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domingo, 31 de outubro de 2021

Catacomb 3D: Descent, o pai de Wolfenstein 3D

outubro 31, 2021


Wolfenstein 3D foi o pai dos jogos de tiro e dos clássicos Doom e Quake. No entanto, antes de Jhon Carmack e Jhon Romero chegarem onde chegaram na evolução do gênero do jogos de tiro, eles começaram uma série de testes. 

Primeiro, em 1991, criaram seu primeiro jogo com essa proposta 3D: Hovertank 3D, que utilizava uma técnica que seria utilizada nos jogos que vinham depois, conhecida como Ray Casting. Um ano depois, traziam um jogo bem mais completo, que seria o terceiro de uma franquia que eles já tinham dentro da Id Software.

Aplicando conhecimento em uma das suas franquias...

Como jogadores e fãs de Dungeons & Dragons, o pessoal da Id Software (ou pelo menos Jhon Carmack e Jhon Romero) criaram uma série de jogos conhecida como Catacomb, onde você controlava um mago numa masmorra. As duas primeiras versões do jogo não eram 3D, e são conhecidas como Catacomb e The Catacomb.

Com a experiência que eles ganharam ao criar Hovertank 3D, eles então tentaram criar "uma versão 3D" do seu clássico Catacombs, que agora seria conhecido como Catacomb 3D: Descent. A série Catacomb 3D seria de grande utilidade para, um ano depois, a criação do clássico Wolfenstein 3D.



Um pouco sobre Catacomb 3D: Descent

Em Catacomb 3D: Descent você continua controlando um mago em uma masmorra cheia de monstros. Eu não cheguei a zerar esta versão, e onde eu joguei, só encontrei goblins e trolls para enfrentar. Diferente de Wolfenstein, você aqui não tem munição. Seu mago dispara bolas de fogo ao atirar, e tem a opção também de aumentar o dano desse tiro se segurar o botão. Assim como em Wolf3D, há a cara do personagem olhando para você na tela, e a mesma vai sendo modificada com dano recebido. Enquanto no jogo de matar nazistas você vê B.J. Blazkowicz ficando ensanguentado, aqui você vê a cara do Mago ficando esquelética, como se fosse a morte.

Embora não pegue armas aqui, você pode encontrar pergaminhos com Magias e também poções, que recuperam seus Pontos de Vida perdidos. O jogo, por ser uma experiência nova, tem fases muito repetitivas, onde você precisa encontrar chaves coloridas. Uma das coisas que não me deram vontade de continuar (e terminar esse game) é porque o jogo não tem uma progressão de fases certa: você vai da fase 1 ao 7 normalmente, e depois disso, precisa ficar voltando para uma sequência de fases (igual na série Catacomb) que não deu vontade de chegar no fim.

Outra coisa interessante aqui é que o jogo, apesar de ser 3D, usa a mesma engine criada para os jogos Commander Keen Episode 4 - Secret of the Oracle e Commander Keen Episode 5 - The Armageddon Machine, com o mesmo menu principal e também a mesma música.

Para quem quiser ter esse jogo na coleção, o jogo está em uma coletânea especial na GOG, que também inclui Dangerous Dave.

Catacombs Pack (GOG) (R$11,99)

sábado, 13 de março de 2021

O clássico Dangerous Dave (de Jhon Romero)

março 13, 2021
O grande diferencial do blog "Rei dos Games" é mostrar jogos de todas as épocas possíveis. Demorei muitas horas para chegar ao final deste, e depois de terminá-lo, quero dar minhas considerações a ele. Conheçam agora o clássico Dangerous Dave, criado por Jhon Romero.



Jogo criado pelos mesmos criadores de Doom

Jhon Romero é um criador de jogos para computador, sendo responsável pela criação de clássicos como Wolfenstein 3D e Doom, além do fraquíssimo Daikatana (que ainda vamos resenhar aqui no blog). Antes da ID software ser criada, a equipe por trás do pai dos FPS trabalhou em muitos outros jogos de plataforma, que era tendência na época, como Commander Keen. Eles trabalhavam na empresa Sofidisk e fizeram alguns jogos antes de criarem sua própria empresa, que se chamaria Id Software.

Dangerous Dave foi lançado em 1988 para MS-DOS e Apple II inicialmente. O objetivo do jogo é passar dez fases simples. Sim, o jogo contém apenas dez pequenas fases, mas você vai demorar MUITAS HORAS até descobrir as manhas de cada uma. Eu acho que demorei umas 7 ou 8 horas para conseguir terminar esse jogo. Isso acontece porque não basta encontrar o caminho (a porta de saída) e encontrar uma manha para ela, mas precisa encontrar uma taça dourada, que funciona como uma espécie de chave, para poder avançar ao próximo nível.

Na sua aventura você pode pegar uma Gun (Pistola), que é usada para matar os inimigos. E também temos o Jetpack, que é um impulsionador a jato, que você precisa usar para sobrevoar algumas áreas. O jogo, por ter sido lançado em 1988, tem um visual estranho e pobre, e uma física totalmente estranha, especialmente quando o jogador controla a queda. Isso não chega a ser um problema tão ruim, porque o jogo é bem divertido e você aprende a lidar com isso (a física do jogo). Além das dez fases, você ainda pode encontrar quatro áreas secretas, chamadas de WarpZones, onde podem ganhar mais pontos. Pontos aqui são importantes para comprar vidas, o que é muito fácil perder aqui. Cada 20 mil pontos lhe oferece uma vida extra.

Inspiração em Super Mario Bros

Repare como a capa de Dangerous Dave é semelhante ao primeiro Super Mario Bros

De acordo com o Wikipédia, a Dangerous Dave nasceu como uma inspiração do clássico Super Mario Bros, e ele tem até visual parecido com o primeiro jogo da série, lançado para o Nintendinho, em 1983. A primeira versão do jogo foi lançado para a revista UpTime. Depois, uma versão veio junto com a primeira edição de Catacomb, jogo medieval criado por Jhon Carmack.

Dangerous Dave deu uma origem a uma série de jogos, que devem ser resenhadas aqui no blog muito em breve. A primeira versão do game (esta que resenhei) pode ser encontrada no pacote de jogos Catacomb, vendidos na Gog. O jogo está dentro de Catacomb (1989).

