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terça-feira, 16 de agosto de 2022

As vantagens e desvantagens de se jogar games por assinatura

agosto 16, 2022


Jogos como Dofus ou World of Warcraft, por exemplo, encontram uma barreira enorme para uma certa gama de jogadores, que se recusam pagar mensalidade para jogar. Eles estão certos? É realmente justo pagar uma mensalidade todo mês sendo que há opções de concorrentes totalmente gratuitas? Nesta postagem, devo falar resumidamente a grande vantagem nesses tipos de jogos, como também, o que é ruim - BASEADO NA MINHA EXPERIÊNCIA.


Para quem não sabe, costumo jogar Dofus de tempos em tempos. As vezes pode levar mais de um ano nesse intervalo para logo bater a saudade e voltar a assinar por um mês, ou mais. Ele não foi o primeiro jogo do tipo que conheci, mas foi o que mais me dediquei (a ponto de pagar até por cosméticos dentro dele). Se você não conhece o que se trata este game, leia a matéria que escrevi explicando o mesmo e todo o universo que o cerca.


Pagar para jogar - palavra até que proibida por 'gamers'. No meu caso, uma mensalidade de Dofus não é nenhum problema, pois não passa da casa dos vinte e poucos reais mensais (tendo opções mais baratas de comprar pacotes com mais meses de assinatura). Mas a coisa pega, por exemplo, como um Warcraft, que passa dos 40 reais mensais (sendo que com dois meses de assinatura, o jogador já poderia comprar o Diablo 3 e jogar online por toda a sua vida sem pagar mais nada!)


O LADO BOM DA ASSINATURA

Além de manter os próprios servidores do jogo, os games por assinatura oferecem um campo justo. Diferente de outros jogos do gênero (no caso, RPG), os jogadores possuem as mesmas ferramentas para irem atrás dos seus recursos - pois nesses jogos, a economia do mundo depende de cada jogador - que constrói itens e os coloca no mercado. Se você está interessado em pagar assinatura num jogo desse naipe, entenda que participará de uma experiência justa e não haverá com o que reclamar.


As pessoas reclamam do game de celular do Diablo Immortal por causa do seu abuso de forçar os jogadores a pagar pra evoluir. Aqui as coisas são diferentes: O MUNDO PRECISA DOS JOGADORES para poder funcionar. Um servidor que não tem jogadores criando itens e indo atrás de tesouros, possuirá uma economia que afetará os demais. Eu mesmo já fui afetado no Dofus quando jogava em um servidor cujo não tinha os equipamentos que eu precisava, me obrigando a aumentar minhas perícias para que eu mesmo crie minhas próprias armas.

A assinatura nesses jogos por mais que obrigatória, permitem que os jogadores possam pagá-la sem gastar dinheiro algum. Ao ficarem poderosos, podem reunir mais facilmente tais recursos e com isso, pagar com dinheiro do jogo sua mensalidade. O que é uma benção, pois ajuda a manter a economia global do servidor, e economizando também. Então, entenda que vale muito a pena assinar um jogo online - pois você não ficará irritado com o coleginha do lado que está poderoso que nem um deus por apenas gastar toda a fatura do cartão de crédito do papai dele em pró de seus poderes.


O LADO RUIM DA ASSINATURA

Você vai se divertir... vai conhecer esse novo mundo e se é iniciante, pode ter até pressa de aprender o jogo todo. Geralmente, no primeiro mês você percebe que o universo do game é muito maior do que você imaginava, uma vez que não dá pra conhecer nem 10% em um mês. A primeira grande desvantagem na maioria do casos, seria o fato do desinteresse dos amigos a sua volta - o forçando você a encontrar amigos dentro do jogo. Afinal, na maioria dos casos - ninguém vai querer pagar assinatura para jogar um game que não tenha conhecido ele mesmo.

Outra desvantagem é simplesmente, a sensação de obrigação de jogar. Se você pagou a mensalidade, obrigatoriamente, você se sentirá obrigado a jogar - mesmo que não queira. Geralmente, jogos online gratuitos a gente apenas joga quando quer, mas quando a coisa tem um limite... haverá situações que você se sentirá intimado a prosseguir no jogo (mesmo que queira jogar outra coisa). É aquele negócio: "se eu paguei, tenho que jogar para não desperdiçar dinheiro".


