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sábado, 11 de março de 2023

Como o World Heroes 2 do Super Nintendo só me deu boas lembranças

março 11, 2023

Na minha análise sobre Fatal Fury 2 de Mega Drive, revelei que conheci este e outros jogos em uma locadora perto da minha casa, na qual, era focada em jogos de luta. E dentre os seus títulos, World Heroes 2 foi um dos que eu mais joguei, tanto, que meu irmão e eu, amávamos seus personagens da mesma maneira em que nos outros jogos mais conhecidos, como Mortal Kombat, Street Fighter, etc. 


Não sei se você sabe, mas as pessoas que escrevem este blog são irmãos gêmeos. Gêmeos cujo sempre se "identificava" com um personagem rival do outro. O pior é que não era nada combinado! Por exemplo, ao jogar o primeiro MK, logo assumi ser o Sub-Zero e meu irmão, o Scorpion... já no SF2, assumi o Ryu e meu irmão, o Ken. (Acho que a única vez que isso não ocorreu em um jogo de luta foi no Fatal Fury, mas nos demais, sempre foi assim!). E isso parece envolver até personagens femininos, como minha preferência por Kitana e meu mano, por Mileena.


E dentre tais rivalidades, em World Heroes 2 temos dois ninjas que são na prática, um Ryu e Ken daquele jogo. Ninjas que possuem os mesmos golpes, mas que são personagens a parte. Que são Hanzo e Fuuma, cujo me assumi como Hanzo e meu irmão, com o outro, é claro. Além disso, Fuuma também foi uma das grandes inspirações que tive para criar Nakan, personagem da minha HQ que possui um site próprio e um RPG de mesa publicado, cujo escrevi uma análise um pouco suspeita sobre ele aqui.

Créditos ao artista, cujo clicando na imagem, você será direcionado ao perfil do mesmo

Apesar de gostarmos dos rivais, a gente jogou muito com os outros personagens. O engraçado é que quando conheci Charlotte do Samurai Shodown 2 no fliperama que ficava na rua onde morava minhas tias, cujo mencionei na análise de Samurai Shodown 2, acreditava ser a Janne do World Heroes 2. Mas voltando a falar dessa locadora, uma curiosidade engraçada é que o tio que era o dono do mesmo, do nada, só colocava esse jogo para jogar se a gente dissesse que queria o "Mundo dos Heróis". Me lembro como se fosse ontem, lá pelos meus 8 anos de idade ser obrigado a falar: "Põe o Mundo dos Heróis" e ouvir o cara me dizer: "aí sim, você está falando certo" (e eu naquele pensamento de criança: que diferença faz falar isso?).


COMO O JOGO FUNCIONA?

Semelhante a qualquer outro jogo de luta de seu tempo. Porém, em vez de termos quatro botões para Fatal Fury ou seis para Super Street Fighter 2, aqui tínhamos apenas soco e chute. Poderíamos configurar um terceiro botão que seria a provocação (o que seria um charme a mais para The King of Fighters nos anos seguinte). Os comandos são simples, mas... há um diferencial: se você bloquear um ataque a longa distância no momento em que irá recebê-lo, você o devolve para quem o lançou (o que é bem da hora!)


Há dois modos de jogo: o normal, que é aquele que conhecemos e que tem todo jogo do ramo. E o modo de sobrevivência, que como o próprio nome diz, você deve sobreviver. Existe apenas uma barra de energia e os participantes devem se agredir evitar as armadilhas para que o seu lado da barra fique maior que do outro. Mesmo que a barra do oponente se esgote, ele ficará tonto! Quem tiver menos barra no final da contagem, perde. Apesar de ser original, não é muito atrativo (eu mesmo, passava longe quanto criança).


