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domingo, 3 de março de 2024

Análise de Guilty Gear X2 Reload (nunca tinha jogado nada da franquia)

março 03, 2024

Como fã de jogos de luta, sempre tive o interesse de conhecer a franquia Guilty Gear, principalmente, porque o mesmo apresenta um sistema de luta bem diferente do que estava acostumado, como The King of Fighters ou Street Fighter. O game é mais voltado para o anime, possuindo um modo de jogo semelhante ao que conhecemos, mas voltado mais para Samurai Shodown, do que os jogos de luta que conhecemos.


Os comandos básicos são os seguintes: Soco (conhecido como P - punch), Chute (Kick, abreviado como K), Slash (abreviado como S, que são movimentos de corte com a arma, já que geralmente, cada personagem possui uma arma), e por fim, HS que é conhecido como Hard Slash, uma versão mais forte e lenta do Slash. Assim como já mencionado, o jogo nos apresenta um sistema de jogo que tem seus combos e técnicas, mas que são feitos de forma mais estratégica. Priorizando counterar as ações dos inimigos ou surpreendê-lo.

Inicialmente, ele é fácil de pegar para iniciantes. Contando com diversos personagens, os jogadores passarão horas e mais horas para descobrir as possibilidades de cada um. Apesar dos combatentes usarem armas e priorizar um combate mais estratégico, aqui são implementadas coisas como, pulo duplo e dash no ar, aumentando as possibilidades de surpreender ou... ser surpreendido. O jogo também acompanha um modo história para cada personagem e nos apresenta o que esperamos de um jogo de luta: arcade, treino, mission (que são os desafios de outros jogos), etc. Com certeza, é uma ótima opção para conhecer a franquia.


O traço dos desenhos e as animações dos sprites são bem bonitos, ainda mais para a época. A versão da Steam (aquela que está sendo analisada nesta postagem) aparenta ser um port de uma possível versão de Playstation 2 do jogo. Já que os menus e até os comandos dos botões, demonstram isso! Você pode configurar os botões através de um aplicativo próprio que você escolhe assim que vai entrar no jogo, mas por ser um game velho, ele pode requer que você manualmente, defina um botão para ser o Start. (Sim, comecei a jogar sem start no meu arcade por causa disso - de não ser "mapeado" pelo jogo).

Outro problema (e que até foi engraçado) foi o chefe final do modo arcade. Alguém que considerei o mestre de jogo de luta mais difícil da minha vida, até então. A personagem parecia um "speller" (mandando especiais assim do nada) e aniquilando facilmente meus continues. Da primeira vez que tive esse empasse, fechei o jogo e até o desinstalei - ficando meses sem jogar. Hoje (na data em que escrevo essa postagem), decidi dar uma chance e como conhecia um pouco mais do game, passei mais de uma hora, perdendo e entendendo a mecânica.


Por fim, através de muita insistência (e aos gritos), consegui vencer o chefe na raça. Algo que enquanto jogava, entendia que minha grande dificuldade seria pelo fato, de não conhecer direito os combos e os funcionamentos do jogo. O que me ajudou muito na medida que ia perdendo, na qual, entendia qual botão apertar e como counterar a personagem. Após este episódio, vi uma gameplay desse mesmo jogo e vi como alguém que sabe jogar, sabia outras artimanhas para evitar ser atingido pelos especiais da chefe... além de saber aplicar combos e golpes que são obrigatórios para vencer.

Aqui eu faço uma reflexão: por exemplo, o Rugal. Ele é forte e temido. Apesar de arrancar mais sangue através de seus golpes básicos, na maioria das vezes, Rugal não fica usando especial a toda hora. Ou mesmo, aplicando combos! (pelo menos, não na versão normal do jogo). Eu estava no modo normal e até combo eu tomava da personagem... mas graças a Deus, eu venci na raça.

Aprender a escapar disso que foi o bicho...

Infelizmente, o jogo não possui tradução para o nosso idioma (o que fica difícil de entender a história). Mas de quebra, é uma ótima opção, com personagens carismáticos e bizarros que vão rapidamente, atender o gosto dos seus jogadores. Também, por ser um jogo de 2004, não há um modo online. Deixando a diversão apenas pra você e seus amigos, o que não é de todo ruim. Recomendamos, mas aviso que estudem o chefe antes de enfrentá-la, porque ele é danada.


Compre agora na Steam por R$20.00 através do link abaixo:


https://store.steampowered.com/app/314030/Guilty_Gear_X2_Reload/     

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Vale a Pena comprar Half Life Source?

dezembro 19, 2023

Como fã de Half Life, gostaria de dar minha opinião sincera a este título. Mas não irei entrar em detalhes mais profundos sobre o jogo, como a história, pois eu já fiz na minha resenha do jogo original. 


A minha intenção é te dizer o que eu acho e daí, você decidirá se valerá a pena ou não, ter esse jogo na biblioteca da Steam.


Como o título já declara, o game tem a proposta de pegar todo o jogo clássico original e portá-lo na engine do Half Life 2. Que em partes, segue sim, a mesma física e gráficos, como o formato de água, por exemplo. Alguns pontos do jogo conseguem ser muito mais bonitos que o original, enquanto em outros - aparenta ser uma espécie de mod feito por cima do clássico.

Não me entendam mal, o jogo é ótimo - afinal, é o lendário Half Life 1 com a interface e física do 2. O que pode mudar muito em certas partes da aventura - tornando até mais fácil em alguns momentos. Mas, teve certas coisas que não me agradaram, como por exemplo, o brilho das armas. Parecem que elas refletem as luzes que vem de todos os lados - enquanto a mesma arma no em HL 2 não faz isso. 


Já os NPCs, não chegam nem perto daqueles de HL2. Vou deixar uma imagem abaixo para que você entenda o que eu quero dizer.

É o MESMO JOGO com "gráficos" e mecânicas do Half Life 2. Em alguns pontos, bem bonitos - em outros, parece que foi posto um mod; Não tenho nenhum arrependimento em comprá-lo, pelo contrário, continuarei jogando este e o HL 1 clássico. Mas pela bagatela de R$33,00 (na data que essa postagem foi escrita), não vale a pena - a não ser que seja por uma promoção ou que você realmente goste da franquia. 


