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domingo, 25 de maio de 2025

Conheça Presságios de Arouca, um RPG desenvolvido para a Fiocruz

maio 25, 2025
Este é o Fio. O livro falante da Biblioteca de Gonshmunán!

Olá pessoal... para quem não sabe, eu escrevo também livros de RPG. Vou deixar aqui o link da minha loja na Drivethru RPG com meus livros.

Seja como for, desde 2024, estava trabalhando na produção de RPG junto a trabalhadores da Fiocruz. O nome desse jogo (ainda a ser lançado) é Presságios de Arouca. O jogo é baseado num mundo chamado Gonshmunán, que é um anagrama para Manguinhos, sede da Fiocruz (no Rio de Janeiro).

O jogo tem um tom parecido com Dungeons & Dragons: usa 1d20 para os testes e ataques, e 2d6+ valor da arma para provocar o dano. Também temos o conceito de Classes, e aqui são cinco: Articulador, Conselheiro, Sábio, Naturalista e Alquimista.

O livro básico apresenta as fichas de Personagens prontas, além de regras para criação de personagens. O jogo original também conta com cartas de itens especiais, itens comuns e itens mágicos. O livro básico também tem um padrão "mais D&D", todo colorido e com qualidade especial. Além disso, temos uma aventura pronta, chamada "Chamados para o Mundo Subterrâneo", que mostra todas as mecânicas do jogo, como também o próprio mundo de Gonshmunán.

O jogo ainda está em fase de playtest (no momento que estou escrevendo isto), e todos aqueles que estão jogando o jogo - trabalhadores da Fiocruz, membros de universidades e especialistas acadêmicos, estão realmente amando o jogo. Até o momento, as pessoas que jogaram (que não são jogadores habituais de RPG) estão amando o jogo. O jogo tem, até o momento, 100% de aceitação.

Algumas, inclusive, estão se interessando pelo RPG. Fiquei sabendo que uma pessoa amou tanto o jogo que vai se tornar uma RPGista. Realmente, tenho me impressionado com esse jogo! Acho que ele, como as asas do pássaro Arouca, vai voar para além do que podemos imaginar! O jogo também está contribuindo para muitos trabalhadores da localidade a respeito do próprio RPG, vendo o hobby com outros olhos.

A ideia inicial de Presságios de Arouca surgiu com Murilo Salles, trabalhador na Fiocruz. Ele pensou em criar um jogo de RPG baseado em Gestão de Riscos. Deu muito trabalho criar um jogo que trabalhasse essa ideia, mas fico feliz com a forma que ele tem tomado. Pelo que eu tenho mesmo acompanhado, Presságios de Arouca mostrou-se ser um jogo bastante divertido, cumprindo bem o seu papel de falar sobre Gestão de Riscos.

Temos um mundo mágico, repleto de referências a própria Fiocruz: um mundo de NPCs incríveis, como Fio (o livro falante), o Rei Oswaldo e também o pássaro Arouca, que estampa a capa e o nome do jogo. Um mundo que tende a aumentar com novas produções e que nasceu para fazer a diferença. Eu publiquei um vídeo curto sobre ele, assista!


Quando o livro for lançado, vou deixar aqui o link, porque ele será totalmente gratuito! No entanto, se desejarem, tem uma matéria da Fiocruz, falando sobre o jogo. Acesse pelo link:

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Análise de The Witcher 2: Assassins of Kings

abril 11, 2025

The Witcher 2: Assassins of Kings é um jogo de RPG, criado pela CD Projekt, lançado em 2011. Ele é continuação direta de The Witcher.

Eu já tinha tentado jogar o The Witcher 1, mas como tinha comprado a trilogia, achei melhor começar pelo 2 (e depois o 3), para voltar a jogar a primeira versão do jogo. Como leigo, a princípio, o jogo pode ser um pouco complicado, devido as coisas que você vai pegando no jogo, as magias que vai lançar, criação de poções e as inúmeras escolhas que você faz.

Aconselho que, antes de tudo, faça o TUTORIAL do jogo. Depois disso, a história começa em um ataque a um cerco, que tem dragão e tudo. Achei muito interessante de modo que a história é contada. No começo do jogo, você está fugindo de um calabouço, e precisa contar ao carcereiro toda a dinâmica que o levou para a prisão. Geralt, o Bruxo, foi acusado injustamente de ter matado o rei Foltest. Depois de passar o cerco, para proteger o rei, Geralt chega numa câmara onde um assassino mata o rei, fugindo em seguida, deixando Geralt diante do rei morto.


Para provar sua inocência, você recebe uma nova chance, fugindo da prisão de modo a limpar seu nome. Você passará por bons bocados até encontrar o assassino, chamado de Letho. O interessante é que existe MUITA COISA para fazer, como diversas missões especiais, e a cada escolha, o jogo vai mudando. Existe, inclusive, a possibilidade de você carregar um save do jogo The Wichter 1, onde as escolhas tomadas por lá, mudam toda a dinâmica deste game.

Embora possa parecer confuso e complicado, a medida que você vai jogando, você consegue entender todo o conceito do game. Você consegue criar poções (Alquimia) com os itens que você pega, pode criar armas, armadilhas ou armaduras com os componentes que você pega dos monstros. Além disso, derrotar os monstros podem lhe render troféus, que são itens equipáveis que podem aumentar seus atributos.

As poções aqui, inclusive, funcionam de forma diferente dos RPGs convencionais. Você precisa beber essas poções antes. A minha versão é da GOG (que é da CD Projekt), e eu demorei 32 horas para zerar o jogo. Claro que posso jogá-lo novamente, porque o jogo é muito bom, e tem muita coisa que eu não consegui fazer nele.

Confesso que é um jogo muito bom. A minha versão é da GOG. Abaixo, vou deixar o link do jogo na GOG, caso você queira conferir.

domingo, 24 de dezembro de 2023

Análise de Dark Quest

dezembro 24, 2023



Dark Quest é um jogo de tabuleiro eletrônico, nos mesmos moldes de clássicos como Hero Quest (já fizemos uma resenha sobre RPG Quest, um jogo de RPG de mesa que se assemelha a este). No jogo, você controla três personagens: um Bárbaro, um Mago e um Anão, e ambos estão indo nos calabouços para enfrentar monstros, coletar tesouros e acabar com um mago boladão.

