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sábado, 23 de março de 2024

Tradução PT-BR de Baldur's Gate II: Enhanced Edition (sem propaganda)

março 23, 2024


Abaixo segue a tradução para Português BR para o jogo Baldur's Gate II: Enhanced Edition. Instalar a tradução é bem simples.

Em primeiro lugar, clique abaixo para baixar a tradução para o português.


A tradução tem duas pastas, chamadas de "lang" e "override". Copie essas pastas, vá até a pasta onde está instalado o Baldur's Gate II: Enhanced Edition. Cole essas pastas lá. O Windows vai pedir para substituir o arquivo, e você precisa substituir pelas pastas.

Pronto! Ao fazer isso, o jogo está traduzido em português!

Qualquer dúvida, deixe nos comentários abaixo.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Tradução PT-BR de Neverwinter Nights 2 (sem propaganda)

fevereiro 24, 2024


Estamos colocando aqui a tradução COMPLETA para o português BR de Neverwinter Nights 2. Para instalar a tradução é MUITO SIMPLES.


Ao baixar esse arquivo, vá até a pasta do jogo e cole o arquivo dialog.tlk, substituindo o dialog.tlk que já estava instalado lá, conforme visto na imagem abaixo.




Ao fazer isso, não precisa fazer mais nada. O jogo está agora com a tradução instalada. Qualquer dúvida ou elogio, deixe nos comentários abaixo.

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Análise do livro Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus

agosto 18, 2023

Dungeons & Dragons - Descida ao Avernus é um livro com uma campanha pronta (da mesma forma que a A Maldição de Strahd). Com esse livro, temos uma gigantesca aventura, que levarão os Personagens do 1º até ao 13º Nível ou mais. 

Avernus em Dungeons & Dragons é a primeira camada (de nove camadas) os 9 Infernos de Baator. Cada camada é governada por um regente, um general. Na primeira camada temos Zariel (que ilustra a capa do livro), que já foi uma anja e, após uma batalha, acabou sendo capturada e mudou de lado. Hoje ela governa essa camada.

E o que vemos em Descida em Avernus?!

O livro tem uma campanha parecida com as franquias Doom e Diablo, onde os Personagens descem ao Inferno para bater nos demônios (neste caso, os diabos, porque no D&D há diferença entre ambos os monstros, e ambos são inimigos). No entanto, a história de Descida em Avernus, embora seja farmar XP em cima das criaturas do mal, aqui eles precisam salvar Elturel, uma cidade que acabou sendo levada diretamente para lá, pelos poderes de Zariel.




Obviamente os objetivos disso eu não vou revelar aqui. Diferente da campanha de Strahd, a história tem um roteiro mais certinho, embora haja uma liberdade dos Personagens. A história começa em Baldur Gate, a cidade famosa de Forgottem Realms: aliás, o livro tem inúmeros detalhes dessa cidade, como mapa, lugares e um capítulo dedicado a ela.

Sobre o livro em si...

Diferente de outros títulos de D&D publicados pela Galapágos, este foi realmente impresso no Brasil (os livros anteriores resenhados aqui eram impressos na Lituânia). A qualidade de papel lembra muito dos D&D 3.5 da Devir Livraria, com uma gramatura mais firme e impressão de maior qualidade.

O livro também traz algumas fichas de personagens icônicos em Avernus, como o próprio dragão Tiamat bem como a própria Zariel, além de muitos outros. Além disso, o livro é recheado de regras: como o ambiente de Avernus, e outros detalhes que prefiro não mencionar aqui. O livro também tem novos monstros e também novos itens mágicos.

Embora o livro tenha um roteiro (tem até um fluxograma da aventura), ele permite que o DM possa ter liberdade para conseguir conduzir a campanha, trazendo boas informações sobre isso.

sexta-feira, 7 de julho de 2023

A história de Dungeons & Dragons, o jogo que deu origem ao RPG

julho 07, 2023
Uma das edições antigas de D&D. Foto: Divulgação

Dungeons & Dragons é um RPG de fantasia medieval que não apenas criou o próprio RPG bem como também desenvolveu o interesse popular na própria fantasia medieval. Numa época que os jovens se interessavam pelos "wargames" de tabuleiro, Gary Gygax, aficionado por livros de fantasia medieval, conseguiu unir suas grandes paixões num jogo que foi de forte influência na cultura pop nas décadas seguintes. Tão forte sua influência que difícil descrever o que seria a indústria hoje sem Dungeons & Dragons. Hoje a maioria dos RPGs e jogos de computador (videogames) que conhecemos possuem forte influência em D&D, direta ou indiretamente.

Quem era o criador do RPG?!

