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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Como os smurfs/hacks tem ACABADO com o CS:GO (Counter Strike - Global Offensive)

dezembro 28, 2021

Aqui no blog já fizemos uma resenha completa sobre Counter Strike - Global Offensive, um dos jogos mais competitivos do momento.

Talvez ele não seja mais tão aclamado daqui a um tempo, devido ao mesmo problema que a VALVE (dona do jogo e da Steam) nunca se importou para a comunidade que se dedica neste game: os hacks e os smurfs. Falando primeiro sobre os Smurfs, eles basicamente são jogadores de patente alta que jogam partidas com contas fakes (ou emprestadas propositalmente) contra jogadores de patente baixa. Por si só isso já estraga completamente a experiência do usuário comum, que nem ao menos pode jogar uma partida competitiva com oponentes do mesmo nível.

Os Smurfs são aquela raça que estraga totalmente o jogo! São tão prejudiciais quanto os hacks! Muitos deles possuem diversas contas e migram para as contas usando patente baixa quando APANHAM nos desafios do seu próprio nível. Além disso, querem "upar" as contas dos amiguinhos ruins. A pessoa comum (como eu) quer se divertir, brincar com amigos e do nada pega esses caras. Infelizmente, a VALVE pouco se lixa para isso.

Segundo a Techtudo (veja abaixo), contas Smurfs podem ser banidas permanentemente pela Steam:

Infelizmente, isso REALMENTE não acontece.

Outro problema significativo é o aparecimento de hacks! Atualmente em cada duas partidas ou três (em média) me deparo com hacks. E isso não se resume apenas em partidas de patente prata ou ouro, como existem até mesmo xiters (nome para hack) em patentes altas, como águia e global. Conheça aqui todas as patentes de CS:GO. Existe um canal no Youtube chamado de MuriloRT, que ele faz análise de diversas pessoas usando hacks no CS:GO, e com patente alta!

Basicamente, um xiter é um cara que usa algum programa (ou script macro) para poder ganhar vantagem sobre seus oponentes, sendo os mais comuns o Aimbot (que dá um HS automático no alvo) e WallHack (que faz o xiter ver os inimigos pela parede), mas existem muitos outros. Essas porcarias estão em toda comunidade, em todas as patentes atualmente. São pessoas ruins, que dependem de auxílio externo para conseguir alguma vantagem no jogo.

Por conta desses problemas (acho que mais pelos Hacks) as pessoas tem desistido de jogar CS:GO e migrar para o Valorant, jogo de tiro que REALMENTE se importa com a comunidade de jogadores. Em Valorant existe REALMENTE uma equipe preocupada em minar os hacks. Em minhas lives na Twitch ontem mesmo vi pessoas que estão pensando em migrar para o Valorant. O meu irmão Rodrigo (co-autor desse blog), que me apresentou o CS:GO, também já migrou para o Valorant e não deve voltar muito cedo para o Counter Strike.

Acho que o grande problema para as pessoas perderem o interesse atualmente no CS:GO, além dos problemas citados aqui, é o sistema ULTRAPASSADO da Valve, tanto com patentes (a gente nem sabe quantos pontos precisa para upar de patentes), como atualizações cada vez mais bizarras, e um VAC que nunca consegue achar um xiter.

E eles continuam agindo...

Espero que depois que Valorant ameasse o Reinado do CS:GO, a VALVE deve tomar alguma posição. Ou será que não.... E esse dia não tarda em chegar...

domingo, 10 de maio de 2020

Ghouls'n Ghost do Master System é o mais fácil e também o mais inovador

maio 10, 2020

A versão 8 bits do incrível Ghouls'n Ghost (cujo já resenhamos aqui no blog) apresentou um conteúdo bastante interessante e que vale a pena conhecer. Não é apenas uma reprodução das fases de maneira mais simples, como é de se esperar nas adaptações de consoles mais fracos em relação aos jogos originais. Aqui, temos um estilo de jogo novo e que seria até mais interessante que a versão de arcade e do Mega Drive.

Nessa postagem eu só vou dizer as diferenças entre este jogo e o do Mega Drive, porque é praticamente o mesmo game do console de 16 bits da Sega.

Retirando o mapa que aparece toda vez em que você entra numa fase, aqui apresenta um tela com número de vidas e seus pontos. Artur utiliza todas as armas do original e faz as mesmas coisas que faria em sua versão de Mega Drive. O elogio para versão de Master System do jogo é que ele realmente passa fielmente todos os estágios do original, só que divide as fases em dois checkpoints e mais um para a luta contra os chefes.



Enquanto na versão Arcade/Mega você enfrentava o chefe no portão que levava a próxima fase, aqui você precisa destruir um baú que revela um portal que o leva para a sala do boss. Ao vencê-lo, você recebe a chave do portão e se dirige ao próximo estágio. Mas se achar o game difícil, não se preocupe, aqui também os continues são infinitos.

Em vez de você pegar uma armadura ou arma enquanto procura por baús, aqui simplesmente você é levado para um portal que o permite fazer escolhas. A primeira, é a opção de escolher uma arma ou evoluir sua armadura (veja adiante). Após passar escolher o que mais lhe agrada, o próximo portal será para escolher se você recupera toda a sua magia ou vida.

Recuperar magia? Recuperar Vida?

Sim, meu amigo. Diferente da versão original, sua armadura pode suportar mais dano. E enquanto você estiver usando uma, pode usar diferentes magias que gastam um certo número de manas, por isso que esses portais que recuperam vida/magia são necessários. A primeira armadura (semelhante ao original) se destroça com apenas um hit. Caso evolua para a vermelha, se despedaça em 2 golpes; A verde, em 3 e finalmente, a dourada! Que vira sucata após 4 golpes.


Só que as armaduras neste jogo são divididas em Armaduras, Elmos e Botas. Comprar a armadura, você ganha proteção. Já as botas, aumenta sua velocidade (o que é recomendável você comprar no começo para poder pular uma certa plataforma na segunda fase) enquanto os elmos, destravam uma magia nova. Lembra que na versão de Mega Drive, eu disse que a arma que você estiver usando lhe permite usar uma magia? Esqueça. Aqui você pode usar magias que você destravou e para escolhe-la, você deverá apertar pause. O jogo ainda já lhe oferece duas de graça, que são o Fogo e o Raio/Trovão.

Da mesma forma que na versão de Mega, você deverá passar por todos os estágios duas vezes e com isso, pegar a última arma para vencer Loki. 