O jogo é muito simples, e funciona como um jogo de tabuleiro. Você não precisa derrotar todos os monstros para passar de um nível, apenas encontrar a saída. Em alguns momentos você precisará ativar botões para abrir portas, mas nada muito avançado ou complicado. Cada Personagem pode andar um determinado número de casas, e fazer uma ação, que pode ser usar magia, poção ou atacar. No entanto, se ele estiver rodeado em quadrados que tem dinheiro, pode fazer mais de uma ação para pegar dinheiro. É obrigatório que TODOS os Personagens andem pelo menos um quadrado para que uma rodada termine. A cada rodada completada, existe um contador que vai de 100 até 0, que indica seu nível de cansaço. Você precisa de dinheiro para comprar o descanso, e deixar o contador em 100 novamente.




Os monstros são "monstros padrões" do RPG, como zumbis, etc. O combate não há nada de extraordinário: você precisa clicar num monstro adjacente para o ataque corpo a corpo, ou então a uma certa distância para usar magias do mago, como a magia padrão dele (ataque básico). O jogo é puramente simples. Os Personagens também possuem habilidades únicas, que devem ser comprados com dinheiro. Você coleta dinheiro ao clicar em corpos ou nos monstros, como espólios. Há também estrelas em cada fase, mas elas não dão muita coisa no jogo, então não faz diferença se você pegar essas estrelas ou não.

Com o dinheiro coletado, você compra as "magias" ou "habilidades" dos personagens, embora seja melhor usar esse dinheiro para comprar magias do mago, e também poções. As masmorras podem ser chatinhas, mas esse jogo é feito especialmente para quem já tem noção de jogos de exploração ou mesmo RPG. Para quem curte fantasia medieval ou RPG, especialmente Hero Quest, esse jogo será muito agradável.

A única coisa chata, ao meu ver, é ver punições que acontecem quando o mago malvado (vilão do jogo) aparece, onde você pode perder dinheiro ou mesmo vidas. No mais, Dark Quest é um jogo simples e divertido, e bem curto por sinal. Demorei cerca de 3 horas para conseguir chegar no final. No entanto, vale a pena dá uma conferida, ainda mais se você tiver uns trocados extras para investir no jogo.

Ele tem na Steam e na GOG, mas vou deixar a versão da GOG, com a qual usei para zerar. Ele custa R$19,99, mas fica mais barato com promoções recorrentes. No entanto, a versão da GOG vem o Dark Quest 1 e o 2 junto. Compre agora ou guarde na sua lista de desejos.

Dark Quest 1 & 2(GOG por R$19,99)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Análise de Rogue Legacy, um interessante jogo parecido com um "RPG medieval"

dezembro 22, 2023

Rogue Legacy é um jogo de exploração, estilo rogue-like, lançado pela Cellar Door Games em 2013. O jogo é totalmente baseado num castelo medieval, onde o Personagem principal vai atrás de itens mágicos e dinheiro. No entanto, a cada morte, o filho do Personagem principal vai assumir seu lugar para conseguir desvendar os segredos desse castelo. Basicamente a premissa de Rogue Legacy é essa: os herdeiros e descendentes do herói principal vão passar todas as gerações possíveis para descobrir o que tem nesse castelo mágico.

A grande sacada em Rogue Legacy é que os mapas são totalmente construídos automaticamente, mas você pode ter a opção de manter o mesmo mapa ao falar com um NPC engenheiro. A cada morte, você joga com um Personagem novo, que é filho do personagem que acabou de morrer no castelo. Você acumula dinheiro dos monstros para comprar upgrades e também itens mágicos criados pelo Ferreiro, e runas da feiticeira. Além do dinheiro necessário, materiais para construção de armas, luvas, peitorais, etc e runas mágicas são encontrados no castelo e, depois de encontrados, se tornam itens que podem ser comprados por uma certa quantia. Há uma diferença aqui: enquanto os equipamentos aumentam o ataque, defesa, etc as runas são apenas efeitos mágicos colocados no equipamento, que permitem efeitos adicionais, como voar, vampirismo (roubar PVs dos monstros), etc, embora alguns equipamentos também já oferecem efeitos, o que pode ser potencializado com runas.

Upgrades para seu Personagem

Cada Personagem pode encontrar itens bons ou itens amaldiçoados durante o jogo, como a Maldição do Ouriço, que te faz ser um Sonic que solta moedas a cada dano. Mas tudo aqui é na base da aleatoriedade! Em muitos casos, você só vai querer brincar de farmar, até poder ir mais longe. O Castelo mágico tem quatro áreas: a primeira é a área inicial do castelo; a a parte do norte é a Torre, com monstros mais poderosos; no fim do castelo está a Floresta; e no subsolo está a Masmorra! Cada parte do castelo tem seus monstros, sendo os monstros mais poderosos na Masmorra e na Torre. Cada área tem um guardião, que precisa ser derrotado. Ao derrotar os quatro guardiões, você realmente encontra o chefe final, com a qual garanto que vai surpreender todos vocês.

O jogo é muito bem caprichado, sendo que existem diversos tipos de Personagens diferentes, com habilidades e defeitos diferentes, muito bem originais! Cada Personagem tem uma classe, com habilidades próprias, e também uma magia aleatória, geralmente magias são usadas aqui para atacar os inimigos, enquanto as habilidades podem ser para esquivar ou evitar ataques. Caso você passe de um guardião de uma área, você não poderá enfrentá-lo mais, mesmo que perca mais vidas. O jogo também conta com um sistema de auto-save generoso, que PARA AUTOMATICAMENTE onde você estava se fechar o jogo. Ou seja, se você tiver numa área de floresta e fechar o jogo, quando abri-lo novamente, vai encontrar o Personagem no mesmo lugar.