Gary Gygax era um jovem sapateiro, apaixonado por jogos de tabuleiro, principalmente os de batalhas de exércitos (chamados de wargames). Um dos jogos que Gygax jogava muito era Risk (aqui no Brasil ele é muito semelhante ao War, jogo de tabuleiro), mas ele passou a vida toda se divertindo com diversos tipos de jogos diferentes. Afinal de contas, jogos eram sua paixão. Nisso, ele conheceu muitos amigos, compartilhando suas ideias, momentos engraçados, momentos memoráveis (assim como fazemos quando compartilhamos com nossos amigos nossas experiências com RPG). Em um desses encontros, ele conheceu Dave Arneson, que estava jogando um jogo de tabuleiro, mas com uma temática diferente.

Gary Gygax. Foto: Divulgação

Num jogo de tabuleiro, é comum usar as batalhas em exércitos. No entanto, Dave Arneson criou um mundo (o castelo Blackmoor), onde os jogadores (ao invés de usarem um exército, usavam apenas um único personagem!). O sistema de regras era de um jogo de tabuleiro que era conhecido na época, mas havia um fator novo na jogatina: havia um Narrador (um Mestre), que narrava a história, com os jogadores respondendo suas ações, assim como funciona o RPG até hoje. Essa ideia de criar um Personagem único, com um Mestre criando uma história (como é o RPG) deixou Gary Gygax bem animado, e não demorou muito para que ele e Anderson pudessem dar origem ao Dungeons & Dragons.

Ambos já tinham trabalhado num sistema de regras, que foi publicado alguns anos antes de Dungeons & Dragons, o assim chamado Chainmail, que era um jogo de tabuleiro medieval. No fim de Chainmail haviam fichas de criaturas mágicas, como dragões, trolls, etc para exércitos com humanos. Além de Chainmail, Gygax também escreveu outros jogos por diversão, embora o que ganhava não dava pra viver disso. No entranto, depois de conhecer a campanha única de Dave Arneson as coisas mudaram muito, porque ninguém teve uma ideia tão genial como ele. O problema era trabalhar na produção desse jogo, muito provável usando Chainmail como base para a criação de Dungeons & Dragons.

O desenvolvimento de D&D

Ficou combinado o seguinte: duas campanhas de playtest! Os dois moravam muito distantes um do outro, e a comunicação comum entre eles era a troca de cartas. Alguma vez ou outra um telefonema e também um encontro pessoal, principalmente em alguma convenção de jogos. Gary Gygax então desenvolveu todo o sistema de regras de D&D, e o sistema era chamado provisoriamente de "The Fantasy Game"

Enquanto Dave Arneson mestrava sua campanha de Blackmoor (usando as regras do The Fantasy Game) para seu grupo, Gary Gygax mestrava para seus dois filhos, depois do jantar. Assim como Dave Arneson criou o castelo Blackmoor para seu cenário de campanha, Gary criou o Castelo Greyhawk, que também foi seu primeiro mundo de RPG no playtest e que também acabou se tornando um cenário com forte influência em D&D. Foi em uma dessas ocasiões que sua filha, sem querer, deu nome ao jogo: quando Gary disse a ela que iam jogar "The Fantasy Game" (nome provisório quando D&D estava em desenvolvimento) ela pensou se tratar de um outro jogo e disse mais ou menos assim: "ah não, prefiro o Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões)."

A origem do nome RPG

Depois do livro pronto, Gary decidiu procurar uma editora para publicá-lo. No entanto, todas elas não aceitaram a proposta. Ele então, junto com outro amigo seu, criou a TSR, empresa que seria uma gigante após a explosão de vendas de D&D. O livro começou com uma edição simples, mas começou a ter bastante conteúdo a ser publicado. Logo, outras editoras começaram a criar material não-oficial para D&D, aproveitando o grande sucesso do jogo, o que depois pararam por ameaça de processo do próprio Gary Gygax.

Assim sendo, como não poderiam mais criar material não-oficial para D&D, começaram a criar seus próprios jogos. Foi Tunnels & Trolls que criou na sua capa que aquele jogo era um RolePlaying Game, ou seja, RPG, dando origem ao próprio gênero que Dungeons & Dragons criou. Creio que essa é uma história BEM RESUMIDA sobre Dungeons & Dragons, mas devemos (quem sabe) criar outras matérias a respeito do desenvolvimento ou mais sobre D&D aqui.

domingo, 25 de junho de 2023

Análise da aventura "Na Garganta do Dragão" - Aventuras para a Quinta Edição #5

junho 25, 2023


Na Garganta do Dragão é uma aventura para Dungeons & Dragons 5ª Edição, para Personagens de 12º Nível. Ela também é a última aventura da minha campanha (usando aventuras prontas). Depois disso, continuei mestrando a minha campanha normalmente.

