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sábado, 21 de maio de 2022

O clássico Vigilante, do Master System

maio 21, 2022

Vigilante é um jogo de beat’em up, lançado para o Master System em 1988. Originalmente lançado para fliperamas, o jogo acabou recebendo um port para o console de 8 bits da Sega. Quando criança, joguei por diversas vezes esse jogo.

Diferente de outros beat’em up, em Vigilante você joga em uma tela onde só é possível andar para frente ou para trás. O botão 1 usa para dar os socos, enquanto o botão 2 é utilizado para chutes. Apertando os dois botões juntos fazem o Jogador pular. Ele também pode pegar um nunchaku para bater nos inimigos. Fora isso, não há outras armas.

Graficamente, o jogo cumpre seu papel, por ser bem caprichado. No entanto, o gameplay deixa um pouco a desejar. Isso pelo menos nunca foi problema para nós quando crianças. O jogo também é curto, podendo ser zerado em menos de 20 até 15 minutos (se não estou enganado). Voltei a jogar esse clássico através das minhas lives na Twitch.


O jogo tem apenas cinco fases, e tem como objetivo recuperar a namorada do jogador (que é o Vigilante) de uma gangue. O jogo é legalzinho. Um clássico do Master System.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A trilogia Double Dragon (na GOG)

abril 29, 2022

Double Dragon foi uma famosa franquia de jogos de "bater nos carinhas", que acabou sendo febre no fim dos anos 80. Sucesso que acabou acabando em meados dos anos 90. Mesmo assim, eles ainda possuem uma base de jogadores e fãs. A minha análise pessoal dos três jogos lançados no arcade (entre os anos de 1987 e 1990) vou deixar abaixo separadamente.

Seja como for, em 2015, foi lançado uma versão reunindo os três primeiros jogos dos arcades para PC (Steam e GOG) e também para celular. Farei análise apenas da versão que eu tenho, que é da GOG, certo?! O jogo é dividido em um menu muito bonito, separando os três jogos. Esse menu parece muito com os menus da série Metal Slug na Gogonde você pode escolher se vai jogar multijogador, sozinho ou em cooperativo no mesmo PC.

Em cada jogo você pode escolher a dificuldade (Fácil, Normal ou Especialista) e também existem dois modos: Arcade e História. No modo Arcade, você pode jogar normalmente o jogo. O Modo História mostra uma seleção de fases que você tem acesso depois que desbloqueia essas fases. Só achei estranho que o jogo não deixa você colocar mais créditos (fichas). Aqui você também controla se o jogo será para um ou dois jogadores, e também define seus controles.

Análise de Double Dragon 1 e Double Dragon 2


Acho que a versão da GOG é totalmente original aos arcades! Usando o controle de XBOX, você pode usar tanto direcionais quanto analógicos, sendo que o X usa o soco, o A pula e o B dá o chute (aliás chute para inimigos de trás). O jogo tem apenas quatro missões (fases) curtas, mas de doer não só pela dificuldade, mas pela programação do próprio jogo, que é travado e com os inimigos tirando muito HP do personagem. Fora as vezes que o personagem chuta quando você aperta o botão de soco entre outros bugs...

Joguei muito a versão de Master System, que acho que era o único jogo do console beat' up cooperativo. O problema é que eu nunca consegui zerar. Isso acontece porque o jogo não permite usar continues na última fase. Isso também permanece por aqui. E vou te falar: a última fase é de DOER! Jogando no Fácil (quase não tento zerar jogos assim), usei o atalho direto para a quarta missão (Modo História), passei pelos inimigos (que tiram quase metade da vida com um soco, isso no modo FÁCIL hein), entendi a mecânica deles e cheguei no chefe, usando uma arma de fogo, que morreu com poucos golpes.

O problema todo é que aparece depois disso uma versão demoníaca roxa de tu mesmo, e vocês tem que lutar entre si. Jogando no fácil, eu contei quantos socos eu dei para matar ele: 63 socos e 2 ou 3 voadoras, isso no modo fácil. Parece que os caras criaram um jogo super difícil para apenas uma pequena elite poder zerar. Foi difícil para cacete! Mesmo assim, consegui zerar esse game, para depois ver um final ridículo, que é apenas uma tela de um THE END.