Os monstros não dão respawn quando você sai e volta de uma área, a não ser se você morre e vai com o filho do Personagem morto, então os monstros voltam (a não ser os quatro Guardiões). É um jogo bem legal de jogar e se divertir. Demorei quase 20 horas para poder zerar o jogo. Vale muito a pena conhecê-lo. Outra coisa interessante é que, quando o Personagem morre, aparece a foto de todos os monstros que ele enfrentou. Existem itens que dão uma segunda chance ao Personagem de evitar a morte.

Rogue Legacy está sendo vendido em diversos lugares. A minha versão é da Epic Games, com a qual deixarei com link de compra abaixo. Compre agora ou guarde na sua lista de desejos.

Rogue Legacy (R$28,99 na Epic Games)

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Análise do livro Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus

agosto 18, 2023

Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus é um livro com uma campanha pronta (da mesma forma que a A Maldição de Strahd). Com esse livro, temos uma gigantesca aventura, que levarão os Personagens do 1º até ao 13º Nível ou mais. 

Avernus em Dungeons & Dragons é a primeira camada (de nove camadas) os 9 Infernos de Baator. Cada camada é governada por um regente, um general. Na primeira camada temos Zariel (que ilustra a capa do livro), que já foi uma anja e, após uma batalha, acabou sendo capturada e mudou de lado. Hoje ela governa essa camada.

E o que vemos em Descida em Avernus?!

O livro tem uma campanha parecida com as franquias Doom e Diablo, onde os Personagens descem ao Inferno para bater nos demônios (neste caso, os diabos, porque no D&D há diferença entre ambos os monstros, e ambos são inimigos). No entanto, a história de Descida em Avernus, embora seja farmar XP em cima das criaturas do mal, aqui eles precisam salvar Elturel, uma cidade que acabou sendo levada diretamente para lá, pelos poderes de Zariel.




Obviamente os objetivos disso eu não vou revelar aqui. Diferente da campanha de Strahd, a história tem um roteiro mais certinho, embora haja uma liberdade dos Personagens. A história começa em Baldur Gate, a cidade famosa de Forgottem Realms: aliás, o livro tem inúmeros detalhes dessa cidade, como mapa, lugares e um capítulo dedicado a ela.

Sobre o livro em si...

Diferente de outros títulos de D&D publicados pela Galapágos, este foi realmente impresso no Brasil (os livros anteriores resenhados aqui eram impressos na Lituânia). A qualidade de papel lembra muito dos D&D 3.5 da Devir Livraria, com uma gramatura mais firme e impressão de maior qualidade.

O livro também traz algumas fichas de personagens icônicos em Avernus, como o próprio dragão Tiamat bem como a própria Zariel, além de muitos outros. Além disso, o livro é recheado de regras: como o ambiente de Avernus, e outros detalhes que prefiro não mencionar aqui. O livro também tem novos monstros e também novos itens mágicos.

Embora o livro tenha um roteiro (tem até um fluxograma da aventura), ele permite que o DM possa ter liberdade para conseguir conduzir a campanha, trazendo boas informações sobre isso.

domingo, 25 de setembro de 2022

Análise completa de Diablo 2 (2000) - Blizzard

setembro 25, 2022

Diablo II foi um dos jogos que mais joguei no meu antigo PC perante minha adolescência/começo da juventude, nos anos entre 2003-2008. O jogo, originalmente lançado pela Blizzard North em 2000, ainda é vendido comercialmente na internet, com uma versão atualizada em 2016.

Atualmente existe também um remake do próprio jogo, chamado Diablo 2 - Resurrected, que traz uma nova visão do jogo, trazendo alguns modos (de temporada) como em Diablo 3. No entanto, embora haja uma versão mais atualizada do game, estarei aqui apenas falando da versão original de 2000, que neste momento, acabei de zerar.

Ainda vale a pena comprar a versão de Diablo 2 (2000)?! O que ela lhe oferece?!

Ao comprar o jogo no site da Blizzard (deixarei o link no fim da matéria), você receberá uma chave única para ativação do jogo, bem como link de download do setup dele. Além disso, a própria chave fica disponível para sempre em sua conta no Battle.net. No entanto, devido a versão de Diablo II - Resurrected, o serviço do Battle.net não está mais disponível para essa versão do ano 2000.

Ou seja, se você comprar essa versão, deve ser para jogar apenas offline, ou então jogar em rede com algum amigo. O jogo está em inglês, mas aqui já disponibilizamos uma tradução para pt-br para ele. Ele mantém o mesmo jogo original de 2000, com os mesmos gráficos e jogabilidade. Assim como em toda franquia Diablo, você precisa acumular níveis e itens mágicos com os monstros que matam.

Com a versão original, você tem acesso as músicas do jogo, o que dão um ambiente bem legal. O jogo também vai oferecer horas de diversão. 

As Mecânicas que foram introduzidas em outros RPGs

Diablo II (2000) ofereceu uma série de mecânicas que permaneceram não apenas na franquia Diablo, mas também em Torchlight e até em outros jogos de Action RPG. Listaremos algumas abaixo.

1° - Baús que compartilha itens: você tem um baú onde pode colocar itens que serão compartilhados por outros personagens da sua conta.

2° - Inclusão de gemas: gemas que aumentam o poder do item foram colocadas aqui e são marca registrada de muitos novos RPGs que surgiram.



3° - Aumento da Dificuldade: ao zerar o game, seu Personagem ganha o nome de Sir e você pode escolher entre Dificuldade Normal, Pesadelo e Inferno.

4º - Árvore de Habilidades: algo muito comum nos RPGs atuais que começou com Diablo 2, um conceito que seria aceito pela maioria dos actions RPGs atualmente.

5º - Checkpoints de Portal: lugares onde você pode salvar para se teleportar para áreas específicas de um mapa.

6º - Transmutações de gemas: as gemas são dividas por categorias, e existe um sistema de transmutação que começou com eles, neste jogo, no ano 2000.

Veja como o jogo trouxe diversas mecânicas que seriam adotadas em diversos RPGs lançados mais a frente.