Jogo online não é serviço de streaming. Você só tem uma opção e jogar! Por isso a "obrigação" de honrar a sua mensalidade.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mesmo assim, a sua conta continuará salva. Eles não apagam seu personagem, principalmente se forem um game com estrada como o Dofus. Sempre podendo voltar a aventurar naquele mundo e ver suas mudanças! 

domingo, 3 de julho de 2022

Conheça EVOLAND, o jogo de aventura RPG que evolui junto com você!

julho 03, 2022
Parte do jogo com sistema de FF7.

Você está a procura de um jogo simples, dinâmico e original?!

Então estamos aqui para falar sobre Evoland, um jogo lançado em 2013 pela empresa Shiro Games. O jogo tem duas versões: a Evoland original (que, inclusive, tem em português) e a Evoland Evoland Legendary Edition, que tem duas campanhas a mais.

Inclusive, a versão de Evoland Legendary Edition tem uma tradução PT-BR para português aqui no blog. Nesse jogo, você controla um guerreiro sem nome que está num mundo totalmente genérico, com diversas referências aos mais variados RPGs.

Você começa num mundo de 8 bits (estilo Gameboy) e para num jogo com gráficos HD com temática do Final Fantasy 7. O jogo é simples e fácil de jogar. Quem é amante de RPG, vai entender as referências do jogo. Ele também não procura ser muito longo (zerei em cerca de 4 horas), mas vou dizer: é muito divertido.

O jogo começa com esses gráficos, e vai evoluindo na campanha...

O sistema de combate varia no decorrer da campanha, passando do clássico Zelda para Torchlight e Final Fantasy 7. As quests são poucas e dificilmente você ficará parado por muito tempo na campanha. É um jogo muito original e altamente recomendado por nós. Abaixo veja uma pequena gameplay minha deste clássico:


Só entenda uma coisa: não espere muita profundidade muito grande histórica neste jogo, como avançar muitos níveis ou ter inúmeros itens mágicos. Esse jogo celebra a história dos RPGs eletrônicos, pura e simplesmente. Vale ter em sua coleção.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Completei 100 jogos na GOG!

fevereiro 03, 2022
Foto: Divulgação

A GOG é uma plataforma de jogos digitais (como a Steam e Epic) que gosto muito. Acho que no meu coração, a GOG só fica atrás da Steam. Conheci essa plataforma graças a um jogo grátis de The King of Fighters 2002, com a qual não gostei muito. Meu primeiro jogo que comprei lá foi Dungeons & Dragons - Dragonshard.

Claro que atualmente nem todos jogos que comprei chegar a zerar (ou joguei) na GOG. Embora uma boa parcela desses jogos foi dado de graça (tanto pela plataforma tanto como brinde por ser assinante da Amazon Prime) a maioria ainda sim foi comprado por mim. Os jogos que já fizemos resenha estarão linkados. Os jogos da lista acima estão listados na ordem que eu adquiri.

Vale lembrar que, com o decorrer do tempo, parte dos jogos mostrado abaixo ganharão suas próprias resenhas. Então muito provavelmente pode ter mais resenha futuramente do que os linkados abaixo.