MINHA MÃE FICOU PREOCUPADA COM A GENTE POR CAUSA DE WORLD HEROES 2

Na rua da locadora onde a gente jogava, também vendia litros de leite. Assim, era comum a gente ter que ir na pessoa que vendia e dá uma passadinha na locadora para ver se alguém estava jogando. Como nesse estabelecimento as pessoas sempre iam com amigo para jogar contra, era muito raro, alguém pagar para jogar modo arcade sozinho. Isso era raríssimo por lá. Mas houve um dia, em que a gente com a garrafa de leite na mão, encontramos um sujeito jogando o modo arcade e pelo visto, já estava longe.


A gente nem tinha dez anos na época. Só me lembro de ter pensando em assistir duas lutas e depois ir embora. O problema, é que o garoto que estava jogando tinha chegado no final do jogo e então, ficamos para ver ele zerar. O interessante, é que no estágio da Itália, tinha uma estátua que após vencer o último lutador (que é uma estátua de gesso e assim como Shang Tsung fazia nos primeiros MK, assumia a forma e os golpes de qualquer outro lutador), o estádio ficou todo destruído, incluindo a estátua. Na minha imaginação de criança, o Boss final estava dentro daquela estátua...

Assim, o garoto zerou ... só que estava de noite. Tinha passado muito mais tempo e a gente deixou nossa mãe preocupada para caramba com a gente. Tanto que ela apareceu lá na locadora!


ESSE JOGO TEM UMA HISTÓRIA?

World Heroes 2 é uma adaptação para o Snes de um jogo de Arcade de SNK. Segundo o blog Nintendo Blast, um cientista chamado Dr.Brown, trouxe pessoas de diferentes eras da história para competir em um torneio. Caso você queira conhecer melhor a versão de arcade, incluindo até sua versão para a Nintendo Switch, recomendo que leia o artigo deles World Heroes 2 é um jogo de luta inovador.

Essa é a estátua do estágio da Itália.

Estágio da Itália quando surge o chefão final, Dio.

sexta-feira, 10 de março de 2023

Samurai Shodown 2 é um dos melhores games de luta, mas o modo arcade...

março 10, 2023

Na postagem anterior, falei sobre como Fatal Fury Special me apresentou o universo da SNK. Universo na qual, nos anos seguintes seria bem presente na minha vida. Principalmente, ao conhecer o mundo dos fliperamas, já que nos anos 90, era muito comum em muitos estabelecimentos possuírem uma ou mais dessas máquinas e como era bem pequeno, não poderia ir com muita frequência a tais locais. 


Mas, existia um estabelecimento que era dedicado a máquinas de fliperamas no bairro onde morava minhas tias. O engraçado, é que tenho duas tias que moravam na mesma rua (na Pavuna, Rio de Janeiro) e entre as casas de uma tia a outra, possuía o tal estabelecimento com diversas máquinas de fliperama (tinha até sinuca também, acho que era um bar). E por ser na rua de nossas tias, toda vez que a gente iria visitá-las ou passar alguns dias, era comum passar tardes com meu irmão lá (não só jogando, como também, assistindo os outros a jogarem).


Foi lá que conhecemos muitos jogos que nos tornaríamos fãs futuramente. Incluindo nosso primeiro encontro com The King of Fighters 94 e 95 além de outros games (incluindo Samurai Shodown 2).


Minha grande lembrança em relação ao Samurai Shodown 2, foi quando estava indo a algum lugar com meu pai e lá tinha uma máquina. Meu velho pagou uma ficha para mim e ao tentar escolher Haomaru, o jogo cortou o tempo e acabou escolhendo Gen-An para mim. Como criança, achei um desaforo (pois queria ser o "samurai boladão" e estava agora, jogando com um monstro). Porém, ao jogar estrategicamente (usando apenas os socos e chutes, sem golpe especial algum, pois não entendia o conceito de criar uma meia-lua) - passei dois estágios e quase ganhei no terceiro, perdendo por pouco no terceiro round para o velho do Nicotine.