Por conta de não precisar de uma armadura dourada para fazer magias e ter a opção de andar mais rápido, realizar vários feitiços e ainda receber mais dano, não dá pra negar que a versão do Master System é a mais fácil de todas, porém, também é a mais inovadora. Acredito que o jogo seria melhor se fosse com essas novas mecânicas e foi o que me deu um certo desânimo quando fui conhecer a versão de Mega. Afinal, estava acostumado com os upgrades da versão 8 bits!

Mas é um jogão que merece ser compartilhado, da mesma forma que o primeiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Você tem que jogar o Ghouls'n Ghost do Mega Drive

maio 06, 2020
Para mim, essa é uma das caixas mais bonitas do Mega Drive

Sou bastante suspeito para falar, afinal, foi um dos jogos que mais joguei no console clássico da Sega. Mas foi no Master System que conheci o game pela primeira vez, após um amigo me falar dele. No jogo, você controla Arthur (cujo o Wikipedia afirma que não tem nenhuma ligação com o personagem da Távola Redonda) que enfrentará hordas de demônios para salvar a princesa Prin-Prin. 

Na versão de Mega Drive, o nome Lúcifer foi trocado por Loki. O que não muda em nada!

Assim como seu antecessor (Ghouls'n Goblins) você deverá completar o jogo duas vezes. Onde passará por cinco estágios lutando contra hordas de demônios e cinco poderosas criaturas afim de pegar a chave para o estágio seguinte. Arthur enfrenta os inimigos usando uma armadura que se despedaça com um único hit. Se você receber dano ou tocar em algum monstro sem ela, se torna um esqueleto e morre.


O herói encontra armas e armaduras (caso esteja sem elas) encontrando baús que surgem pelo cenário. Alguns são secretos e saber "invocá-los" é o segredo para o seu sucesso. Dentre as armas do jogo, você tem a lança (equipamento inicial), facas, machados, dardos, um tiro flamejante (cujo não sei o nome daquilo) e uma espada. O jogo segue a mesma mecânica de games como Contra, da Konami, só que não acompanha tantos inimigos na tela assim.

O personagem pode subir escadas, atirar abaixado, atirar para cima e caso queira atirar para baixo, terá que pular e no ar, colocar pra baixo e disparar! Mas, recomendo que ao procurar por uma arma nova, fique sempre com as facas- as melhores armas do jogo, pois são rápidas e matam os inimigos muito facilmente. Enquanto a espada, para mim consiste ser o pior equipamento - uma vez que você não atira e precisa fazer ataques corpo a corpo.

Na medida que você vai procurando baús, é certo de se não encontrar nada, vai aparecer um feiticeiro que deverá ser morto antes que te aplique um feitiço, que varia: se estiver usando armadura, você vira um pato (ficando impotente ao usar armas) e se estiver sem (só usando roupas de baixo) você se torna num velhinho bem lento. Caso esteja de armadura e encontre alguma, você ganhará uma "armadura de ouro" que será uma armadura dourada bem bonita com capa - ela te protege mais do dano? Não. Se você levar um hit vai perdê-la que nem a armadura comum!


A vantagem desta armadura seria que dependendo da arma que você estiver usando, você ganha um poder especial que é carregado. Os poderes dependem da arma que você está usando, pode ser uma proteção que te deixa imune a dano por um tempo (fazendo o personagem ficar piscando), disparar raios no inimigo, invocar um clone seu, etc. Cada arma tem um poder deste fixo, obrigando os jogadores a terem armas diferentes para saber que poder cada uma oferece.

No início de casa fase, aparece um mini-mapa mostrando onde seu personagem está e levando em conta que você está jogando isso pela primeira vez, vai ver tantas vezes tal tela. Pois a cada vida que você usa, o mapa é revelado. Mas não se preocupe, o jogo oferece continues infinitos para você ir se desenvolvendo.


Assim como o game anterior, após passar pelos cinco estágios, você deverá passar pelas fases novamente. (Que serão um pouco mais difíceis), tudo para que você pegue uma arma mágica feita exclusiva para matar Loki (recomendo que a pegue perto da fase do castelo), já que é um equipamento que não é tão útil durante o jogo. Após passar Belzebu (o senhor das moscas), você enfrentará o próprio rei do inferno que está sentando no trono. A batalha dele é fácil (também, tinha que ser - após fazer o jogador passar por um inferno o jogo todo!)

Considerado difícil por muitos jogadores, ele é realmente divertido. Me diverti tantas vezes com ele cujo recomendo. Também fiz uma análise da versão de Master System, saiba as diferenças clicando aqui. Caso você ache que o jogo seja desafiador ou algo assim, veja esta gameplay do canal Defenestrando Jogos, que mostra que o jogo não é assim tão difícil (foi através desse vídeo que me empolguei ainda mais para terminar o jogo, cujo não tinha fechado ainda).

quarta-feira, 29 de abril de 2020

George Foreman's KO Boxing é um dos melhores 2 VS do Master System

abril 29, 2020

No final dos anos 90 e início de 2000, o Master System ainda tinha um pouco de sua força numa era em que já reinavam os 32 bits. Dentre os jogos que passamos horas e mais horas diante da TV, George Formenan's KO para mim está entre um dos melhores 2 VS do console. Talvez seja até melhor que o MK2 (outro que foi um dos que mais me divertir jogando contra os amigos). 

Meu contato inicial com o game foi através de uma locadora, cujo alugamos o cartucho em um fim de semana. O jogo era até melhor do que a gente esperava, trazia um modesto "modo arcade" que não era tão fácil de superar. Pois o adversário possuía características superiores a nossa e após vence-lo, nosso "George" evoluía. Algo que não era comum de se ver em jogos do Master System!


O confronto é feito como qualquer outro jogo de luta 2D (tirando os agarrões e saltos). Os jogadores apertam os botões para desferir os golpes (um botão para cada braço) e indo para cima ou para baixo, permitia realizar um gancho ou se defender. Segurando os dois botões, você poderia aplicar um "especial" enchendo uma barra inteira e aplicando um super soco, mas poderia ser evitado caso fosse atingido pelo adversário. E como você só pode realizar 3 desses ataques durante a partida, o jogador precisa usá-lo com inteligência.

Caso seu desejo é desafiar seu amigo, o modo VS apresentada o lutador que dá nome ao título, como também, os demais adversários. Cada um com estatísticas próprias, o que deixa tudo mais interessante! Me lembro quando aluguei esse cartucho, levei para a casa de um primo meu que tinha Super Nintendo, para jogar com dois controles (porque só tinha 1 joystick). Me deixaram jogando sozinho até que o namorado de uma prima minha (que veio para jogar Snes, não entender porque o tinha deixado de lado para jogar o Master) - lembrando que nesta época, o Super Nintendo era o Xbox One/PS4 de hoje!