Depois de muito sacrifício, então fui começar a jogar Double Dragon 2. Aliás, quando era criança, já tinha zerado esse jogo no clone do NES de um amigo meu. A versão da GOG parece que veio dos arcades, e também tem quatro fases. Graficamente não tem diferença com o primeiro título, e tem alguns inimigos diferentes da primeira versão.

No entanto, os caras foram tão originais (falo isso em tom de ironia) que REPETIRAM TODA A QUARTA MISSÃO do Double Dragon 1 na última fase de Double Dragon 2. Eu pensei que era um bug do jogo da GOG, mas não era! É a mesma dinâmica da fase. Você no final enfrenta um espírito demoníaco roxo de tu mesmo, e agora não usei voadoras mas matei ele com 66 socos (sim eu contei). A diferença entre o Double Dragon 1 para este é que agora, na última fase, tu pode gastar continues, o que me permitiu zerar o game. Consegui zerar o jogo no Modo Arcade, sem apelar para o Modo História.

Ah... e qual o final de Double Dragon 1 e Double Dragon 2? Mano, é a MESMA TELA com um The End no final. Como os caras são preguiçosos na hora de programar um game. Eu nunca vi isso na vida!

Tanto em DD1 como DD2 a última fase e final são os mesmos - Reprodução

Análise de Double Dragon 3

Double Dragon 3, lançado nos arcades em 1990, saiu de um tom cartunesco para um tom mais realista. Os comandos permanecem os mesmos das versões anteriores, mas foram feitas muitas mudanças nesta versão diante das versões anteriores. A começar pelo marcador de vida, que agora é um número ao invés de barras. Além disso, você não encontra mais armas ou coisas para tacar nos inimigos. Essas coisas são compradas no início de cada fase, numa espécie de loja.


Mas não pense que você comprará as coisas com pontos ou coisas assim. Para você ganhar mais vida, mais continue, armas e coisas assim você precisa GASTAR CRÉDITOS (ou seja, colocar fichas). Como a versão da GOG (a que estou resenhando) não faço idéia de como colocar créditos, não sei quantas coisas dá para comprar. Só sei que, diferente das versões anteriores de Double Dragon, se você passar uma fase usando uma arma, aqui você continua com ela na fase seguinte.

A história também seguiu um rumo TOTALMENTE DIFERENTE de outras versões. Aqui você precisa inicialmente pegar algumas pedras conhecidas "pedras de Roseta" para no fim, enfrentar a própria Cleópatra no Egito e conseguir seu tesouro. A história, como podem ver, não foi o forte dessa versão. O jogo é bem travado como os anteriores. Nos arcades, dá para jogar originalmente com três pessoas. Na versão da GOG tudo indica que isso não é possível.


Double Dragon (Steam e GOG) (R$11,99)



Editor deste blog faz lives ao vivo jogando games - https://www.twitch.tv/clodo_rei_da_negev

sábado, 13 de março de 2021

O clássico Dangerous Dave (de Jhon Romero)

março 13, 2021
O grande diferencial do blog "Rei dos Games" é mostrar jogos de todas as épocas possíveis. Demorei muitas horas para chegar ao final deste, e depois de terminá-lo, quero dar minhas considerações a ele. Conheçam agora o clássico Dangerous Dave, criado por Jhon Romero.



Jogo criado pelos mesmos criadores de Doom

Jhon Romero é um criador de jogos para computador, sendo responsável pela criação de clássicos como Wolfenstein 3D e Doom, além do fraquíssimo Daikatana (que ainda vamos resenhar aqui no blog). Antes da ID software ser criada, a equipe por trás do pai dos FPS trabalhou em muitos outros jogos de plataforma, que era tendência na época, como Commander Keen. Eles trabalhavam na empresa Sofidisk e fizeram alguns jogos antes de criarem sua própria empresa, que se chamaria Id Software.