Apesar de ter perdido na terceira fase, eu fiquei muito animado. E Gen-Ai ficou sendo um dos meus personagens preferidos e o que me motivou a comprar uma versão comercial do jogo anos depois (já velho, :D). Porém, a versão vendida na Gog era apenas um pega-trouxa e eu até escrevi uma postagem a respeito disso, leia Kof 2000 e outros títulos da SNK na Gog são de péssima qualidade caso queira saber melhor.

Por sorte, a Epic Games me ofereceu a versão comercial de todos os jogos da série, mas em minha resenha, tive que usar emulador mesmo. O meu pc não aguenta essa versão colection do jogo. Se você tem um pc mais ou menos, leia Está pensando em comprar Samurai Shodown na Epic Games? Veja este aviso para poder não comprar e se arrepender depois.


O MELHOR JOGO DOS SAMURAIS

Com certeza, Samurai Shodown 2 é um dos melhores jogos da franquia. Representa muito bem o clima de um duelo de Samurais. Aqui como qualquer outro jogo da SNK, você possui quatro botões, dois para "soco/espada" e dois para chutes.


A mecânica é bem mais estratégica. Você deve antecipar o seu oponente para acertá-lo com um ataque preciso. Além disso, há ocasiões no jogo onde os lutadores pressionam suas espadas e um deles deixará a sua arma cair. Ficando desarmado e tendo que pegar sua arma para poder lutar "normalmente". Outra coisa interessante, é que algum evento na fase pode fazer cair comida na arena, cujo recupera um pouco do sangue de quem o pegar. E esse é um problema ao jogar no modo arcade.


O PÉSSIMO MODO ARCADE

Enquanto apresenta mecânicas interessantes, o modo arcade consiste em ser pior que o do Mortal Kombat. Para fazer essa resenha, baixei um emulador para poder jogar (uma vez que meu pc não aguenta a versão comercial que tenho) e coloquei meu arcade para ter a mesma experiência de moleque e o que eu tive? Raiva, frustração e muita reclamação enquanto tentava jogar.

Mandei um golpe do Genjuro mas olha a distância que ela me acertou e não tomou dano da minha espada. A mina entrou dentro da minha espada e me matou com uma rasteira sem nenhuma hitbox.

Por que? Porque o jogo possui uma IA que fará de tudo para que você perca. 


Como o jogo é estratégico, entendo que devemos pensar onde bater e entender que é um "duelo", só que a CPU sempre ganha. Uma das fichas que eu perdi, usei um golpe do lutador Jubei que ele fica ficando a espada várias vezes e a Nakoruru pulou em cima e recebeu o dano com um chute, o meu personagem que estava fincando duas espadas deu dano nela, mas ELA DEU MAIS DANO DO QUE EU e perdi!(?)


Sobre o negócio de cair comida na arena... a máquina sempre vai conseguir na maioria das vezes. Ela está na defensiva e do nada, cai a comida em cima dela; Aqui há um sistema que na medida que apanhamos, podemos encher o nosso "POW" e com isso, aparece um comando de um ataque especial. O legal é que se você acertar isso, você quebra a arma do oponente - que deverá jogar desarmado por um tempo até que outra arma para ele caia. Ao jogar contra o Galford com o Gen-An, acertei esse comando nele, e o mesmo perdeu a arma - só que ao terminar de apanhar do meu especial, ainda antes de cair, o jogo deu comida para ele se recuperar.

Além disso, a CPU toda hora te agarra. Só chegar perto e você é agarrado. Desisti de jogar contra Charlotte por causa disso. Teve um round que ela só me venceu dando agarrão. Assim, fica difícil se divertir no modo arcade - e olha que não consegui passar da terceira fase. Mesmo pegando continues, vencia um round e era massacrado no outro ou no terceiro. O que acaba com a experiência do jogo, já que como vou querer evoluir num jogo assim? Em qualquer The King of Fighters eu zero com uma ficha, até no nível 8. No Mortal Kombat, mesmo perdendo fichas, posso chegar no final. Aqui não, é sempre alguma mutreta para poder dar uma vantagem ao personagem da máquina.