O cara pegou o controle 2 e passou a tarde toda jogando comigo. A batalha foi até de noite, encerrada porque o sujeito teria que ir embora. Isso é algo que nunca esqueci porque não tinha tanta intimidade com o sujeito e naquela tarde, a gente debatia as lutas e dava aquelas provocações tão comuns em jogos de luta. Talvez seja o melhor game de boxe que já joguei (e olha que jogava aquele do Atari, foi meu primeiro game do gênero) - mas sei que há outros...

Então, hoje se você tem um Master System licenciado ou até mesmo um emulador, tente encontrar esta rom na internet e jogue com um amigo. Creio que você irá se divertir muito!!!

OBS: durante as lutas, seu personagem não muda de lado. Ou seja, se você ficar no canto - pode ser pressionado e beijar a lona que nem nas lutas de boxe. Vou deixar abaixo um gameplay do jogo para você ver como ele é!

sábado, 18 de abril de 2020

Porque Wakfu não me agradou os olhos

abril 18, 2020

Essa é uma crítica baseada em um fã de Dofus e acreditando estar com um jogo mais moderno da franquia e gratuito, que ele seria bem melhor que o anterior; Minha análise está baseada nas minhas 11 horas de jogo na plataforma Steam, mas você é livre para dar sua opinião para que chegamos a uma opinião mais sólida.

Wakfu é um jogo de MMO do mesmo formato que o Dofus (cujo já falamos aqui no blog). Então, se quiser ler e comparar as duas análises, sinta-se a vontade. 

Para jogar este game, você necessita de uma placa de vídeo (o que não acontece com seu antecessor). Então, se você tem uma - pode seguir em frente (afinal, o jogo é gratuito). Entenda que minhas crítica ao jogo não é se ele é bom ou ruim, mas sim, porque não me agradou. Você pode achar o máximo, ainda mais se não quer pagar mensalidade todo mês para continuar jogando. 

A primeira vista, Wakfu parece ser bem superior ao Dofus, afinal, ele conserta algumas coisas que o famoso jogo da Ankama não tinha feito até então. A mais notável é que você não anda sala por sala (quem joga Dofus, sabe que na verdade, o personagem vive trocando de salas - ele não se move com uma câmera junto a ele). Só esse detalhe, muda muita coisa!


Os gráficos estão ainda mais caprichados e os efeitos utilizados são de encher os olhos. Uma vez quando estava jogando Dofus (em um pc sem placa de vídeo) perguntei a um amigo que conheci no jogo se tinha jogado Wakfu. O mesmo tinha me respondido que Dofus era melhor... a princípio, não cheguei a pensar dessa maneira (afinal, não tinha jogado o game ainda!)

Quando tive essa experiência, pude entender o que ele queria dizer.

Wakfu com certeza é um jogo para aproximar jogadores. Aqueles que a princípio não querem pagar uma assinatura. Pessoas que vão conhecer a série da Netflix e serem intimadas a comprar os demais jogos da franquia (como o próprio Krosmaster Arena, cujo já fiz uma análise no blog). Já se tratando de mensalidades, você pode escolher pagar para ganhar benefícios a mais (e seus valores são um pouco mais caros do que o Dofus).

Com as minhas 11 horas de jogo, não cheguei muito longe. Mas o suficiente para ter uma opinião (mesmo que rasa, sobre o tema). O lado bom é que Wakfu apresenta mapas muito maiores e algumas novidades, mas ao meu ver, são atrapalhadas por outras, como as profissões.


No Dofus, você já aprende todas as profissões de cara. Porque o jogo é baseado nelas... as armas ou itens construídos pelos jogadores são importantes para gerar lucro e toda uma economia para sustentar a coisa toda. Em Wakfu, não. Para aprender uma profissão, você deverá encontrar um professor que vai te ensinar sobre aquilo e muitas das vezes, se tornou algo frustante.

Frustante porque eu joguei Dofus, e lá encontrei sistema mais interessante.

Outra crítica é o fato de eu faço é que diferente do primeiro jogo, em Wakfu você tem um limite de itens no inventário. Enquanto em Dofus dependia da sua Força para carregar os itens, aqui você era limitado a 30 espaços... muitos itens e armaduras eram que nem o jogo anterior, por isso, como jogador de Dofus eu chiei...

Não existe distribuição de atributos... você escolhe algumas "vantagens" em troca...

Talvez se tivesse jogado este primeiro, não teria assim tanta reclamação. Como jogo é grátis, você pode usar coisas como Mercado e Saco de Viagem (o que é destinado apenas a assinantes em Dofus!) E tem até alguma personalidade, mas como você tem um limite de slots para carregar as coisas, não achei tão interessante...

Outra reclamação que eu tenho é sobre a localização dos itens.


Enquanto em Dofus para montar uma receita, bastava clicar no item para saber de que monstro a gente dropa e a localização da criatura - em Wakfu não existe essa mecânica. Por isso não consegui montar uma arma, pois precisaria de madeira de Freixo, e não sabia aonde tinha tal árvore (sendo que em seu antecessor, você é cercado delas).

O combate é uma evolução do Dofus, com algumas coisas a mais. 

O elogio vai para a montagem de sua equipe - os tais companheiros!

Enquanto você comprava algum para andar contigo em suas aventuras no primeiro jogo, aqui você já ganha e pode equipar alguns para formar um time. Eles também ganham XP e habilidades novas! (Isso eu achei muito maneiro!) E como querem lucrar com o jogo, você pode gastar dinheiro real para ter alguns heróis...


O sistema de montaria eu não cheguei a ver, mas acredito que seja a mesma coisa. Os monstros dropam itens sem precisar lutar, bastar clicar com o botão direito e escolher um dos itens que o mesmo te oferece - importante para fazer suas receitas. 

A melhor coisa é a direção de arte.

A história acontece 1000 anos depois dos eventos de Dofus... se quiser conhecer melhor o jogo com imagens, veja este vídeo do canal Deathweaver.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ecco The Tides of time do Master System: por que é tão bom?

abril 15, 2020

Realmente um dos jogos que marcou minha infância. Lembro tê-lo ganho no meu aniversário de 13 anos e que para nossa surpresa, estava traduzido em português. Então, se você gostaria de experimentá-lo, leia atentamente esta análise.

Quando você comprava um Master System nos anos 90, vinha um poster com uma fotos dos jogos para mostrar o que tinha de melhor o console. E dentre a lista, estava um que sempre me chamou a atenção: o golfinho Ecco...

Um jogo de golfinho? Como será isso?

Aí meu irmão chegou da loja com dois jogos: James Pond 2: Codiname Robocod e Ecco The Tides of Time, que ficou mais de um mês parado e vou explicar o porque. (Se fosse nos dias de hoje, iríamos querer devolvê-lo só porque não conseguíamos passar do primeiro estágio).