Um pouco sobre a jogabilidade de Diablo 2

Como um jogo lançado em 2000, algumas coisas em Diablo 2 deixam um pouco a desejar. Uma delas é o POUCO ESPAÇO para guardar itens, algo que seria melhorado em jogos futuramente.


O jogo também oferece um total de seis classes básicas: Amazona, Necromante, Bárbaro, Feiticeira e Paladino. Diferente do primeiro jogo da franquia, aqui temos um mundo aberto para explorar. O jogo é dividido em 4 Atos, onde cada parte fala um pouco da história. No fim de cada Ato existe um chefe supremo, onde o Personagem precisa enfrentar.

Sobre a História em si, acho que nem é preciso muito segredo, porque todos já devem conhecer. Vale lembrar que esse jogo se passa num mundo de fantasia chamado Santuário, numa guerra entre anjos x demônios.

Para quem quiser comprar o jogo original, ele está na Blizzard por R$29,90. Existe também uma expansão chamada Lord of Destruction, que oferece um Ato a mais e mais classes. Quem sabe não falaremos sobre ele mais pra frente?!

Comprar Diablo II (2000) no site da Blizzard (R$29,90)

Comprar a expansão Lord of Destruction (R$29,90)

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O fantástico Cat Quest, para celular, videogame e PC

junho 08, 2022

Provavelmente você está procurando por jogos interessantes para adicionar a sua biblioteca de jogos (Steam/GOG, videogames, etc), não é mesmo?! Digo a vocês que Cat Quest é uma excelente opção. O jogo foi lançado para Android, PC e videogames em meados de 2017. Visualmente é um jogo muito bonito e caprichado, e parece que tudo foi desenhado a mão.

A minha análise vem da versão de PC. Neste jogo, você usa as teclas A, S, D, W para movimentar o Personagem gato, aperta ESPAÇO para poder rolar para alguma direção (como Kratos faz em God of War), e aperta o botão esquerdo do mouse para atacar. O jogo se passa inteiramente no mapa inicial (além de algumas masmorras que você entra!), que pode usar o scroll do mouse para poder aumentar ou diminuir o zoom do mapa, o que achei genial. Como em um RPG tradicional, você ganha pontos de experiência e dinheiro ao derrotar os monstros, que deixam orbes caírem (orbes azuis lhe dão pontos de experiência, enquanto orbes amarelas indicam dinheiro). Existem dois tipos de lojas, uma onde você pode abrir baús aleatóriamente para encontrar equipamento e outra onde você compra poderes mágicos, que podem aumentar de nível com dinheiro, através de upgrades.

Tudo no jogo é baseado no nível, desde as magias que você usa quanto os próprios equipamentos que você encontra. Quanto maior o nível, mais forte e poderoso é tal item. Você não compra poções de vida ou magia, e também não pode vender os itens que encontra pelo caminho, que aumentam o próprio nível deles. O jogo, apesar de ser inglês, tem umas quests muito fáceis de realizar, já que o jogo mostra sempre o caminho onde deve ir. As armaduras aqui lhe dão pontos de vida extras, enchendo quando você não leva dano, e a mana (a energia usada para lançar magias) se recupera naturalmente ao bater nos monstros!


No decorrer da aventura, você ganhará habilidades novas, como andar pelas águas e também o poder de voar, para atravessar alguns galhos pretos. O jogo é um pouco grande. Cheguei no nível 68 para matar o chefe final. Mesmo assim, HÁ MUITA COISA PARA SE FAZER no game. É um jogo divertido. Acho que qualquer criança pode jogar ele.

Como ganhei esse jogo pela Amazon Games, não sei quantas horas investi para chegar no fim dele, mas creio que pelo menos 10h à 15 horas de jogo aproximado, porque joguei muitas vezes para chegar no final. Quando zera o game, aparece um novo modo de jogo. Cat Quest está na Steam e na GOG, e também disponível para celulares.

Cat Quest (na GOG por R$25,99)

Cat Quest (na Steam por R$25,99)

Cat Quest na Play Store (Android) por 4,99 dólares

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quarta-feira, 23 de março de 2022

Conheça Golden Axe Warrior, o RPG de Master System que é "clone" de Zelda

março 23, 2022

O Master System foi um videogame que realmente marcou gerações, tanto que seus jogos são jogados até hoje, seja através de versões oficiais vendidas pelas versões Tectoy no Brasil, ou então por emuladores. Seja como for, a qualidade gráfica e dos jogos do console vão muito além dos seus concorrentes de sua época. Embora sua biblioteca de jogos seja extensa, acho que ela tem poucos títulos em versão RPG, como Ultima IV, Phantasy Star e Golden Axe Warrior.

Golden Axe Warrior foi um jogo lançado para o Master System, em 1991. Neste mesmo ano, também foi lançado uma versão tradicional de Golden Axe para o console. Para quem não sabe, Golden Axe é um jogo de fantasia medieval em um universo muito parecido com o da série Conan ou mesmo O Senhor dos Anéis, com poucas magias e mais "realista', embora as magias também estejam presentes por aqui.

Versão original de Golden Axe no Master System, no mesmo mundo de Golden Axe Warrior


No jogo, assim como no Golden Axe original, você precisa vingar Death Adder, que quer dominar todo o reinado de Firewood. No entanto, para reunir o poder necessário para tal, você precisa coletar 9 cristais mágicos, que estão espalhados por diversos castelos nos três continentes do jogo. O jogo tem muito a pegada de Zelda, que foi sucesso no Nintendo 8 Bits (NES), na questão da transição de telas, do modo como os castelos são apresentados, etc. Quem gosta de Zelda acho muito legal dá uma oportunidade para Golden Axe Warrior. Existe, inclusive, na internet o jogo traduzido.

Particularidades de Golden Axe Warrior

Mesmo tendo muitas semelhanças com Zelda, Golden Axe Warrior tem seu "próprio sabor", com algumas peculiaridades. Uma delas é o próprio dinheiro do jogo, que são chifres. Existe um limite de até 250 chifres que você pode carregar e, caso morra, você perde uma parte dela. Os monstros derrotados não rendem XP, mas itens como chifres (chifre amarelo custa 1 e chifre azul custa 5), itens que recuperam comida (como pão e carne) e um item de ampulheta, que deixa os monstros paralisados.