Dangerous Dave foi lançado em 1988 para MS-DOS e Apple II inicialmente. O objetivo do jogo é passar dez fases simples. Sim, o jogo contém apenas dez pequenas fases, mas você vai demorar MUITAS HORAS até descobrir as manhas de cada uma. Eu acho que demorei umas 7 ou 8 horas para conseguir terminar esse jogo. Isso acontece porque não basta encontrar o caminho (a porta de saída) e encontrar uma manha para ela, mas precisa encontrar uma taça dourada, que funciona como uma espécie de chave, para poder avançar ao próximo nível.

Na sua aventura você pode pegar uma Gun (Pistola), que é usada para matar os inimigos. E também temos o Jetpack, que é um impulsionador a jato, que você precisa usar para sobrevoar algumas áreas. O jogo, por ter sido lançado em 1988, tem um visual estranho e pobre, e uma física totalmente estranha, especialmente quando o jogador controla a queda. Isso não chega a ser um problema tão ruim, porque o jogo é bem divertido e você aprende a lidar com isso (a física do jogo). Além das dez fases, você ainda pode encontrar quatro áreas secretas, chamadas de WarpZones, onde podem ganhar mais pontos. Pontos aqui são importantes para comprar vidas, o que é muito fácil perder aqui. Cada 20 mil pontos lhe oferece uma vida extra.

Inspiração em Super Mario Bros

Repare como a capa de Dangerous Dave é semelhante ao primeiro Super Mario Bros

De acordo com o Wikipédia, a Dangerous Dave nasceu como uma inspiração do clássico Super Mario Bros, e ele tem até visual parecido com o primeiro jogo da série, lançado para o Nintendinho, em 1983. A primeira versão do jogo foi lançado para a revista UpTime. Depois, uma versão veio junto com a primeira edição de Catacomb, jogo medieval criado por Jhon Carmack.

Dangerous Dave deu uma origem a uma série de jogos, que devem ser resenhadas aqui no blog muito em breve. A primeira versão do game (esta que resenhei) pode ser encontrada no pacote de jogos Catacomb, vendidos na Gog. O jogo está dentro de Catacomb (1989).

Minha conclusão: é um jogo MUITO divertido e desafiador, como a tendência dos jogos de plataforma dos anos 80-90. Gostei muito desse jogo.

Pacote Catacomb 3D por R$11,99 na Gog

sábado, 12 de setembro de 2020

Mario Bros 3: o rei dos 8 bits!

setembro 12, 2020

Como todos sabem, Mario Bros 3 foi lançado em 1988 no Japão para o console de 8 bits da Nintendo. O jogo consistia numa evolução do que tínhamos em jogos anteriores, e adicionou a série novos power ups e coisas que se tornariam padrões nos jogos seguintes da franquia. O jogo seguinte (Super Mario World), adotou muita coisa de Super Mario 3, mas talvez falaremos disso a respeito em outra postagem. 


Sucesso de vendas no mundo todo, o jogo fez tanto sucesso que recebeu até um desenho animado. Cujo vou deixar um episódio dublado abaixo para que você conheça (caso nunca tenha ouvido falar). O engraçado é que ao assistir o desenho nas manhãs da TV Globo, cismava que Koopa (que no caso, deveria ser Bowser) era o pai do vilão da série Mario e que havia uma fase só com ele no final de Super Mario World, mas Koopa da série é o próprio Bowser! Essa confusão aconteceu porque o design do vilão é um pouco diferente dos jogos (que parece ter sido inspirado mais no design de Mario Bros 1), o que não aconteceu com seus filhos, que foram reproduzidos fielmente para a TV.



Nos dois primeiros jogos da franquia, Mario percorria 8 mundos e passando pelo mesmo número de castelos para salvar a princesa Peach. Cada castelo havia um Bowser a ser derrotado! Já em Mario 3, decidiram que Mario e Luigi (caso sejam dois jogadores), poderiam explorar melhor o mundo através de um mapa. E se a ideia era boa, inseriram ainda estágios extras que oferecem power ups e mini jogos como um jogo de memória com power ups e um onde você tem que clicar 3 vezes para ver se a figura se encaixará perfeitamente, premiando o jogador com certo número de vidas.