Recomendo muito esse jogo para jogar com os amigos, mas o modo arcade... passe longe!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

A história do Master System

julho 20, 2020
Foto: Divulgação
O Master System foi o melhor videogame que eu tive na minha vida. Ganhei ele de presente de Natal de 1996. Ele foi o nosso segundo videogame (antes tínhamos um Dactar, versão brasileira do Atari, graças a lei de reserva de mercado). Por isso, nada mais justo que escrever sobre ele aqui no blog, visto que tenho um carinho todo especial por ele...

O Master System teve um sucesso gigantesco no Brasil, e até hoje é vendido em lojas, em "novas versões" lançadas pela Tectoy. Porém, eu não quero falar sobre essas versões novas criadas pela Tectoy, mas sim sobre quando ele estava "mais ativo" aqui no Brasil. Vamos entender um pouco sobre a história de seu lançamento.

O "crash" de 83



O crash de 1983 trouxe uma nova perspectiva no mercado e produção de jogos eletrônicos. Antes disso acontecer, o mercado de games estava na mão da Atari. A tecnologia do console de 4bits geravam jogos simples. Até aí nenhum problema. Para se ter noção da coisa, muitos jogos eram produzidos por apenas um único programador, mas também haviam máquinas de fliperamas na época, como máquinas de pinball. Aproveitando da simplicidade e tecnologia da época, muitos jogos eram feitos nas coxas, ou seja, sem se preocupar com a qualidade do produto. Com isso, muitos jogos eram criados, mas a maioria deles era uma tremenda porcaria...



Mas o basta para a má qualidade  viria com o filme E.T, de Steven Spielberg, que foi um sucesso sem precedentes nos cinemas! Aproveitando o sucesso do mesmo, um jogo de videogame baseado naquela obra seria lançado para o saudoso Atari. O jogo foi uma porcaria! O problema não foi só o jogo ser uma porcaria, mas devido a popularidade do filme, o pessoal se revoltou de vez porque a popularidade do filme foi importante para atrair as pessoas para o jogo, mas as pessoas se sentiram lesadas por gastar seus preciosos dólares em um lixo eletrônico como este!

Numa época que tínhamos jogos ruins, produzidos por poucas pessoas, as pessoas começaram a perder interesse nos jogos. Vale lembrar que a baixa popularidade nos videogames não aconteceu apenas pelo jogo porcaria do E.T, ele foi só o estopim do público para o "crash", já que as pessoas geraram a expectativa de ter um jogo pelo menos decente sobre o filme, num cenário de inúmeros jogos ruins.

O "crash" não foi todo ruim. As empresas que viriam depois, com uma tecnologia superior a do Atari (como o Master System) já entenderiam que, para agradar o público, teriam que apostar em qualidade e originalidade. A partir de 83, jogos eram criados por uma equipe, e não mais por um programador, tanto pela tecnologia nova disponível, bem como a tendência que se criou após o crash.

O primeiro Master System

SG-1000, o protótipo do Master Sytem. Foto: Divulgação

O primeiro Master System foi lançado pela SEGA no dia 15 de Setembro de 1983, no Japão, sob o nome de SG-1000. A SEGA já produzia jogos para fliperamas, sendo o SG-1000 o primeiro console da companhia. A propósito, ele foi lançado no mesmo dia que o Famicon (versão japonesa do Nintendo 8Bits, também conhecido como NES ou Nintendinho). Por conta da força da Nintendo, o SG-1000 não conseguiu bater de frente com seu concorrente.

O SG-1000 tinha um controle parecido com o do Atari, embutido no aparelho. Não era possível acoplar outro controle. Os jogos eram totalmente simples lançados entre 1983-1984, mantendo ainda a simplicidade dos jogos do Atari, mas com gráficos melhores e jogos mais originais. E falando em Atari, algumas das franquias mais famosas do Atari também aportaram aqui, com gráficos e jogabilidade mais atraentes. Um ano depois, depois do fracasso do SG-1000, a SEGA então lançaria o SG-1000II, mudando o design da primeira versão. O controle mudou, ficando com o parecido do Master System. 