MEUS 100 PRIMEIROS JOGOS NA GOG

2. D&D Dragonshard
3. Darkstone
4. Unreal Tournament GOTY (presente do meu irmão Rodrigo "Yoshiro")
5. Unreal Tournament 2004 Editor's Choice Edition  (presente do meu irmão Rodrigo "Yoshiro")
6. Unreal Gold  (presente do meu irmão Rodrigo "Yoshiro")
7. The Temple of Elemental Evil
8. Neverwinter Nights 2 Complete
9. Mirror's Edge
11. The Wichter 2: Assassins of Kings Enhanced Edition
12. The Wichter: Enhaced Edition (de GRAÇA)
14. Titan Quest (não lembro de foi de GRAÇA)
15. Revenant
16. Deathtrap Dungeon
17. Daikatana
18. Vampire: The Masquerade - Redemption
20. Blackguards 2
21. Baldurs Gate 2 - Enhanced Edition
22. Icewind Dale 2 Complete
23. Dex
25. Hitman: Absolution (de GRAÇA)
26. The Witcher 3 - Wild Hunt
27. Eye of the Beholder III - Assault in Myth Drannor
28. Eye of the Beholder II - The Legende of Darkmoon
30. Forgotten Realms - Unlimited Adventures
31. Gateway to the Savage Frontier
32. Pools of Darkness
33. Curse of the Azure Bonds
34. Treasure of the Savage Frontier
35. Secret of the Silver Blades
36. Pool of Radiance
37. Hillsfar
39. Menzoberrazan
40. Spelunky
41. Icewind Dale - Enhaced Edition
42. Darkest Dungeon
43. Alone in the Dark
44. Alone in the Dark 2
45. Alone in the Dark 3
46. Butcher (de GRAÇA)
47. Candle
48. Stronghold Crusader HD (presente do meu irmão Rodrigo "Yoshiro")
50. Brigador: Up-Armored Edition (de GRAÇA)
51. Knightin'+
52. The Witcher 3: Wind Hunt - Game of the Year Edition
53. Catacombs Pack
54. Al-Qadim: The Genie's Curse
55. Ravenloft - Stone Prophet
56. Ravenloft - Strahd's Possession
57. The Dark Queen of Krynn
58. Death Knight of Krynn
59. Champions of Krynn
60. Feudal Alloy
61. Hotline Miami
62. XIII (de GRAÇA)
66. Brothers - A Tale of Two Sons
67. Virginia (não me lembro se foi de graça)
70. Tonight We Riot (de GRAÇA)
71. STAR WARS: Knights of the Old Republic
72. Zombie Night Terror
73. The Coma 2: Vicious Sisters (acho que foi de GRAÇA)
74. Hellpoint (acho que foi de GRAÇA)
75. GRIS
76. Batman Arkham City - Game of the Year Edition
77. Dragon Lore - The Legend Begins
79. ARMA: Cold War Assault (de GRAÇA)
80. Shadowrun Hong Kong - Extended Edition (de GRAÇA)
81. Shadowrun Dragonfall - Director's Cut (de GRAÇA)
82. Shadow Returns (de GRAÇA)
83. We are the Dwarves (acho que foi de GRAÇA)
84. Ultima Underworld 1 (de GRAÇA)
85. Ultima Underworld 2 (de GRAÇA)
86. Syndicate Wars (de GRAÇA)
87. Syndicate Plus (de GRAÇA)
88. The King of Fighters 14 Galaxy Edition
90. Mad Games Tycoon
94. Hotline Miami 2
95. Control Ultimate Edition (dado pelo Amazon Gaming)
96. SteamWorldDig 2 (acho que foi de GRAÇA)
97. Ghostrunner (dado pelo Amazon Gaming)
98. Frostpunk (dado pelo Amazon Gaming)
99. Journey to the Savage Plante (dado pelo Amazon Gaming)
100. Shadow Tactics: Blades of the Shogun (de GRAÇA)

Atualmente já passei dos 100 jogos, mas é pra mostrar pra vocês que existem outras plataformas excelentes além da Steam. A GOG é uma delas. Quem quiser, pode me add na GOG.

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domingo, 30 de janeiro de 2022

O sistema de PVP QUEBRADO de GrandChase

janeiro 30, 2022
Aqui no blog já falamos sobre o clássico GrandChase, que foi febre por aqui na metade dos anos 2000 e voltou quase após um hiato de 10 anos, agora pela Steam.

O grande atrativo da versão antiga (ainda pela Levelup!) era, sem sombra de dúvidas, o sistema de PVP. Muitas vezes íamos na lanhouse apenas para jogar PVP de GrandChase. Depois que voltei ao jogo reformulado e publicado pela KOG na Steam, tentei jogar algumas partidas de PVP. O resultado foi o pior possível: decepcionante!



O sistema de PVP do "novo" GrandChase está uma PORCARIA! Todo bugado! Para ter noção da coisa, apelaram a classe Alquimista da Arme, onde as bombas dão MUITO dano e atiram muito rápido. O jogo é totalmente bugado. Teve uma hora que eu estava jogando com a Arme (Maga), estava no fim da tela da Floresta Élfica e estava se preparando para lançar um ataque especial de relâmpago quando, de repente, sou interrompido por um agarrão. O problema é que o cara estava do OUTRO LADO da tela e me agarrou não sei como, do OUTRO LADO!!!!!!!! Ele nem estava perto de mim e era uma Elesis Cavaleira, que nem tem mobilidade pra chegar rápido.