Minha conclusão: é um jogo MUITO divertido e desafiador, como a tendência dos jogos de plataforma dos anos 80-90. Gostei muito desse jogo.

Pacote Catacomb 3D por R$11,99 na Gog

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

The Catacomb, a sequência do clássico exploração de masmorras

fevereiro 25, 2021

The Catacomb  (originalmente chamado de Catacomb 2) é sequência direta de Catacomb, jogo de exploração de Jhon Carmack e, que daria sequência à Catacomb 3D, jogo que seria de vital importância para a produção de outros clássicos FPS da Id Software.

E o que mudou de ambas versões?!

Aqui no blog já fizemos uma matéria sobre o primeiro jogo da série. Em The Catacomb, temos praticamente o mesmo sistema de jogo, com algumas poucas mudanças. Uma delas é que você pode agora salvar sua partida. No entanto, você não consegue salvar seu progresso naturalmente, apenas salvando o início de cada nível. Em suma, isso quer dizer que caso você mate todos os monstros de um nível e dê load no seu save, o jogo será como se você tivesse começado aquele nível.



Caminhos certos até o final de The Catacomb

E por falar em níveis, em The Catacomb temos cerca de 30 níveis, com algumas pegadinhas dos produtores da série. Ao chegar no nível 10, você precisa entrar no caminho 13, depois no caminho 19, que vai no caminho 12, depois 21 até o 30 normalmente.

Cheats (Trapaças) de The Catacomb (Catacomb II)

Durante o jogo, pressione as teclas simultaneamente.

Código de Efeito de Código
--------------------------------------
CTRL + ALT + Q - Chaves extras, poções de cura, 
               feitiços de parafuso e feitiços de nuke.
C + T + G - Modo Deus.
C + T + BARRA DE ESPAÇOS - Level Warp.

Fonte: cheatbook.de

Os dois últimos níveis são de doer, repleto de dragões. Como queria conhecer outros jogos da série, usei Cheat acima para passar dois 2 níveis finais. Nada que um pouco de treino não consiga passar, mas como eu queria chegar no final rápido, usei esse recurso.

Catacomb II (The Catacomb) está sendo vendido como parte de um pacote na Gog com todos jogos da série. O preço é hem camarada. Confira.

Pacote Catacomb 3D por R$11,99 na Gog

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Catacomb, jogo medieval de masmorras feito pelos criadores de Doom

fevereiro 24, 2021


Aqui no blog já resenhamos diversos jogos da Id Software, que revolucionou a indústria de jogos com os jogos de FPS. Mas não pense que eles só criaram jogos desse gênero. Antes de Doom e Wolfenstein 3D, Jhon Carmack e Jhon Romero produziram diversos outros títulos para computadores. Catacomb é um deles.

Catacomb foi produzido por Jhon Carmack em 1989, ainda pelo selo da Apogee (o mesmo da série Commander Keen). Ele é um jogo de exploração (bem parecido com o clássico Gauntlet), onde você controla um mago que deve sair de uma masmorra (bem parecido com o conceito de Dungeons & Dragons, com a qual a dupla jogava na época, sendo inclusive sua campanha de D&D inspirar a criação do clássico Doom). O jogo tem basicamente 10 níveis, e o jogador não precisa necessariamente limpar o salão matando os monstros, mas precisa encontrar chaves para acessar outros locais do nível e encontrar a saída (conceito esse usado nos jogos posteriores). 


O jogo pode ser terminado em até 30 minutos, mas não pense que é fácil descobrir onde estão as chaves. Alguns níveis (depois do 6, por exemplo) você pode ter que jogar tudo novamente justamente por usar a chave numa porta errada. Então você precisará jogar várias vezes para decorar a dinâmica dos níveis, o que requer tempo e paciência. O jogo usa os controles direcionais (para se movimentar), CTRL para atirar as bolas de fogo (podendo segurar para disparar um tiro maior), ENTER (para usar uma magia num pergaminho) e ALT para atirar numa mesma direção, apesar que acho um botão dispensável. O botão ESPAÇO serve para recuperar a vida perdida (aqui chamado de Body).

Catacomb também vem de brinde com um jogo de Jhon Romero chamado Dangerous Dave, um jogo de plataforma. Vale lembrar que a série Catacomb daria origem a tecnologia usada em Wolfenstein 3D e, consequentemente, Doom, em uma versão do jogo chamada de Catacomb 3D (que rendeu três títulos). Catacomb ainda está disponível para venda através de um pacotão com todas suas versões na Gog. Confira.

Quando zerei o jogo (demorei pouco mais de 1h ou 2h), descobri que o pessoal da Id construiu um editor de mapas próprio para o jogo, onde os jogadores poderiam criar seus próprios níveis. Porém, ele não veio no pacote do jogo e não sei se nem está disponível na internet. O pacotão com todos os jogos da série pode ser comprado por um preço bem camarada na Gog.

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terça-feira, 3 de novembro de 2020

Episode 5 - The Armageddon Machine seria o término da série Commander Keen

novembro 03, 2020

E finalmente estamos resenhando o último da série Commander Keen para PC. Para quem não sabe, Commander Keen era uma antiga série de jogos de plataforma criado pela Id Software (em suma, pelos mesmos criadores dos clássicos Doom e Wolfenstein 3D). O jogo narra as aventuras espaciais de Billy Blaze, um garotinho de oito anos que viaja ao espaço quando seus pais estão dormindo. Ele é conhecido no espaço como Commander Keen e já salvou a Terra de apuros em jogos anteriores. Existe um protótipo do Episode 6, Aliens Ate My Babysitter, que provavelmente vamos resenhar...


Aqui no blog já resenhei a série inteira (os quatro jogos anteriores), com as quais você pode conferir separadamente aqui em abaixo:


Commander Keen Episode 5 - The Armageddon Machine é uma continuação direta do Episode 4, trazendo as mesmas mecânicas do jogo anterior. Falando em quesito dificuldade, achei o Episode 4 muito mais difícil do que este jogo, apesar de algumas fases de doer! O jogo inteiro passa-se na nave Shikadi. Billy Blaze precisa destruir a "máquina do Armagedom" e impedir que a Terra seja destruída.