Acredito que se você tem o desejo de passar pela experiência de jogar Half Life 1 em um ambiente mais moderno, que prefira comprar Black Mesa do que este. Apesar de ser um pouco mais caro, (R$37,00) COMPENSA DEMAIS!

sábado, 21 de outubro de 2023

Minha primeira experiência com Prince of Persia: Warrior Within

outubro 21, 2023

Conheci Warrior Within a muitos anos, ainda no Playstation 2. Que por causa de uma mídia arranhada, não pude nem ter uma experiência completa - acabando ali mesmo no início do jogo. O que pude conhecer melhor e desfrutar desse incrível jogo através de sua versão da Gog - que comprei para escrever essa resenha! 


Para a época em que foi lançado, era um ótimo jogo. Com trilha sonora muito boa e um ambiente parecido com jogos "metroidvania" (me desculpem minha ignorância se falei alguma besteira, mas foi o primeiro Prince of Persia que joguei). Onde o Príncipe anda de um lado pelo outro em busca dos seus objetivos (tem até um mapa!), o que faz toda hora tivermos que passar por locais que já passamos - o que me fez entender que ele seria "metroidvania".


O personagem possui diversos combos e artimanhas para surpreender os inimigos, podendo pular por cima deles e acertá-los nas costas, ou pulando na parede e através de um impulso derrubá-los, etc. Este jogo é uma continuação direta do Prince of Persia: The Sands of Time (cujo não joguei ainda!) O que não atrapalhou em nada minha experiência, pois mesmo sendo uma continuação, sua história é única. Por falar em história, eu não tenho o que reclamar - ela chegou até me surpreender.

Sobre a gameplay em si, eu também acho bastante coerente. (Estamos falando de um jogo de ação lançado em 2004), mas sobre o mesmo, houveram coisas que ME IRRITARAM DEMAIS. O jogo é muito difícil e como é mais das antigas, você deverá morrer várias vezes para aprender como lidar com tal desafio. No começo do jogo ainda é mais desafiador pois os "checkpoints" são bem distantes um do outro, o que não se tornará problema a longo prazo.


Assim como todos nós sabemos, você usa as areias do tempo para voltar no mesmo e evitar mortes ou deslizes cometidos pelo jogador. Na medida em que avança na história, você ganha novas habilidades com essa areia, além de aumentar seu limite de uso. Alguns adversários oferecem areia ao jogador ao serem abatidos e alguns vasos espalhados pelo cenário, também. O grande problema dele ser "metroidvania", é que além de você toda hora revisitar os locais (o que não é de todo ruim muita das vezes) é ficar perdido.


Há um mapa indicando aonde você deve ir, sim. Mas para o iniciante, não ajuda em muita coisa. O que se torna comum andar perdido pelo cenário tentando achar o caminho certo, já que não há indicação de onde você deva ir. O que me fez por algumas vezes procurar detonado, pois eram coisas diferentes demais para entender (como correr numa parede curvada ou pular em um local sem visão por causa da câmera para em seguida, se pendurar em outra coisa). Sim! A câmera do jogo muda dependendo de onde você está... você vai pular muitas vezes um buraco apertando cima e sua visão muda para de lado, ficando confuso se aperta para cima ou para frente(?).

Essa mudança de câmera atrapalhou até em locais que eu deveria acessar.


Mas há uma função de visão em primeira pessoa ou "câmera alternativa"? Sim! Mas não resolvem muita coisa. Então, uma pessoa que nunca jogou o game na vida pode ficar p... da vida (como eu fiquei) por causa da falta de indicações. Outra coisa que eu tenho a reclamar, são certos pontos do jogo, principalmente quando do nada, em uma parte, você FICA FRACO (não acontece nada na história que você fica doente), mas o jogo tem uma parte depois da metade que os monstros mais fracos, devem ser derrubados umas oito vezes para morrer e NÃO É UM SÓ NÃO!  São em grupos de quatro ou cinco, isso quando não aparece mais depois.


O que me fez em certas partes, ignorá-los na medida do possível - sendo que algumas vezes era impossível. Principalmente quando você com "ajuda da câmera" tem que enfrentar cinco inimigos básicos num cubículo cujo seu dano é mínimo (nem mesmo no início do jogo você deu pouco dano assim). E para piorar, se o Príncipe encontrar um inimigo, ele já retira a espada para enfrentá-lo - não há um sistema como no The Legend of Zelda: Ocarina of Time, por exemplo, para desmarcar o inimigo e fugir. O Príncipe SEMPRE MARCA algum adversário, o que pode ser chato as vezes - já que perto do final do jogo, eles te inserem lutas sem sentido com sete ou oito adversários que não acrescentam em nada, nem divertem - é apenas para tentar tirar sua energia e "encher linguiça". 

Agora vamos as coisas boas: o jogo possui uma boa história e trilha sonora. Quando você sabe onde tem que ir e o que fazer, ele se torna muito mais divertido. Os puzzles são muito legais e alguns, exigem que você use as areias do tempo. Mas afirmo que nunca tinha visto em um jogo desse, puzzles "mata-personagem" tão intensos... foi uma experiência irritante em alguns casos, mas, tirando algumas partes depois da metade do jogo, passava 3 horas ou mais jogando. Porque é um ótimo jogo, envolvente, com mecânicas interessantes e que me irritou algumas partes não por ele ser "ruim", mas porque nunca tinha jogado outro game da franquia antes.


O Príncipe alterna nas Câmaras do Tempo, o Passado e o Presente. E isso muda o cenário a sua volta! O que é uma adição interessante aos jogos do gênero. Os combates também, são bem intensos (quando são aqueles posicionados nos locais certos). De quebra, eu gostei deste jogo - não esperava que fosse tão difícil assim, mas eu recomendo. Se você está pensando em comprá-lo, mas nunca jogou. Entenda: ELE É BOM! Só certas coisas já mencionadas que não esperava, mas que mesmo assim, na medida que ia jogando, já dobrava fácil.


