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domingo, 24 de setembro de 2023

O melhor Tomb Raider que já joguei: SHADOW OF THE TOMB RAIDER

setembro 24, 2023

Sou fã da Lara Croft desde muito tempo, tanto, que tenho no dia em que escrevi essa postagem - quase todos os jogos originais da heroína e muitos deles já resenhei aqui (acho que só não tenho o 4° e o 5° jogo). Então, se você tem alguma dúvida acerca de Shadow of the Tomb Raider, tenho algumas coisas a dizer a você se vale ou não a pena comprá-lo. OBS: a versão desta análise é a Definitive Edition, da Epic Games!


Na postagem O Tomb Raider de 2013: a melhor origem da Lara, falo sobre o jogo que iniciava uma nova trilogia da personagem, explicando um pouco sobre a gameplay e seu sistema. O que permanece aqui, mas de forma bem mais aprimorada e funcional (pelo menos o que eu achei). Infelizmente, por minha ignorância, comecei a jogar este (que era o terceiro título da nova trilogia, em vez do segundo: Rise of the Tomb Raider), o que fará minhas comparações da gameplay, com o do jogo lançado em 2013, e não deste segundo game!).


Acredito que isso foi bom para vê-lo o game com os outros olhos, pois tinha visto comentários de pessoas tratando Shadow of The Tomb Raider como o pior da trilogia, e na verdade, seus puzzles e história, estão MUITO MELHORES que a da origem da Lara. As mecânicas são as mesmas de sempre, mas encontramos meios de explorar o cenário atrás de itens para fazer munições especiais para nossas flechas ou mesmo, itens para nos curar.

Cada loja tem seus próprios itens e muitos deles, são para aprimorar suas armas, como mira lasers ou estojo para carregar mais cartuchos de escopeta. Isso me lembrou quando joguei Assassin's Creed Unity, onde temos esse item a vista no corpo da personagem! Além disso, há missões extras e a oportunidade de interagir com outros NPCs como se fosse um jogo de RPG, o que eu achei muito legal. É claro que algumas missões eu passei com muita raiva. Além disso, temos masmorras extras que são conhecidas como as Tumbas do Desafio, que oferecem habilidades extras se completarem.


Uma das reclamações que vi por aí em comentário de jogadores na internet, é que os "puzzles estavam pouco inspirados em comparação os jogos anteriores". O QUE EU DISCORDO TOTALMENTE! (E olha que sou meio que rato de Tomb Raider!) Ao jogar uma Tumba do Desafio, cheguei a elogiar a mecânica do puzzle uma vez principalmente, porque aquela, não fazia parte da campanha. 


O jogo era tão bom em mecânica quanto em história, que o fechei em dois ou três dias. Teve inclusive, um sábado que sentei para jogar depois do almoço e só fui parar de noite - tendo pausas apenas para ir no banheiro ou tomar uma água. Pois não só os puzzles eram incrivelmente geniais, como também, a história por trás de tudo. Quando eu for jogar o Rise of The Tomb Raider, eu vou entender muito mais... mas se tratando de um final desta saga, eu aprovei muito - principalmente o chefe final, que me lembrou alguns finais de Tomb Raider que fechei.


Por falar em jogos anteriores, você pode ao adentrar em um acampamento - mudar a roupa da Lara, incluindo um modelo do horrível The Angel of The Darkness (o TR que achei uma porcaria, leia minha resenha para saber o motivo) e também, a Lara do TR 2. Além de diversos modelos de roupa! Mas em algumas ocasiões, ela usará a roupa adequada na trama e o jogo mudará sozinho. Você também pode comprar roupas ou até acha-las em suas explorações.


A Lara tem um arsenal com diferentes tipos de armas, como pistola, arcos (com habilidades de tiro alucinógeno, tiro flamejante, etc.) e até um rifle. Estes são encontrados nas lojas e podem ser evoluídos nos acampamentos de acordo com os itens que reuniu em suas aventuras!

O jogo está 100% dublado para nosso idioma e isso aumenta muito a imersão do que os produtores querem nos passar. A história e seus conceitos foram muito bem amarrados, muitas vezes, passando como se fosse um filme, e SEM PONTAS SOLTAS. O que acontece no começo é já uma reflexão do que se torna o fim. Apesar da Lara ser uma personagem fora de série, eles apresentaram personagens cativantes que você praticamente entrava na história. Eu gostei muito do amigo "gordinho" dela (acho que ele estava no jogo da origem, mas não me lembro por ter jogado há muito tempo).


O jogo também me passou o clima de vários jogos que eu joguei, inclusive aqueles que que a Lara tem que enfrentar animais selvagens e sofrer por isso. E juntando o conjunto da obra: história, dublagem, jogabilidade e principalmente, OS MAIORES E ENGENHOSOS PUZZLES que já vi em um jogo da Lara até o momento em que escrevo essa postagem, eu tenho mais que recomendá-lo. Indo além e decretá-lo que FOI O MELHOR TOMB RAIDER que já joguei. Poderão surgir melhores no futuro, com certeza, mas este, está no meu coração. O que me fará jogar mais vezes!


