domingo, 24 de maio de 2020

Os pontos altos e baixos de Doom 3


Como fã da franquia Doom, posso dizer que tenho todos os jogos originais disponíveis na Steam além de falar sobre todos eles aqui no blog. Inclusive, como você faz para criar fases ou adicionar wads para se jogar no Master Levels Doom 2 original. Como ainda não tinha postado nada sobre o primeiro reboot da série, vamos falar do jogo menos popular de toda a franquia.

Vou te falar a verdade: Doom 3 é um jogaço. Porém, ele peca muito na questão de modificar a franquia e torna-la mais como um jogo de terror. A minha primeira reclamação consiste de que não há nenhum modo cooperativo. O que seria louvável se houvesse, principalmente se tratando de um jogo mais voltado para o horror, onde jogadores levariam sustos em grupo - o que ao meu ver, daria outro patamar a franquia. Mesmo que isso fosse só capaz por Lan. Mas em vez disso, ofereceram uma campanha focada apenas no single player, além de um modo multiplayer ridículo e sem graça alguma.


A segunda é a grande reclamação da maioria: lanterna. Porque não usar uma lanterna na arma? O clima seria até melhor, mas sabe o motivo que inventaram de fazer desse jeito. Se fosse num jogo cooperativo, seria demais um jogador iluminar  o cenário enquanto os outros atiravam - uma vez que fiz isso ao jogar com meu irmão uma vez (vou explicar isso mais pra frente). Mas em vez disso, você é cercado por demônios no escuro e deve escolher entre fuzilar seus adversários ou vê-los onde os mesmos se encontram. O que deixou muita gente puta da silva, uma vez que o jogo é cheio de lugares escuros. Tem uma fase, por exemplo, que o personagem fica no puro breu e tem que se guiar por uma capsula com um imp dentro para iluminar tudo - para mim, uma das mais irritantes do jogo.

As armas são versões modernas de todas as que conhecemos nos jogos anteriores, e todas elas funcionam da mesma maneira. A única adição foi com o modo carregavel da BFG, onde possui uma munição própria na qual dispara um poderoso tiro que causa dano equivalente a quanto o jogador segurou  para carrega-la. O legal é que se você segura demais, você morre porque a própria arma não aguenta sua força e explode.


Além disso, temos a estreia de granadas na franquia.

Diferente dos Doom's anteriores, aqui você passa por ambientes que retratam uma colônia em marte. Os estágios realmente cobrem lugares como se fossem realmente tal ambiente e não apenas um mapa para desafiar os jogadores. Assim como os antigos, também há barris explosivos e armadilhas onde colocaram o jogador diante de monstros que saem de paredes secretas; Diferente do que conhecemos, os monstros não costumam brigar entre si... o que pode acontecer, mas não é natural.

Por falar isso, tem mais uma coisa que me deixa Doom 3 indignado: o corpo das criaturas. 

A graça é você andar pelos corredores e ver os corpos dos bichos que matou. Nos jogos antigos eram assim, mas aqui viram purpurina. Os inimigos humanos ficam até um pouco mais de tempo, mas quem jogou os antigos, com certeza vai reclamar disto. Nos jogos mais modernos, com o Doom 2016 e o Eternal, tem a mesma mecânica: os monstros desaparecem após um tempo. Não entendo se isso atrapalharia o desempenho do jogo, mas se possível, seria o ideal.


Vamos as coisas boas.

Doom 3 apresenta uma campanha bem interessante. O personagem, assim como o doomguy do primeiro jogo, é forçado a sobreviver a fúria do inferno. Tendo nervos de aço para matar seus ex-companheiros e hordas de monstros com diferentes habilidades. Dos jogos clássicos, temos todos: menos o Pain Elemental; Conheci a versão mais moderna do jogo que amo em uma lan-house, e como não tinha um pc que rodasse o mesmo, gastava um bom dinheiro para finaliza-lo. Como sempre fui apaixonado pela franquia, me deliciava com cada descoberta nova (versão moderna do monstro antigo).

Os gráficos dele são o que há de melhor. Bem bonitos e até elogiável nos dias de hoje. Afinal, qual jogo lançado em 2004 pode se gabar de um gráfico desses? Além disso, o jogo vem com monstros novos e uma reeleitura de todos os antigos. Doom sempre foi um game colorido e os monstros sempre tiveram uma cor forte. Aqui, foi diferente - todos são claros e seguem mais pra a cor cinzenta. Imps,  demônios e barões do inferno tem a mesma cor. Também foi removido chifres e coisas que o fazem parecer filhos do diabo (mas não removeram nenhum círculo ou símbolo de magia).

Na real, é um jogo que funciona como os antigos. Mas as saídas precisam resolver um puzzle que vai além de encontrar chaves e abrir portas. Mas não são algo tão trabalhado como em Half Life, por exemplo. (Cujo já fechei e também tem análise no blog). Os ambientes forçam o jogador ter que se abaixar por escadas e procurar pelos lugares escuros, itens. Praticamente, você anda por uma base cheia de inimigos querendo arrancar sua pele, procurando por informações e salvando em seu PDA (cujo é essencial para sua jornada, na qual, você baixa e-mails, mensagens e vídeos - com o qual, poderá saber a senha dos armários).


Os armários são cofres espalhados por todo jogo que contem uma numeração e exigem uma senha. Para saber qual seria, basta encontra o PDA com a informação certa, onde no corpo do e-mail e dentro da mensagem, estará uma pequena história e a senha. Alguns lugares também são acessados desta maneira, onde é obrigação do jogador ir atrás dessas informações. Apertando TAB, você acessa seu PDA. Também disponibilizamos uma lista com a senha de todos os armários!

Por mais que o jogo seja muito escuro e focado no Terror, eu gosto muito dele. Não igual ao jogos clássicos, mas ele representa bem a franquia. Acredito que a grande falha dele, foi modificar bastante o conceito original do jogo. A mesma coisa que aconteceu com o RPG de Mesa Dungeons & Dragons 4 edição, onde mudaram e adicionaram tanta coisa original, que os fãs do jogo não tiveram muita aceitação. Lembrando que já falamos sobre o Livro do Jogador e o Livro dos Monstros da 5ª edição aqui no blog!


Resultado disso, foi apenas lançado uma expansão e anos depois, uma edição chamada BFG Edition, com os dois primeiros jogos, o Doom 3 e sua expansão + a expansão inédita chamada Lost Mission. Anos mais tarde, com o lançamento de Doom 2016, os produtores resolveram modernizar e fazer a franquia de volta as origens... e o resultado disso, foi o lançamento de Doom Eternal (no ano em que essa postagem foi escrita). Hoje, acredito que a franquia esteja mais forte como nunca!

Para encerrar, eu vou dizer sobre como joguei com meu irmão em cooperativo. Para isso, você precisa ter computadores ligados em Lan (pela internet, só se for com Hamachi, mas não sei usar aquilo) após isso, os pcs devem ter instalado o mod Alpha Coop . Ele permite que você escolha as fases do Doom 3. Cheguei a ensinar uma gambiarra para fazer rodar as fases da expansão neste mod. Veja o vídeo abaixo como funciona e pessoas jogando em cooperação:


Caso você tenha interesse em jogar com amigos, comece procurando na internet por esse mod.

Você pode comprar o Doom por 18 reais:
https://store.steampowered.com/app/9050/DOOM_3/

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