A versão analisada do jogo é da Gog.


Compre agora (R$30,00) pelo link abaixo:

https://www.gog.com/game/prince_of_persia_warrior_within

sexta-feira, 18 de março de 2022

O clássico ARKANUN, um RPG que mistura bruxaria, Inquisição e Idade Média

março 18, 2022



Algum tempo atrás, eu fiz uma matéria sobre as primeiras revistas de RPG do Brasil. Talvez a mais importante delas, a Dragão Brasil, não apenas serviu para divulgar o hobby para mais pessoas, como também trouxe muitos cenários e jogos de RPG para o público. Arkanun é um desses casos!

Eu também tenho a 1ª deste livro.


Lançado primeiramente como um livro em formato fanzine em 1995, Arkanun começou a ganhar público devido ao seu tema nada comum, tornando inclusive um dos RPGs mais populares do Brasil nos anos 90 e também nos anos 2000. A história basicamente gira em torno da Roda dos Mundos, e dos Magos (em diversas Sociedades Secretas) que retiram força mágica de outros planos de existência para lançar suas magias e rituais, destruindo o mundo de onde essa energia mística foi retirada.

O sucesso de Arkanun (ainda em fanzine) também geraria o Trevas, um RPG baseado "no mesmo universo", mas ambientado no mundo moderno. Ambos utilizariam o mesmo sistema de regras, o Sistema Daemon, e também uma série de livros lançados até o fim da primeira década do Século. Aqui no blog já falamos sobre outros livros da Editora Daemon, como Hi-Brazil, Anime RPG e Supers RPG, entre outros, que utilizam o Sistema Daemon, que também era um dos sistemas de RPG mais populares nesta época. 

Quando era adolescente, sempre tive o desejo de ter esse livro em minhas mãos. Eu não consegui porque não trabalhava na época, e não tinha grana para adquirir o livro. Depois de adulto, consegui a terceira edição revisada (de 2004), e gostaria de dar uma resenha sobre ela.

Análise sobre Arkanun 3ª Edição

Com mais de 200 páginas (um total de 224 páginas) e capa dura, Arkanun é um livro grande, com muito material de campanha. O livro inicia-se com um conto histórico (da mesma forma que Templários), uma breve descrição dos conceitos básicos e a história do Arkanun Arconarum, que seria uma "Sociedade Secreta Global", uma espécie de ONU entre as Sociedades Secretas. No livro é citado a queda de Satanás do Céu (no universo de Marcelo Del Debbio), entre outros detalhes, com muita mistureba de várias religiões, deuses e coisas do tipo.



Basicamente a história de Arkanun gira em torno de uma Roda dos Mundos, que seria como os Planos de Dungeons & Dragons. Diferente da Magia em D&D, ao se realizar efeitos mágicos em Arkanun, um plano próximo tem sua energia drenada para esse feito. Nesse caso, Arkanun destruiu Infernun (apesar do nome, este não é o Inferno) que vem sendo destruído pela Terra, porque os magos de lá fugiram para cá. E o plano dos Anjos (chamado Paradisia) drenam energia da Terra. Basicamente todo mundo que usa poderes mágicos destroi o plano alheio ao usar magia.

O livro, mesmo lançado em 2004, é muito bonito. Claro que Marcelo Del Debbio tem seu CTRL+C E CTRL+V em boa parte do livro (como Aprimoramentos, Perícias?, Pontos de Fé, etc), mas o livro também traz MUITO MATERIAL. Como um livro básico, o jogo tem as regras do Sistema Daemon, incluindo as regras gerais de Magia, que não eram tão bem explicadas em outros livros mais baratos do Sistema.

Sistema de Magia (quase) completo...

A magia aqui é totalmente baseada na Cabala, e tem um sistema semelhante ao de 3D&T, com Focus e Pontos de Magia. Ele chega a ser bem complexo. O que achei que o livro deixou de citar os Rituais (as Magias sem efeitos) no livro, mas caso você precisa, pode procurar o netbook gratuito Grimório de Arkanun. 

O livro também cita uma lista de diversas cidades da Europa, totalmente detalhadas (com fichas de NPCs), uma breve descrição de todos os mundos da Roda dos Mundos (de forma semelhante ao D&D Livro do Mestre 5ª Edição), além de um BESTIÁRIO com diversos monstros. Me intrigou porque até ficha de Dragão tem no livro!

O livro é totalmente baseado na época da Inquisição/Cruzadas (como MiniGURPS Cruzadas), mas não procura ser um RPG de História, mas sim um cenário alternativo, parecido com nosso mudo. Ele ainda pode ser vendido em lojas, mas pode ser adquirido (usado) pelo Estante Virtual.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Em uma época sem Steam, conheça a Levelup! que trouxe os primeiros jogos online pro Brasil

fevereiro 14, 2022
Recentemente fizemos um post sobre a Progames, que foi uma franquia de locadoras e venda de jogos/acessórios para videogame, agora gostaríamos de falar um pouco sobre a Levelup! Games, empresa brasileira que foi responsável pelo surgimento do mercado de jogos online aqui no Brasil.

Hoje em dia, graças a tecnologia (e também a ultra velocidade de internet disponível), temos diversos jogos online (competitivos), e também temos a oportunidade de comprar jogos digitais em plataformas como Steam, GOG, Epic, entre outras. No entanto, no início dos anos 2000, não tínhamos uma internet tão rápida (ainda discada, sendo que 1MB de internet era algo para quem realmente tinha dinheiro!), o que não permitia ter o que temos a disposição hoje.

A Tectoy, empresa brasileira que trouxe diversos produtos digitais aqui no Brasil, começou a fazer contato com a Levelup! Games, empresa estrangeira fundada nas Filipinas, em 2002. A partir de 2004, a Levelup! Games do Brasil começou a trazer jogos online para cá, o que ainda era novidade em nosso país. O primeiro jogo trazido foi Ragnarok Online, em 2004, que era pago uma taxa de pelo menos R$15 por mês para jogar. Depois disso, a empresa decidiu deixar o jogo de graça.