Muita gente tem enorme carinho pelo Super Mario World porque ganharam um Super Nintendo na infância com o jogo. Eu até entendo, uma vez que ganhei um Master System e o jogo que me fascina até hoje é o Sonic que veio na memória. Mas se tratando de Mario, acredito que o Mario Bros 3 é o melhor, e o pior, eu já falava isso na infância. Há uma versão remasterizada do jogo para o Snes, chamada Super Mario All Stars, mas nossa análise é da versão original de Nintendinho.


Algo em que não foi colocada no jogo do Super Nintendo e que em Mario 3 tem até no desenho, são roupas. Roupa de Sapo para nadar melhor; roupa daquele inimigo que atira martelos (não sei o nome dele, perdão); e até roupa de Guaxinim, que permite ao bigodudo voar. O botão P também aparece em Super Mario World, como seus icônicos inimigos. Mas o desafio do jogo de 8 bits é um pouco maior! E algumas mecânicas como ter que correr até alcançar o limite para poder saltar mais alto ou voar, eram muito bem vindas. Funciona desta forma: há umas setas no HUD do jogo que na medida que você vai pegando velocidade ao correr, elas vão sendo marcadas. Quando chegar em P, vai tocar um som e o símbolo irá piscar, permitindo que você salte mais alto ou use o poder de guaxinim.


O fato de usar um mapa, foi uma adição muito bem vinda que é muito difícil não vê-la em jogos do Mario. Só que nesta versão, além disto, inseriram alguns adversários que andam pelo mapa e seu encontro com ele se dará em um confronto valendo algum power up. Também existem alguns canos que permitem uma pequena fase que simula Mario atravessando um pequeno terreno e entrando em outro cano para aparecer em outra parte do mundo. Além de castelos com desafio geniais e que no fim, sempre trazem um guardião que após ser derrotado, libera um caminho para poder pular algumas fases caso os jogadores deem Game Over e decidem continuar, já que desta forma, teriam que começar pelo mundo onde parou, tudo novamente.


Você possui um inventário que pode ser acessado enquanto está no mapa cujo oferece diversos itens. E dentre um deles, está a flauta, que permite você pular de mundo como nos jogos anteriores. Tal tática existe porque o jogo é gigantesco e não há como salvá-lo (diferente da versão remasterizada em Super Mario All-Stars), mas daqui a pouco vou te falar da minha incrível experiência de ter finalizado ele do começo ao fim, sem desligar o videogame. A estratégia de pular de mundo é tão popular, que apareceu no filme O Gênio do Video Game (1990), confira a cena abaixo:

Também foi aqui que tivemos a oportunidade de enfrentar os filhos do Bowser em vez de enfrentá-lo em todo castelo. Diferente de Super Mario World e dos jogos anteriores, Mario não enfrenta os chefões principais em castelos, algo bem mais dinâmico. Os filhos do vilão surgem no reino com um navio voador e cabe aos irmãos encanadores vencê-los. O legal é que se você perde, o navio voador muda sua posição no mapa, forçando o jogador a passar algumas fases (caso tenha pulado para chegar mais próximo do chefe) para passar. Os reis estão transformados em algum bicho e cabe a Mario retirar um cetro mágico desses chefes e torna-lo humano novamente (muito mais em conta de resgatar o Toad e ouvir que a princesa não está mais naquele castelo!)


Agora vou te dizer qual foi a sensação de finaliza-lo do começo ao fim.


Conheci Mario Bros 3 antes mesmo do lançamento do Super Mario World e por não ter o console, não pude chegar muito longe. Mas anos depois, através de emuladores, pude jogar por mais tempo games que conheci na casa de amigos e conhecidos e um deles, foi o Mario Bros 3. Mas não cheguei ao ponto de tentar finalizá-lo ainda. Na infância, joguei muito a versão remasterizada do Super Nintendo, mas com era na casa de amigos, nunca chegamos perto de fechá-lo. Até o dia que um amigo meu deixou o Playstation dele aqui em casa (isso a uns 8 anos atrás, mais ou menos na data que escrevi esta postagem) e um dos jogos era um CD com vários emuladores, e dentre eles, o de Nintendinho.