SG-1000II - Divulgação
O SG-1000 e SG-1000II tiveram uma biblioteca de pelo menos 86 jogos lançados (veja a lista abaixo), com jogos de esportes e alguns relançamentos de franquias conhecidos no antigo Atari, usando a nova tecnologia deste novo console. Confira a lista abaixo:

TODOS JOGOS DO SG-1000 e SG-1000 2

1. 007 James Bond
2. Bak Panic
3. Black Onyx
4. Bomb Jack
5. Bomberman Special
6. Bordeline
7. C_So!
8. Castle
9. Chack'n Pop
10. Challenge Derby
11. Champion Baseball
12. Champion Billiards
13. Champion Boxing
14. Champion Golf
15. Champion Ice Hockey
16. Champion Hockey
17. Champion Kendou
18. Champion Pro Westrling
19. Champion Soccer
20. Champion Tennis
21. Chapionship Lode Runner
22. Choplifter
23. Congo Bongo
24. Dokidoki Penguin Land
25. Dragon Wang
26. Drol
27. Elevator Action
28. Exerion
29. Flicky
30. Flipper
31. Galaga
32. Girl's Garden
33. Golgo 13
34. GP World
35. Gulkave
36. Guzzler
37. H.E.R.O
38. Hang On II
39. Home Mahjong
40. Hustle Chumy
41. Hyper Sports
42. Knightmare
43. Legend of Kage
44. Lode Runner
45. Magical Kid Wiz
46. Mahjong
47. Monaco GP
48. Nina Princess
49. N-Sub
50. Okamoto Ayako no Match Play Golf
51. Orguss
52. Othello
53. Pacar
54. Pachinko 
55. Pachinko II
56. Pitfal II - The Lost Caverns
57. Pop Flamer
58. Q-Bert
59. Rally X
60. Road Fighter
61. Rock n' Bolt
62. Safari Hunting
63. Safari Race
64. San-nin Mahjong
65. Sega Flipper
66. Sega Galaga
67. Serizawa Hachidan no Tsumeshougi
68. Shinnyushain Toouru Kun
69. Sindbad Mystery
70. Soukoban
71. Space Armor
72. Space Invaders
73. Space Mountain
74. Space Slalom
75. Star Force
76. Star Jacker
77. Super Tank
78. Tank Batalion
79. Terebi Oekaki
80. Twinbee
81. Wonder Boy
82. Yamato
83. Yie Ar Kung Fu II
84. Zaxxon
85. Zippy Race
86. Zoom 909

Sega Mark III, o tradicional Master System


Depois do SG-1000 (lançado em 1983) e SG-1000II (lançado em 1984), a SEGA continuou apostando no seu console e, no dia 20 de Outubro de 1985, lançou o SEGA MARK III. Este console era muito superior aos seus concorrentes. Em 1987, o Sega Mark III foi rebatizado como Master System. Apesar de ser um novo lançamento, o Master System era praticamente o Sega Mark III com um novo design. No Japão não emplacou, mas ele acabou sendo bem recepcionado no Brasil, e em outros lugares.



Para ter noção da coisa, o console produziu jogos entre 1985 á 1998, tendo uma vida útil de 13 anos de lançamentos, sendo boa parte deles vindos do Brasil, criados pela Tectoy: alguns são hacks de jogos clássicos, outros são conversões de jogos que viera do Game Gaear (videogame portátil da Sega) mas outros são de própria autoria da produtora, como o clássico Street Fighter II e o horroroso Mortal Kombat III. Ao todo, o Master System teve uma biblioteca de 334 jogos lançados.

Algumas versões da Tectoy (Clássicas)

A Tectoy era uma empresa de brinquedos que fabricou o Master System para o Brasil. Além de alguns jogos e conversões trazidos ao console, a empresa também modificou o aparelho. Basicamente, durante a "era de ouro do Master System no Brasil", a empresa publicou três versões do console. Confira abaixo:

1989 (Master System): veio com dois jogos do SG-1000 na memória (Hang On e Safari Hunter), e dois controles na caixa.
1991 (Master System II): veio com Alex Kid in Miracle World na memória, e 1 controle.