Dois anos depois (em 2006), a empresa trouxe um outro grande sucesso, Grand Chase (que agora está na Steam), que também ajudou a popularizar os jogos competitivos online. Esses dois jogos deram receita para a empresa investir em diversos outros jogos que viriam depois, como The Duel, Combat Arms, Perfetc World entre outros. Além disso, a empresa também vendia nas bancas uma revista do próprio nome, que trazia novidades do que viria por ai, e também traria um código de CASH para você colocar para comprar itens (que seriam comprados com dinheiro) no jogo.

A Levelup! também tinha um site onde era possível não apenas comprar CASH dos seus jogos, como também dar créditos para comprar jogos do Zeebo, console brasileiro que foi lançado pela própria Tectoy, em 2009. Depois do lançamento das plataformas digitais (como a Steam, em 2007), a Levelup! começou a perder força, mas ainda continua no mercado.

A Levelup! ainda tem alguns jogos online disponível para download grátis, faturando com os créditos (CASH) comprados para os jogos da sua plataforma. Mesmo assim, gostaríamos de deixar registrado aqui o legado dos jogos online no Brasil, que começou com a mesma.

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas. Curta nossa página no Facebook e deixe um comentários abaixo para saber se gostou desse conteúdo!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

RPGQuest vol. 1, o jogo que tentou mudar uma geração

fevereiro 04, 2022

O ano era 2004.

Depois de se consolidar com RPGs de horror, além de outros temas (como Anime RPG e SUPERS RPG), Marcelo Del Debbio criaria um novo sistema, chamado de RPGQuest. Basicamente, o jogo seria mais barato que os livros da Editora Daemon e traria um atrativo maior: a possibilidade de jogar com tabuleiro.

Assim então nasceu RPGQuest, que depois se tornou uma série de pequenos livros, e terminou em 2006 com um super Módulo Básico.

Mas por enquanto vamos falar sobre como tudo começou, a partir do RPGQuest volume 1.


O sistema básico de RPGQuest volume 1

A grande sacada do RPGQuest era, sem dúvidas, trazer novos jogadores ao nosso hobby, divulgando o próprio RPG. O jogo vinha com um livro simples (de 32 páginas) e um encarte com diversas miniaturas e salões para você montar sua própria masmorra. 

Além de usar apenas d6 (dados comuns que todo mortal tem acesso), RPGQuest é uma mistura do próprio Sistema Daemon com o Sistema d20 (usado na produção de Dungeons & Dragons 3.5). Você rola dois dados de seis lados e soma com algum modificador, e esse valor deve ser igual ou maior a uma dificuldade (igual a CD em D&D). Os Monstros também possuem o mesmo sistema de CA de D&D (aqui chamado de Defesa).



Sobre o livro de RPGQuest volume 1

O livro apresenta 7 raças iniciais (Humano, Elfo, Meio Elfo, Anão, Halfling, Goblin e Minotauro), que parecem inclusive, muito semelhante as raças de Tormenta Daemon.

Assim como no sistema de D&D, em RPGQuest também temos Classes de Personagem, que aqui são: Guerreiro, Bárbaro, Paladino, Ranger, Ladrão, Mago, Clérigo e Druida. O livro também apresenta uma pequena lista de Habilidades (muitas parecidas com os Talentos de D&D 3.5!), Perícias (também parecida com a Lista de Perícias de D&D 3.5), Equipamentos e uma Lista de Magias, que segue também a mesma premissa do sistema d20: Magias divididas em Níveis (aqui chamadas de Círculos). A seguir, o livro apresenta as regras do sistema, tesouros e diversas fichas de Monstros e Inimigos.

O livro ainda apresenta uma aventura inicial, chamada Aliança dos Goblins.

O volume 1, totalmente baseado em exploração de Masmorras, fez o RPGQuest se tornar uma linha própria, que foi descontinuada pela Editora Daemon. Eu não me lembro de ter jogado muito o volume 1, porque recebi esse livro de presente do meu amigo Julio "Kobold", mas joguei muito o RPGQuest volume 2.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A série de jogos Yu-Gi-Oh! Power of Chaos continua forte até hoje!

janeiro 25, 2022

A primeira adaptação do famoso jogo de cartas para um game de PC, veio trazendo novidades. Por mais que seja baseadas nas regras das primeiras edições de Yu-Gi-Oh! O game trouxe uma estrutura de duelo que pode ser apreciada até os dias de hoje. 


A premissa do jogo é a seguinte: o jogador deve enfrentar um famoso duelista (aquele que dá nome ao título do jogo: Yugi, Kaiba ou Joey) e em duelos melhor de 1 ou de 3, decidir quem será o vencedor.


Mesmo com cartas em inglês, qualquer um que conhece a franquia conseguirá jogar. Todas as cartas são claramente vistas na tela e possuem as mesmas descrições das cartas originais e toda a estrutura do duelo é a mesma do jogo. Ou seja, temos as fases de batalha (Phases Batlle) e também para invocar monstros acima de 4 estrelas, devemos sacrificar um monstro ou mais para colocá-lo no campo.

A grande sacada deste jogo é que lutamos com um duelista fixo, que sempre há expressões para jogadas que façamos - fazendo o jogador se sentir como se estivesse dentro do próprio anime. As vezes, a CPU rouba (porque já aconteceu comigo) - principalmente quando me lembro que a máquina tirou um exódia da bunda e me venceu num jogo que já estava toda perdida para ela. Então, nesses casos ouvir a zoeira do duelista que está te vencendo assim, não é algo muito bom não!


E o que ganhamos com as vitórias? Cartas.


Na medida em que você for ganhando, novas cartas são liberadas - mas é preciso jogar muito para destravar todas elas. O jogo do Yugi, o primeiro a ser lançado dessa trilogia, é o que tem menos cartas. O lado bom é que se você tem outro jogo da série no mesmo pc, na versão mais recente - você pode usar as cartas do jogo anterior (ou seja, se tenho muitas cartas no jogo do Yugi, posso usa-las também no jogo do Kaiba). Cada jogo possui uma mesa e efeitos relacionados ao personagem e você só joga contra o mesmo. Não há opção para jogar com outro personagem ou algo parecido como uma campanha - aqui é apenas o duelo um contra um mesmo!