Achei a história bem interessante, embora alguns pontos são meio difíceis de compreender, como um dragão usar um anel mágico (página 17). O ambiente construído na história é bem interessante, mas não vou me atrever a dar um spoiler aqui. O livro também conta (como alguns da mesma série de aventuras prontas) um Apêndice com novos itens mágicos.

No mais, recomendo essa aventura. Acho que demorei cerca de duas ou três sessões para conseguir finalizar a aventura.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Tradução PT-BR Planescape Torment: Enhanced Edition (sem propaganda)

junho 22, 2023
Veja a tela do jogo traduzida

Planescape Torment: Enhanced Edition é um dos clássicos jogos de Dungeons & Dragons. Conheça a nossa tradução PT-BR do game, que é muito simples. A tradução está quase 100% em português (apenas alguns menus não estão traduzidos).

Como instalar a tradução?!

Antes de tudo, baixe a tradução (que é apenas um arquivo).


Ao baixar a tradução, copie o arquivo dialog.tlk para a pasta do jogo original, que pode mudar dependendo da plataforma:

[Nome da Plataforma]\ Planescape Torment - Enhanced\lang\en_US

IMPORTANTE: precisa ser dentro da pasta en_US, dento da pasta do jogo. Veja nosso exemplo:




Cole (e SUBSTITUA!) o arquivo dialog.tlk que você baixou.

Deu tudo certo?! Tem dúvidas?! Deixe nos comentários abaixo.

Análise da aventura "As Cavernas Submersas do deus das profundezas" - Aventuras para Quinta Edição #15

junho 22, 2023

As Cavernas Submersas do deus das profundezas é uma aventura para Personagens de 10º Nível em D&D 5ª Edição. Caso não saibam, estava mestrando uma campanha apenas com aventuras prontas. Eu achei a história dessa aventura até bem interessante. A aventura segue o básico de exploração de masmorras, tendo o inimigo final uma Abolete.

Uma praticidade nessas aventuras prontas é que você não precisa do Livro dos Monstros D&D 5.0, já que o livro já traz as fichas de monstros. Não há muito que falar dessa aventura, já que ela tem aquele padrão conhecido nas aventuras de D&D. Para um DM que não quer ter trabalho para desenvolver uma aventura, As Cavernas Submersas do deus das profundezas pode gerar até três sessões, dependendo do seu grupo.

sábado, 11 de março de 2023

Análise da aventura "O Olho do Leviatã" - Aventuras para Quinta Edição #8

março 11, 2023

Como sabem, estou com uma campanha de D&D apenas com aventuras prontas. O Olho do Leviatã foi uma aventura para Personagens de 8º Nível, onde os jogadores precisam desvendar um assassinato, que tem a ver com um tal Olho de Leviatã.

A aventura foi muito bem construída, diga-se por sinal. Acho que, de todas as aventuras que mestrei na campanha, esta foi a melhor até aqui. Altamente recomendado. Além disso, a aventura é muito bem construída, mostrando mapas do lugar e até de um navio pirata, onde está o chefe da aventura.

Volto a repetir: até aqui, a melhor aventura da minha campanha! Se você tem dúvida de comprar, vai por mim, altamente recomendo.

sábado, 17 de dezembro de 2022

Análise da aventura "O Refúgio perdido do Arquimago" - Aventuras para Quinta Edição #11

dezembro 17, 2022

Em "O Refúgio perdido do Arquimago", os heróis são enviados para um refúgio (Masmorra) entre Gehena e os 9 Infernos (na minha campanha, esse refúgio se encontrava dentro dos 9 Infernos).

A aventura é basicamente dividida em duas partes: uma para encontrar o Refúgio, e a outra, o Refúgio em si. A aventura basicamente se resume em exploração de masmorras, com monstros de nível moderado. Achei que essa aventura foi bem escrita, embora me obrigasse a fazer algumas alterações na mesma.



Um dos Personagens acabaram morrendo na aventura, ao pegar um baralho mágico (item que está no D&D Livro do Mestre), e outro acabou amaldiçoado. Outro ganhou dois níveis (!!!) por conta desse item mágico de cartas!

No fim das contas, foi uma boa aventura. Gostei e recomendo!

domingo, 4 de dezembro de 2022

Análise da aventura "O Castelo no Céu" - Aventuras para a Quinta Edição #10

dezembro 04, 2022
Aqui no blog estou mostrando uma campanha de D&D 5ª Edição apenas com aventuras prontas. Desta vez, será a vez de falar um pouco sobre "O Castelo no Céu", uma aventura escrita por Bob Brinkman (o mesmo que escreveu a Colônia Esquecida).

