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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Catacomb, jogo medieval de masmorras feito pelos criadores de Doom

fevereiro 24, 2021


Aqui no blog já resenhamos diversos jogos da Id Software, que revolucionou a indústria de jogos com os jogos de FPS. Mas não pense que eles só criaram jogos desse gênero. Antes de Doom e Wolfenstein 3D, Jhon Carmack e Jhon Romero produziram diversos outros títulos para computadores. Catacomb é um deles.

Catacomb foi produzido por Jhon Carmack em 1989, ainda pelo selo da Apogee (o mesmo da série Commander Keen). Ele é um jogo de exploração (bem parecido com o clássico Gauntlet), onde você controla um mago que deve sair de uma masmorra (bem parecido com o conceito de Dungeons & Dragons, com a qual a dupla jogava na época, sendo inclusive sua campanha de D&D inspirar a criação do clássico Doom). O jogo tem basicamente 10 níveis, e o jogador não precisa necessariamente limpar o salão matando os monstros, mas precisa encontrar chaves para acessar outros locais do nível e encontrar a saída (conceito esse usado nos jogos posteriores). 


O jogo pode ser terminado em até 30 minutos, mas não pense que é fácil descobrir onde estão as chaves. Alguns níveis (depois do 6, por exemplo) você pode ter que jogar tudo novamente justamente por usar a chave numa porta errada. Então você precisará jogar várias vezes para decorar a dinâmica dos níveis, o que requer tempo e paciência. O jogo usa os controles direcionais (para se movimentar), CTRL para atirar as bolas de fogo (podendo segurar para disparar um tiro maior), ENTER (para usar uma magia num pergaminho) e ALT para atirar numa mesma direção, apesar que acho um botão dispensável. O botão ESPAÇO serve para recuperar a vida perdida (aqui chamado de Body).

Catacomb também vem de brinde com um jogo de Jhon Romero chamado Dangerous Dave, um jogo de plataforma. Vale lembrar que a série Catacomb daria origem a tecnologia usada em Wolfenstein 3D e, consequentemente, Doom, em uma versão do jogo chamada de Catacomb 3D (que rendeu três títulos). Catacomb ainda está disponível para venda através de um pacotão com todas suas versões na Gog. Confira.

Quando zerei o jogo (demorei pouco mais de 1h ou 2h), descobri que o pessoal da Id construiu um editor de mapas próprio para o jogo, onde os jogadores poderiam criar seus próprios níveis. Porém, ele não veio no pacote do jogo e não sei se nem está disponível na internet. O pacotão com todos os jogos da série pode ser comprado por um preço bem camarada na Gog.

Pacote Catacomb 3D por R$11,99 na Gog

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

O crashado e sem final DuckTales: Remastered

dezembro 29, 2020

ANTES DE COMPRAR SAIBA, O JOGO TRAVA NO ÚLTIMO CHEFE. IMPEDINDO QUE VOCÊ CONSIGA ZERAR O GAME...

DuckTales - os caçadores de aventura era uma série muito legal da Disney que acompanhava quando criança, até recomendo que assistam. Seja como for, em 1989, a Nintendo lançou o jogo da série para o antigo Nintendo 8 Bits. Da mesma maneira que foi com o clássico Wonder BoyDuckTales: Remastered é o mesmo jogo original, porém, com gráficos melhorados e sprites desenhados a mão.

Mesmo sendo um fã assíduo da série quando criança, nunca coloquei as mãos no jogo original do Nintendo (nem mesmo por emuladores), mas quando fiquei sabendo que o jogo teria uma nova versão, coloquei em meu coração colocar as mãos nele um dia. Graças a Steam, pude adquirir o jogo e, para minha própria decepção, por um bug deles, não consegui zerar o game. Aqui na Rei dos Games geralmente jogamos um game até zerá-lo para, enfim, fazer uma resenha honesta sobre ele. Só pela questão do jogo crashar quando chega no último boss (vi várias pessoas reclamando na internet sobre isso), fiquei realmente decepcionado.


Minhas impressões sobre DuckTales: Remastered

O jogo também tem problemas de compatibilidade com alguns controles de PC. Por conta disso, tive que jogar no teclado (ao invés do controle) por causa desse problema. Os botões do game são os mesmos usados na versão do NES, sem nenhuma adição. Além dos direcionais, você usa um botão para pular e outro botão para ação. Como os clássicos de plataforma, você mata os inimigos pulando em cima deles, mas em DuckTales: Remastered você precisa usar a bengala para isso, inclinando o botão de ação para Tio Patinhas bater com a bengala no ar, apontando pra baixo. O botão de ação também serve para bater em pedras que batem nos inimigos, como bater em outras coisas do cenário.