Porém, no jogo do Joey (Joey the Passion) - além de ser o mais atual (e podermos jogar com as cartas de Kaiba e Yugi), há opção para se jogar em rede contra um amigo. Mas não se preocupe, usando o programa gamerranger, você poderá jogar pela internet sem nenhum problema e muita gente faz isso!


Por mais que sejam três jogos, acredito que seja um game só. E muito bom! Pena que não se encontra a venda em lojas como Steam ou GOG - mas ainda dá pra jogar usando "meios alternativos".

terça-feira, 4 de maio de 2021

Unreal Tournament 2004 é uma evolução do clássico

maio 04, 2021


Eu gosto muito desse jogo, não tanto como o Unreal Tournament 99 - cujo já fiz análise no blog.

 

Se fosse resumir em poucas palavras, diria que este game trouxe uma evolução em jogabilidade e gráfico da mesma maneira em que tivemos a migração do Counter Strike Condition Zero para o Counter Strike Source. Pois temos gráficos muito bem feitos para a época, além de uma mudança na movimentação dos personagens.

 

Em Unreal 99, temos os personagens se movendo muito rápido - sendo difícil de serem pegos assim como no CS 1.6. E mesmo que aqui os combatentes sejam rápidos por se tratar de um jogo frenético, eles possuem agora uma movimentação bem mais realista, sendo mais fácil de serem atingidos. As armas são as mesmas da versão mais clássica do jogo, tendo uma alteração no visual (como o Sniper, por exemplo, que virou uma arma que dispara um tiro elétrico em vez de um projétil comum). Alguns cenários da versão 99 aparecem aqui muito mais bonitos.

As melhorias desta versão são bem significativas. Geralmente, quando temos modos de jogo como Capture a Bandeira, por exemplo - o time vencedor agora não é obrigado fazer a pontuação total (normalmente 3 pontos). Basta ele ter maior número de pontos e esperar o tempo acabar. (Sim, agora temos tempo nas partidas) E isso foi uma adição muito bem-vinda para algumas ocasiões. Outra coisa que veio para melhorar o game foi o sistema de créditos.
 

Diferente do jogo anterior, você agora precisa reunir créditos (no modo 1 jogador) para comprar os membros da sua equipe e entrar nas partidas. Se você perder muito numa fase, vai precisar jogar outras anteriores afim de ganhar dinheiro para voltar aonde estava. Cada estágio indiferente do modo de jogo, custa um valor em créditos - cujo o vencedor da partida recebe um prêmio nos mesmos. Assim, temos um game onde devemos administrar nosso dinheiro enquanto levamos a nossa equipe a vitória.

 

O jogo também apresenta a possibilidade de confrontos com equipes maiores que a do UT99 tendo cenários bem maiores, na qual, podemos usar veículos. Quem jogou Halo Combat Evolved do PC (via download ilegal - uma vez que esse jogo não é vendido pela Microsoft a não ser pela coleção recente e remasterizada na Steam) deve se lembrar das partidas multiplayer onde os jogadores usavam veículos. Posso dizer que é a mesma coisa aqui! O que é bastante legal atirar no inimigo enquanto um amigo conduz o veículo.

Mesmo com tantas adições ao game, eu ainda prefiro do 99. Tudo porque como eu já disse na postagem sobre este jogo, foi através dele que eu conheci a franquia. O áudio do narrador dizendo Ultra Kill e diversos (cujo é utilizado até hoje em servidores de CS) deixa tudo melhor - mesmo que na versão 2004 tenha também (só que pra mim está meio sem graça); Graficamente, ele é muito superior ao primeiro  jogo e tudo é muito bonito. Também dá pra jogar online e há servidores com jogadores (mesmo que muitos sejam estrangeiros)

 

Passei várias horas jogando os diversos modos de jogo dele, acho que o único que não gostei - foi o Bombing Run, que abandona a premissa de ser um jogo de FPS para ser um "futebol" assim por dizer. Há um portal e o objetivo é levar "a bola" (que é uma bomba) até dentro do gol. Enquanto esta com a mesma, você não pode usar outras armas, devendo por no chão se quiser enfrentar o inimigo. O fato de ter tempo pra se concluir, fica muito pior quando você não consegue (eu mesmo fiquei 40 minutos tentando e como o outro time também não marcava, a partida continuava na mesma).

É isso que acontece quando ambos times não conseguem pontuar ou estão empatados quando acaba o tempo: quem fizer o próximo ponto, vence. Mas fica chato quando ninguém vai pra frente (no caso, o jogador já fica cansado depois dos 10 minutos!) De quebra, o jogo abusa de efeitos gráficos das mortes dos personagens, onde cada tipo de arma mostra com detalhes em uma câmera em terceira pessoa como o seu personagem foi morto.

 

Há umas pastilhas no cenário que eu não faço ideia do que seja. Eu pegava mas era como se não fosse nada (se souber, comente para mim para eu saber para o que serve). O restante se encontra como no jogo anterior! A única diferença seria do lançador de foguetes, pois agora você só dispara uma vez por clique, enquanto para segurar, será necessário usar o tiro alternativo (mouse 2). Praticamente tudo o que você fazia no UT 99, você faz aqui! E nesta análise, cheguei a jogar online com gringos (que assim como Team Fortress Classic, não fica legado) é bastante divertido!

Dentre os modos novos (pois temos todos do antigo UT99 cujo eu já expliquei na postagem sobre ele), temos o Mutant e Invasion (onde você une com os companheiros para deter os monstros) - o que pra mim não adiciona em nada ao jogo. Se temos o Unreal para jogar cooperativo, então para quer entrar num jogo competitivo para fazer o que já fazemos no primeiro game da franquia? Se não conhece esse jogo, leia minha matéria que explica sobre do que se trata.