1992 (Master System III Compact): versão melhorada do Master System, menor e com uma tampa protetora de cartucho. Haviam várias variações de jogos na memória, mas a grande sacada da empresa foi oferecer a versão com o jogo Sonic the Hegdehog na memória.

Pessoal, aqui foi um resumo da história de um dos videogames mais fantásticos que já conheci, que marcou minha infância.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Porque Yu Yu Hakusho - Tokubetsu Hen é um dos melhores da franquia

julho 14, 2020

Quem fez parte da "geração Manchete" sabe o quão era emocionante Yu Yu Hakusho. O anime baseado no mangá de Yoshihiro Togashi estava em alta no melhor momento da emissora, que hoje só vive em nossas lembranças. Acredito que devemos muito a Rede Manchete por nos trazer animes maravilhosos e nos apresentado ao mundo dos super-heróis japoneses.

Para os fãs da saga de Yusuke Urameshi (um dos meus personagens preferidos de todos os animes), o primeiro torneio das trevas é a melhor história envolvendo o detetive espiritual. Mas trazer isso para o jogo, não era muito fácil. Mas todos ficavam felizes em incarnar seus personagens favoritos em jogos de luta, até que em 1994, a Nanco lança algo totalmente fora do padrão: o Yu Yu Hakusho: Tokubetsu Hen


Ao traduzir a palavra que da nome ao jogo, ele diz ser ESPECIAL, o que de fato é. O game joga fora tudo o que sabemos sobre jogos de luta, com rounds, comandos direcionais e macetes, para trazer um jogo simples e que proporciona horas e mais horas de diversão. Diferente dos jogos de luta da turma de Urameshi lançada antes, não há um modo história ou algo do tipo: pois o jogo é focado apenas em combate, que é num formato totalmente original e que transporta as lutas do anime para o videogame. O que na minha opinião, o torna como um dos melhores jogos da franquia (ou senão o melhor).

Nele, você pode jogar contra a CPU ou um amigo, decidindo se vai ser combate 1 vs 1 ou por trios (assim como The King of Fighters). No caso de equipes, você tem a opção de escolher quem vai primeiro, de modo a apertar um botão para o adversário não saber quem você escolheu (a mesma coisa foi implementada na série KOF só no 2k2!)

Com a tela dividida entre dois jogadores, você deverá tomar uma decisão rápida para fazer um movimento antes do seu adversário. Para isso, basta ir para um dos lados do direcional e apertar um dos quatro botões do super nintendo. Cada um deles faz alguma coisa, e como na série os personagens possuem diversas técnicas, dá pra imaginar o quão épica serão tais combates. 


Após fazer um movimento, o jogo vai mostrar em animação o resultado. Indo para cima e apertando um dos quatro botões, oferece algum buff para o personagem, ou transformação (caso ele tenha), mas apertando o X, você salta - o que impede se ser pego por ataques corpo a corpo; Indo para trás e apertando algum botão, você usa alguma técnica de bloqueio ou decide bloquear; Indo para frente e apertando algum botão, você oferece um ataque corpo a corpo e caso decida ir para baixo e apertar algum botão, você usará uma das técnicas ofensivas do personagem.

Cada botão oferece uma ação diferente, que pode gastar parte da sua energia (uma barra dourada abaixo) que serve para usar seus poderes. Ataques corpo a corpo não gastam essa barra e serão essenciais quando você não tem energia e precisará acertar o oponente para restabelece-la; Já a barra azul, seria como o fôlego do personagem, que pode ser vítima de técnicas que a reduzem ou perde-la totalmente ao tentar saltar e receber um golpe em cheio, desmaiando.