As crianças (e alguns adultos) da geração 2000 fazem isso o tempo todo. Se uma parte de um jogo não lhe agrada, já pede devolução ou acha que o jogo é ruim. Mas nos anos 90, um jogo poderia até ser ruim, mas era encarado como um desafio a mais e no caso de Ecco, ficamos mais de um mês para poder entender como se passava da primeira fase.

Era frustante ser barrado pelo outro golfinho que lhe dizia no fim da fase: "me dê um peixe"...

Como não existia internet como hoje, a única solução seria tentar de tudo até achar o jeito. Que foi resolvido quando meu irmão fez o golfinho cantar e assim, afastar o peixe - levando até o golfinho que estava com fome e não nos deixava passar. Já a partir da segunda fase, que realmente temos consciência do que nos espera - o que posso lhe afirmar que foi um dos games mais épicos que já joguei na vida.

Lembrando que nunca tinha jogado a versão de Mega Drive (apenas Ecco The Dolphin por emulador a mais de uma década a frente) e a versão deste game para o console de 16 bits da Sega eu ainda não experimentei. Suponho que seja bem mais moderna!


Em Ecco The Tides of Time, você assume um golfinho que dá nome ao título. Diferente do que eu acreditava, este era o segundo jogo da história (ou seja, seria como Ecco 2) e seus eventos eram uma continuação direta do jogo anterior. Aqui, você controla o personagem usando o botão 1 para atacar e o botão 2 para nadar. Apertando os dois juntos, você manda o sonar (que serve para falar com outros personagens marinhos que nem em jogos de RPG). Apertando os dois juntos sem soltar, o sonar será mandado de volta para o personagem para mostrar o mapa.

Por ser um jogo considerado grande para o Master System (acho que você até consegue terminá-lo em uma tarde, mas vai levar um tempo) ele vem com um sistema de passwords - o que me trouxe muita nostalgia.

A aventura marítima leva o jogador para o fundo do oceano, forçando a resolver puzzles interessantes. O legal é que quando no caso, você não consegue achar a combinação de um puzzle, basta sair do lugar e voltar quando você ouvir um barulho que mostra ao jogador que o desafio foi resetado e você poderá tentar novamente. Algumas vezes, Ecco ganhará habilidades para se transformar em outros animais (incluindo um pássaro) - o que me surpreendeu demais na época. Lembro até da minha mãe elogiando o jogo.


Por ser um golfinho, você precisa tomar conta para não morrer afogado. Por isso que existe duas barras de saúde no jogo, uma simboliza o ar e a outra é a energia. Se você perder todo ar, vai perdendo energia até morrer e se perder toda energia, perdeu uma vida. Que no caso, como não existe marcadores de vida, a fase toda é resetada mostrando seu nome e password.

Para recuperar a vida, basta apenas comer os peixes no caminho apertando o botão 1. Mas não importa quantos coma, se chegar no limite de sua vida, ele não é aumentada comendo mais peixes.

Baixe a rom para jogar agora mesmo!
A versão do jogo para o Master System foi feita pela Tectoy. Como ela não é mais comercializa-la, estamos disponibilizando a rom em arquivo .zip do site 4Shared para você se divertir. Ela funciona em qualquer emulador. Fizemos assim porque diferente de outras roms de Master System, é bastante difícil encontrá-las, nem mesmo no site coolrom (um dos melhores sites do ramo) eu encontrei. Além disso, alguns sites que disponibiliza esta rom tem vários anúncios e risco de pegar vírus em seu computador...


Saiba mais sobre o universo de Ecco The Dolphin
A história é surpreendente, onde o personagem enfrenta uma raça alienígena conhecida como Vortex, tendo inclusive, ter que viajar no tempo. Coisas que só jogando você poderá saber a respeito! Caso você queira conhecer o mundo e como foi feito o jogo de golfinho, assista esses dois vídeos abaixo:

Créditos ao canal Gows Games.


Eu poderia fazer uma análise de Ecco The Dolphin do Mega aqui no blog (como é citado nos vídeos), mas não cheguei a terminá-lo, por isso, não tem ainda nada sobre o personagem a não ser essa postagem a os vídeos bem esclarecedores do youtuber Gows.

quinta-feira, 26 de março de 2020

O gerador de mapas e campanhas de Doom

março 26, 2020

Para os fãs da velha guarda de um dos maiores jogos de todos os tempos, existe uma ferramente essencial para multiplicar ainda mais a sua diversão. Aquela que consiste em criar sua própria fase ou mesmo campanha para os jogos que usam a mesma tecnologia de Doom, como Doom2, Final Doom e até Heretic! Para isso, existe um programa chamado Oblige, que é gratuito e lhe permite criar estágios engenhosos e complexos pronto para ser jogado com os amigos.

Eu sou suspeito para falar, afinal, usei muito essa ferramenta para jogar com mais dois amigos lá pelos idos de 2015. O software consiste em criar estágios aleatórios de acordo com as preferências do criador e ele é gerado automaticamente (a pessoa consegue até ver o mapa da fase enquanto ela está sendo pronta) podendo escolher criar uma fase simples ou até uma campanha inteira (32 estádios para ser mais preciso).



O resultado final se resume a um arquivo .WAD que pode ser combinado com outros mods como Brutal Doom, por exemplo. Além disso, o negócio é tão incrível que existem até areas secretas se você desejar, transformando o velho Doom em sempre uma experiência nova. Também há opções meio bizarras como fazer o monstro ficar invisível (espero que não use) além de definir quantos demônios terá sua masmorra, castelo, base secreta, etc. Também você pode optar pelo número de criaturas e o tamanho da fase - a maior que fiz em teste, consistia em um local de mais de 1800 monstros!

Por isso, se você tem um pc bem fraco (estilo Pentium I) fique no máximo 200 monstros... 

Você pode até escolher se terá bots no cenário ou mesmo que tipo de armas terão (caso queira ter só escopeta e BFG no estágio). E para quem quer fases completas mas não quer perder tempo programando (porque demora pra cacete, eu assumo - pois levei uma vez para fazer na mão uma fase do jogo através do Doom Builder).


Como já dito, ele define se o WAD será de Doom (Ultimate Doom), Doom 2, Final Doom (TNT ou Plutonia) e Heretic - um jogo estilo "medieval" cujo já falamos a respeito dele aqui no blog.

Para jogar os mapas com os amigos, basta cada um ter o Zadronum instalado com cada um, o WAD do mapa ou campanha criado pelo programa. (Além do WAD do jogo utilizado)!. O software e gratuito e você pode baixá-lo através do link:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Opposing Force - a primeira expansão de Half Life

fevereiro 25, 2020

Na análise que escrevi sobre Half Life (cujo vou deixar o link no fim da postagem), eu citei que o primeiro jogo da franquia recebeu algumas DLCs que contam a história da trama vista por outro ponto de vista. E aproveitando a promoção da Steam que deixava a série HL de graça por um tempo, peguei Opposing Force para começar.