Diferente da emulação de Mega e de Super Nintendo, a do videogame 8 bits da Big N era impecável e também foi um dos motivo que decidi finaliza-lo do começo ao fim. Meu irmão gêmeo já tinha zerado o jogo e me ajudou no processo, mas não no início. Quando liguei o videogame, disse pro meu irmão que zeraria o jogo, que diferente das tentativas que tinha feito com ele antes, não iria pular mundo e jogaria todas as fases praticamente. Anteriormente, ao jogar com Mario e Luigi, alguns recursos divididos tornaram algumas coisas difíceis, e senti essa diferença quando desta vez só tinha o personagem que dá nome ao jogo.


Como não uso save state e nada que não seja do próprio jogo, seria como se estivesse com o próprio Nintendinho em casa, e lá fui eu tentar encarar o gigantesco desafio. Esse dia foi marcado na minha vida, porque foi até então, a única vez que eu zerei o jogo - mesmo tê-lo jogado tanto. Só que passando umas três horas direto, aquilo começou a me cansar. Já estava por volta do quarto mundo (me lembro que estava na metade do jogo) e um amigo meu veio me chamar para ir pra rua. Por sorte, meu irmão assumiu meu posto e fui. Passei horas conversando e indo para aqui e acolá e quando cheguei em casa, já era noite e meu irmão já estava ficando cansado perto do ultimo mundo (ou no último, eu não me lembro) e daí na etapa final, dividimos para poder zerar essa obra de arte que acredito tenha durado mais de 7 horas!

Meu irmão me deu a oportunidade de finalizar com o Bowser, que se mata mesmo sem intenção. Tornando aquilo como um dos dias mais memoráveis da minha vida e agradecendo a Nintendo por trazer um jogo tão desafiador. Mas, pudemos comprovar que é muito difícil alguém zerar Mario Bros 3 do início ao fim sozinho, tive que ter a ajuda do meu irmão para esse fato  - e sem ajuda de save state! Por isso, está lançado o desafio. 


Será que você consegue zerar desde o primeiro mundo em salvar o jogo e ir até o fim de uma vez?

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A história do Master System

julho 20, 2020
Foto: Divulgação
O Master System foi o melhor videogame que eu tive na minha vida. Ganhei ele de presente de Natal de 1996. Ele foi o nosso segundo videogame (antes tínhamos um Dactar, versão brasileira do Atari, graças a lei de reserva de mercado). Por isso, nada mais justo que escrever sobre ele aqui no blog, visto que tenho um carinho todo especial por ele...

O Master System teve um sucesso gigantesco no Brasil, e até hoje é vendido em lojas, em "novas versões" lançadas pela Tectoy. Porém, eu não quero falar sobre essas versões novas criadas pela Tectoy, mas sim sobre quando ele estava "mais ativo" aqui no Brasil. Vamos entender um pouco sobre a história de seu lançamento.

O "crash" de 83



O crash de 1983 trouxe uma nova perspectiva no mercado e produção de jogos eletrônicos. Antes disso acontecer, o mercado de games estava na mão da Atari. A tecnologia do console de 4bits geravam jogos simples. Até aí nenhum problema. Para se ter noção da coisa, muitos jogos eram produzidos por apenas um único programador, mas também haviam máquinas de fliperamas na época, como máquinas de pinball. Aproveitando da simplicidade e tecnologia da época, muitos jogos eram feitos nas coxas, ou seja, sem se preocupar com a qualidade do produto. Com isso, muitos jogos eram criados, mas a maioria deles era uma tremenda porcaria...



Mas o basta para a má qualidade  viria com o filme E.T, de Steven Spielberg, que foi um sucesso sem precedentes nos cinemas! Aproveitando o sucesso do mesmo, um jogo de videogame baseado naquela obra seria lançado para o saudoso Atari. O jogo foi uma porcaria! O problema não foi só o jogo ser uma porcaria, mas devido a popularidade do filme, o pessoal se revoltou de vez porque a popularidade do filme foi importante para atrair as pessoas para o jogo, mas as pessoas se sentiram lesadas por gastar seus preciosos dólares em um lixo eletrônico como este!

Numa época que tínhamos jogos ruins, produzidos por poucas pessoas, as pessoas começaram a perder interesse nos jogos. Vale lembrar que a baixa popularidade nos videogames não aconteceu apenas pelo jogo porcaria do E.T, ele foi só o estopim do público para o "crash", já que as pessoas geraram a expectativa de ter um jogo pelo menos decente sobre o filme, num cenário de inúmeros jogos ruins.