Quando o personagem desmaia, ele se levanta e a única coisa que tem a fazer é suportar o ataque gratuito que irá receber do adversário. Por essa gama de opções que pode haver numa luta e situações onde dois poderes se chocam e podem se anular ou acertar um dos envolvidos, é o que fazem ser um dos melhores jogos de anime já lançados para o Super Nintendo. Não sei se este jogo existe em uma versão traduzida para o inglês, pois sempre joguei com a rom japonesa.

A princípio, muitos não entendem como funciona a esquiva deste jogo. Me lembro muito bem que meu irmão não entendia como funcionava e até alguns garotos de uma oficina de informática numa escola que eu participava, mas é simples. Dependendo da sua posição, você vai se esquivar ou não. Quando você faz sua ação, a única coisa a fazer é apenas observar - o personagem vai se esquivar ou não dependendo de como foi o ataque e também, por um pouco de sorte. Depois que você entende isso, o jogo se torna fácil.


Me lembro que o único que entendia esse negócio da defesa, era um primo meu. Na qual, já passamos até uma tarde inteira jogando. Me lembro de uma luta, acho que foi a mais difícil que já tive - que durou muito além do normal (não sei o tempo exato, mas demorou muito). Estava jogando com o Yusuke e após usarmos todos os poderes possíveis, a única opção era atacar com os punhos. Praticamente, não havia mais sangue conosco, ou seja, quem levasse o golpe, perderia o jogo. E foram alguns troca de tapas e nenhum deles era acertados, até que venci.

Nunca me esqueci dessa luta por causa da emoção que ela gerou, e como não há tempo neste jogo - perde aquele que cair na arena, da mesma forma que o torneio da trevas.

O jogo é baseado na melhor fase do anime, mas possui personagens do arco seguinte.

Vale a pena conferir!

domingo, 3 de maio de 2020

Como Doom 2 revolucionou toda a franquia

maio 03, 2020

Na minha análise sobre The Ultimate Doom, falei um pouco da história e também um documentário criado pelo 'Canal do Videogame' falando sobre como foi produzir um dos jogos mais jogados da história. Aquele que popularizou os jogos nos computadores, ainda no ano de 1993.

Sucesso que foi além do esperado, tornando o jogo até mais famoso que o próprio Windows. (Está certo que o programa da Microsoft não era tão popular como hoje, mas fazer Bill Gates usar o jogo para produzir o Windows - demonstra-se toda a força que a franquia conquistou em seu primeiro game.) Tal status exigiu que uma sequência deveria ser produzida, e após um ano após o lançamento de Doom, temos Doom 2: Hell of Earth.

A história não era muito original.


Após os eventos do jogo anterior, Doomguy volta para a Terra mas percebe que a mesma está dominada por demônios. Assim, deve ele levar alguns poucos sobreviventes para o único espaçoporto do planeta a fim de salvar a humanidade. Tal enredo ganhou uma nova roupagem no novo Doom Eternal (lançado no mesmo ano em que foi escrito esta postagem).

Diferente do jogo anterior, em Doom 2, as fases não são divididas em capítulos. Fórmula que foi adotada nos jogos seguintes da série clássica! E também o que me faz jogar mais esta versão, do que a primeira - pois não temos a necessidade de começar o jogo tudo de novo quando se muda o capítulo. Permanecendo com as mesmas armas de sempre!

O esquema do estágios continua o mesmo, você está cercado de soldados possuídos, almas perdidas, cacodemons, imps e outras criaturas satânicas vindas do inferno com o objetivo de te levar pra lá. A mudança mais notável (além do sistema de fases, que não há mapas e não é divididos em capítulos!) seria a estreia de novos monstros, no caso: o revenant (um esqueleto que lança foguetes e gosta de socar seu oponentes); Pain Elemental (considerado por mim como o segundo monstro MAIS CHATO o jogo, pois é uma versão diferente de Cacodemon, mas que só ataca soltando almas perdidas - e quando morre, solta algumas delas!); Aracnotron (uma versão miniatura da chefe Spider Mastermind); Hell Knights (versão alternativa dos Barões do Inferno); Mancubus (um monstro com armamento pesado) e Arc-Vile (o monstro mais casca grossa o jogo, pois faz seu personagem pegar fogo, invocar outros monstros além do poder de trazê-los a vida novamente).