Assim como as demais aventuras, em "O Castelo no Céu", os jogadores devem explorar um castelo voador antigo, e descobrir uma guerra entre criaturas voadoras e um mago chamado Kaligby. Embora não haja informações de como começar a aventura (como os jogadores terem motivos para irem até o Castelo no Céu), consegui criar motivos e assim fazer os jogadores embarcarem nesta aventura.



Ela segue o mesmo estilo "exploração de masmorras". O senhor Brinkman ainda coloca desafios duros demais para os jogadores. Ele criou um monstro (Verme do Céu) MUITO difícil de ser combatido pelos jogadores, e algumas coisinhas que tive que modificar para o grupo. No fim, o chefe final foi MUITO FÁCIL de ser batido pelo grupo.

No fim, "Castelo no Céu" não é uma aventura ruim. Pelo contrário, foi bem legal mestrar ela. Na nossa mesa, o bárbaro pequenino do grupo decidiu morar no Castelo Voador para sempre (quem leu a aventura vai saber porque disso acontecer).

domingo, 20 de novembro de 2022

Análise da aventura "Caçadores do Oásis Perdido" - Aventuras para a Quinta Edição #6

novembro 20, 2022

Quem acompanha o nosso blog aqui, deve estar ciente que estou mestrando uma Campanha de D&D 5ª Edição apenas com aventuras prontas. No quarto nível, nosso grupo agora enfrentou o Oásis dos bandidos e o templo de Ankhotep.

Caçadores do Oásis Perdido foi uma aventura escrita por Chris Doyle, o mesmo que escreveu a aventura anterior, Os Pilares de Pelágia. Aqui os jogadores começam em uma prisão, onde devem encontrar uma alternativa para escapar. A aventura segue o conceito de exploração de masmorras, e possuem alguns encontros bem interessantes. Mesmo assim, tive que fazer alguns ajustes porque, se fosse realmente usar a aventura como descrita no livro, meu grupo teria muitos problemas.

A começar, os jogadores começam sem magias, itens e no nível de exaustão 1, o que dificulta muito nos testes. Até por conta disso, fui leve nos encontros aleatórios, como diminuindo o número de encontros, e também modificando alguns eventos da aventura. Essa aventura foi totalmente concluída em uma tarde de Domingo, e deixei os jogadores uma escolha: ou eles fogem de barco pelo Mar Vítreo, ou então enfrentariam o dragão de latão Brazcamel. 

O mago do grupo decidiu ficar no barco, e o restante do grupo (um clérigo, um monge e um bárbaro) decidiram enfrentá-lo. Inacreditavelmente eles conseguiram vencer o dragão, o que gerou um clima na mesa. Eu gostei dessa aventura.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Análise da aventura "Os Pilares de Pelagia" - Aventuras para a Quinta Edição #3

novembro 16, 2022

Como eu falei aqui no blog, estou com uma campanha apenas com aventuras prontas. Depois da aventura inicial, A Colônia Esquecida, os aventureiros do meu grupo desafiaram a Torre do Mar e seus perigos, em Os Pilares de Pilagia.

Diferente da outra aventura, esse livro é bem mais robusto (cerca de 52 páginas), com MUITOS DETALHES sobre a história de fundo, da Vila d'água, Torre do Mar e seus perigos. A história basicamente consiste em buscar informações sobre o Mago Arcadianus, mas existe MUITO mais coisa por trás disso. A história é tão detalhada que eu não consegui colocar toda a mesma na aventura.


Gostei muito do desafio, o que gerou situações bem interessantes. Existe uma parte, no começo da aventura, que os Personagens estão em uma ponte invisível, com uma Harpia. O Monge do meu grupo (personagem do meu amigo Josias) teve a ideia de laçar a harpia, jogando contra a torre. Esse mesmo Monge, no fim da aventura, acabou sugado por um redemoinho, etc.

Os desafios são mais moderados, e cada canto da Torre existem fotos dos mapas, e também desenhos para que os jogadores saber o que estão vendo. Gostei bastante do final (o que eu não contarei). Diferente da primeira aventura, esta foi muito bem construída. Embora alguns personagens do grupo caíram algumas vezes, eles conseguiram chegar até o fim, sem mortes.

Eu recomendo esta aventura. Ela não se baseia em encontros apenas, e quando eles aparecem, aparecem de forma genial. Existe em alguns casos até instruções de como agir com os monstros a cada rodada. Gostei bastante dessa aventura.

sábado, 12 de novembro de 2022

Análise da aventura "A Colônia Esquecida" - Aventuras para a Quinta Edição #12

novembro 12, 2022


Não apenas eu li, mas como mestrei essa aventura para meus amigos. Portanto, a minha análise sobre este produto será a mais precisa possível.