Achei o game bem mais fluído do que os anteriores, apesar de possuir os mesmos bugs (como o Personagem ficar piscando do nada na tela e aparecer em algumas paredes). De resto, a única mecânica que mudou (pelo menos visualmente) em comparação ao jogo anterior foi a questão de transformar as gotas em poções V - quando se junta 100 delas, Billy Blaze ganha +1 vida extra.

Se ele te ver, já era!

Existem alguns inimigos novos (e imortais), como um Shikadi gigante que você precisa passar por ele sem ser visto. Caso ele te veja (não é possível matá-lo) ele vai te chumbar com raio laser. O jogo encerrou a série no MS-DOS com louvor. Acho que a única diferença entre o Episode 4 e 5 (além das fases) é que no Episode 5 você não pode ver na tela quantas balas, pontos e vidas você tem. Para isso, precisa apertar ESC.

Lembrando que a Steam vende um pacote com cinco jogos da Série Commander Keen, por um preço bem camarada. Compre agora!

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sábado, 31 de outubro de 2020

Spear of Destiny, a continuação do clássico Wolfenstein 3D

outubro 31, 2020



Spear of Destiny é a continuação do clássico Wolfenstein 3D, jogo de tiro em primeira pessoa que deu origem ao clássico Doom, e demais FPS que conhecemos. Spear of Destiny foi lançado originalmente para computadores no dia 18 de Setembro de 1992. Diferente do original Woll3D, o jogo está bem mais fluído, e agora você pode coletar também munição separadamente nas fases. O jogo adiciona alguns poucos efeitos, e ele não é mais dividido em episódios. Sem contar as fases secretas, existe um total de 18 fases.

De acordo com informações, a história do jogo se passa antes da história do Wolfenstein 3D original. Hitler teria em mãos a lendária Lança do Destino, que seria uma suposta lança que foi usada para matar o Senhor Jesus na Cruz (já fiz um estudo sobre isso no meu blog cristão). A missão de BJ Blazkowick é então recuperar essa lança (veja a foto da lança).


O pior de tudo é quando se recupera a lança. Quando joguei, falei até para meu irmão Rodrigo que parecia que estava jogando Doom (Doom original estava sendo produzido ao mesmo tempo que esse jogo). O mestre final é um demônio conhecido como Anjo da Morte. Segundo algumas informações, a última fase de Spear of Destiny acontece no Inferno. Talvez os produtores do game estavam preparando o público para o lançamento de Doom, que realmente tem essa proposta.

Depois de pegar a lança, a luta final contra o anjo da morte. Foto: Reprodução

Além do jogo original, o pacote de Spear of Destiny na Steam ainda tem outras duas expansões extra-oficiais, não criadas diretamente pelo pessoal da ID Software. O jogo é até legalzinho, mas digo que gostei MUITO MAIS do Wolfenstein 3D original. Demorei cerca de quase 8h para zerar esse game. E vou te falar: as últimas fases foram de doer!

Talvez resenhe as expansões do pacote Spear of Destiny (Steam) em outra ocasião, assim que jogá-los para valer.

Spear of Destiny está na Steam (R$7,99)

domingo, 18 de outubro de 2020

O interessante e desafiador Commander Keen 4: Secret of the Oracle

outubro 18, 2020
Foto: Reprodução

Aqui no blog temos resenhado os jogos da série Commander Keen (dos mesmos criadores de Doom). Caso queira conferir, já resenhamos estes três jogos:



Agora, sem delongas, vamos começar a falar sobre o quarto episódio!


Antes de tudo, o Episódio 4 da série trouxe MUITAS mudanças aos demais jogos anteriores publicados. Nestas mudanças, incluímos:

  1. Tamanho do Personagem principal: Billy Blaze está com sprite muito maior do que nos jogos antigos, bem como tamanho dos inimigos e das fases.
  2. Mudança na configuração de controles: Isso não era possível nas edições anteriores de Commander Keen. Agora, pelo menos, você pode configurar o teclado (ou joystick) ao invés de depender de CTRL, ALT e direcionais do teclado.
  3. Agarrar nas quinas: Billy Blaze agora, quando toca a quina de um cenário, pode se pendurar e agarrar nele para subir na plataforma (não funciona em plataformas móveis).
  4. Os monstros não são mais mortos pulando em cima: Como de praxe nos jogos de plataforma (e também na própria série Commander Keen!) os monstros aqui não morrem mais pulando em cima, mas sim apenas atirando com a pistola.

Há uma espécie de 'Pong' incluído neste jogo, ao ser encontrado no menu inicial

Posso dizer que houve uma total repaginação do game, talvez aproveitando do aumento da tecnologia na época. As fases também são maiores e mais difíceis. Creio que demorei pelo menos entre 7-8h para zerar completamente esse game. Diferente do episódio 3, ele não apresenta um chefe final.

De acordo com o site "classicreload.com", a história do jogo se baseia na descoberta que galáxia está mais uma vez em perigo de uma raça alienígena conhecida como Shikadi. Para obter mais informações sobre essa ameaça, ele se propõe a consultar a Oráculo. Mas acontece que os oito membros do Conselho necessários para a ativação do Oráculo foram sequestrados pelos próprios Shikadi e presos nas perigosas Shadowlands. Billy sai para salvar os Membros do Conselho.

Jogo tem uma qualidade superior aos dos títulos anteriores

Assim sendo, você precisará passar por cavernas, ilhas de fogo, pirâmides, etc para poder encontrar (e salvar) esses tais membros do Conselho. O jogo segue o mesmo padrão dos anteriores (Billy num mapa para escolher a fase que deseja entrar), passando por fases (em muitas delas precisarão de chaves para acessar as partes dessas fases). Assim que encontrar os oito membros do conselho (você não precisa seguir todas as fases do jogo para zerá-lo), descobrirá que haverá sim uma invasão na Terra, e Billy precisará partir para lá, onde vai se passar o Commander Keen - Episode 5: The Armageddon Machine.

Billy Blaze também pode encontrar novas passagens ao entrar em portas aqui.

Além dos itens que pode coletar no jogo, tudo permanece no mesmo (Billy continua com sua pistola e seu pula-pula, para atingir saltos maiores). Porém, no meio do mapa aparece gotas que não lhe dão pontuação, mas você ganha +1 vida juntando 100 delas. Além disso, existem garrafinhas de poção branca que também lhe concedem vidas extras.