O "crash" não foi todo ruim. As empresas que viriam depois, com uma tecnologia superior a do Atari (como o Master System) já entenderiam que, para agradar o público, teriam que apostar em qualidade e originalidade. A partir de 83, jogos eram criados por uma equipe, e não mais por um programador, tanto pela tecnologia nova disponível, bem como a tendência que se criou após o crash.

O primeiro Master System

SG-1000, o protótipo do Master Sytem. Foto: Divulgação

O primeiro Master System foi lançado pela SEGA no dia 15 de Setembro de 1983, no Japão, sob o nome de SG-1000. A SEGA já produzia jogos para fliperamas, sendo o SG-1000 o primeiro console da companhia. A propósito, ele foi lançado no mesmo dia que o Famicon (versão japonesa do Nintendo 8Bits, também conhecido como NES ou Nintendinho). Por conta da força da Nintendo, o SG-1000 não conseguiu bater de frente com seu concorrente.

O SG-1000 tinha um controle parecido com o do Atari, embutido no aparelho. Não era possível acoplar outro controle. Os jogos eram totalmente simples lançados entre 1983-1984, mantendo ainda a simplicidade dos jogos do Atari, mas com gráficos melhores e jogos mais originais. E falando em Atari, algumas das franquias mais famosas do Atari também aportaram aqui, com gráficos e jogabilidade mais atraentes. Um ano depois, depois do fracasso do SG-1000, a SEGA então lançaria o SG-1000II, mudando o design da primeira versão. O controle mudou, ficando com o parecido do Master System. 

SG-1000II - Divulgação
O SG-1000 e SG-1000II tiveram uma biblioteca de pelo menos 86 jogos lançados (veja a lista abaixo), com jogos de esportes e alguns relançamentos de franquias conhecidos no antigo Atari, usando a nova tecnologia deste novo console. Confira a lista abaixo:

TODOS JOGOS DO SG-1000 e SG-1000 2

1. 007 James Bond
2. Bak Panic
3. Black Onyx
4. Bomb Jack
5. Bomberman Special
6. Bordeline
7. C_So!
8. Castle
9. Chack'n Pop
10. Challenge Derby
11. Champion Baseball
12. Champion Billiards
13. Champion Boxing
14. Champion Golf
15. Champion Ice Hockey
16. Champion Hockey
17. Champion Kendou
18. Champion Pro Westrling
19. Champion Soccer
20. Champion Tennis
21. Chapionship Lode Runner
22. Choplifter
23. Congo Bongo
24. Dokidoki Penguin Land
25. Dragon Wang
26. Drol
27. Elevator Action
28. Exerion
29. Flicky
30. Flipper
31. Galaga
32. Girl's Garden
33. Golgo 13
34. GP World
35. Gulkave
36. Guzzler
37. H.E.R.O
38. Hang On II
39. Home Mahjong
40. Hustle Chumy
41. Hyper Sports
42. Knightmare
43. Legend of Kage
44. Lode Runner
45. Magical Kid Wiz
46. Mahjong
47. Monaco GP
48. Nina Princess
49. N-Sub
50. Okamoto Ayako no Match Play Golf
51. Orguss
52. Othello
53. Pacar
54. Pachinko 
55. Pachinko II
56. Pitfal II - The Lost Caverns
57. Pop Flamer
58. Q-Bert
59. Rally X
60. Road Fighter
61. Rock n' Bolt
62. Safari Hunting
63. Safari Race
64. San-nin Mahjong
65. Sega Flipper
66. Sega Galaga
67. Serizawa Hachidan no Tsumeshougi
68. Shinnyushain Toouru Kun
69. Sindbad Mystery
70. Soukoban
71. Space Armor
72. Space Invaders
73. Space Mountain
74. Space Slalom
75. Star Force
76. Star Jacker
77. Super Tank
78. Tank Batalion
79. Terebi Oekaki
80. Twinbee
81. Wonder Boy
82. Yamato
83. Yie Ar Kung Fu II
84. Zaxxon
85. Zippy Race
86. Zoom 909

Sega Mark III, o tradicional Master System


Depois do SG-1000 (lançado em 1983) e SG-1000II (lançado em 1984), a SEGA continuou apostando no seu console e, no dia 20 de Outubro de 1985, lançou o SEGA MARK III. Este console era muito superior aos seus concorrentes. Em 1987, o Sega Mark III foi rebatizado como Master System. Apesar de ser um novo lançamento, o Master System era praticamente o Sega Mark III com um novo design. No Japão não emplacou, mas ele acabou sendo bem recepcionado no Brasil, e em outros lugares.