"A Colônia Esquecida" é uma clássica aventura de exploração de masmorras para nível iniciante. No entanto, embora tenha uma história até legalzinha, a aventura é totalmente... digamos... "quebrada". A impressão que eu tive é que o escritor dessa obra (Bob Brinkman) não fez nenhum tipo de playtest antes de publicar esse produto.


E por quê digo isto?! Existem muitos monstros, eles estão totalmente desbalanceados. Alguns deles possuem uma habilidade que lhe dão vantagem nos testes, o que foi alvo de reclamação minha e também do meu grupo. Além disso, os desafios SÃO GRANDES DEMAIS para simples aventureiros de 1° nível. Pra ter noção: meu irmão morreu 2x (com dois Personagens diferentes) na mesma aventura, o meu primo e outro meu amigo, e isso porque ainda tentei diminuir um pouco o número de encontros, o que não foi suficiente para quase terminar com o grupo todo morto.

Teve uma parte que o Personagem do meu irmão sofreu 6d6 pontos de dano por errar um teste, em uma parte da própria aventura. Como alguém coloca um dano desses numa aventura de 1° Nível?! A história não é tão ruim, apesar de confusa. Confesso: foi uma das PIORES aventuras prontas de D&D que já mestrei. Aqui no blog já fiz a resenha da aventura O Grande Desafio e também A Maldição de Strahd, que foi muito legal, e outras provavelmente que devo publicar aqui no blog.

Assim sendo, "A Colônia Esquecida" é uma aventura que não gostei, e não recomendo. Desafios perigosos demais para aventureiros em início de carreira. Esse é o ponto.

Minha campanha de D&D apenas com a coleção "Aventuras da Quinta Edição"

novembro 12, 2022

 

Comecei no dia 12 de Novembro de 2022 uma campanha de D&D apenas com os livros de aventura. Aos poucos atualizarei esse post.

1° Aventura - A Colônia Esquecida (Nível 1)

2º Aventura - Os Pilares de Pelagia (Nível 3)

3º Aventura - Caçadores do Oásis Perdido (Nível 4)

4° Aventura - O Castelo no Céu (Nível 5)

5º Aventura - O Refúgio Perdido do Arquimago (Nível 7)

6ª Aventura - O Olho do Leviatã (Nível 8)

7º Aventura - As Cavernas Submersas do deus das Profundezas (Nível 10)

8ª Aventura - Na Garanta do Dragão (Nível 12)

quarta-feira, 20 de julho de 2022

REGRA ESPECIAL: usando ROLAGENS DE DEFESA em Dungeons & Dragons

julho 20, 2022
Foto: Pixabay

O sistema de Dungeons & Dragons veio diretamente dos jogos de tabuleiro. Aqui no blog fiz uma matéria falando basicamente da história da criação deste RPG. Seja como for, embora tenhamos cinco edições publicadas (em diversas épocas), algumas coisas nunca foram alteradas na mecânica do jogo, entre elas, o sistema de Defesa.

Em D&D (qualquer edição) todo Personagem tem o que chamamos de CA (Classe de Armadura). A partir da 3ª Edição, quanto mais pontos de CA um Personagem tem, mais difícil é ser golpeado por um inimigo. O cálculo da CA depende da Destreza, habilidades de classe, magia, escudos e armaduras. Num combate, quando alguém quer acertar alguém, joga um teste de Ataque, que deve ter um valor IGUAL ou SUPERIOR a CA, mas acho que isso você já sabe. 

Pode ser frustrante para alguns, mas caso um inimigo tenha um valor no ataque que ultrapasse a sua CA, ele te acerta. No entanto, trazemos uma regra nova (criada por mim) que deixaria o jogo ainda mais emocionante, ainda mais em duelos (um contra um).

Regras de duelo em D&D (5ª Edição) - Regras criadas por mim

Em caso de um duelo (1 contra 1), podemos exigir testes de Ataque (como você já conhece) e também testes de Defesa. Vale lembrar que essa regra foi criada por mim e não existe nos livros oficiais. Em caso de alguém acertar o ataque, o defensor precisaria então fazer um teste de defesa.

Mas o que seria então um "teste de Defesa"?!

Em caso de um duelo, a CD (Classe de Dificuldade) seria o valor do teste de ataque do seu inimigo. Você faria um teste rolando 1d20 + Destreza + Armadura + outros bônus normalmente. Nesse caso, você não teria mais CA 10 + esses bônus. Esse CA10 seria substituído por um teste de Defesa, rolando d20.

Na prática seria o seguinte: se alguém tirou 19 no teste de ataque, a CD para o teste de defesa seria então 19. Isso deixaria o combate mais dinâmico.