Para encerrar, achei o jogo deveras desafiador. Foi até o momento o jogo mais difícil da série Commander Keen que eu já enfrentei. O jogo tem alguns bugs, como o Personagem ficar piscando na tela, as vezes o monstro atordoado te mata, etc...

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Commander Keen Episode 3 - Keen Must Die!

setembro 03, 2020

Depois de resenharmos os dois primeiros games da franquia Commander Keen (Episode One: Marooned on Mars e Episode Two: The Earth Explodes) vamos falar um pouco sobre Keen Must Die, o terceiro episódio da série.

Houveram pequenas mudanças entre este terceiro episódio, e o episódio dois. Uma dessas mudanças foi tirar o sistema de apagar as luzes do cenário ao clicar em interruptores, bem como tivemos bem menos monstros que os episódios anteriores. Nas adições de monstros, temos vorticons verdes que disparam arcos de energia, bem como uma cachorra gigante que dispara bolas de fogo, e os cachorros ninjas. Além desses, existem vorticons que não se movem, e um amarelo que tenta fugir de você, e morre quando você encosta nele.

De todos os episódios da série Commander Keen que joguei até o momento, Commander Keen Episode 3 - Keen Must Die é o mais difícil deles. Especialmente as últimas fases são de doer! Por conta disso, demorei quase 6h de jogo para poder terminar o game. Diferente das versões anteriores, essa versão possui um chefe final. O jogo continua mantendo seus mesmos controles. Porém, agora você pode pegar munição das armas no meio da fase, e existe um item que lhe dá um escudo, deixando você invulnerável ao dano dos monstros por um tempo. As chaves (azul, vermelha e amarela), apesar de existirem nesse jogo, não são ativas como nas versões anteriores. Você também não precisa pegar todas as chaves de uma fase para passá-la aqui.


E sobre as fases, elas estão um pouco maiores e desafiadoras, com um total de 16 levels durante o game. A história do jogo conta com o protagonista da série Billy Blaze viajando até o planeta natal dos Vorticons, em busca do  "Grande Intelecto", responsável por mandar os Vorticons para a Terra, plano que Billy Blaze conseguiu deter no segundo jogo da série.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

O desafiador AD&D Dungeon Hack

agosto 04, 2020
Foto: Reprodução
Cara, sou apaixonado por Dungeons & Dragons. Acho que a minha paixão insistiu para terminar Dungeon Hack, um dos jogos de RPG mais desafiadores que eu já joguei. Tipo, ele não se resume a intermináveis e complexas quests; pelo contrário, traz uma proposta bem simples: seu Personagem foi contratado por uma feiticeira maligna para recuperar um item de grande poder, que estava dentro de uma masmorra antiga.

A tal masmorra, bem como todo ambiente do jogo, é ambientado no mundo de Forgotten Realms, o mesmo de Baldur Gate, que já resenhamos aqui. O legal dele é que você nunca repetirá o mesmo jogo, já que essa masmorra é criada ALEATORIAMENTE antes de começar sua campanha. O jogo tem a engine do Eye of the Beholder 3, com a diferença que aqui você controla um Personagem apenas (em Eye of the Beholder você controla um grupo de 4 à 6 Personagens). Nesta masmorra antiga deve encontrar chaves, portais, portas secretas, itens mágicos, poções, pergaminhos e tesouros, até chegar no último nível (a dificuldade define quantos níveis terá a masmorra). Os monstros são os mesmos dos mundos de Forgotten Realms, assim como do D&D tradicional.

Diferente da franquia Eye of the Beholder, outro grande sucesso do AD&D, aqui o jogador pode acompanhar seu trajeto através de um mapa, que pode ser visto tanto no lado do desenho do Personagem, como em tela cheia. O mapa mostra pontos vermelhos (onde estão os monstros), pontos azuis (itens), pontos amarelos (portais), pontos roxos (portas e passagens secretas), etc.



Por ser publicado em 1993 pela antiga TSR, o jogo tem as regras do Advanced Dungeons & Dragons, também conhecido como AD&D. No jogo, você pode criar seu Personagem, usando as Raças e Classes do jogo (não vi o Druida e Bárbaro aqui), bem como fazer a rolagem de atributos. O defeito na rolagem é que você pode customizar os atributos básicos, podendo deixar tudo em 18 ou 19 (dependendo da raça) se quiser. Isso achei ruim. Você também não é obrigado a criar um Personagem, e pode usar outros prontos que o jogo tem disponível.

Cara, vocês não sabem os rages que eu tive jogando esse RPG! Fiz diversas campanhas, e descobri alguns defeitos no próprio game. Um dos grandes defeitos no jogo é que você precisa administrar comida, que é gasto quando você descansa. No início, isso fica sendo um problema. Porém, criei um Clérigo (que cria comida) e resolvi o problema mais escroto do jogo.

Alguns defeitos que encontrei em Dungeon Hack

Controlar os recursos de comida é um problema, mas você pode pelo menos contornar isso criando um Clérigo ou um Clérigo/Guerreiro. Um dos grandes problemas do jogo é, quando você cria uma masmorra aleatória, tem que contar com a sorte: algumas masmorras geradas não tem saída, ou pedem chave que não tem. Esse problema pode ser contornado criando uma campanha em Custom para que você não precise pegar chaves ou portas secretas e outros desafios enquanto ainda é iniciante no game. Por conta desse pequeno defeito de geração de masmorras aleatórias, tive que reiniciar o jogo várias vezes, sempre criando um novo personagem, assim sendo, uma nova campanha.

Na hora de escolher sua Dificuldade (Fácil, Médio ou Difícil) você pode escolher em Custom
Outra coisa chata é que  as vezes o jogo buga também deixando os monstros acertando TODOS OS ATAQUES não importando o tamanho da sua CA. Mesmo com todos os defeitos, ele até que é divertido porque vai ao ponto: desce na masmorra, mata o monstro, ganha XP, itens mágicos e tesouros. O problema todo é isso: você precisa contar com a sorte por causa da masmorra que sistema do jogo, torcendo sempre para que ela não "bugue" (feche as saídas por causa do erro de engenharia do sistema do jogo) até o fim, ou, para jogar sem problemas, crie uma masmorra mais simples em Custom. Outra coisa que achei ridículo no jogo são as poções: uma variedade de poções que não ajudam em absolutamente nada, e as poções de cura são raras.