Já comprei Half Life e o episódio 2, mas no dia em que eu escrevi essa postagem - ainda não zerei para poder dar uma análise. 

Opposing Force é uma DLC com uma campanha que durei 7 horas para completá-la (mas pode ser mais ou  menos para jogadores mais viciados). De quebra, a primeira coisa que eu tenho que mencionar aos marinheiros de primeira viagem, é que ele é muito difícil. Difícil mesmo! Acho que a palavra difícil nem se compara.


Serão vários desafios praticamente impossíveis onde você deverá apertar F7 para dar load e tentar novamente. Alguns pontos chegam a desanimar de tão chato que são, principalmente quando sua munição fica escassa e os monstros aparecem. Teve uma parte (que considero a mais crítica) foi quando tive que fugir de um helicóptero, saltar no telhado, entrar em outro compartimento, desligar a energia de um fio que liga outro nível a outro, para depois voltar a se esquivar do veículo aéreo e tentar entrar em outra parte...

Se o Half Life teve umas partes complicadas, o Opposing Force chegava a ser demais. Então, se você é daqueles caras que não gosta de desafio ao extremo, pode esquecer. Tanto, que teve vezes que eu desliguei o jogo e fui fazer outra coisa (e olha que zerei no modo A do Volgar The Viking e fechei o sinistro Castle in the Darkness - cujo, já fiz análise aqui no blog). Nem quero imaginar se tentar jogar isso na última dificuldade.


Nesta DLC, você é um dos militares que foram capturar Freeman- mas acaba ficando sozinho naquele lugar. Assim, deverá usar seus conhecimentos militares para sobreviver. O legal é que no lugar de um pé de cabra, você usa uma ferramenta (me desculpe, eu não sei o nome daquilo) - além de uma faca militar.

Por ser uma adição a história, imaginava que o protagonista usaria as mesmas armas, mas não. Aqui, temos um desafio e um jogo praticamente novo - colocando apenas alguns estágios cujo podemos ver o próprio Gordon Freeman em uma parte de sua própria história, já que conta os eventos de Half Life por outro ponto de vista. Como seu personagem é um militar, haverão cordas em lugares de escada para você subir e em uma parte, eu custei entender isso.


Sobre as armas novas, vale citar que perto do fim do jogo, o militar usa aquele monstro que tem uma língua comprida, como arma para subir em alguns lugares. Além de uma arma que teleporta o inimigo para a dimensão dos monstros do jogo - é claro que não vou dar detalhes mais específicos, uma vez, que quero que você veja por si mesmo.

Apertando N, você usa a visão noturna (a mesma do Counter Strike 1.6 quando você compra Nightvision) e será bastante útil, pois haverão situações onde você ficará enfrentando inimigos na escuridão. Também, existirão alguns puzlles exclusivos dessa versão, como fechar um portão para que monstros deixem de nascer infinitamente...


E se achou os monstros de HL um pouco chatos, você vai se surpreender o quanto você pode ficar nervoso e com vontade de encher alguém de porrada quando encontrar as novas criaturas, horripilantes e terríveis que nem Gordon Freeman encontrou em sua jornada. Mas não se preocupe, você tem um arsenal maior que do próprio jogo original para dar conta de todas elas...

Assim como em Half Life, o chefe final não chega a ser difícil, mas é muito desafiador chegar lá. Afinal, você deverá ser o mestre de f6 (salvar) e f7 (load) para prosseguir muitas vezes, Mas me sinto orgulhoso por terminar um jogo tão genial quanto seu carro-chefe. A única coisa ruim é que não podemos jogar o mesmo online em cooperativo (apenas vs). Mas se houver alguma forma, vou colocar aqui no blog.

Compre o jogo na Steam pelo link:

https://store.steampowered.com/app/50/HalfLife_Opposing_Force/

Mais detalhes sobre a história e como funciona o jogo, vou deixar com o vídeo abaixo:

Análise sobre Half-Life no blog:
https://www.reidosgames.com/2019/09/half-life-classico-dos-classicos.html

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O satânico colorido de Cup Head

janeiro 07, 2020
Foto: Divulgação

Cup Head ("Cabeça de Copo") é um clássico jogo de plataforma lançado em 2017 pelos irmãos canadenses Chad e Jared Moldenhauer com o nome de Studio MDHR. Ambos os irmãos sempre foram apaixonados por games, e quando crianças, brincavam de desenhar seus "próprios jogos", como versões alternativas criadas por ele de Megaman (clássico game da época no NES), que existiam apenas na imaginação deles.

A ideia por trás do jogo começou em 2010, mas foi a partir de 2012 que a produção dele inicialmente começou. A princípio, o personagem principal do jogo, Cuphead, só foi criado em 2013. Com uma proposta bem interessante, Cuphead quis focar em desenhos animados dos anos 30, conhecidos pelo seu politicamente nada correto. Ainda em 2013, os irmãos mostraram sua criação em uma feira da Microsoft para jogos indie, com a qual ganhou bastante reconhecimento e atenção do público (veja vídeo abaixo). A partir de 2014, quando esse fato aconteceu, a dupla ganhou fôlego total para a continuação da produção do jogo, através do pequeno estúdio MDHR.

PRIMEIRA APARIÇÃO DO JOGO (2013)

A repercussão acabou sendo tão grande que a própria Microsoft ofereceu um espaço durante uma de suas conferências, em 2015, para que os irmãos Moldenhauer pudessem apresentar o jogo, ainda em produção. Ao que tudo indica, a produção do jogo contava com oito pessoas na produção. Para bancar os custos de produção, os dois irmãos foram atrás de empréstimos para financiar o projeto em curso. Antes do fim da produção, a equipe aumentou de tamanho, o que foi essencial para o término da obra.

Cup Head é um jogo de plataforma das antigas (jogos antigos eram conhecidos pela sua dificuldade), que representa uma luta contra o próprio diabo. Veremos um pouco mais a frente sobre isso.

A História por trás de Cup Head.

Qual o diferencial de Cup Head para os demais jogos do mercado?! Os irmãos Moldenhauer escolheram abandonar tudo para desenvolver esse jogo. A proposta do jogo era criar um game TOTALMENTE desenhado como uma animação as antigas, incluindo os cenários pintados como quadros. O estilo do jogo seguia os desenhos clássicos dos anos 30 à 50.