O cúmulo foi quando peguei partidas contra um time que o cara bugou o jogo com a Arme (Feiticeira): ele ficava te batendo até zerar o seu HP, apertando o botão rapidamente, como um bug. Em outras palavras, por causa desses bugs, jogo zuado, aviso que o PVP do novo GrandChase está uma porcaria!

Não sei se a KOG fará alguma coisa, mas antigamente o PVP era o carro-chefe de GrandChase, mas isso não é mais realidade nessa nova versão. NÃO JOGUEM PVP NESSE JOGO BUGADO. O aviso foi dado!

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Conheça toda a história por trás de Golden Axed: A Cancelled Prototypes (Golden Axe Reborn)

novembro 27, 2020


Golden Axed: A Cancelled Prototypes, a princípio, foi um título disponibilizado pela SEGA gratuitamente na plataforma Steam por alguns dias, em comemoração aos 60 anos da empresa, assim como foi com Street of Karumocho. É um jogo curto (com apenas um estágio), que visava recriar o Golden Axe clássico do Mega Drive. Pode parecer que não, mas vamos entender aqui todo o contexto que levou esse projeto ser disponibilizado gratuitamente pela SEGA sem ao menos ser terminado e, principalmente, porque o mesmo não foi levado adiante até seu estágio final.

Nossa história começa em 2010. Neste ano, a SEGA revelou que uma subsidiária (SEGA Studios Australia, fundada em 2006) seria responsável pela produção de diversos reboots de jogos clássicos da empresa. Um "reboot" é uma nova versão do mesmo game, com uma nova roupagem. Um grande exemplo de reboot é Tomb Raider (2013), que é um reboot do jogo original Tomb Raider, lançado em 1996. Vale lembrar que esse mesmo estúdio já tinha produzido outros títulos para a SEGA, como o reboot de Castle of Ilusion, entre outros, como London 2012 (sobre as Olimpíadas daquele ano).


A produção do protótipo de Golden Axe Reborn

Antes do processo de cada jogo, é necessário um protótipo. Talvez esse processo não seja determinante na indústria dos games, mas foi exigido pela SEGA na produção desse reboot. Uma pequena equipe então foi contratada para dar início a esse protótipo. A produção de Golden Axe Reborn passaria então pela produção desse protótipo, que seria então avaliado por uma equipe de gerenciamento.

As condições da produção do primeiro protótipo eram claras: prazo de duas semanas e que o jogo tenha um "ambiente sombrio" (dark). Além disso, a equipe de gerenciamento da SEGA deu total liberdade para a equipe desenvolver o projeto, como trazer coisas novas (afinal de contas, é um REBOOT!). O primeiro protótipo foi finalizado em 1 semana e meia, e não agradou a equipe de gerenciamento. O argumento principal dizia que não havia um "fator surpreendente" no protótipo, bem como o jogo não era parecido com God of War (sucesso na época), como eles planejavam, entre outras muitas críticas. Mesmo assim, a equipe continuou trabalhando arduamente no projeto. Para ter noção da coisa, uma das pessoas da equipe estava até com problemas de saúde (lesão por esforço repetitivo no braço), por conta de todo estresse que a equipe estava tendo com o trabalho árduo na produção do game, que continuou mesmo sendo reprovado, a primeira vista, pela equipe de gerenciamento. Tempos depois, a própria equipe de gerenciamento começou a olhar o protótipo com bons olhos.

Como então Golden Axe Reborn chegou ao fim?!

Foi uma decisão interna da própria SEGA, que decidiu fechar o estúdio em 2013. Não foi revelado o motivo do fechamento da SEGA Australia Studios, porém, o que foi noticiado na época é que a empresa anunciaria uma grande reformulação. Com o estúdio prestes a se fechar, Golden Axe Reborn  então não se tornou nada mais que um antigo protótipo, engavetado nos arquivos secretos da SEGA.

Ainda em 2013, o vídeo do jogo acabou sendo divulgado pela SEGA na internet. Confira.



Cerca de sete anos depois, a SEGA (em comemoração do aniversário de 60 anos) tira esse arquivo original da sua gaveta, e coloca a disposição do público (por apenas dois dias) com um novo norme: Golden Axed: A Cancelled Prototypes, o protótipo original de Golden Axe Reborn. Afinal de contas, existem diferenças do protótipo publicado em vídeo pela SEGA em 2013 e o temos a disposição atualmente?! Apenas no nome inicial de Golden Axe para Golden Axed. Em suma, o jogo (protótipo) continua a mesma coisa.