Regras especiais - rolando apenas DEFESA

Isso não serviria para duelos, mas sim para lutar contra os monstros do Livro dos Monstros D&D 5ª Edição. Nesse caso, os testes de defesa seguiriam os mesmos para a regra de duelos (veja acima), mas os monstros teriam um valor de ataque fixo. 

Nesse caso, somaria o ataque do monstro + 10. Essa seria a CD para esquivar ou defender de um golpe de algum monstro. Seguindo essa regra, um Gigante de Pedra (pag.163 do LdM) teria CD19 para defender seu ataque ou então o ataque de uma Aranha Gigante (pág.319 do LdM) teria CD15 no teste de defesa. Claro que neste caso a campanha (sem rolar ataque dos monstros) ficaria bem mais realista.

Nesse caso (monstros sem rolar o teste de ataque), o DM poderia aumentar em +1 o teste de Defesa para cada dois níveis dos Personagens. Isso ficaria mais justo

Possui alguma dúvida?! Gostou dessas regras?! Deixe seu comentário logo abaixo.

A História de Dungeons & Dragons - como foi criado o primeiro RPG do mundo

julho 20, 2022
Foto: Pixabay

Pessoal, este artigo é MUITO PEQUENO para contar em detalhes da história do primeiro e maior RPG do mundo. No entanto, no fim da matéria dou a sugestão de um livro que fala melhor sobre isso.

Dungeons & Dragons, também conhecido como D&D, foi o primeiro RPG do mundo. Aliás, muita coisa que veio de D&D acabou sendo incorporado no mundo dos jogos, bem como na cultura pop. Acho que sobre isso nem preciso comentar a importância que essa criação teve. Tudo isso começou a partir de um homem simples, que trabalhava como sapateiro, amava jogos de estratégia e livros de fantasia medieval. Vamos entender melhor essa história.

Dungeons & Dragons (Masmorras e Dragões) nasceu por contra de três paixões de Gary Gygax: fantasia medieval, aventuras e jogos. Quando era criança, seu pai contava histórias sobre dragões e feiticeiros, magos e espadas, todas as noites para o garoto. Não eram histórias de livros, mas sim criações pessoais do seu pai. A cada noite, uma nova história.

A sede por aventuras era tão grande que o próprio Gygax chegou a invadir um hospital abandonado com um amigo, quando criança. Depois, passou a ler diversos livros de fantasia medieval. Dizem que o mesmo chegava a ler DOIS LIVROS DO TEMA POR DIA. Com uma inteligência acima da média, Gary Gygax descobriu sua paixão nos jogos, principalmente os jogos de estratégia. Um dos jogos que o criador do RPG jogava era Risk, jogo que deu origem ao WAR brasileiro.

Como D&D surgiu para o mundo...

A paixão por jogos fez Gygax conhecer inúmeras pessoas, e participar de diversos grupos e organizações de jogos na época. Ele mesmo organizou a primeira GenCon, a maior conferência de jogos/RPG do mundo! Ele também chegou a publicar alguns jogos de tabuleiro indie. Acho que em nenhum momento passou da cabeça do próprio criador do RPG viver de jogos, embora o mesmo tinha grande amor por estas coisas. No entanto, ele descobriu que um homem chamado Dave Arneson estava jogando um jogo de estratégia, com regras novas, onde havia apenas um jogador (ao invés de exércitos), que se passava num castelo chamado Blackmoor.

Depois de pensar nesta ideia, Gygax se encontrou com Arneson para saber sobre essa campanha, e ambos começaram a desenvolver a base do que seria o RPG! Ambos começaram a mestrar campanhas de teste para criação do jogo. Gygax, casado e pai de filhos, jogava com seus pequeninos depois do jantar o protótipo de D&D, chamado The Fantasy Game. Este jogo era uma espécie de exploração de masmorras, o que é a base do maior RPG do mundo. Foi a sua filha, que jogava o jogo, que deu o nome de D&D meio sem querer, quando Gygax disse que jogaria The Fantasy Game, e a mesma dizendo algo mais ou menos assim "não, prefiro Masmorras & Dragões (Dungeons & Dragons)".

A partir da criação da primeira edição, Gygax procurou pessoas para publicar o jogo, mas sem sucesso. Estas depois, que inicialmente negariam, seriam as mesmas que se arrependeriam de tal decisão. Foi criado uma editora, chamada TSR, onde os livros e suplementos começariam a ser publicados.

Foto: Pixabay

Por quê D&D começou a usar dados de múltiplos lados?!