O jogo apresenta muitos personagens da série em desenho animado (não me lembro se apresenta todos os Personagens da série por muito tempo que eu não assisto), mas você joga APENAS com o Tio Patinhas durante todo o game. As fases, apesar de poucas, são enormes. Você precisa fazer certos objetivos nas fases para conseguir passar. No fim delas, há um chefe. Inicialmente, você tem uma fase onde os irmãos metralha estão invadindo seu prédio-cofre. Depois disso, você escolhe outras cinco fases, em busca de tesouros sagrados.



Durante seu percurso, você vai adquirindo pedras preciosas, que lhe dão dinheiro. Esse dinheiro servirá para comprar coisas extras no jogo (como concept arts, personagens, etc). O dinheiro coletado serve para destravar extras, e não nada que possa lhe ajudar na sua aventura. Os chefes levam muito dano para morrer, mas você aprende a passá-los de primeira ou de segunda. Aqui também é fácil morrer, devido a grande quantidade de buracos mortais que atravessam seu caminho.


Mas o PIOR DEFEITO do jogo é que ele crasha (trava tudo) quando chega no último chefe. Até hoje a CAPCOM não deu uma atualização que conserte o problema. Ao que tudo indica, esse problema só acontece com PCs com placa de vídeo da NVIDIA. Foi quase o mesmo problema de Chroma Squad, com a qual não consegui terminá-lo por conta de um bug.

O jogo custa R$29,90 na Steam

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A história do Master System

julho 20, 2020
Foto: Divulgação
O Master System foi o melhor videogame que eu tive na minha vida. Ganhei ele de presente de Natal de 1996. Ele foi o nosso segundo videogame (antes tínhamos um Dactar, versão brasileira do Atari, graças a lei de reserva de mercado). Por isso, nada mais justo que escrever sobre ele aqui no blog, visto que tenho um carinho todo especial por ele...

O Master System teve um sucesso gigantesco no Brasil, e até hoje é vendido em lojas, em "novas versões" lançadas pela Tectoy. Porém, eu não quero falar sobre essas versões novas criadas pela Tectoy, mas sim sobre quando ele estava "mais ativo" aqui no Brasil. Vamos entender um pouco sobre a história de seu lançamento.

O "crash" de 83



O crash de 1983 trouxe uma nova perspectiva no mercado e produção de jogos eletrônicos. Antes disso acontecer, o mercado de games estava na mão da Atari. A tecnologia do console de 4bits geravam jogos simples. Até aí nenhum problema. Para se ter noção da coisa, muitos jogos eram produzidos por apenas um único programador, mas também haviam máquinas de fliperamas na época, como máquinas de pinball. Aproveitando da simplicidade e tecnologia da época, muitos jogos eram feitos nas coxas, ou seja, sem se preocupar com a qualidade do produto. Com isso, muitos jogos eram criados, mas a maioria deles era uma tremenda porcaria...



Mas o basta para a má qualidade  viria com o filme E.T, de Steven Spielberg, que foi um sucesso sem precedentes nos cinemas! Aproveitando o sucesso do mesmo, um jogo de videogame baseado naquela obra seria lançado para o saudoso Atari. O jogo foi uma porcaria! O problema não foi só o jogo ser uma porcaria, mas devido a popularidade do filme, o pessoal se revoltou de vez porque a popularidade do filme foi importante para atrair as pessoas para o jogo, mas as pessoas se sentiram lesadas por gastar seus preciosos dólares em um lixo eletrônico como este!

Numa época que tínhamos jogos ruins, produzidos por poucas pessoas, as pessoas começaram a perder interesse nos jogos. Vale lembrar que a baixa popularidade nos videogames não aconteceu apenas pelo jogo porcaria do E.T, ele foi só o estopim do público para o "crash", já que as pessoas geraram a expectativa de ter um jogo pelo menos decente sobre o filme, num cenário de inúmeros jogos ruins.

O "crash" não foi todo ruim. As empresas que viriam depois, com uma tecnologia superior a do Atari (como o Master System) já entenderiam que, para agradar o público, teriam que apostar em qualidade e originalidade. A partir de 83, jogos eram criados por uma equipe, e não mais por um programador, tanto pela tecnologia nova disponível, bem como a tendência que se criou após o crash.

O primeiro Master System

SG-1000, o protótipo do Master Sytem. Foto: Divulgação

O primeiro Master System foi lançado pela SEGA no dia 15 de Setembro de 1983, no Japão, sob o nome de SG-1000. A SEGA já produzia jogos para fliperamas, sendo o SG-1000 o primeiro console da companhia. A propósito, ele foi lançado no mesmo dia que o Famicon (versão japonesa do Nintendo 8Bits, também conhecido como NES ou Nintendinho). Por conta da força da Nintendo, o SG-1000 não conseguiu bater de frente com seu concorrente.

