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terça-feira, 12 de maio de 2020

Phantasy Star - o melhor RPG 8 bits já lançado...


Eram idos de 1999 quando comecei a aprender com meu irmão sobre RPG. Ao contrário de muitas pessoas (que tiveram acesso com livros de diversos sistemas), nosso primeiro contato com RPG (além de mal começar a jogar uma partida de 3D&T na escola) foi um cartucho que meu primo André comprou, para o Master System.

Ali aprendemos sobre o mundo de Phantasy Star, com a qual vou tentar apresentar nas próximas linhas.

Phantasy Star foi nossa primeira inspiração em RPGs


Sem dinheiro e sem souber quais livros comprar para começar a jogar RPG, criamos nossos próprios sistemas para jogar nossas primeiras partidas de RPG, antes de comprar Defensores de Tóquio: O Jogo de RPG, nosso primeiro livro básico. Antes disso acabamos conhecendo um amigo chamado Fabrício, primo de um vizinho do nosso bairro que, durante uma festa de rua, nos apresentou o que seria o mundo de Phantasy Star, além de algumas informações sobre RPG.

Não jogamos RPG com Fabrício (nem sabemos se ele jogava RPG de mesa), mas como estávamos ávidos pelo assunto, ali nasceu uma pequena amizade. Fabrício vendeu a fita Phantasy Star por R$20 para meu primo André, e ali começamos a jogar o game, em português. Aliás, em 1995 eu já tinha tido contado com o jogo na casa do meu amigo Josias (que tinha um Master System), mas pelo fato do jogo ser em inglês e com mecânica totalmente diferente dos outros jogos que conhecia, não dei atenção aquele game naquele momento. Mas as coisas mudariam.

O engraçado é que Fabrício vendeu a fita com um pequeno defeito: estava sem a bateria. Com isso, o jogo não salvava ou então perdíamos todo o progresso quando o videogame reiniciava. Lembro-me de uma vez quando jogamos (Rodrigo, André e eu) na casa da minha tia Zila. Era uma festa e ficamos o DIA INTEIRO JOGANDO, pensando que dava para zerar o game em um dia. A regra era simples: passava o controle quando morria, ou passava de nível. Bons tempos.

Tempos depois, meu primo André comprou uma bateria (essas mesmos de relógio) e começamos a desbravar Phantasy Star até seu fim.

O mundo de Phantasy Star

O mundo do jogo se passa na galáxia de Algol, composta pelos planetas Palma (semelhante a Terra), Motavia (terra desértica) e Dezori (terra de gelo).Um mago poderoso conhecido como Lassic estava levando o mundo para a destruição, sendo quase impedido por Nero. Por não ser tão poderoso como seu rival, Nero acabou morto por Lassic.

No começo do game, Alis (a irmã de Nero) se defronta com seu irmão quase morto. Ali ele explica sobre os planos malignos de Lassic e que ela deveria procurar um guerreiro poderoso chamado Odin, de modo que se juntem forças para matar o mago. Odin foi transformado em pedra pela Medusa, mas acaba sendo curado por Myau, mascote que se junta a Alis. No fim, o grupo também recebe a ajuda de Noah, um mago poderoso de Motavia.

O jogo é semelhante ao Dungeons & Dragons: você precisa matar monstros para acumular pontos de experiência, que dão níveis, aumentando seus poderes e magias. Em Phantasy Star, você pode alcançar até o nível 30.

Masmorras 3D e demais mecânicas


Em Phantasy Star (como outros RPGs eletrônicos e de mesa) você precisa não apenas avançar níveis, bem como comprar equipamentos que aumentam seu poder. No game, cada personagem (menos Myau) pode ter uma Arma, um Escudo e uma Armadura, que aumentam o poder de ataque e o poder de defesa. Cada personagem tem suas próprias habilidades. Myau pode curar (e voar, no fim do jogo) enquanto Alis e Noah podem lançar magias ofensivas. Odin é mais "porradeiro!"

Assim como em D&D - Warrior of Eternal Sun, aqui também existem masmorras 3D repletas de monstros. Mesmo assim, o combate aqui continua sendo sempre em turnos (diferente do jogo citado). O grande problema aqui é que não existe como o jogador acessar o mapa para saber onde está indo. Se você não mapear com papel ou não ter uma grande lógica labiríntica, não vai conseguir passar das masmorras. As vezes me pergunto como Rodrigo, André e eu conseguimos chegar no final desse jogo sem detonados, sem internet. Hoje qualquer um pode ter acesso aos mapas de Phantasy Star sem problema algum, já que os mesmos estão disponibilizados na internet.

Phantasy Star utiliza de um cenário de fantasia medieval com teor futurista. Isso quer dizer que há elementos da fantasia tradicional, misturados com elementos futuristas. Odin pode usar pistolas lazers, enquanto Noah e Alis podem lançar bolas de fogo. Por ser um RPG bem antigo (de 1988), não há recompensa em pontos de experiência por completar quests. Aqui há diversas quests (missões) antes de encarar Lassic.

Lassic não é o inimigo final

Lassic não é o inimigo final do game. Aliás, ele estava possuído por uma força maligna conhecida como Dark Force. Durante uma parte do jogo, ela visita Alis em um sonho (chamado Succubus), durante sua visita ao Governador.

Saccubus - durante sonho.
Dark Force é o inimigo da franquia Phantasy Star. Foi ele que possuiu Lassic e deixou o mago um grande tirano. Ele é o grande mal no jogo, e deve ser derrotado pelos jogadores. 

Conclusões finais

A qualidade de Phantasy Star na plataforma 8 bits impressiona: os monstros se mexem quando atacam, há animações de baús se abrindo, baús explodindo, armadilhas, quedas, detalhe das armas atingindo os monstros. Na minha opinião, pelo conjunto inteiro da obra, esse jogo foi o MELHOR RPG 8 BITS JÁ LANÇADO.a

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