Aqui você customiza sua masmorra. Repare no código, que pode ser copiado para outros jogarem em outros PCs.
Também não descrição de itens e armas mágicas. As armaduras você sabe porque aumenta a CA, e mais nada. Muitos monstros, como no D&D tradicional, só são acertados por armas mágicas. Em muitos casos você tem que colocar uma arma de menos dano só porque ela acerta o monstro.

Um dos monstros mais escrotos desse jogo...

Meu rage foi nas alturas quando, na minha primeira campanha neste jogo, encontrei essa aberração no meio do caminho. Eu nem conhecia esse mostro, mas tive o desprazer de conhecê-lo da pior forma no jogo. Uma bolota de tentáculos, que fica invisível e te dá uma média entre 30 à 40 de dano, mas pode provocar dano menor. O nome dessa aberração é Greater Feyrs, e ele (claro que fui pesquisar sobre ele) é exclusivo do cenário de Forgotten Realms.

Monstro ridículo - Reprodução
Segundo minhas pesquisas, esse monstro tem Nível Desafio 14 em D&D 3.5, e ele só está em um suplemento de Forgotten Realms. Quem quiser ver a ficha dele, em inglês, clique aqui.

Monstro original do livro de D&D. Foto: Reprodução Wizard of the Coast

Dungeon Hack é um jogo ruim?!

É um bom jogo, mas eu não recomendo se você não curte D&D. Claro que não posso exigir muito de um jogo criado em 1993 (jogos antigos são repletos de escrotices e bugs), mas se você pode suportar os defeitos que citei, ele é até bem divertido. Caso você queria jogar sem dor de cabeça, pode customizar a masmorra (clicando em Custom, na Dificuldade).

Dungeon Hack faz parte do pacote Forgotten Realms: The Archives - Collection Three, vendido na Gog por R$11,99.

sábado, 1 de agosto de 2020

Invada a nave dos Voticons com Commander Keen - Episode Two: The Earth Explodes

agosto 01, 2020

Commander Keen é uma série de jogos para PC antigos produzidos pelo mesmo pessoal que produziu clássicos como Doom, Wolfenstein 3D e Quake. Aqui no blog já tinhamos feito uma resenha do primeiro jogo da série, o Commander Keen - Episode One: Marooned on Mars. Agora vamos falar um pouco das impressões que tive sobre o segundo episódio dessa série, chamado de Commander Keen - Episode Two: The Earth Explodes.

O jogo é uma continuação direta do primeiro game. Existe ao todo cerca de 16 fases, que lhe derão pelo menos 2h à 3h de jogos para zerar nos 100%. A jogabilidade foi bem melhorada: achei o jogo muito mais fluído do que o primeiro. As primeiras fases do game são muito fáceis, criada mais no intuito de você pegar mais pontos e ganhar vidas extras com isso. Existe aqui também interruptores que podem acender e apagar a luz do ambiente: com a luz apagada, os inimigos não te enxergam. Use isso na última fase, porque passar sem a luz estar apagada você não passa!

Não aperte a alavanca, pois vai ativar o ganhão. Atire na capsula de vidro acima para destruí-lo.
O jogo é todo baseado na nave Vorticon! Aliás, existem muitos inimigos novos. Segundo a história, a nave deles veio até a terra apontar seu canhão para oito cidades da terra. Cabe ao personagem da série, Billy Blaze (um garotinho gênio de 8 anos) impedir isso. Ao longo das fases, Billy precisa destruir/desativar os canhões para salvar estas cidades. Em Commander Keen - Episode Two: The Earth Explodes, você usa o pula pula usado no primeiro jogo. O jogo as vezes buga quando você pula muito, ativando o pula pula sem querer, mas isso não é nada tão ruim.

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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Commander Keen - Episode One: Marooned on Mars

julho 29, 2020
Foto: Reprodução
Commander Keen - Episode One: Marooned on Mars foi o primeiro jogo de uma pequena franquia de jogos de plataforma conhecida como Commander Keen. Este jogo foi lançado para o MS-DOS originalmente em Dezembro de 1990, produzido pela ID Software (isso mesmo, os caras que produziram esse inocente jogo seriam os mesmos que, anos mais tarde, seriam responsáveis pela criação de clássicos como Doom, Wolfenstein e Quake).

O jogo segue o "padrão da época", aproveitando o sucesso dos jogos de plataforma (como Super Mario Bros). Você acumula pontos ao pegar itens no cenário (pirulitos, latas de Pepsi, Urso de Pelúcia), e pode derrotar alguns monstros pulando sobre sua cabeça (os monstros mais fracos, pois monstros mais fortes te matam ao tentar pular na cabeça deles) ou mesmo atirando com uma pistola lazer, que tem um limite de munição. Os controles são simples: você usa os direcionais para se movimentar, CTRL para fazer os pulos, ALT para usar o pula pula (que você pega no meio do jogo, falaremos mais a frente sobre ele) e o ALT GR para atirar com a pistola lazer, isto é, se tiver munição para atirar.

Foto: Reprodução
Quando um inimigo te encosta (robôs não provocam dano, exceto se atirarem), você morre e começa a fase novamente, perdendo todo progresso: como grande parte das fases você precisa encontrar chaves (igual em Doom) para abrir novos locais, quando você morrer, precisa encontrar as chaves novamente, já que a fase reseta depois que você morre. Caso passe de uma fase, ela fecha e você não pode mais voltar a jogar por ela. Além disso, antes de cada fase, você está num mapa em Marte, e pode escolher a sua vontade qual fase quer jogar primeiro.


Em Commander Keen - Episode One: Marooned on Mars, você controla  Billy Blaze, um menino de 8 anos que viaja ao espaço quando seus pais estão dormindo (ele é conhecido no espaço como Commander Keen). Neste primeiro game, você precisa recuperar itens roubados da sua nave pelos aliens (chamados de Vorticons), que seriam: um controle de videogame (estilo Atari), uma Bateria da nave, um Aspirador de Pó, e uma Garrafa. O jogo é bem divertido, com estrutura parecida como da Jill Saves the Prince. Demorei cerca de quase 2h para finalizar esse game pela primeira vez.