 

A versão da minha análise é da Gog, mas com certeza, é a mesma da versão Steam. Você poderá comprá-la por R$24,90 no link abaixo:

 

https://www.gog.com/game/unreal_tournament_2004_ece

 

Quer saber como jogar games em LAN pela internet (incluindo este Unreal?) Leia minha postagem explicando como se faz para jogar Doom 3 em cooperativo online que eu explico!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Vale a pena Half Life 2 Deathmatch?

fevereiro 19, 2021

Aqui no blog já analisamos vários jogos da franquia Half Life. E como de costume, vamos dar nossa opinião sobre mais um game da série; Não vou escrever tanta coisa assim porque o jogo costuma ser mais curto que o Half Life 2: Lost Coast.
 

Half Life 2 Deathmatch é pra mim, mais um produto afim de arrancar mais dinheiro dos fãs. Afinal, essa função deveria estar no jogo original, e não ser vendida como um produto separado. Ele aproveita algumas fases do game e o transforma num jogo multiplayer, na qual, jogos como Counter Strike Source (que também tem análise no blog), já fazem. Além disso, jogos como Team Fortress Classic (que também já dei minha opinião aqui no blog) custa o mesmo é costuma ser muito mais interessante.

Assim como Team Fortress Classic, você não pode criar partidas com Bots - tendo a única opção a jogar com amigos via LAN ou pela internet (cujo existem servidores brasileiros). No jogo, você anda pelo cenário a procura de armas e tenta matar seus oponentes como qualquer outro Deathmatch - mas não há nada de atrativo como em Unreal Tournament 99, por exemplo. Você só entra numa sala, troca tiro com quem está lá, vê sua pontuação e vai jogando nesse ritmo até que a sala seja trocada. O jogo possui muitos poucos mapas em comparação a qualquer Counter Strike e na minha opinião, não vale os quase 11 reais que vale.

 

Ainda bem que ele vem junto com o Half Life 2: Episódio 1 (que ainda vou preparar uma análise quando jogar e fechá-lo), mas minha intenção aqui é que não o compre como produto separado!

Página do jogo na Steam:

 

https://store.steampowered.com/app/320/HalfLife_2_Deathmatch/

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Hi-Brazil, o primeiro RPG focado no folclore brasileiro

outubro 06, 2020


Hi-Brazil é um cenário de fantasia medieval, com um mundo totalmente baseado no folclore da América do Sul, com uma pitada de humor e sátira de algumas personalidades brasileiras. Ele foi o último título (ou um dos últimos) escrito por Marcelo Del Debbio, nos tempos de auge da Editora Daemon que, até metade da década de 2000, era a segunda maior editora de RPG do Brasil.






Segundo o livro, Hi-Brazil seria uma ilha situada na região do plano das fadas (Arcádia), que tem a forma geométrica da América do Sul deitada. O livro tem todas as regras para começar a jogar (Sistema Daemon), trazendo novas Raças, Classes (aqui conhecidos como Kits) e Aprimoramentos. O grande defeito aqui, assim como em Tormenta Daemon 3.5, não foi oferecer regras de magia do sistema no módulo básico, já que o jogo é baseado em fantasia medieval.

É impossível você não ler o livro e sacar a sátira a diversas personalidades brasileiras. Os reinos descritos no livro (Hi-Brazil, Minas Gerais, O Império, Reinos do Oriente, Trinindad, Reino dos Karayamas, Reinos Mayas, Reinos Incas, Guilda, Reinos Súlfidos, Reinos Argentos e Patagônia) são descritos com detalhes, nos mesmos moldes de O Reinado. Além desses reinos, existe uma cidade voadora (como Vectora, de Tormenta) chamada a Cidade Voadora de Flexus Pulsher). 



O livro se encerra com um bestiário de criaturas, trazendo diversos monstros do folclore brasileiro para serem usados como inimigo dos Personagens. O livro tem até uma qualidade na capa, seu miolo é em preto e branco (como outros produtos da Daemon), mas peca pela falta de figuras (como o Supers RPG). Porém, o livro conta com muitas informações para iniciar sua campanha no cenário de Hi-Brazil.

Outra coisa que achei falta no livro são as fichas de NPCs principais de Hi-Brazil. Atualmente existe um outro RPG no mercado sobre o mesmo tema (folclore nacional). Quando adquirir, vou postar minhas impressões aqui. Hi-Brazil ainda é vendido em lojas de RPG na internet, e pela Estante Virtual.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Half Life 2: Nova Ordem Mundial e guerra civil

junho 19, 2020

Half Life já tinha me surpreendido, mas a pergunta que fiquei na mente é que se este jogo realmente seria tão bom quanto o primeiro. Feito em uma engine nova (a Source), o jogo foi lançado em 2004 e foi um tremendo sucesso. O mais incrível é que apesar de ser a continuação da história de Gordon Freeman, ele tem um tema totalmente diferente. 


No primeiro game, nosso personagem teve que sobreviver a alienígenas e muitos desafios (incluindo o exército americano) até se tornar um empregado de G-man. Só que, em vez de enfrentar criaturas de Xen, nosso querido herói se encontra numa cidade dominada por um tirano. Vamos entender que os conceitos de Nova Ordem Mundial são aplicados a esta sociedade, mas nosso físico favorito estava prestes a conhecer a "resistência" - pessoas que estavam contra o governo local, e que seriam caçadas conforme acontecem nesse tipo de história.


O jogo possui um clima muito forte de guerra civil, levando mais uma joia a franquia e mantendo o mesmo padrão de qualidade do primeiro apesar do mesmo ser uma missão completamente diferente. Até mesmo algumas criaturas que o personagem matou no primeiro jogo, aparecem e ainda falam na linguagem humana. Também haverá uma situação em que um robô mostrado no início de Half Life 1, aparece (já que no primeiro jogo, ele só aparece quando você está no trem).

A parte legal dessa história, é que temos outros personagens e há opção de colocar legendas para se entender tudo o que eles estão falando. Caso você não saiba como fazer, leia nossa matéria ensinando como traduzir Half Life 2.