Também tivemos a estreia do soldado possuído que usa metralhadora pesada!

O jogo conta com 30 estágios jogáveis e dois secretos (baseados no primeiro grande sucesso da produtora: Wolfestein 3D). Além disso, o game apresenta fases maiores e de campo aberto, fazendo o jogador ter liberdade ao enfrentar as hordas infernais que vão para cima deles. As versões originais (Steam ou Gog), não possuem suporte para multiplayer a menos que você entenda de Dosbox (OBS: nossa intenção é que você compre O MATERIAL ORIGINAL, assim como tenho o jogo) - então, recomendamos que você compre este o jogo e utilize seu arquivo .WAD caso queira usa-lo com programas mais modernos, como Zadronum ou GZDoom!.

Uma versão online e via coop pode ser adquirida através desses novos programas já citados, tanto, que já explicamos como utilizar programas de gerador de fases para Doom aqui no blog (software que não funciona nas versões clássicas que estão a venda, ok?) A vantagem disso é que as sprites e os estágios já estão portados em HD, o que não acontece com o nosso querido joguinho original de 93. Como fã da franquia, jogo as mesmas tanto pelo clássico como pelas versões em HD com mods (Tipo Brutal Doom, que deixou tudo mais moderno e violento!)


Doom 2 não apresenta músicas tão marcantes como a do primeiro jogo. Li em algum lugar que seu lançamento teria sido criticado por não haver nenhuma invocação (praticamente pegaram tudo do primeiro jogo e apenas adicionaram material novo). Por exemplo, deveria apresentar-se uma evolução no game, tipo a mudança de Wolfestein pro Doom, por exemplo - que teve uma engine totalmente melhorada e que foi explicada em detalhes no documentário compartilhado na nossa análise de The Ultimate Doom.

Mesmo assim, não dá pra negar que foi através dele que a franquia resiste. Afinal, Final Doom e Master Levels Doom 2 funcionam como se fossem mods dele. Novidades em relação a monstros só foram aparecer em 2004, no lançamento de Doom 3 e numa roupagem totalmente diferente de que conhecemos.


Para encerrar essa postagem, vale lembrar de Icon of Sin, ou "Ídolo do Pecado" como foi nomeado em Doom Eternal. Me deu uma satisfação enorme em vê-lo nesta nova versão do Doom 2 que foi lançada em 2020 - principalmente por trazer de volta o velho Doomguy! Este chefão foi um daqueles que só conseguir matá-lo de forma honesta depois de velho. Acho que a maioria fez isso usando IDCLIP (macete para dar o poder de atravessar paredes) e encontrar a cabeça de Jonh Romero (um dos criadores de Doom) cujo é lembrado até hoje por este meme.


Tenho a total satisfação de anunciar que consegui vencê-lo na marra (salvando duas ou três vezes) porque só jogo os clássicos no modo ULTRA VIOLENCE!

Icon of Sin aparece nos dois jogos de Final Doom, cujo também já fizemos uma análise no blog!

O jogo custa 9 reais na Steam e é satisfação garantida, pois ainda tem sistema de nuvem.

Compre abaixo pelo link:

https://store.steampowered.com/app/2300/DOOM_II/

OBS: ao usar a versão da Steam, o jogo pode se tornar embaçado caso você estiver usando um monitor moderno. Mas não se preocupe, assista esse vídeo que ele explica como mudar a programação para jogar sem problema algum. (OBS: as versões de Doom na gog já estão configuradas para rodar esses jogos em monitores white screen)

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Rei dos Games é um site destinado a falar tudo sobre videogames (jogos antigos), RPGs de mesa e board games. Além disso, trazemos tutoriais, dicas, cheats de quem realmente experimentou essas mídias, trazendo também boas recomendações.


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