Não há muitas lojas aqui para comprar os itens de equipamento (Armadura, Espadas e Escudos), a não ser uma no primeiro continente, onde vende o escudo do Guerreiro. No mais, os demais itens são ENCONTRADOS no caminho. O legal é que, em cada castelo você consegue achar um item que avançará em locais não alcançados antes, como corda, machado (para destruir as árvores), barco (para andar pelos rios), sino de gelo (para congelar lava), etc.


Diferente de Zelda (se não estou enganado), aqui você não pode usar arcos, usando apenas uma Espada ou Machado. Os únicos ataque a distância são com a primeira Magia que você conquista. Os chefes também não possuem uma barra de energia, mas eles não são muito difíceis.

Só sei de uma coisa: JOGUEI MUITO quando criança/adolescente e até cheguei a fazer uma live voltando a jogar ele depois de muitos anos. Só sei que demorei mais de 10h aproximados e até agora não consegui chegar no fim. Volto a repetir: se você é fã de Zelda, esse jogo é mais que essencial. Existe até uma versão em português traduzido.

Se você gosta de RPGs de ação, sem precisar perder tempo upando níveis, etc, Golden Axe Warrior também é recomendado. Jogaço!

sexta-feira, 18 de março de 2022

O clássico ARKANUN, um RPG que mistura bruxaria, Inquisição e Idade Média

março 18, 2022



Algum tempo atrás, eu fiz uma matéria sobre as primeiras revistas de RPG do Brasil. Talvez a mais importante delas, a Dragão Brasil, não apenas serviu para divulgar o hobby para mais pessoas, como também trouxe muitos cenários e jogos de RPG para o público. Arkanun é um desses casos!

Eu também tenho a 1ª deste livro.


Lançado primeiramente como um livro em formato fanzine em 1995, Arkanun começou a ganhar público devido ao seu tema nada comum, tornando inclusive um dos RPGs mais populares do Brasil nos anos 90 e também nos anos 2000. A história basicamente gira em torno da Roda dos Mundos, e dos Magos (em diversas Sociedades Secretas) que retiram força mágica de outros planos de existência para lançar suas magias e rituais, destruindo o mundo de onde essa energia mística foi retirada.

O sucesso de Arkanun (ainda em fanzine) também geraria o Trevas, um RPG baseado "no mesmo universo", mas ambientado no mundo moderno. Ambos utilizariam o mesmo sistema de regras, o Sistema Daemon, e também uma série de livros lançados até o fim da primeira década do Século. Aqui no blog já falamos sobre outros livros da Editora Daemon, como Hi-Brazil, Anime RPG e Supers RPG, entre outros, que utilizam o Sistema Daemon, que também era um dos sistemas de RPG mais populares nesta época. 

Quando era adolescente, sempre tive o desejo de ter esse livro em minhas mãos. Eu não consegui porque não trabalhava na época, e não tinha grana para adquirir o livro. Depois de adulto, consegui a terceira edição revisada (de 2004), e gostaria de dar uma resenha sobre ela.

Análise sobre Arkanun 3ª Edição

Com mais de 200 páginas (um total de 224 páginas) e capa dura, Arkanun é um livro grande, com muito material de campanha. O livro inicia-se com um conto histórico (da mesma forma que Templários), uma breve descrição dos conceitos básicos e a história do Arkanun Arconarum, que seria uma "Sociedade Secreta Global", uma espécie de ONU entre as Sociedades Secretas. No livro é citado a queda de Satanás do Céu (no universo de Marcelo Del Debbio), entre outros detalhes, com muita mistureba de várias religiões, deuses e coisas do tipo.



Basicamente a história de Arkanun gira em torno de uma Roda dos Mundos, que seria como os Planos de Dungeons & Dragons. Diferente da Magia em D&D, ao se realizar efeitos mágicos em Arkanun, um plano próximo tem sua energia drenada para esse feito. Nesse caso, Arkanun destruiu Infernun (apesar do nome, este não é o Inferno) que vem sendo destruído pela Terra, porque os magos de lá fugiram para cá. E o plano dos Anjos (chamado Paradisia) drenam energia da Terra. Basicamente todo mundo que usa poderes mágicos destroi o plano alheio ao usar magia.

O livro, mesmo lançado em 2004, é muito bonito. Claro que Marcelo Del Debbio tem seu CTRL+C E CTRL+V em boa parte do livro (como Aprimoramentos, Perícias?, Pontos de Fé, etc), mas o livro também traz MUITO MATERIAL. Como um livro básico, o jogo tem as regras do Sistema Daemon, incluindo as regras gerais de Magia, que não eram tão bem explicadas em outros livros mais baratos do Sistema.

Sistema de Magia (quase) completo...

A magia aqui é totalmente baseada na Cabala, e tem um sistema semelhante ao de 3D&T, com Focus e Pontos de Magia. Ele chega a ser bem complexo. O que achei que o livro deixou de citar os Rituais (as Magias sem efeitos) no livro, mas caso você precisa, pode procurar o netbook gratuito Grimório de Arkanun. 

O livro também cita uma lista de diversas cidades da Europa, totalmente detalhadas (com fichas de NPCs), uma breve descrição de todos os mundos da Roda dos Mundos (de forma semelhante ao D&D Livro do Mestre 5ª Edição), além de um BESTIÁRIO com diversos monstros. Me intrigou porque até ficha de Dragão tem no livro!

O livro é totalmente baseado na época da Inquisição/Cruzadas (como MiniGURPS Cruzadas), mas não procura ser um RPG de História, mas sim um cenário alternativo, parecido com nosso mudo. Ele ainda pode ser vendido em lojas, mas pode ser adquirido (usado) pelo Estante Virtual.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

AmazonPrime lança desenho animado sobre campanha de D&D (Dungeons & Dragons)

fevereiro 20, 2022

Dungeons & Dragons é uma das paixões da minha vida, e eu acho que já falei sobre isso em algum lugar desse blog. Seja como for, a Amazon lançou, através da sua plataforma de vídeo (Prime), a primeira temporada de uma série que foi totalmente baseada em uma campanha de Dungeons & Dragons 5ª Edição.