Ninguém cria as coisas do dia para noite. Tudo começa com o tempo. Conforme falamos na história dos dados de RPG, Gary Gygax encontrou por acaso um catálogo escolar da da Creative Publications (Califórnia). Não sei porque vendiam esses dados na época, mas ao colocar os mesmos na mecânica de D&D, esses dados acabaram se tornando realmente dados usados para RPG, embora eles não tenham sido criados com essa finalidade.

E por quê D&D deu origem ao RPG?!

A sigla RPG vem de RolePlaying Game, e já explicamos mais detalhes sobre isso na matéria onde ensinamos as pessoas a jogar RPG. Seja como for, em nenhum momento a sigla RPG foi mencionada na criação de D&D, mas como isso aconteceu?!

Com o sucesso de vendas de Dungeons & Dragons pela editora fundada por Gary Gygax, a TSR, muitas outras empresas começaram a criar suplementos não-oficiais para o jogo. Com isso, a TSR a proibiu essas editoras de publicarem esses livros sob ordem judicial. No entanto, para evitar qualquer problemas, um jogo chamado Tunnels & Trolls (reparou na sigla T&T?), deixou em sua capa que aquele jogo era um RolePlayging Game, que hoje, conhecemos como RPG.

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Leia também análise do livro Dungeons & Dragons - O Império da Imaginação, sobre a biografia de Gary Gygax.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Conheça Dungeons & Dragons - O Império da Imaginação

julho 19, 2022

Dungeons & Dragons - O Império da Imaginação é uma biografia da vida de Gary Gygax (um dos autores de Dungeons & Dragons, o jogo que deu origem ao RPG que conhecemos). Esse livro foi publicado em 2016 no Brasil, e está disponível a venda em diversos lugares. Aqui faço uma pequena resenha sobre o mesmo.

O livro explica as origens do primeiro RPG do mundo, bem como a vida de Gary Gygax, um jovem apaixonado por jogos de guerra que, ao saber que alguém estaria jogando uma nova forma de jogar esses jogos (como o RPG de hoje), se uniu a Dave Arneson para criar e dar as bases do RPG que tanto jogamos e amamos. O livro conta com pouco mais de 300 páginas, e também contém algumas fotos.


Além de falar da vida de Gary Gygax e sua paixão por jogos, o livro também explica a origem da TSR (empresa fundada para criação de livros de RPG) e muita informação. Eu comprei esse livro no Shopping, por R$10, e eu acho que você pode encontrar ele na internet por um preço bem barato (menos de R$20). Leitura mais que obrigatória para todo fã de RPG (principalmente Dungeons & Dragons). Ali você vai descobrir muita coisa que deu origem ao D&D (e ao RPG em si). 

domingo, 20 de fevereiro de 2022

AmazonPrime lança desenho animado sobre campanha de D&D (Dungeons & Dragons)

fevereiro 20, 2022

Dungeons & Dragons é uma das paixões da minha vida, e eu acho que já falei sobre isso em algum lugar desse blog. Seja como for, a Amazon lançou, através da sua plataforma de vídeo (Prime), a primeira temporada de uma série que foi totalmente baseada em uma campanha de Dungeons & Dragons 5ª Edição.

A série é baseada em uma campanha de RPG do grupo Critical Role, que transmitiu uma série de sessões de D&D de seu grupo através de um programa pela internet. Com o sucesso, teve se uma idéia de produzir um desenho animado de uma das suas campanhas. Inicialmente, a idéia era fazer um curta metragem ou algo do tipo, através de financiamento coletivo pela internet. A coisa se tornou série devido ao ENORME SUCESSO que o financiamento coletivo fez, sendo arrecadado quase R$58 milhões! Assim sendo, produzido pela Amazon Prime, a série foi lançada inicialmente com 12 episódios, no início de 2022.

Disponível apenas para assinantes do serviço da Amazon, você acompanhará uma típica (e divertida) campanha/aventura de RPG, com muito toque familiar: piadas, palavrões e coisas "fora do comum" acontecem o tempo todo, o que diferencia uma mesa de D&D do que uma série medieval comum! Nos primeiros minutos, o meu irmão Rodrigo mesmo pensou que eu "estava mestrando a série", pela "crueldade" que aconteceu com alguns personagens na mesa. Sempre fui um DM/GM malvado? rs

Vale lembrar que você NÃO PRECISA entender sobre D&D ou RPG para acompanhar a série, já que o desenho animado não ensina mecânicas de jogo, mas sim uma história como qualquer outra série. No entanto, quem nunca conheceu o RPG, principalmente D&D, é com certeza uma boa porta de entrada para esses mundos fantásticos!