Para ter noção da coisa, o console produziu jogos entre 1985 á 1998, tendo uma vida útil de 13 anos de lançamentos, sendo boa parte deles vindos do Brasil, criados pela Tectoy: alguns são hacks de jogos clássicos, outros são conversões de jogos que viera do Game Gaear (videogame portátil da Sega) mas outros são de própria autoria da produtora, como o clássico Street Fighter II e o horroroso Mortal Kombat III. Ao todo, o Master System teve uma biblioteca de 334 jogos lançados.

Algumas versões da Tectoy (Clássicas)

A Tectoy era uma empresa de brinquedos que fabricou o Master System para o Brasil. Além de alguns jogos e conversões trazidos ao console, a empresa também modificou o aparelho. Basicamente, durante a "era de ouro do Master System no Brasil", a empresa publicou três versões do console. Confira abaixo:

1989 (Master System): veio com dois jogos do SG-1000 na memória (Hang On e Safari Hunter), e dois controles na caixa.
1991 (Master System II): veio com Alex Kid in Miracle World na memória, e 1 controle.

1992 (Master System III Compact): versão melhorada do Master System, menor e com uma tampa protetora de cartucho. Haviam várias variações de jogos na memória, mas a grande sacada da empresa foi oferecer a versão com o jogo Sonic the Hegdehog na memória.

Pessoal, aqui foi um resumo da história de um dos videogames mais fantásticos que já conheci, que marcou minha infância.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Phantasy Star - o melhor RPG 8 bits já lançado...

maio 12, 2020

Eram idos de 1999 quando comecei a aprender com meu irmão sobre RPG. Ao contrário de muitas pessoas (que tiveram acesso com livros de diversos sistemas), nosso primeiro contato com RPG (além de mal começar a jogar uma partida de 3D&T na escola) foi um cartucho que meu primo André comprou, para o Master System.

Ali aprendemos sobre o mundo de Phantasy Star, com a qual vou tentar apresentar nas próximas linhas.

Phantasy Star foi nossa primeira inspiração em RPGs


Sem dinheiro e sem souber quais livros comprar para começar a jogar RPG, criamos nossos próprios sistemas para jogar nossas primeiras partidas de RPG, antes de comprar Defensores de Tóquio: O Jogo de RPG, nosso primeiro livro básico. Antes disso acabamos conhecendo um amigo chamado Fabrício, primo de um vizinho do nosso bairro que, durante uma festa de rua, nos apresentou o que seria o mundo de Phantasy Star, além de algumas informações sobre RPG.

Não jogamos RPG com Fabrício (nem sabemos se ele jogava RPG de mesa), mas como estávamos ávidos pelo assunto, ali nasceu uma pequena amizade. Fabrício vendeu a fita Phantasy Star por R$20 para meu primo André, e ali começamos a jogar o game, em português. Aliás, em 1995 eu já tinha tido contado com o jogo na casa do meu amigo Josias (que tinha um Master System), mas pelo fato do jogo ser em inglês e com mecânica totalmente diferente dos outros jogos que conhecia, não dei atenção aquele game naquele momento. Mas as coisas mudariam.

O engraçado é que Fabrício vendeu a fita com um pequeno defeito: estava sem a bateria. Com isso, o jogo não salvava ou então perdíamos todo o progresso quando o videogame reiniciava. Lembro-me de uma vez quando jogamos (Rodrigo, André e eu) na casa da minha tia Zila. Era uma festa e ficamos o DIA INTEIRO JOGANDO, pensando que dava para zerar o game em um dia. A regra era simples: passava o controle quando morria, ou passava de nível. Bons tempos.