A série é baseada em uma campanha de RPG do grupo Critical Role, que transmitiu uma série de sessões de D&D de seu grupo através de um programa pela internet. Com o sucesso, teve se uma idéia de produzir um desenho animado de uma das suas campanhas. Inicialmente, a idéia era fazer um curta metragem ou algo do tipo, através de financiamento coletivo pela internet. A coisa se tornou série devido ao ENORME SUCESSO que o financiamento coletivo fez, sendo arrecadado quase R$58 milhões! Assim sendo, produzido pela Amazon Prime, a série foi lançada inicialmente com 12 episódios, no início de 2022.

Disponível apenas para assinantes do serviço da Amazon, você acompanhará uma típica (e divertida) campanha/aventura de RPG, com muito toque familiar: piadas, palavrões e coisas "fora do comum" acontecem o tempo todo, o que diferencia uma mesa de D&D do que uma série medieval comum! Nos primeiros minutos, o meu irmão Rodrigo mesmo pensou que eu "estava mestrando a série", pela "crueldade" que aconteceu com alguns personagens na mesa. Sempre fui um DM/GM malvado? rs

Vale lembrar que você NÃO PRECISA entender sobre D&D ou RPG para acompanhar a série, já que o desenho animado não ensina mecânicas de jogo, mas sim uma história como qualquer outra série. No entanto, quem nunca conheceu o RPG, principalmente D&D, é com certeza uma boa porta de entrada para esses mundos fantásticos!

Foto: Reprodução

É bem fácil perceber as magias, monstros e outros detalhes para fãs de D&D, embora a série seja muito mais baseada em interpretação do que porrada propriamente típica. Na data que estou escrevendo isto, ainda estou assistindo a série, e digo!, gostei muito! A qualidade do desenho, dos quadros de animação, e também a história, me fascinaram. Além de bem produzido, a história é muito bem escrita. Além de tudo, é MUITO engraçado!

Para assinantes do Amazon Prime Vídeo (R$9,90), assistam agora! Altamente recomendado.

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sábado, 22 de janeiro de 2022

O clássico AD&D Eye of the Beholder

janeiro 22, 2022

Antes de começar esse post, não me resisto a dizer: Beholder é um dos monstros mais legais já criados pelo criador do RPG(D&D) Gary Gygax.

Eye of the Beholder é um jogo de RPG baseado em Advanced Dungeons & Dragons. O jogo inicialmente foi lançado para computadores em 1991. Recebeu também uma versão para Super Nintendo do jogo original. Na década de 2000, o jogo também teve um novo lançamento, para GameBoy Advanced, usando um sistema de regras totalmente diferente (usando as regras do D&D 3ª Edição ao invés do sistema de AD&D, e também trazendo um combate mais tático).

Assim como outros jogos de D&D, em Eye of the Beholder você constrói um grupo (de até 4 personagens) usando as mesmas regras dos livros oficiais de AD&D. Como numa campanha de D&D, o grupo ficará mais forte com os monstros que derrota e também com os tesouros que encontra, como armaduras e armas mágicas. O jogo é ambientado no mundo de Forgotten Realms, mas precisamente em Águas Profundas: ali os Personagens devem descer pelo covil de Xanatar (Beholder dono do crime no lugar), que também é o chefe final do jogo.



O jogo tem gráficos muito bonitos, e é bem parecido com Dungeon Hack ou até mesmo Warrior of the Eternal Sun. No entanto, por ser um jogo muito antigo, você fica facilmente perdido (em Dungeon Hack e em Warrior of the Sun pelo menos você tem um mapa para se guiar!). Para piorar, existem diversas portas e portais que vão deixar o caminho ainda mais confuso. Se não estou enganado, em Eye of the Beholder 1 (o jogo têm mais dois jogos em sequência), o covil de Xanatar conta com 12 níveis. Jogando sozinho, cheguei na metade do jogo (nível 6), depois de muitas horas e tentativas. Talvez se meu inglês fosse melhor, poderia saber melhor como passar.

Em Eye of the Beholder você passa o JOGO INTEIRO dentro do covil de Xanatar, explorando por túneis, passagens secretas, monstros diabólicos e coisas assim. O sistema de combate é meio zuado: os jogadores que estão atrás não podem atacar, a não ser por armas de longa distância ou magias. Existe também a questão da comida, obrigando você a criar um Clérigo para aprender a magia de criar comida.

Em outras palavras, Eye of the Beholder é um JOGO MUITO DIFÍCIL. Eu mesmo não consegui chegar no fim. Geralmente se você é fã de Dungeons & Dragons, pode adquirir o jogo sem problemas na GOG (os três jogos por R$19,90).

Trilogia Eye of the Beholder na GOG (R$19,90)

domingo, 31 de outubro de 2021

Catacomb 3D: Descent, o pai de Wolfenstein 3D

outubro 31, 2021


Wolfenstein 3D foi o pai dos jogos de tiro e dos clássicos Doom e Quake. No entanto, antes de Jhon Carmack e Jhon Romero chegarem onde chegaram na evolução do gênero do jogos de tiro, eles começaram uma série de testes. 

Primeiro, em 1991, criaram seu primeiro jogo com essa proposta 3D: Hovertank 3D, que utilizava uma técnica que seria utilizada nos jogos que vinham depois, conhecida como Ray Casting. Um ano depois, traziam um jogo bem mais completo, que seria o terceiro de uma franquia que eles já tinham dentro da Id Software.

Aplicando conhecimento em uma das suas franquias...

Como jogadores e fãs de Dungeons & Dragons, o pessoal da Id Software (ou pelo menos Jhon Carmack e Jhon Romero) criaram uma série de jogos conhecida como Catacomb, onde você controlava um mago numa masmorra. As duas primeiras versões do jogo não eram 3D, e são conhecidas como Catacomb e The Catacomb.