O SG-1000 tinha um controle parecido com o do Atari, embutido no aparelho. Não era possível acoplar outro controle. Os jogos eram totalmente simples lançados entre 1983-1984, mantendo ainda a simplicidade dos jogos do Atari, mas com gráficos melhores e jogos mais originais. E falando em Atari, algumas das franquias mais famosas do Atari também aportaram aqui, com gráficos e jogabilidade mais atraentes. Um ano depois, depois do fracasso do SG-1000, a SEGA então lançaria o SG-1000II, mudando o design da primeira versão. O controle mudou, ficando com o parecido do Master System. 

SG-1000II - Divulgação
O SG-1000 e SG-1000II tiveram uma biblioteca de pelo menos 86 jogos lançados (veja a lista abaixo), com jogos de esportes e alguns relançamentos de franquias conhecidos no antigo Atari, usando a nova tecnologia deste novo console. Confira a lista abaixo:

TODOS JOGOS DO SG-1000 e SG-1000 2

1. 007 James Bond
2. Bak Panic
3. Black Onyx
4. Bomb Jack
5. Bomberman Special
6. Bordeline
7. C_So!
8. Castle
9. Chack'n Pop
10. Challenge Derby
11. Champion Baseball
12. Champion Billiards
13. Champion Boxing
14. Champion Golf
15. Champion Ice Hockey
16. Champion Hockey
17. Champion Kendou
18. Champion Pro Westrling
19. Champion Soccer
20. Champion Tennis
21. Chapionship Lode Runner
22. Choplifter
23. Congo Bongo
24. Dokidoki Penguin Land
25. Dragon Wang
26. Drol
27. Elevator Action
28. Exerion
29. Flicky
30. Flipper
31. Galaga
32. Girl's Garden
33. Golgo 13
34. GP World
35. Gulkave
36. Guzzler
37. H.E.R.O
38. Hang On II
39. Home Mahjong
40. Hustle Chumy
41. Hyper Sports
42. Knightmare
43. Legend of Kage
44. Lode Runner
45. Magical Kid Wiz
46. Mahjong
47. Monaco GP
48. Nina Princess
49. N-Sub
50. Okamoto Ayako no Match Play Golf
51. Orguss
52. Othello
53. Pacar
54. Pachinko 
55. Pachinko II
56. Pitfal II - The Lost Caverns
57. Pop Flamer
58. Q-Bert
59. Rally X
60. Road Fighter
61. Rock n' Bolt
62. Safari Hunting
63. Safari Race
64. San-nin Mahjong
65. Sega Flipper
66. Sega Galaga
67. Serizawa Hachidan no Tsumeshougi
68. Shinnyushain Toouru Kun
69. Sindbad Mystery
70. Soukoban
71. Space Armor
72. Space Invaders
73. Space Mountain
74. Space Slalom
75. Star Force
76. Star Jacker
77. Super Tank
78. Tank Batalion
79. Terebi Oekaki
80. Twinbee
81. Wonder Boy
82. Yamato
83. Yie Ar Kung Fu II
84. Zaxxon
85. Zippy Race
86. Zoom 909

Sega Mark III, o tradicional Master System


Depois do SG-1000 (lançado em 1983) e SG-1000II (lançado em 1984), a SEGA continuou apostando no seu console e, no dia 20 de Outubro de 1985, lançou o SEGA MARK III. Este console era muito superior aos seus concorrentes. Em 1987, o Sega Mark III foi rebatizado como Master System. Apesar de ser um novo lançamento, o Master System era praticamente o Sega Mark III com um novo design. No Japão não emplacou, mas ele acabou sendo bem recepcionado no Brasil, e em outros lugares.



Para ter noção da coisa, o console produziu jogos entre 1985 á 1998, tendo uma vida útil de 13 anos de lançamentos, sendo boa parte deles vindos do Brasil, criados pela Tectoy: alguns são hacks de jogos clássicos, outros são conversões de jogos que viera do Game Gaear (videogame portátil da Sega) mas outros são de própria autoria da produtora, como o clássico Street Fighter II e o horroroso Mortal Kombat III. Ao todo, o Master System teve uma biblioteca de 334 jogos lançados.

Algumas versões da Tectoy (Clássicas)

A Tectoy era uma empresa de brinquedos que fabricou o Master System para o Brasil. Além de alguns jogos e conversões trazidos ao console, a empresa também modificou o aparelho. Basicamente, durante a "era de ouro do Master System no Brasil", a empresa publicou três versões do console. Confira abaixo:

1989 (Master System): veio com dois jogos do SG-1000 na memória (Hang On e Safari Hunter), e dois controles na caixa.
1991 (Master System II): veio com Alex Kid in Miracle World na memória, e 1 controle.

1992 (Master System III Compact): versão melhorada do Master System, menor e com uma tampa protetora de cartucho. Haviam várias variações de jogos na memória, mas a grande sacada da empresa foi oferecer a versão com o jogo Sonic the Hegdehog na memória.

Pessoal, aqui foi um resumo da história de um dos videogames mais fantásticos que já conheci, que marcou minha infância.

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