Foto: Reprodução
E qual a história de fundo do game?! Cup Head e Mug Man (Xicrinho e Caneco) são dois homens xícaras que vivem na Ilha do Tinteiro. Eles não obedeceram seus pais e acabaram parando longe demais, no Casino do Diabo. Por lá, estavam ganhando tanto que estavam quebrando a banca do cassino. Até que apareceu o próprio diabo, dono do lugar, oferecendo eles uma nova aposta: eles poderiam ficar com todo dinheiro do cassino caso ganhem, mas perderiam suas almas caso perdessem. Eles perdem no jogo mas pedem clemência ao diabo, que oferece uma missão para eles: que eles busquem as almas de todos outros devedores a ele na Ilha do Tinteiro antes da meia noite.

Foto: Reprodução

Assim sendo, os jogadores devem trabalhar para o diabo, recolhendo os contratos de almas que não foram pagos pelos habitantes da Ilha do tinteiro. No fim do game, existe a opção de lutar contra o próprio Diabo (ele sendo o último boss) ou então se aliar a ele.

O Satanismo colorido de Cup Head

Cup Head não é o primeiro jogo a abordar elementos de Satanismo, Demônios, Diabo, Inferno... O enredo do jogo mostra um diabo cartunizado, bobo, sendo responsável por todos os vícios do ser humano. Quem conhece a Bíblia e um pouco sobre essas questões espirituais, sabe que o diabo representado em Cup Head não tem nada a ver com o diabo real.

No começo do Século é muito comum franquias e jogos tentarem simpatizarem o diabo e o Inferno com o ser humano. O diabo não é bobo, ele não dá clemência, ele não aceita ser passado para trás. Não sei se existe alguma mensagem satânica por trás do jogo, ou mesmo os desenvolvedores usaram a ideia do diabo para polemizar e ganhar mais dinheiro.

Minha análise sobre Cup Head

Cup Head tem a mesma proposta de jogos antigos, como Metal Slug, Contra, etc. É um jogo de atirar e correr. Ele pode ser jogado sozinho ou com duas pessoas. Sozinho, você pode escolher entre Cup Head (vermelho) ou Mugman (azul). O jogo tem poucas fases, onde são usadas para pegar moedas douradas, que serão usadas para a compra de armas e equipamentos. A lista de equipamentos e armas é pequena, com seis espaços diferentes cada.

O jogo exige mais um controle, porque tem pelo menos cinco botões de ação, mas dá para jogar normalmente pelo teclado. Existem fases aéreas, onde não será possível usar as armas que comprou. O jogo, apesar da dificuldade alta, não é algo tão impossível de passar. Tipo assim, ele volta como nos jogos antigos: com tentativa e erro, você vai conseguindo aprender os macetes e passar. As fases e chefes não tem check-point, mas existe um mapinha que mostra seu progresso quando você morre num chefe ou uma fase, o que achei bem genial.

Foto: Reprodução
Algo inovador no jogo é o Parry, onde o personagem pode quicar num objeto ou tiro lançado no inimigo, o que faz pontuar sua barra de energia. Vale lembrar que apenas objetos roxos ou vermelhos brilhantes podem usar o Parry.

Cada Personagem tem uma barra de especial, que aumenta a medida que provoca dano nos inimigos. A barra completa é composta por cinco cartas de baralho. Quando elas estão cheias, você pode usar um special. No jogo, existem três especiais (que não podem ser comprados com moedas). Todos esses especiais são conquistados quando você salva uma xícara dos fantasmas nos Mausoléus. Existem apenas três Mausoléus na Ilha do Tinteiro.

Foto: Reprodução
O primeiro especial consiste em fazer os personagens derramarem leite da cabeça nos inimigos, como se fosse um Kame-hame-ha. O segundo especial deixa o Personagem invulnerável por um tempo, e o terceiro aumenta o dano dos tiros por um tempo. Nesse quesito, acho que o Special 1 é melhor que os outros dois. Minha opinião.

A expansão The Delicious Last Course


Em Junho de 2022 foi lançado a primeira expansão do jogo. Caso queira conhecer nossa análise completa sobre ela, CLIQUE AQUI

Depois que você finaliza o jogo, você pode jogar as fases no nível especialista. O jogo é uma verdadeira obra de arte. Recomendo bastante. Quem quiser comprar as versão pela Steam ou Gog, deixo abaixo os links:

Cup Head (link Steam) - Preço: R$36,99

Cup Head (link Gog) - Preço: R$36,99

Obrigado por lerem até aqui. Até o próximo post.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Conheça Wolfenstein 3D, o Pai de Doom e de todos outros FPS

janeiro 04, 2020
Foto: Reprodução ID Software.
Eu sempre fui fã de RPG, sendo que já escrevi diversos livros virtuais sobre o assunto. Antes de entrar de fato no mundo do RPG, conheci uma revista chamada Dragão Brasil. Quando era garoto, a gente não tinha grana, e a pouca grana que tive aproveitei para ir até a banca de jornal mais próxima da minha casa com meu irmão para poder comprar a Dragão Brasil e tentar aprender um pouco sobre esse hobby chamado RPG, uma das paixões da minha vida.

A banca não tinha naquele dia a Dragão Brasil, mas eles tinham lançado uma revista especial voltada para os videogames, em 2000. O nome foi Dragão Brasil games. Na capa havia um detonado sobre Legend of Mana (2001) e diversas outras matérias.

Capa da revista que comprei na época. Desculpe a qualidade da imagem, foi a única que encontrei na internet.
Foi nesta revista que conheci pela primeira vez na minha vida o clássico Wolfenstein 3D. Gostei muito, mas nem esperava que poucos anos depois estaria rodando ele em casa. Na verdade, nem computador eu tinha na época, e ele não era tão mais em conta quanto é hoje. A matéria, por sinal, é muito boa e explica bastante coisa sobre o jogo e sua história, com uma diagramação excelente. Pelo menos, foi isso o que eu achei, né...

Caixa do Jogo original para PC. Foto: Divulgação

Em um mundo sem internet (ou não tão popular assim) a grande estratégia da Id software foi disponibilizar versões demo gratuitamente. Foi assim que conheci as demos de Doom, Quake 1 e também Wolfenstein 3D. Foi a partir da demo de Wolf3D que escrevi minha PRIMEIRA ADAPTAÇÃO PARA RPG, que foi publicada no site da Daemon Editora, em 2006 (eu acho). Caso queira baixar o netbook grátis no 4shared, clique aqui.