Com a experiência que eles ganharam ao criar Hovertank 3D, eles então tentaram criar "uma versão 3D" do seu clássico Catacombs, que agora seria conhecido como Catacomb 3D: Descent. A série Catacomb 3D seria de grande utilidade para, um ano depois, a criação do clássico Wolfenstein 3D.



Um pouco sobre Catacomb 3D: Descent

Em Catacomb 3D: Descent você continua controlando um mago em uma masmorra cheia de monstros. Eu não cheguei a zerar esta versão, e onde eu joguei, só encontrei goblins e trolls para enfrentar. Diferente de Wolfenstein, você aqui não tem munição. Seu mago dispara bolas de fogo ao atirar, e tem a opção também de aumentar o dano desse tiro se segurar o botão. Assim como em Wolf3D, há a cara do personagem olhando para você na tela, e a mesma vai sendo modificada com dano recebido. Enquanto no jogo de matar nazistas você vê B.J. Blazkowicz ficando ensanguentado, aqui você vê a cara do Mago ficando esquelética, como se fosse a morte.

Embora não pegue armas aqui, você pode encontrar pergaminhos com Magias e também poções, que recuperam seus Pontos de Vida perdidos. O jogo, por ser uma experiência nova, tem fases muito repetitivas, onde você precisa encontrar chaves coloridas. Uma das coisas que não me deram vontade de continuar (e terminar esse game) é porque o jogo não tem uma progressão de fases certa: você vai da fase 1 ao 7 normalmente, e depois disso, precisa ficar voltando para uma sequência de fases (igual na série Catacomb) que não deu vontade de chegar no fim.

Outra coisa interessante aqui é que o jogo, apesar de ser 3D, usa a mesma engine criada para os jogos Commander Keen Episode 4 - Secret of the Oracle e Commander Keen Episode 5 - The Armageddon Machine, com o mesmo menu principal e também a mesma música.

Para quem quiser ter esse jogo na coleção, o jogo está em uma coletânea especial na GOG, que também inclui Dangerous Dave.

Catacombs Pack (GOG) (R$11,99)

sábado, 30 de outubro de 2021

Análise completa de Pangeon

outubro 30, 2021


Quando vi a proposta de Pangeon, não tive dúvidas ao comprá-lo porque ele parecia muito com um "Doom Medieval" (como Hexen e Heretic que já resenhamos aqui no blog). No entanto, depois de algumas horas jogando esse game, tive as piores impressões possíveis. Se você procurou no Google por uma análise desse jogo antes de comprá-lo e chegou aqui, digo logo que não deves gastar seu dinheiro com ele.

Pangeon, embora traga uma proposta interessante, é um jogo totalmente feito as pressas. Os desenvolvedores não tiveram nenhum capricho na produção desse projeto. Aqui dá para entender que a proposta de usar sprites (ao invés de modelos 3D) nas armas e monstros já deu para perceber que o objetivo dos caras não era causar, mas sim facilitar na produção do jogo. Aqui você controla 3 classes diferentes (Mago, Guerreiro ou Arqueiro) que são tudo no mesmo, sem habilidades ou coisas novas. Você tem uma ficha totalmente podre para preencher, e os itens que você coleciona para equipar seu personagem são pouquíssimos.



Outra coisa ridícula é que nas duas primeiras fases (de 4 fases apenas) o jogo é difícil para cacete, com o chefe da segunda fase sempre criando um golpe que te mata com um único hit. Deu para ver ali diversos erros de programação ou preguiça mesmo na hora de programar. Por exemplo, quando matei o segundo chefe, o programador de Pangeon sequer deu o capricho de colocar uma condição que destruía os minions do chefe assim que o mesmo for destruído. O chefe já é difícil e então depois que eu consegui matar, perdi a vida porque os minions não morreram.

Outra coisa absurda é o sistema de salvamento do jogo. O jogo sempre é salvo no começo de cada fase e, caso morra para um chefe, você acaba REPETINDO O NÍVEL NOVAMENTE. A 3ª e 4ª fase do jogo não tem proposta nenhuma e é MUITO FÁCIL. E por falar em dificuldade, meus amigos, aqui não tem! Embora o jogo mostre opção para escolher Dificuldade no jogo nada acontece. Jogar no Normal e no Fácil é praticamente a MESMA coisa, com nada mudando (a não ser itens a mais que você coleta, mas que no fim não pode fazer muito a diferença).



Como um jogo de RPG de exploração de masmorras que você só pode chegar no nível 6?! Duas primeiras fases de doer e as outras duas muito mamão com açúcar. Além disso, o jogo não tem conquistas, não tem cartas colecionáveis, não tem nada de fator replay a não ser um modo arena e mais nada. Vou te falar: é um dos piores jogos que eu tenho na minha biblioteca. NÃO RECOMENDO ESSE JOGO.

Pangeon está na Steam por R$20,69

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Conheça Pilgrims, o jogo das negociações com visual medieval

junho 17, 2021

Quando se fala em visual no jogos, acho que eles não se resumem mais a pixel-art ou então visual 3D. De alguns anos para cá, jogos com desenhos feitos a mão (como CupHead ou The White Door) tem aparecido bastante no mercado. O jogo com a qual irei falar aqui também foi feito a mão, ou é o que parece!

Hoje gostaria de falar com vocês a respeito de Pilgrims, um jogo de point and click, que tem uma proposta única e especial. Com visual parecendo figuras desenhadas na era medieval, o jogo é totalmente baseado na troca de itens. Todos os itens que você ganha no jogo são como cartas, e elas são trocadas por outras cartas, que fazem avançar na história. Em Pilgrims, o objetivo principal do jogo é conseguir sair de sua terra, por um barco de uma moça (talvez seja sua esposa). O problema todo é que sua esposa ou sei lá quem for essa mulher que está no barco, ela está triste e só vai partir se você encontrar um pássaro azul-branco boladão para conseguir partir da sua terra, ou voltar para a sua terra natal.