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domingo, 14 de junho de 2020

O desafiador Rayman 1 (Rayman Forever)

junho 14, 2020

Rayman é um jogo de plataforma que deu origem a franquia de mesmo nome. O primeiro jogo da série foi lançado pela Ubi Soft, em 1995. Atualmente existe uma versão pela Gog denominada "Rayman Forever", que é uma edição de 1998 do jogo original. Não há diferença do Rayman Forever para o Rayman original porque este Rayman vendido pela Gog é um pacote especial, contendo além do Rayman Original, um editor de fases, e algumas fases criadas por fãs.

A versão da Gog de Rayman é a resenhada aqui. Mas o jogo também foi lançado para o Playstation 1, bem como outras plataformas.

Tela inicial de Rayman

Vou te falar: Rayman não é tão difícil como CupHead, mas é deveras ponto desafiador. A geração gamer Nutella de hoje jamais zeraria esse jogo. Originalmente, o jogo roda através do DOS-BOX, que é um emulador do clássico sistema operacional MS-DOS (quem tem ou teve computadores mais antigos conhecem muito bem esse sistema).


Durante a partida, Rayman encara desafios em terras encantadas, a fim de salvar criaturas mágicas conhecidas como Electoons, e receber poderes de uma fada chamada Betilla: poderes que incluem agarrar em argolas rosas, correr e também planar. O jogo tem uma estrutura parecida com os antigos Donkey Kong, com o personagem principal dentro de um mapa onde pode escolher as fases. Além disso, com os novos poderes adquiridos, Rayman pode livremente acessar outras áreas das fases que já passou, e assim coletar objetos e salvar outra leva de Electoons. Ao todo, cada fase do game tem cerca de 6 jaulas de Electoons para salvar.

Diferente de outros jogos de plataforma, em Rayman você não matar inimigos pulando em cima deles: precisa socar os monstros na cara. Sobre isso, existe power-ups que aumentam o poder e alcance do seu soco, que são luvas especiais. Além disso, o personagem tem uma barra de energia que varia de 3 à 5 bolinhas, e pode morrer quando cai num campo de espinhos, num buraco, ná água ou então quando perde todas essas bolinhas ao levar dano. Acho escroto você perder todas as bolinhas azuis (espécie de moedas que lhe dão vidas quando chegar à 100) quando morre. No mais, você também ganha vidas fazendo bônus especiais pagando 10 moedas. Esses bônus são chatos para raio!



Digo e repito: o jogo é bastante desafiador. Em algumas partes, até escroto! Procurei informações na internet para complementar minha resenha e acabei descobrindo que o jogo sequer teve playtest! A parte mais escrota do game (na minha opinião) são os chefes do game, onde você vai morrer diversas vezes até DESCOBRIR como causar dano neles. Além disso, para chegar no chefe final, você precisa nada mais nada menos que descobrir e salvar TODOS os Electoons do jogo.

Mesmo com o jogo cometendo diversas escrotices, como os chefes, e também plataformas e inimigos colocados de sacanagem para te matar, empurrando num buraco, ainda sim recomendo esse jogo. Achei as fases muito bem feitas e construídas por sinal, apesar das fases de chefe serem ENORMES, o que desanima um pouco. Abaixo vou deixar o link do jogo pela Gog.

Compre o jogo pela Gog (R$11,99)

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Jill Saves the Prince

maio 07, 2020
Jill Saves the Prince é o terceiro e último jogo da Trilogia Jill the Jungle. Ele não apresenta mecânicas novas como nos jogos anteriores, tão menos novos inimigos ou power-ups. O jogo também tem menos fases que os demais jogos da franquia, tendo um total de 14 fases para terminar o jogo. O único diferencial deste para os demais jogos estão nas fases um pouco maiores e também que o personagem (Jill) pode andar em um mapa aberto para escolher as fases, como num jogo de RPG eletrônico.

O Jogador pode andar por um mundo aberto para escolher quais fases deseja ir primeiro
Jill encontra o Príncipe. No fim, casa com ele.
No fim das contas, ela precisa salvar um príncipe em um Castelo, que é a última fase do jogo. Apesar de ter menos fases, em Jill Saves the Prince levei mais tempo para zerar o game do que os outros anteriores, gastando um total de 1h21 minutos para terminar o game. Vale lembrar que os três jogos da trilogia estão gratuitamente (não é pirataria) na Gog.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Jill Goes Underground

maio 06, 2020
Ontem chegamos a falar sobre a Trilogia Jill the Jungle, um jogo DOS gratuito (não é pirataria). Pois bem, hoje gostaria de falar um pouco sobre a sequência de Jill the Jungle, chamada de Jill Goes Underground, que apresentou um jogo maior e com novas mecânicas e inimigos. De resto, o jogo continua igual: você precisa buscar cristais e chaves para ter acesso as novas fases. Em alguns, casos você precisará transformar em animal também.

Em Jill Goes Underground, Jill poderá se transformar em pássaro de fogo ou em um peixe, sendo que na versão anterior ela poderia até mesmo se transformar em Sapo. Além disso, a sequência traz novos inimigos (como demônios e morcegos gigantes) e também a habilidade nova de super pulo, onde você poderá pular a diversas alturas.

Foto: Reprodução
O jogo continua muito bom. Ele é curto, mas é maior que o jogo anterior. Jogando aqui em casa pela primeira vez, zerei o game em 1 hora e 7 minutos (enquanto Jill the Jungle demorei 49 minutos para finalizar). Vale lembrar que você pode baixar o jogo gratuitamente (não é pirataria) pela Gog. Dá para passar um tempo legal.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Jill the Jungle, um jogo antigo e GRÁTIS

maio 05, 2020
Foto: Reprodução Gog
Aqui na "Rei dos Games" somos o maior blog sobre videogames, boardgames, RPG e jogos em geral na internet. Desta vez, gostaríamos de falar do bom Jill The Jungle, o primeiro jogo de uma trilogia de três jogos (continuados com Jill Goes Underground e Jill Saves the Prince). Ambos os jogos podem ser adquiridos gratuitamente (não estamos falando em pirataria, mas sim jogo original grátis) através de uma coletânia chamada Jill of the Jungle: The Complete Trilogy.

Mas vamos ao Jill the Jungle, primeiro jogo a resenhar por aqui. O jogo é um jogo de plataforma 2D, onde controlamos uma amazona gostosa chamada Jill, que resolverá puzzles em 15 níveis diferentes. Durante a partida, Jill vai se transformar em Pássaro, Peixe e Sapo. O jogo é muito bem feito para a época. Para acessar alguns níveis, será necessário coletar também cristais e chaves. A medida que recebe dano (não há dano por queda aqui), Jill pode recuperar sua energia pegando maçãs.