Depois que conheci Return to Castle Wolfenstein, finalmente pude comprar na Steam a versão completa de Wolfenstein 3D, com a qual trago a resenha para vocês aqui no blog. Enquanto na versão Demo você tinha apenas 1 capítulo (o primeiro), na versão completa você tem acesso a seis capítulos diferentes. Mas vale uma ressalva: quando foi lançado, Wolf3D foi criado para ter apenas três capítulos, que são estes:


  • Episódio 1 – Fuga de Wolfenstein: Aqui é o inicio de toda a aventura. Desafie os cães de guerra, guardas, policiais e o temível Guarda-Chefe para passar para o próximo castelo. Seu objetivo é sair das prisões de Wolfenstein.
  • Episodio 2 – Operação: Einfaust: O maníaco Dr. Schabbs conseguiu um modo de reviver alguns recém-mortos, e não é só isso; ele implantou também uma arma-de-fogo no tórax do experimento morto-vivo. Encontre o Dr. Schabbs no castelo Hollehanmer, acabe com ele ou então ele é quem acabara usando soro de reanimação em seu cadáver.
  • Episodio 3 – Morra, Fuhrer, Morra!: Nada melhor que acabar com o mal pela raiz. Acabar com o causador de tudo: Adolf Hitler. Refugiado no edifício Reichstag, ele não terá medo de enfrenta-lo. Usando uma grande armadura cyber-verde ele arrasa aqui. Depois que destruir a armadura dele, ele fica vulnerável aos seus ataques.

Mas o jogo fez tanto sucesso, que uma nova versão com três capítulos adicionais foi criada. Essa versão é a versão que é vendida na Steam (link no fim da matéria):


  • Episodio 4 – Um segredo Sombrio: Otto Giftmancher é um dos vários cientistas loucos de Hitler. Ele desenvolveu uma das mais temíveis armas de guerra, uma bomba química. Ele está escondido no Castelo Erlagen.
  • Episodio 5 – Julgamento do Insano: Hitler morreu (esperamos) mas sua herança ainda ameaça o mundo. Ainda no Castelo Erlagen, Grosse não deixará escapar com os planos secretos de Hitler.
  • Episodio 6 - Confronto: Para completar a missão deve se deter o General Fettgesicht de soltar um sinistro gás mortal, uma arma química de alto teor de destruição que ainda pode destruir o mundo. Osplanos encontrados no castelo anterior (Episodio quatro e 5) levam direto ao covil do chefão e a ameaça suprema no mundo de Wolfenstein. 
A História Básica de Wolfenstein 3D

B.J. Blazkowickz é o personagem principal do jogo. Ele acabou sendo capturado ao tentar encontrar os planos da Operação Eisenfaust. Blazkowickz então foi levado para Wolfenstein, uma grande fortaleza cercada por centenas de milhares de nazistas e por grandes castelos..

Porém, B.J consegue escapar persuadindo o guarda que o interrogava, pegando sua faca e pistola. E agora ele precisa sair do castelo, mas antes vai impedir os planos dos Nazistas. Wolf é dividido em seis grandes capítulos (como listamos acima), dividida em nove partes.

O que eu achei da jogabilidade de Wolfenstein 3D

Com toda certeza, um jogo a frente do seu tempo. Alguns erros cometidos em Wolf3D foram essenciais para evolução para a produção do clássico Doom. Alguns eu vou listar abaixo:



  1. Pontuação: Wolf3D foi o que eu origem ao gênero FPS (tiro em primeira pessoa). Como na época do seu lançamento, grande parte dos gamers viviam em arcades, disputando quem fazia mais pontos. Isso também acontece em Wolf3D. Existem tesouros a serem coletados, que aumentam a pontuação do jogador. Ao fim de cada capítulo, há um ranking com os jogadores que melhor pontuaram. Em Doom, por exemplo, eles abandonaram essa mecânica (ainda bem!). 
  2. Vidas: A pontuação pode fazer você ganhar mais vidas, mas isso é dispensável em Wolfenstein 3D por dois claros motivos: 1) Você já usa o comando de salvar o jogo a qualquer momento, podendo voltar de onde morreu em segundos. 2) Não vale a pena gastar vidas, porque quando você morre volta sem as armas que pegou. Isso não tem lógica. Por essa razão, ainda bem que o conceito de vidas foi abandonado em Doom e sucessores. 
  3. Falta de Armadura: Os inimigos em Wolfenstein 3D causam MUITO dano, e sua barra de HP acaba rapidinho. Esse jogo faltou o conceito de Armaduras, que tiram parte do dano. Algo que começou a ser implantado em Doom, mas fez muita falta nesse jogo também. Aliás, o conceito de Armadura é visto em QUALQUER FPS!

A jogabilidade é agradável. Não há bugs no jogo. Acho que um dos defeitos do jogo é que em uma das fases você só acha a chave especial se encontrar uma porta secreta, o que vai forçá-lo a ficar apertando ESPAÇO em todas as paredes do jogo para encontrar novas passagens. As fases também são muito bem feitas, apesar que algumas podem te fazer prender por um bom tempo. Mas disponibilizamos aqui no blog todos os mapas do jogo.

Aqui no blog também já mostramos um CHEAT CODE de Wolfenstein 3D. Antes de Doom surgir, Wolf3D teve uma continuação chamada Spear of Destiny, com a qual vamos falar em breve aqui no blog também.

O jogo é bem legal, recomendado para todos fãs de Doom, Quake e qualquer FPS. Saiba como esse gênero de jogo surgiu. Você pode comprar o jogo na Steam.

Compre agora na Steam (R$8,99)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Vamos falar sobre Quake?!

janeiro 02, 2020
Aqui no blog a primeira postagem que fiz sobre o Quake foi a versão em Português lançada para a antiga plataforma brasileira Zeebo. Hoje, no entanto, gostaria de falar um pouco sobre a primeira versão do jogo, lançada para os PCs em 1996.

Dos mesmos criadores de Doom e Wolfenstein 3D, Quake foi o primeiro jogo totalmente 3D da história. Vale lembrar que tanto Doom, Wolf3D e diversos títulos em FPS da época não usavam realmente personagens modelados em 3D, mas sim uma técnica conhecida como Ray casting. Além das inovações (como primeiro jogo modelado em 3D), Quake também aperfeiçoou a mecânica de jogos em rede e também online, como também rendeu uma franquia de sucesso como sucessor do Doom, além do próprio evento da Id Software (empresa que produz todos esses jogos) chamada de Quakecon, que acontece até hoje. No entanto, vamos falar apenas do Quake 1 para PC neste post.

Vale muito a pena conhecer Quake 1

Numa época onde as pessoas não tinham tanto acesso a internet como hoje, o marketing de Quake seguiu os mesmos dos seus antecessores Wolfenstein e Doom: uma versão demonstração era disponibilizada, com o primeiro capítulo do jogo disponível. Quem quisesse comprar a versão original, poderia adquiri-la pelos correios ou em outras lojas. Mesmo assim, com a popularização da internet na época (ainda que estivesse no começo) era possível encontrar alguns sites de downloads piratas com a versão completa do jogo.