Tempos depois, meu primo André comprou uma bateria (essas mesmos de relógio) e começamos a desbravar Phantasy Star até seu fim.

O mundo de Phantasy Star

O mundo do jogo se passa na galáxia de Algol, composta pelos planetas Palma (semelhante a Terra), Motavia (terra desértica) e Dezori (terra de gelo).Um mago poderoso conhecido como Lassic estava levando o mundo para a destruição, sendo quase impedido por Nero. Por não ser tão poderoso como seu rival, Nero acabou morto por Lassic.

No começo do game, Alis (a irmã de Nero) se defronta com seu irmão quase morto. Ali ele explica sobre os planos malignos de Lassic e que ela deveria procurar um guerreiro poderoso chamado Odin, de modo que se juntem forças para matar o mago. Odin foi transformado em pedra pela Medusa, mas acaba sendo curado por Myau, mascote que se junta a Alis. No fim, o grupo também recebe a ajuda de Noah, um mago poderoso de Motavia.

O jogo é semelhante ao Dungeons & Dragons: você precisa matar monstros para acumular pontos de experiência, que dão níveis, aumentando seus poderes e magias. Em Phantasy Star, você pode alcançar até o nível 30.

Masmorras 3D e demais mecânicas


Em Phantasy Star (como outros RPGs eletrônicos e de mesa) você precisa não apenas avançar níveis, bem como comprar equipamentos que aumentam seu poder. No game, cada personagem (menos Myau) pode ter uma Arma, um Escudo e uma Armadura, que aumentam o poder de ataque e o poder de defesa. Cada personagem tem suas próprias habilidades. Myau pode curar (e voar, no fim do jogo) enquanto Alis e Noah podem lançar magias ofensivas. Odin é mais "porradeiro!"

Assim como em D&D - Warrior of Eternal Sun, aqui também existem masmorras 3D repletas de monstros. Mesmo assim, o combate aqui continua sendo sempre em turnos (diferente do jogo citado). O grande problema aqui é que não existe como o jogador acessar o mapa para saber onde está indo. Se você não mapear com papel ou não ter uma grande lógica labiríntica, não vai conseguir passar das masmorras. As vezes me pergunto como Rodrigo, André e eu conseguimos chegar no final desse jogo sem detonados, sem internet. Hoje qualquer um pode ter acesso aos mapas de Phantasy Star sem problema algum, já que os mesmos estão disponibilizados na internet.

Phantasy Star utiliza de um cenário de fantasia medieval com teor futurista. Isso quer dizer que há elementos da fantasia tradicional, misturados com elementos futuristas. Odin pode usar pistolas lazers, enquanto Noah e Alis podem lançar bolas de fogo. Por ser um RPG bem antigo (de 1988), não há recompensa em pontos de experiência por completar quests. Aqui há diversas quests (missões) antes de encarar Lassic.

Lassic não é o inimigo final

Lassic não é o inimigo final do game. Aliás, ele estava possuído por uma força maligna conhecida como Dark Force. Durante uma parte do jogo, ela visita Alis em um sonho (chamado Succubus), durante sua visita ao Governador.

Saccubus - durante sonho.
Dark Force é o inimigo da franquia Phantasy Star. Foi ele que possuiu Lassic e deixou o mago um grande tirano. Ele é o grande mal no jogo, e deve ser derrotado pelos jogadores. 

Conclusões finais

A qualidade de Phantasy Star na plataforma 8 bits impressiona: os monstros se mexem quando atacam, há animações de baús se abrindo, baús explodindo, armadilhas, quedas, detalhe das armas atingindo os monstros. Na minha opinião, pelo conjunto inteiro da obra, esse jogo foi o MELHOR RPG 8 BITS JÁ LANÇADO.a

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Rei dos Games


Rei dos Games é um site destinado a falar tudo sobre videogames (jogos antigos), RPGs de mesa e board games. Além disso, trazemos tutoriais, dicas, cheats de quem realmente experimentou essas mídias, trazendo também boas recomendações.


Rei dos Games é o único blog dedicado a três tipos de jogos diferentes (eletrônicos, de tabuleiro e RPGs). Se você quer conhecer bons jogos para brincar, este é o lugar certo.


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