Explore o mapa em busca de novas negociações

Mesmo baseado na troca de mercadorias, em Pilgrims não há textos. Os comentários do jogo são totalmente visuais, com as vozes em uma língua desconhecida. Embora o objetivo principal seja encontrar esse pássaro-azul-branco boladão, há outras diversas quests que você fará no jogo. No jogo você encontra outras pessoas para ajudá-lo: um cara marrentão barbudo, uma moça mendiga e o próprio diabo (sim isso mesmo, muito surreal isso!). Há também um dragão para ser morto, um urso que gosta de beber bebida alcoólica e outros segredos dessa terra desconhecida que você precisará descobrir até encontrar o bendito pássaro boladão azul-branco.

As conquistas também são cartas...

Embora o jogo seja curto (demorei menos de 2h para finalizá-lo), ele é bem caprichado. Todas as conquistas do jogo podem ser vistas no próprio menu do mesmo, e elas também são uma espécie de cartas de baralho. O jogo, volto a dizer aqui, é MUITO bonito visualmente. Outro fator interessante que notei que você precisará zerar o jogo algumas vezes para poder desbloquear as outras conquistas, a fim de fazer 100% do game.

Pilgrims (traduzido como Peregrinos) está disponível na Steam por R$11,99 e foi lançado pela empresa Amanita Design.

Pilgrims (R$11,99 na Steam)

sábado, 22 de maio de 2021

Reventure, um metroidvania para lá de genial

maio 22, 2021
Olha o Guy de I Wanna Be the Guy

Veja como um jogo simples pode te envolver...

Reventure é um jogo indie metroidvania com uma proposta totalmente diferente de tudo que eu já vi na minha vida. A princípio, o jogo começa com uma proposta simples: salvar a filha do rei das mãos do Senhor das Trevas, um vilão dark que está no fim do reino. Porém, existe MUITO mais coisa aqui do que realmente salvar a filha do Rei.

Em Reventure, você vai desenvolvendo uma história através dos 100 finais do game. A partir da história a ser construída, você vai aprendendo a lidar com os mapas e alcançar lugares onde ainda não alcançou. O jogo te dá total liberdade para fazer o que quiser dentro do game, incluindo matar (ou amar) o rei. Cada opção que você escolheu concede um final, que pode mudar completamente o fluxo da história. O jogo tem cerca de 100 finais disponíveis. A grande sacada do jogo é fazer o jogador chegar nos 100 finais...

O legal é que os finais vão dando continuidade na história, trazendo coisas novas dentro do mapa original, dando assim a chance de você poder acessar outros novos finais da qual não conseguiria antes, como também acessar outras áreas. 



A jogabilidade de Reventure

A jogabilidade é muito simples. Você só tem um botão para pular e outro de ação (que pode ser usado para ativar os itens que você usa no game). Quanto menos itens você tem, mais alto você pode pular. Até por conta disso, você precisa escolher com sabedoria quais itens deve pegar para acessar um lugar. Outra coisa interessante é que você encontra novos lugares a medida que vai decorando o mapa, conforme já falei aqui, vai mudando um pouco por conta dos eventos (ops finais) que vai gerando com o passar do tempo.

Cara, que jogo genial...

Há muita coisa a se fazer nesse pequeno mundinho, e a busca por descobertas (por novos finais) vai ascendendo cada vez a sua vontade de jogar. Como em Downwell, é aquele tipo de jogo que você começa jogando por 10 minutos e passam se o tempo e já tá jogando há 2 horas ou mais... Uma curiosidade: o jogo tem a MESMA música do The Knight of Pen and Paper, muito provavelmente uma música grátis usada para o jogo. Legal...

Se você tem dúvidas quanto jogar esse game, vai por mim: vale MUITO a pena!

Aqui no blog sempre jogamos um game até zerá-lo para darmos nossa análise (a não ser, quando o jogo tem algum bug que impede o fim do game). Nossas análises nem sempre são positivas. No caso de Reventure, o jogo vale cada centavo.

Crie sua história com seu personagem, seus descendentes, etc e tente conseguir os 100 finais desse jogo extraordinariamente bom! Recomendo!

Reventure está disponível na Steam e na Gog por R$15,99

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

The Catacomb, a sequência do clássico exploração de masmorras

fevereiro 25, 2021

The Catacomb  (originalmente chamado de Catacomb 2) é sequência direta de Catacomb, jogo de exploração de Jhon Carmack e, que daria sequência à Catacomb 3D, jogo que seria de vital importância para a produção de outros clássicos FPS da Id Software.

E o que mudou de ambas versões?!

Aqui no blog já fizemos uma matéria sobre o primeiro jogo da série. Em The Catacomb, temos praticamente o mesmo sistema de jogo, com algumas poucas mudanças. Uma delas é que você pode agora salvar sua partida. No entanto, você não consegue salvar seu progresso naturalmente, apenas salvando o início de cada nível. Em suma, isso quer dizer que caso você mate todos os monstros de um nível e dê load no seu save, o jogo será como se você tivesse começado aquele nível.



Caminhos certos até o final de The Catacomb

E por falar em níveis, em The Catacomb temos cerca de 30 níveis, com algumas pegadinhas dos produtores da série. Ao chegar no nível 10, você precisa entrar no caminho 13, depois no caminho 19, que vai no caminho 12, depois 21 até o 30 normalmente.

Cheats (Trapaças) de The Catacomb (Catacomb II)

Durante o jogo, pressione as teclas simultaneamente.

Código de Efeito de Código
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CTRL + ALT + Q - Chaves extras, poções de cura, 
               feitiços de parafuso e feitiços de nuke.
C + T + G - Modo Deus.
C + T + BARRA DE ESPAÇOS - Level Warp.

Fonte: cheatbook.de

Os dois últimos níveis são de doer, repleto de dragões. Como queria conhecer outros jogos da série, usei Cheat acima para passar dois 2 níveis finais. Nada que um pouco de treino não consiga passar, mas como eu queria chegar no final rápido, usei esse recurso.

Catacomb II (The Catacomb) está sendo vendido como parte de um pacote na Gog com todos jogos da série. O preço é hem camarada. Confira.

Pacote Catacomb 3D por R$11,99 na Gog

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