O jogo possui, além dos direcionais, quatro botões (dois para bater com a espada, um para pular, e outro para lançar magia. No entanto, não existe aqui a possibilidade de lançar magia!) Mesmo sendo um reboot, o jogo tinha a tendência de seguir o Golden Axe original. Ele comporta até quatro jogadores simultâneos, que jogarão com o MESMO bárbaro de espada. O estágio pode ser percorrido em menos de dez minutos, e não existe nada além disso.

Mesmo sendo produzido em 2012, os gráficos não deixam a desejar mesmo em 2020. Uma pena a SEGA ter encerrado suas atividades neste estúdio. Se não fosse por isso, teríamos a disposição um novo jogo do clássico Golden Axe, que joguei muito (principalmente no Master System). Vale lembrar que, Golden Axed: A Cancelled Prototypes, não está mais disponível para download grátis na internet, mas acho que pode ser encontrado em outros sites na internet.

Fontes para essa pesquisa: Gamesindustry.biz, eurogamer.pt, TheEnemy.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

A História dos Dados de RPG

maio 06, 2020
O que seria do RPG sem os dados multifacetados/poliédricos?!
RPG é o tradicional jogo de contar histórias e interpretar personagens, que nasceu graças ao primeiro jogo do gênero, Dungeons & Dragons

Dungeons & Dragons, ou D&D, usa dados especiais (chamados dados poliédricos), mas não são todos os jogos de RPG que usam esses dados especiais. Na verdade, muitos usam dados comuns mesmos de seis lados, conhecidos no mundo dos jogadores de RPG como d6. Aliás, cada dado é chamado com o total do número de lados que possui. Assim sendo, temos d4, d6, d8, d10, d12 e d20, entre outros.

E como tudo começou? De onde Gary Gygax (criador do D&D) teve a ideia de usar dados especiais para seu jogo? Vamos entender tudo por aqui.

d20 foi criado durante o Império Romano

o d20 mais velho do mundo, que acabou sendo vendido por quase 18 mil dólares em 2013

O principal dado em D&D é o d20, o típico lado de 20 lados. Engana-se que foi Gary Gygax que criou o objeto. Aliás, o d20 muito provavelmente foi criado durante o Império Romano (100 d.C), e era usado para jogos de apostas. Aliás, tanto o d20 como d6 eram primeiramente usados em apostas. Um dos jogos mais antigos de apostas a usar o d6 era conhecido como Craps, e até hoje ele é usado em diversos cassinos.

Sobre os demais dados:

Jogo Real de Ur original, encontrado por Sir Leonard Wooley (1920). Foto: Divulgação

A História do "d4" (dado de quatro lados): O dado de quatro lados tem um formato piramidal, e foi criado no Egito Antigo. Esses dados (junto com peças de um tabuleiro) foram encontrados por um arqueólogo chamado Sir Leonard Wooley, na década de 1920. Essas peças foram chamadas de "Jogo Real de Ur". Não se sabe quais as regras do jogo original, mas foi ali que mostram que os egípcios usavam dados d4.

A História do "d6" (dados de seis lados): Não se sabe a origem cerca dos dados cúbicos (dados comuns), embora eles foram encontrados em túmulos egípcios (2000 a.C) e também em escavações chinesas (600 a.C). De acordo com a Enciclopédia Britânica, o primeiro registro de dados "d6"  são encontrados no antigo épico sânscrito Mahabharata, composta na Índia há mais de 2.000 anos atrás.

A História do "d10" (dado de dez lados): Foi patentado em 1906, por Albert Friedenthal, um polônes que vivia na Califórnia (EUA), o dado de 10 lados.

Sólidos de Platão

Não consegui informações sobre de onde surgiu o d8 e d12, mas eles podem ter surgido com o filósofo Platão, que apresenta figuras geométricas de lados iguais, podendo ser as mesmas usadas para determinar as medidas dos dados de RPG que conhecemos atualmente. O único dado que não faz parte dos Sólidos platónicos é o dado de 10 lados que, conforme já falamos aqui, foi patenteado pelo polonês Albert Friedenthal.