Não vou entrar em detalhes sobre a história ou quem são os vilões aqui. Pois assim estragaria sua diversão! Mas saiba de antemão que neste jogo, há menos armas que o anterior. Porém, temos um sistema de movimentação e jogabilidade melhorados. Também dificilmente, você ficará sem munição!


O mais legal da ambientação deste sequência, é que temos muitas adições. A começar por veículos, onde nosso querido Gordon vai pilotar um barco e um "carro". Vai derrubar naves de combate e enfrentar muito inimigos humanos (ou humanóides, se você os considerar alienígenas). Enquanto em HL 1 você matava monstros e quase não tinha humanos, aqui, você mata humanos e quase não encontra monstros.

Não me lembro de ter encontrado alguma criatura enorme que não fosse uma máquina. 

Além disso, houve uma parte em que após xiar muito com o jogo, graças a alguns monstros do deserto (que eram infinitos e não havia outra forma a não ser fugir), vai haver uma parte onde Gordon aprenderá a controla-los e portanto desses insetos poderosos, invadir uma das bases do governo. É claro que não dava pra ele fazer isso sozinho se não tivesse esse enxame de amigos, mas não foi uma tarefa muito fácil. Vou te dizer que me senti um treinador de pokémons, mas achei muito legal essa adição a história...


Mas nem tudo são flores, pois tem certas coisas que eu achei apelão demais. Como um tal de headcrab "negro", que é um monstro clássico da franquia, mas que este em um ataque, o deixava com 1% não importando a armadura, pois ele te colocava algum vírus e tinha que esperar seu traje curá-lo. Só que o desgraçado, ou qualquer outro, poderia te matar no próximo golpe e como é pequeno, se aproveitava de locais escuros... vamos dizer que passei muito sufoco.

Ele ainda vinha de um zumbi que vivia arremessando essas aberrações.

Sobre as armas, apesar de um número reduzido em comparação ao primeiro jogo - cumprem bem o seu papel. A grande benção é que não temos glock como arma inicial, mas sim outra pistola que ajuda pra caramba!

Como o jogo trata um período de ditadura, por ser parte da resistência, haverá um momento de guerra civil e você terá que comandar companheiros de forma parecida dos jogos antigos de Rainbow Six. O lado bom é que se há um médico, ele pode lhe curar a todo momento. Só que eles são limitados e caso sua equipe morra, você poderá encontrar outros mais a frente. Mas, mesmo com essa ajuda - haverão momentos no game em que você deverá fazer certas coisas arriscadas ou optar em fugir ou passar do local tomando tiro em vez de ficar lá e lutar como homem.


Dentre as armas, houve uma que será essencial para a sua jornada. Que é uma arma de gravidade, cujo faz você segurar as coisas e que diferente de sua cópia na expansão de Doom 3, possui um sistema muito melhor. Por exemplo, no Doom 3, a arma teria que ficar segurando o projétil para disparar de volta. Já em Half Life, basta apenas apertar o botão direito uma vez para agarrar o que você quer e não é preciso mais apertar mais nada - o negócio ficará grudado até você decidir arremessá-lo contra alguém (apertando o botão esquerdo) ou deixando no chão (apertando o botão direito).

E vem mais uma crítica ao Doom 3. (Cujo já fiz análise no blog).

Half Life 2 foi lançado no mesmo ano, mas temos lanterna na arma. Além de que todos os monstros mortos, continuam no mapa. Incluindo nossos aliados mortos!


Como é de costuma da franquia, alguns pontos deverão ter certos puzzle resolvidos e todos as saídas levam a um caminho. Achei bem satisfatório que alguns locais tenham referência a alguma fase do primeiro jogo em questão de design.

Half Life 2 superou o primeiro? Com certeza. Em nenhum momento, ele ficou abaixo. Mesmo que tenha certos pontos que tirou minha paciência, mas o primeiro também era de igual forma. Só saiba que haverão alguns pontos onde os produtores vão lhe dar uma trolagem. Mas não se preocupe, a cada ponto novo, existe um salvamento automático. (O que também acontece se você clicar f6), o que é bem-vindo, pois houve ocasiões que tive que dar load devido a algum erro no andamento do jogo, como por exemplo, numa parte em que um aliado meu me disse para entrar no portal com ele e nem dei bola - o sujeito entrou e foi teleportado e eu fiquei. Assim, Gordon Freeman ficou preso na fase e tive que dar load... talvez seja por isso, que eles tiveram esse cuidado.


Cuidado era tanto, que ao sair do jogo, ele pergunta se você quer salvar seu jogo!

Mas é claro que mesmo sendo feito numa engine melhor e tenha uma história tão boa quanto a primeira, ele não invalida o anterior. Apenas se estende e complementa o primeiro game da série.

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domingo, 24 de maio de 2020

Os pontos altos e baixos de Doom 3

maio 24, 2020

Como fã da franquia Doom, posso dizer que tenho todos os jogos originais disponíveis na Steam além de falar sobre todos eles aqui no blog. Inclusive, como você faz para criar fases ou adicionar wads para se jogar no Master Levels Doom 2 original. Como ainda não tinha postado nada sobre o primeiro reboot da série, vamos falar do jogo menos popular de toda a franquia.

Vou te falar a verdade: Doom 3 é um jogaço. Porém, ele peca muito na questão de modificar a franquia e torna-la mais como um jogo de terror. A minha primeira reclamação consiste de que não há nenhum modo cooperativo. O que seria louvável se houvesse, principalmente se tratando de um jogo mais voltado para o horror, onde jogadores levariam sustos em grupo - o que ao meu ver, daria outro patamar a franquia. Mesmo que isso fosse só capaz por Lan. Mas em vez disso, ofereceram uma campanha focada apenas no single player, além de um modo multiplayer ridículo e sem graça alguma.