Foto: Reprodução
Posso falar: me diverti bastante jogando Jill the Jungle, apesar de zerar o jogo em 49 minutos. Isso não é ruim, porque os jogos de plataforma criados nessa época (em 1992) tinham a tendência de serem curtos, para serem finalizados em pouco tempo de jogatina. Em breve falarei aqui no blog sobre a sequência dessa franquia: Jill Goes Underground e Jill Saves the Prince.

Jill of the Jungle: The Complete Trilogy: original e grátis!

No momento, a GOG vem disponibilizando o jogo de graça. Digo e repito: jogo original. Nós da "Rei dos Games" não compactuamos com a pirataria de jogo nenhum. Por conta disso, vamos disponibilizar o link de download direto na GoG da trilogia Jill of the Jungle: The Complete Trilogy. Clique aqui e baixe agora mesmo.

Os gráficos não são grande coisa se comparada aos jogos lançados atualmente, mas garanto que quem é da velha guarda (tem mais de 30 anos pelo menos) vai se divertir bastante. Bem, aí está. Comente abaixo e deixe sua opinião sobre este jogo.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Porque Heretic é um dos melhores FPS da velha guarda

dezembro 28, 2019

Para quem jogava nos PCs a muito tempo atrás, quando os FPS eram ainda conhecidos como 'Clones de Doom'. Uma versão "medieval" do famoso jogo da ID foi publicado. Em vez de controlar um soldado futurista tendo que enfrentar hordas de demônios, aqui você controla um elfo chamado Corvus, e seus adversários consistiam em várias criaturas mitológicas em um mundo de fantasia medieval. 

O jogo foi publicado pela Raven Software e distribuído pela própria Id ainda em 1994, mas mesmo que use a mesma engine de Doom, temos algumas melhorias. Para começar, foi aqui que tivemos o primeiro jogo de tiro (pelo que eu me lembre) a ter um inventário. O jogador levaria alguns itens como poções de cura, "grimórios" e outros - podendo escolher usá-los na hora em que achar mais apropriado. O mesmo sistema foi usado no jogo Unreal, cujo também já falamos dele aqui no blog.

Para fazer essa análise, vou dizer um pouco sobre minha experiência sobre o jogo e os detalhes sobre a história, vou deixar a cargo do canal do videogame.


Minha primeira experiência com Heretic foi após conhecer Doom. Naquele tempo, tinha apenas em mãos a versão shareware do jogo (na qual, tínhamos apenas o primeiro capítulo para jogar gratuitamente) e após jogar muito Doom desta forma, tivemos a sorte de baixar na internet Heretic - que a princípio, parecia ser um 'doom medieval'. 

Anos mais tarde, através de programas como Zadronum - tive a oportunidade de jogá-lo e finaliza-lo (através de uma versão pirata). Mas como desejava obter a versão original do mesmo - optei em jogar os 3 primeiros capítulos e me divertir com os dois extras assim quando tivesse a versão original do jogo. Sei que não preciso falar isso aqui, mas recomendo que você compre a versão licenciada. Pois todos os jogos que analisamos aqui no blog - compramos e zeramos para dar nosso veredito. Com a versão legal em mãos, você pode usar programas como Zadronum para jogar online com amigos...

Falo isso porque joguei tanto a versão pirata como a original na Steam. É claro que se falando de Doom ou jogos que levam a mesma engine, os mesmos são separados pela WAD - o que significa que não há diferença se você jogar pelo zadronum ou pelo jogo original (que é emulado pelo dosbox e vendido na Steam) mas para mim, o charme da versão de Dos consiste na mesma experiência que tive quando mais novo, o que não acontece quando emulo em um port mais avançado (mesmo que seja em HD).


Além disso, na versão original você tem acesso a nuvem. Ou seja, por mais que precise formatar o computador ou perca os arquivos, seu save estará lá para ser usado. O que não acontece com uma versão baixada da internet! Mas se você nunca jogou Heretic, vou te dizer em poucas palavras porque ele é tão bom!

Para começar, os monstros não são parecidos com o jogo supremo da Id. Temos sim, criaturas parecidas como demônios, mas nenhum dele é similar ou se comporta como os monstros em Doom. E alguns ainda dropam munição para as armas mágicas do personagem caso morram de uma maneira mais grave. É certo que alguns ainda caiam na porrada entre si, mas não chega ser igual aos demônios de Doom. Aqui temos golens, magos, lich's e monstros totalmente originais.


As armas também possuem seu próprio charme e diferente do carro chefe da Id na época, a arma inicial não costuma ser um peso (como a pistola em Doom). Aqui, o báculo que você usa será utilizado várias vezes durante a campanha - mas algumas armas parecem uma versão 'medieval' daquelas usadas pelo Marina... mas funcionam de forma única.

O ambiente é bem feito e o mapa que o jogador acessa para se guiar, é claro e bem mais eficiente que no jogos anteriores da empresa; Infelizmente, a versão Steam como é emulada pelo DosBox, não tem como jogar multiplayer - mas tenha a certeza que de que o jogo é ótimo sendo jogado solo. E com a versão original, você pode usar seu WAD para jogar online com amigos através do Zadronum ou outros 'emuladores de doom' que permitem essa opção.


As fases possuem o mesmo mecanismo de Doom: aqui você precisa encontrar chaves para abrir portas. Alguns lugares são abertos apertando certo mecanismos, mas vale lembrar uma curiosidade que achei engraçada. Por se tratar da engine melhorada de Doom, os desenvolvedores não modificaram as portas, ou seja, você chega nas portas de madeira e ao apertar espaço, elas sobem que nem se fosse um portão futurista - o que não faz sentido nenhum - mas você se acostuma.

Alguns pontos você chega a ser surpreendido pelos monstros, mas não tem a mesma apelação que em Doom - onde você pega um item, as paredes se abrem e aparecem vários demônios para te matar. Mas mesmo não sendo dessa forma, é um jogo matador. Uma vez que jogando na versão normal, existem fases com mais de cem adversários.