Foto: Reprodução

É bem fácil perceber as magias, monstros e outros detalhes para fãs de D&D, embora a série seja muito mais baseada em interpretação do que porrada propriamente típica. Na data que estou escrevendo isto, ainda estou assistindo a série, e digo!, gostei muito! A qualidade do desenho, dos quadros de animação, e também a história, me fascinaram. Além de bem produzido, a história é muito bem escrita. Além de tudo, é MUITO engraçado!

Para assinantes do Amazon Prime Vídeo (R$9,90), assistam agora! Altamente recomendado.

Esperamos que tenha gostado das nossas dicas. Curta nossa página no Facebook e deixe um comentários abaixo para saber se gostou desse conteúdo!

sábado, 22 de janeiro de 2022

O clássico AD&D Eye of the Beholder

janeiro 22, 2022

Antes de começar esse post, não me resisto a dizer: Beholder é um dos monstros mais legais já criados pelo criador do RPG(D&D) Gary Gygax.

Eye of the Beholder é um jogo de RPG baseado em Advanced Dungeons & Dragons. O jogo inicialmente foi lançado para computadores em 1991. Recebeu também uma versão para Super Nintendo do jogo original. Na década de 2000, o jogo também teve um novo lançamento, para GameBoy Advanced, usando um sistema de regras totalmente diferente (usando as regras do D&D 3ª Edição ao invés do sistema de AD&D, e também trazendo um combate mais tático).

Assim como outros jogos de D&D, em Eye of the Beholder você constrói um grupo (de até 4 personagens) usando as mesmas regras dos livros oficiais de AD&D. Como numa campanha de D&D, o grupo ficará mais forte com os monstros que derrota e também com os tesouros que encontra, como armaduras e armas mágicas. O jogo é ambientado no mundo de Forgotten Realms, mas precisamente em Águas Profundas: ali os Personagens devem descer pelo covil de Xanatar (Beholder dono do crime no lugar), que também é o chefe final do jogo.



O jogo tem gráficos muito bonitos, e é bem parecido com Dungeon Hack ou até mesmo Warrior of the Eternal Sun. No entanto, por ser um jogo muito antigo, você fica facilmente perdido (em Dungeon Hack e em Warrior of the Sun pelo menos você tem um mapa para se guiar!). Para piorar, existem diversas portas e portais que vão deixar o caminho ainda mais confuso. Se não estou enganado, em Eye of the Beholder 1 (o jogo têm mais dois jogos em sequência), o covil de Xanatar conta com 12 níveis. Jogando sozinho, cheguei na metade do jogo (nível 6), depois de muitas horas e tentativas. Talvez se meu inglês fosse melhor, poderia saber melhor como passar.

Em Eye of the Beholder você passa o JOGO INTEIRO dentro do covil de Xanatar, explorando por túneis, passagens secretas, monstros diabólicos e coisas assim. O sistema de combate é meio zuado: os jogadores que estão atrás não podem atacar, a não ser por armas de longa distância ou magias. Existe também a questão da comida, obrigando você a criar um Clérigo para aprender a magia de criar comida.

Em outras palavras, Eye of the Beholder é um JOGO MUITO DIFÍCIL. Eu mesmo não consegui chegar no fim. Geralmente se você é fã de Dungeons & Dragons, pode adquirir o jogo sem problemas na GOG (os três jogos por R$19,90).

Trilogia Eye of the Beholder na GOG (R$19,90)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Dungeons & Dragons - Guerreiros e Armas

dezembro 31, 2021


Dungeons & Dragons - Guerreiros e Armas é o segundo livro da série de livros de D&D voltados para o público infantil, série que se iniciou com Monstros & Criaturas. De forma clara a apresentar a cultura de D&D para crianças (ou novos jogadores) este livro fala um pouco sobre as raças do jogo (incluindo as raças novas Kenku, Tabaxi e Tortugo), e também as classes de combate do Livro do Jogador 5ª Edição (Barbaro, Guerreiro, Monge, Ladino, Guardião).

Como em Monstros & Criaturas, neste livro também apresenta alguns personagens famosos dos mundos de Dungeons & Dragons como representante de cada classe apresentada no livro. O livro segue o padrão de qualidade do livro anterior, com imagens e papel de alta qualidade. Ele também possui os mesmos nomes da tradução dos livros de D&D 5ª Edição da Galápagos.


Uma coisa interessante no livro é um pequeno fluxograma que pode ajudar na criação de personagens em suas campanhas de D&D. O livro também tem informações (e desenhos) das diversas armaduras, armas e equipamentos que seu Personagem pode pegar em uma campanha de RPG. Essencial para mostrar para novatos antes de construírem suas fichas.

Embora não apresente fichas ou regras, Dungeons & Dragons - Guerreiros e Armas é um produto que todo fã/consumidor de D&D precisa ter na sua coleção: ele é bonito, papel de qualidade, capa dura e não é muito caro.

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