A segunda é a grande reclamação da maioria: lanterna. Porque não usar uma lanterna na arma? O clima seria até melhor, mas sabe o motivo que inventaram de fazer desse jeito. Se fosse num jogo cooperativo, seria demais um jogador iluminar  o cenário enquanto os outros atiravam - uma vez que fiz isso ao jogar com meu irmão uma vez (vou explicar isso mais pra frente). Mas em vez disso, você é cercado por demônios no escuro e deve escolher entre fuzilar seus adversários ou vê-los onde os mesmos se encontram. O que deixou muita gente puta da silva, uma vez que o jogo é cheio de lugares escuros. Tem uma fase, por exemplo, que o personagem fica no puro breu e tem que se guiar por uma capsula com um imp dentro para iluminar tudo - para mim, uma das mais irritantes do jogo.

As armas são versões modernas de todas as que conhecemos nos jogos anteriores, e todas elas funcionam da mesma maneira. A única adição foi com o modo carregavel da BFG, onde possui uma munição própria na qual dispara um poderoso tiro que causa dano equivalente a quanto o jogador segurou  para carrega-la. O legal é que se você segura demais, você morre porque a própria arma não aguenta sua força e explode.


Além disso, temos a estreia de granadas na franquia.

Diferente dos Doom's anteriores, aqui você passa por ambientes que retratam uma colônia em marte. Os estágios realmente cobrem lugares como se fossem realmente tal ambiente e não apenas um mapa para desafiar os jogadores. Assim como os antigos, também há barris explosivos e armadilhas onde colocaram o jogador diante de monstros que saem de paredes secretas; Diferente do que conhecemos, os monstros não costumam brigar entre si... o que pode acontecer, mas não é natural.

Por falar isso, tem mais uma coisa que me deixa Doom 3 indignado: o corpo das criaturas. 

A graça é você andar pelos corredores e ver os corpos dos bichos que matou. Nos jogos antigos eram assim, mas aqui viram purpurina. Os inimigos humanos ficam até um pouco mais de tempo, mas quem jogou os antigos, com certeza vai reclamar disto. Nos jogos mais modernos, com o Doom 2016 e o Eternal, tem a mesma mecânica: os monstros desaparecem após um tempo. Não entendo se isso atrapalharia o desempenho do jogo, mas se possível, seria o ideal.


Vamos as coisas boas.

Doom 3 apresenta uma campanha bem interessante. O personagem, assim como o doomguy do primeiro jogo, é forçado a sobreviver a fúria do inferno. Tendo nervos de aço para matar seus ex-companheiros e hordas de monstros com diferentes habilidades. Dos jogos clássicos, temos todos: menos o Pain Elemental; Conheci a versão mais moderna do jogo que amo em uma lan-house, e como não tinha um pc que rodasse o mesmo, gastava um bom dinheiro para finaliza-lo. Como sempre fui apaixonado pela franquia, me deliciava com cada descoberta nova (versão moderna do monstro antigo).

Os gráficos dele são o que há de melhor. Bem bonitos e até elogiável nos dias de hoje. Afinal, qual jogo lançado em 2004 pode se gabar de um gráfico desses? Além disso, o jogo vem com monstros novos e uma reeleitura de todos os antigos. Doom sempre foi um game colorido e os monstros sempre tiveram uma cor forte. Aqui, foi diferente - todos são claros e seguem mais pra a cor cinzenta. Imps,  demônios e barões do inferno tem a mesma cor. Também foi removido chifres e coisas que o fazem parecer filhos do diabo (mas não removeram nenhum círculo ou símbolo de magia).

Na real, é um jogo que funciona como os antigos. Mas as saídas precisam resolver um puzzle que vai além de encontrar chaves e abrir portas. Mas não são algo tão trabalhado como em Half Life, por exemplo. (Cujo já fechei e também tem análise no blog). Os ambientes forçam o jogador ter que se abaixar por escadas e procurar pelos lugares escuros, itens. Praticamente, você anda por uma base cheia de inimigos querendo arrancar sua pele, procurando por informações e salvando em seu PDA (cujo é essencial para sua jornada, na qual, você baixa e-mails, mensagens e vídeos - com o qual, poderá saber a senha dos armários).


Os armários são cofres espalhados por todo jogo que contem uma numeração e exigem uma senha. Para saber qual seria, basta encontra o PDA com a informação certa, onde no corpo do e-mail e dentro da mensagem, estará uma pequena história e a senha. Alguns lugares também são acessados desta maneira, onde é obrigação do jogador ir atrás dessas informações. Apertando TAB, você acessa seu PDA. Também disponibilizamos uma lista com a senha de todos os armários!

Por mais que o jogo seja muito escuro e focado no Terror, eu gosto muito dele. Não igual ao jogos clássicos, mas ele representa bem a franquia. Acredito que a grande falha dele, foi modificar bastante o conceito original do jogo. A mesma coisa que aconteceu com o RPG de Mesa Dungeons & Dragons 4 edição, onde mudaram e adicionaram tanta coisa original, que os fãs do jogo não tiveram muita aceitação. Lembrando que já falamos sobre o Livro do Jogador e o Livro dos Monstros da 5ª edição aqui no blog!


Resultado disso, foi apenas lançado uma expansão e anos depois, uma edição chamada BFG Edition, com os dois primeiros jogos, o Doom 3 e sua expansão + a expansão inédita chamada Lost Mission. Anos mais tarde, com o lançamento de Doom 2016, os produtores resolveram modernizar e fazer a franquia de volta as origens... e o resultado disso, foi o lançamento de Doom Eternal (no ano em que essa postagem foi escrita). Hoje, acredito que a franquia esteja mais forte como nunca!

Para encerrar, eu vou dizer sobre como joguei com meu irmão em cooperativo. Para isso, você precisa ter computadores ligados em Lan (pela internet, só se for com Hamachi, mas não sei usar aquilo) após isso, os pcs devem ter instalado o mod Alpha Coop . Ele permite que você escolha as fases do Doom 3. Cheguei a ensinar uma gambiarra para fazer rodar as fases da expansão neste mod. Veja o vídeo abaixo como funciona e pessoas jogando em cooperação:


Caso você tenha interesse em jogar com amigos pela internet, agora é possível. Leia minha matéria ensinando o que você deve fazer para jogar em rede usando a internet e sem hamachi.

Você pode comprar o Doom por 18 reais:
https://store.steampowered.com/app/9050/DOOM_3/

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