram o mesmo peso dos monstros clássicos. E numa salada contra vários demônios querendo arrancar a sua pele, aonde você deve ser rápido e NUNCA FICAR PARADO para destruir todas as ameaças. Esqueça coisas de jogos de FPS como recarregar ou quantidade de munição, aqui você tem aos montes! O jogo segue uma mecânica bem simples e apresenta um sistema de evolução baseado em sua própria exploração! (Você não melhora "seu personagem" matando monstros e sim, achando os upgrades no cenário), podendo escolher o que vai aumentar quando encontra tais upgrades, como escolher se vai melhorar sua quantidade de munição máxima, armadura máxima ou vida máxima. Além disso, há runas que você equipa no doomguy e que oferecem diferentes habilidades (como uma execução gloriosa mais perto (vou explicar adiante), ou fazer o monstro oferecer mais munição ao ser morto, por exemplo).


As runas são encontradas no cenário e para ganhá-las, você precisa cumprir certos desafios (sendo teleportados a um mapa e daí você precisa matar demônios em tal tempo ou chegar ao tal ponto e em tal tempo, etc.). Ao passar alguns testes e ganhar algumas runas, você aumenta o número de slots para as mesmas, podendo até se equipar com 3 ao mesmo tempo! 


Você tem total liberdade para explorar o mapa e suas áreas secretas, sendo recompensado com itens e easter eggs. Mas, a parte principal são as execuções gloriosas (uma ideia vinda do "Call of Doom", a primeira tentativa de Doom 4 como você pode ver no vídeo do Carpenedo que compartilhei na postagem!) que foi muito bem vinda... ao deixar o demônio muito ferido, ele ficará tonto e piscará com uma cor amarela, basta chegar perto dele apertando F (que é um ataque desarmado) que você executa o demônio com um ataque mortal, como quebrar seu pescoço, arrancar sua mandíbula, etc. o que concede um cura e munição (já que você tomará dando a todo momento e precisará se curar quase que a cada segundo!) Mas se você oferecer dano demais ao demônio de forma que ele morra, não se preocupe - você é sempre recompensado quando matar um deles.


E como não poderia faltar na franquia, temos a icônica serra elétrica. Mas aqui funciona de forma diferente! Você possui cargas (que seria a munição da mesma), mas por ser uma "arma bem letal", usá-la já é uma execução gloriosa (mas que oferece apenas munição e em abundância - o suficiente para encher todas as armas que você está carregando!) O que é uma grande escolha para monstros mais poderosos, mas tenha cuidado... muitos possuem uma armadura e devem ser pego pelas costas (como o Mancubus) ou num local onde a armadura não os protege.


Além desse sistema de runas, ainda podemos melhorar nossas armas para que as mesmas ganhem tiros secundários, sendo que o jogador que escolhe. E são dois para cara arma, sendo que podem ser trocados no meio do jogo apertando R e melhorado com pontos que você encontra durante as fases. Não falarei a respeito deles, mas ao concluir as fases e cumprir certos desafios (ou encontrar "soldados humanos mortos" você ganha "pontos" que lhe permitem melhorar os tiros secundários, aumentando as possibilidades de matança dos demônios). Fora que as runas que você tem equipadas são melhoradas quando você vai matando um certo número de demônios (ou seja, só as runas evoluem com xp por matar demônios!)

O jogo consiste em não só ser uma versão moderna do Doom clássico, como também, consiste em ser uma união de todos os jogos da franquia até hoje (incluindo Doom 3). Vemos isso em algumas trilhas sonoras, sendo que uma é claramente a trilha tocada na abertura de Doom 3 com modificações leves e o monstro Hell Knigth (que seguiu o mesmo design do terceiro jogo da franquia em vez de ter uma aparência mais demoníaca) e como não pode deixar de ser, temos uma boa trilha sonora a base de um ritmo pesado como é de costume. Os monstros realmente vem para cima de doomguy mas não trocam farpas entre si como os antigos (afinal, acho que nem é preciso uma vez que a munição é facilmente obtida ao derrubar os monstros).


Assim como você tem a serra elétrica e que há "cargas", temos uma BFG que segue o mesmo padrão. Sendo uma arma tão apelona como dos games clássicos! Na verdade, é de encher os olhos como a mesma trucida os que estão a sua volta e você a acessa apertando T... mas como possui "cargas", use-a com sabedoria.


Os demônios possuem diversas habilidades que parece um pouco com Serious Sam (cujo primeiro jogo da franquia já resenhei aqui no blog!), exigindo do jogador que execute alguns grupos de monstros antes de outros! Mas vou te falar, foi aqui que eu tive um dos melhores combates em toda a franquia doom. A noiva do meu irmão foi até querer ver como era o jogo após ouvir junto com meu gêmeo os meus gritos de tensão enquanto eu jogava... já que a adrenalina sobe nos níveis mais altos e para quem gosta de jogos de ação e violência, irá encontrá-los com abundância.



Quem é fã de Doom e amou os clássicos, ele é uma continuação direta de Final Doom. Muito mais em conta comprá-lo agora do que começar pelo Doom Eternal (jogo que foi publicado em 2020). Além disso, você pode criar suas próprias fases, baixar de outros jogadores e até jogar algumas com amigos (mas não dá pra jogar a campanha com seus camaradas, aqui o desafio deve ser feito sozinho!).


E por um jogo lançado em 2016, ele custa um preço acessível (um pouco mais de 60 conto!) e recomendo bastante!


Sua nostalgia será levada as alturas e para alguém que joga esse game a décadas e tem todos os originais lançados para pc, eu lhe digo: COMPRE E DESAFIE O INFERNO!

Alguns pontos que esse jogo tem de bom:

  • Uma lista poderosa de armas que tem upgrades em dois tiros secundários.
  • Game totalmente dublado em português
  • Uma campanha que ultrapassa fácil 12 horas e ainda tem muito conteúdo extra
  • Você pode criar suas próprias fases e até jogar as mesmas com até quatro amigos!

Ponto negativo do jogo:
  • O multiplayer é aquele mata-mata que tem parecido no Doom 3... por mais que tenha opção de customizar seu doomguy, é sem graça.


Compre o jogo por R$61,50 na Steam pelo link abaixo:


https://store.steampowered.com/app/379720/DOOM/

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