Foto: Reprodução 
E por quê digo isto?! Meus primeiros PCs eram muito antigos, e Quake surgia como grande alternativa. Joguei muito a versão demonstração do jogo. Depois que apareceu a Steam, pude finalmente jogar a versão completa. No fim da matéria, vamos deixar a versão de compra desse jogo.

Na versão demo, havia apenas o primeiro capítulo. Diferente do antecessor Doom, em Quake o Personagem poderia pular, cair na água para nadar (e morrer afogado), como uma lista de armas bem diferentes. A demo do jogo pode te entreter por horas. Além disso, essa foi a primeira vez num FPS que você poderia "olhar pra cima e pra baixo", podendo atacar inimigos em plataformas superiores ou inferiores. 

Foto: Reprodução
Com a versão original (que você pode adquirir pela Steam, repito!) você tem acesso aos demais capítulos. Inclusive, você pode escolher a ordem dos capítulos que deseja começar. Cada capítulo é bem complexo, mas as fases são muito originais. São geniais! Gostei muito de todos os capítulos do jogo, gostei muito das fases.

Motivos para poder comprar Quake 1

Esse jogo é tão leve que nem requer placa de vídeo para poder jogar. No entanto, atualmente só é possível jogar em rede com ele (não podendo ter partidas online). Se você tem um PC bem antigo, pode comprar, que ele vai rodar de boas.

Ao que parece, Quake tinha sido criado para ser originalmente um jogo de RPG, mas como um ex funcionário da Id Software estava criando um jogo de tiro (Daikatana), eles pareceram mudar de ideia e criar um novo jogo de tiro. Vale lembrar que Jhon Carmack é um jogador de RPG assíduo. O próprio Doom nasceu por causa de uma campanha de Dungeons & Dragons. Repare que muitas fases de Quake 1 remontam um cenário de fantasia medieval, como castelos, etc.

Quake 1 teve mais duas expansões, chamadas de Quake Mission Pack 1: Scourge of Armagon e Quake Mission Pack 2: Dissolution of Eternity, com a qual vamos falar em breve aqui no blog. E vocês, o que acham disso?! Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Comprar Quake 1 (Steam) (R$17,99)

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Unreal Gold: o FPS quase desconhecido da Epic Games!

novembro 01, 2019

As pessoas conhecem mais a série pelos jogos Unreal Tournament. Que consiste pegar os elementos do jogo original e colocá-lo numa arena divertida para jogos multiplayer. Eu já escrevi uma análise do Unreal Tournament 99, se quiser dar uma olhada, clique no link depois de ler essa postagem.

Unreal foi um jogo desenvolvido pela Epic Games (a mesma produtora do famoso Fortnite) e lançado um ano antes de seu irmão mais famoso, o Unreal Tournament. Nele, apresentamos várias melhorias de jogos como Doom e Quake e numa forma que também seria explorada no ano seguinte por Half Life.


Eu joguei e rejoguei esse jogo para tentar apresentar a minha experiência mais natural possível. Para começar, se você está acostumado ao estilo de jogo de tiro em primeira pessoa no estilo Duke Nuken, vai notar uma grande diferença ao jogar este jogo. Em Unreal, não há tela de seleção de final de fases como nos jogos clássicos. Aqui, ao passar um estágio, você continua a história... 

O mapa carrega tão rapidamente que só dá uma pequena travada e rapidamente ele mostra o título e o nome do autor. Mas, diferente de Doom e Quake, você não tem um mapa para se guiar e muitas das vezes, você ficará perdido. (Como eu fiquei, tendo que algumas vezes apelar pro youtube me mostrar o caminho certo de um local para outro). Felizmente, o nome das fases aparece quando você salva o jogo (que em vez de você escrever alguma coisa no slot, no jogo aparecerá o nome da fase e o horário em que foi salvo).


O game também permite que você jogue uma versão mais primitiva de Unreal Tournament, disputando com bots ou outros jogadores via LAN) em partidas de mata a mata ou por equipes. Talvez seja daí que nasceu o sucesso que ocultou este incrível jogo. Além disso, ele permite que você também jogue com um amigo a campanha (desde que seja por Lan e que ele também tenha o jogo), pois diferente de UT, ele não tem nenhum servidor para ele e você não pode criar servidores dedicados, como em Unreal Tournament.

Além dos puzzles que evitam que o jogo seja repetitivo, forçando o jogador a encontrar uma alavanca ou algo parecido para abrir um caminho do outro lado e com isso, prosseguir. Encontramos monstros com inteligência artificial aprimorada. Ou seja, se em Doom você pode fazer os demônios brigarem entre si apenas abrindo e fechando a porta, os monstros de Unreal possuem inteligência para te surpreender, chegando até ficar escondido em locais escuros para não ser atingidos pelo jogador. Porém, a única reclamação que eu tenho é sobre alguns puzzles, cujo algumas passagens são em locais muito difíceis de se encontrar e a falta de um mapa, aumentou muito a dificuldade (o que explica eu ter entrado no youtube).



A versão Gold (aquela que é vendida na Steam e a que eu tenho) vem com o jogo completo além de sua expansão, que apresenta uma arma nova e algumas novidades (cujo o canal do videogame explica nos vídeos abaixo). Atualmente, ele custa 17 reais na Steam e promete horas de diversão! Principalmente se você tem um pc ligado via LAN para jogar com um amigo; Para aqueles que jogaram o Unreal Tournament, saiba que ele possui o mesmo sistema e a mesma interface!

No jogo também possui um inventário (como o clássico Heretic). Não vou explicar sobre os itens e os monstros porque o vídeos abaixo trarão todos os detalhes. Meu objetivo aqui é apenas compartilhar minha experiência com o jogo, na qual, já passei das 33 horas de jogo! Atualmente, eu estou perdido na última fase, o que fez eu demorar escrever uma postagem sobre ele aqui (geralmente, zeramos o jogo para poder dar uma análise mais detalhada da coisa), mas como comecei a jogar outros jogos, achei mais que o suficiente usar a experiência que tive somado aos vídeos do Canal do Videogame para poder recomendá-lo...

Compre o jogo agora clicando aqui

Documentário em português sobre Unreal. 

O canal do videogame fez um documentário que foi dividido em partes e que explica tudo sobre o jogo, desde como foi criado até o detalhe das fases e dos monstros. Caso queira uma explicação mais detalhada sobre o universo, recomendamos que assista.

OBS: o segundo vídeo da série foi apagado pelo autor, por isso, ele pula para o terceiro!


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