Platão chamou a figura do d4 de Tetraedo, d6 de Cubo, d8 de Octaedro, d12 de Dodecaedro e d20 de Icosaedro. Todas essas formas citadas são assuntos de estudos na Geometria.

E como Gary Gygax colocou dados poliédricos no RPG?!

Dados da Creative Publications, usados nas primeiras edições de D&D.

De acordo com o livro Dungeons & Dragons - O Império da Imaginação (leitura recomendada), havia um rumor entre os jogadores de jogos de estratégia da época (década de 60) sobre um dado especial de 20 lados (Icosaedro).

Por ironia do destino, o criador de D&D acabou encontrando não apenas o lendário dado (d20) a venda como os demais dados num catálogo de material escolar da Creative Publications (Califórnia). De posse desses dados (ele já tinha um fornecedor), Gary modificou o sistema de D&D para usar esses dados especiais. Dados que eram usados como brincadeira hoje alimentam um gigante mercado de jogos de RPG, tudo isso graças a Gary Gygax.

Inicialmente, Dungeons & Dragons eram vendidos em caixas especiais, que continha todo os dados necessários para jogar, como vemos no D&D 5.0 - Starter Set. Com o sucesso de vendas, anos mais tarde a própria empresa de Gary Gygax (TSR Hobbies) compraria os dados diretamente com a fábrica dos dados, que ficava na China, e não mais pela Creative Publications.

E assim conhecemos a história dos dados de RPG. Curtiu? Compartilhe essa matéria com seus amigos e curta nossa página no Facebook.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Videogame dá futuro?!

janeiro 26, 2019
Foto: Pixabay
Essa pergunta era muito comum pelos meus pais (principalmente meu pai e outros parentes mais próximos) quando era mais jovem.

Quando você é mais jovem, seus compromissos se resumem apenas a fazer trabalhos domésticos e estudar (passar de ano). O restante do tempo você pode aproveitar vendo TV, jogando RPG, videogame, desenhando, brincando, seja lá o que for... Pela paixão que tenho com videogames (e RPG também) sempre me perguntavam isso (se isso dá futuro), como se fosse proibido gostar disso.

Como os tempos mudaram nos tempos atuais! Hoje em dia, graças a uma internet bem diferente do que a da década passada, você pode realmente ter uma PROFISSÃO e GANHAR DINHEIRO com videogames. Claro que isso não é uma coisa nova (em outros lugares isso já existe), mas a possibilidade de ganhar dinheiro e, por assim dizer, viver de videogames no Brasil, acabou se tornando bastante real aqui no Brasil nos últimos anos.

Agora no Brasil o mercado de games cresceu muito, e com as competições online atuais (e as que estão nascendo) jogar videogame se tornou um ESPORTE, ou melhor, E-Sports (esportes eletrônicos). Assim como existem os atletas normais, existem atualmente atletas virtuais, que passam horas e mais horas treinando combos, técnicas e estratégias para jogar no modo avançando competitivo.

Se você não é tão bom com games, pode trabalhar no JORNALISMO com jogos, ou então criar um canal no Youtube sobre o tema, site ou blog. Atualmente diversas pessoas trabalham criando contéudo sobre games, seja através de vídeos, livros ou canais! Isso é o máximo! E mais, se você nem souber edição, pode usar plataformas como Twitch para jogar gameplays e viver disso.

Quem imaginaria que um dia seria "tão fácil" trabalhar com games, sendo que na década passada isso era quase impossível de acontecer no Brasil?! Meus amigos, os tempos mudaram...

Enquanto na minha juventude minha família me questionava sobre "videogames dar futuro", hoje em dia pessoas da minha idade já treinam para entrar no circuito profissional de games, ou fazem gameplays que geram boa grana ou tem altos rendimentos com canais no Youtube/Sites/Blog.
Os tempos mudaram...

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Rei dos Games é um site destinado a falar tudo sobre videogames (jogos antigos), RPGs de mesa e board games. Além disso, trazemos tutoriais, dicas, cheats de quem realmente experimentou essas mídias, trazendo também boas recomendações.


Rei dos Games é o único blog dedicado a três tipos de jogos diferentes (eletrônicos, de tabuleiro e RPGs). Se você quer conhecer bons jogos para brincar, este é o lugar certo.


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