Como tenho tanto os jogos clássicos do Doom, quanto Heretic na Steam. Vale citar uma diferença: nesse jogo não tem o port para jogar com Mouse e as teclas A,W, S, D - obrigando o jogador se divertir apenas com a configuração de teclado clássica. Você pode até usar o mouse, mas usar as setas sem o A,W,S,D soa um pouco estranho. Lembrando que nos jogos de Doom, você pode optar pelo "mod do mouse" ou os controles clássicos (menos o Master Levels Doom 2 - que o uso do mouse e o A,W,S,D é obrigatório!)

Quem jogou Ultimate Doom, vai achar muito parecido o sistema de fases. Pois a cada estágio completado, o jogo mostra em um mapa a localização do personagem. Além de, é claro, o jogo ser dividido em capítulos.


A primeira versão de Heretic, era dividida em três capítulos. Só que mais tarde, uma nova versão chamada Heretic: Shadow of The Serpent Riders, incluiu mais dois capítulos - mas que não fazem parte da história. E é essa versão que está sendo vendida na Steam por 9 reais (um bom preço ao meu ver!) Mas caso você queira se interessar por uma versão que tem toda a história dos "cavaleiros da serpente" (que será explicada no vídeo abaixo), poderá comprar todos os jogos da série a 20 reais - cujo contém Heretic, Hexen, uma expansão para Hexen e Hexen 2. Todos são bons jogos e foi essa versão que eu comprei! 


Agora, se nunca ouviu falar em Heretic ou quer mais detalhes visuais do jogo, além de explicações sobre a história e monstros. Prepare-se para assistir este pequeno documentário produzido pelo canal do videogame.


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

O Mortal Kombat 1, 2 e 3 da Gog

novembro 18, 2019

Se você é fã da famosa série de lutas Mortal Kombat e gostaria de comprar uma versão licenciada dos clássicos, saiba que os mesmos são vendidos na Gog.com - que assim como a Steam, vende jogos digitais e possui um sistema bastante similar. O que difere a Gog de serviços como Origin e Uplay, seria a imensa biblioteca de jogos clássicos (alguns um pouco salgados, eu diria, como Doom, Diablo e Warcraft) - mas entendo que deve ser dessa maneira para que o pessoal tenha lucro. Afinal, eles tem a permissão de vender os jogos.


A vantagem da Gog ao meu ver, foi a possibilidade de se comprar diretamente por Paypal (algo que a Steam não possui mais - no caso, sem um cartão de crédito) e isso foi determinante para que eu compre alguns jogos aqui. Não é só jogos antigos, mas sim, muitos bem atuais e baixando um programa chamado Gog Galaxy (a versão client Steam do site) você baixar os jogos toda vez que precisar, incluindo o serviço de nuvem e também a possibilidade de reparar jogos que pararam de funcionar (no caso, rebaixando-os e conferindo arquivos corrompidos).


É claro que se você entrou aqui, é para saber se vale a pena comprá-los, não é mesmo? Vou te contar minha experiência e um resumo de como é tal trilogia.

Com apenas 11 reais, você compra 3 jogos que não são vendidos separadamente. São versões de computador oficiais lançadas na época e emuladas pelo DosBox. Então, se você tinha no seu antigo pc alguns dos três jogos mencionados, creia que você terá a mesma experiência que teve nos anos 90. Mas se você tiver um computador mais moderno, acredito que antes de ligar seu jogo, vá na página do mesmo no Gog Galaxy, e selecione Outro e depois acesse Graphic Mode Setup... assim você vai configurar os gráficos do jogo que vão rodar sem leg no pc...


Acessando o Menu de gráficos, em Basic Settings, deixe em tela cheia com DDraw e em Advanced Settings, deixe a resolução original em hq2x se você tem um monitor mais moderno (aqui tenho um 16:9 e rodou de boa); Não adianta você colocar resoluções maiores ou afins porque vai apena deixar o jogo mais pesado e bugado. Lembre-se, ativar OpenGL ou qualquer outros recursos não vão melhorar o gráfico do jogo - porque ele são daquele jeito...



(É claro que eu tentei para ver como seria e como ficaria... tudo para escrever essa análise, por isso, siga essas instruções de gráfico que foi o melhor que achei sem bugar o jogo).

A única coisa que me deixou meio para trás ao comprar a trilogia, é que a Gog vendia o MK3 e não o UMK (jogo que curto muito). Mas, o que me forçou a aceitar e comprar foi justamente o MK2, que é o meu preferido... e meu amigo, quando liguei todo feliz, além de não saber como mexia nos comandos... me deparei com o símbolo da Probe...


Para quem não sabe, a Probe fez a versão de Mega Drive e como nunca tinha visto a versão do PC em DOS, inicialmente, fiquei chateado... depois descobri que tanto MK 2, quanto o 1, podem se mudar as configurações apertando F10 (desde que não esteja em lutas). Achava que o som era um pouco inferior a versão de arcade, tudo porque ele vinha numa configuração básica. Configurando-o, você terá toda a energia do jogo como se tivesse jogando no próprio arcade - e aqui explico como!

Já o MK1 eu tenho que aplaudir... ele, diferente de alguns sons que são um pouco diferentes do seu sucessor, é 100% original ao arcade. O MK2 só falha em alguns sons apenas, a jogabilidade de ambos é a mesma dos arcades e é agradável.


Já no MK3 as coisas continuam perfeitas, só que há um sistema próprio para configurar seus controles que é bem superior aos jogos anteriores e você não precisa descobrir que tem que apertar F10 para configurar. Além disso, ele permite que você jogue online com outra pessoa, desde que você saiba o seu IP (com o mesmo sistema que você pode jogar online no emulador Fuzion).

Não dou notas para os jogos, mas eu gostei dos 3! Todos eles me deram a satisfação de jogar o clássico na hora que eu quiser e licenciado. Ou seja, é um jogo original da franquia que está a um bom preço e que promete horas de diversão...


Pena que é o MK3... mas, é a mesma versão do Arcade.  E compensa!

Mas compensa que são bons jogos, principalmente o MK 1 e 2, que promete horas de diversão!

Ficou interessado? Compre agora mesmo!

https://www.gog.com/game/mortal_kombat_123

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Rei dos Games é um site destinado a falar tudo sobre videogames (jogos antigos), RPGs de mesa e board games. Além disso, trazemos tutoriais, dicas, cheats de quem realmente experimentou essas mídias, trazendo também boas recomendações.


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