A versão da Epic também contém conquistas, assim como na Steam. E a versão que eu tenho e analisei é desta plataforma. 


Se você quiser comprar (R$145,99), clique no link abaixo: (RECOMENDAMOS MUITO)


https://store.epicgames.com/pt-BR/p/shadow-of-the-tomb-raider

domingo, 20 de agosto de 2023

O jogo que faz você brincar de Mike Baguncinha: Door Kickers: Action Squad (Análise)

agosto 20, 2023

Se você é fã do agente brasileiro ou mesmo, da famosa polícia americana: este jogo é para você. Sendo uma sequência de um game chamado Door Kickers, este incrível jogo em estilo retrô, coloca o jogador na pele de diversos soldados da Swat em diferentes missões, mas todas elas envolvem resgatar reféns e confrontar bandidos.


Cada episódio conta com diversos estágios que possuem pequenos desafios, completando todos eles e sendo bem-sucedido, você recebe 3 estrelas. Dependendo da sua performance, você receberá entre uma a três delas! As tais servem para você comprar diferentes armas e/ou equipamentos para os seus agentes. A cada missão, o jogador pode escolher um dos personagens envolvidos, cujo cada um com suas próprias características e ferramentas - o que pode tornar a missão mais fácil ou difícil dependendo do agente.


 Toda vez que você fracassa em uma missão, você recebe pontos de experiência que ao avançar de nível, liberam pontos para serem gastas em habilidades passivas (e você pode trocá-las se quiser toda vez que iniciar uma missão). Além disso, se você fez duas estrelas ou menos, pode refazer a missão novamente para ver se alcança ganhar todas as 3!

Apesar de ser todo em pixel art e em visual retrô, o jogo oferece bastante ação e exige inteligência por parte do jogador. Principalmente em relação aos reféns! Ao atirar nos inimigos, se o agente atirar abaixado, pode acabar matando a refém e concluir a missão dessa forma não lhe renderá 3 estrelas, por causa que uma pessoa morreu em seu turno. 


Por isso, deve se criar uma estratégia com o personagem, utilizar as diversas armas e equipamentos em mãos (que são únicos e conhecidos da swat, como bombas de atordoamento, ou de fumaça, granadas, etc.). A missão em sua maioria, só termina quando todos os bandidos forem eliminados e todos os reféns (vivos) salvos. Algumas ainda oferecem tempo para conclusão até que uma bomba no cenário seja desarmada.


Por ser em pixel art, o jogo já é auto intuitivo. Qualquer pessoa que conheça pouco sobre videogame, entenderá rapidamente como ele funciona! Basta saber entrar com inteligência na área, procurar uma cobertura, saber quando atirar e como usar seus equipamentos. Há um sistema bem interessante aqui: no início de cada missão, o jogador ao escolher seu personagem, escolherá uma habilidade específica. Esta habilidade será ativa e para isso, você precisará encher uma barra branca que você aumenta ao detonar um inimigo e/ou salvar um refém. 

Caso você não queira utilizar essa barra, pode-se usufruir de outros equipamentos menores que são invocados com parte dessa barra, como um colete novo (caso tenha gasto), um pacote com munição (que no caso, não são das armas - elas são infinitas, mas os equipamentos como granada, bomba de fumaça, etc.), kit médico para ser curar, ressuscitar um aliado (explicarei a seguir), ou aumentar a vida máxima.


Sim, o jogo há um modo multiplayer para dois jogadores. Onde os dois jogam juntos todas as missões disponíveis e discutem entre si a melhor estratégia. Mas, infelizmente, o modo coop não apresenta uma tela dividida, assim, não temos certa exatidão quanto o que estamos vendo. Há também um modo online, mas este eu não testei porque acredito que seja assim como outros jogos da Gog, seja ligado ao servidor deles. O que não me permite falar muito a respeito sobre!

O jogo é bastante divertido e ainda nos apresenta a opção de reseta-lo completamente, para que possamos jogá-lo novamente com os personagens desde o princípio. Nossa análise se trata da versão Gog do jogo, caso você queira comprá-la, faça através do link abaixo:


Compre Door Kickers: Action Squad na Gog agora (R$27,89):


https://www.gog.com/en/game/door_kickers_action_squad


quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Nossa análise de The Forest

janeiro 11, 2023

Se você curte jogos de sobrevivência e gostaria de uma pitada de terror, The Forest é um excelente jogo para começar. Aqui, você vive a história de um perito em sobrevivência (o jogador) que ao sobreviver a queda do avião que estava com seu filho, o vê ser levado por um homem coberto de vermelho. Assim, você deve usar seus conhecimentos para ir atrás de Timmy, explorando a mata e toda a península do local.


Em The Forest, apesar de você estar numa mata habitada por cervos, coelhos, esquilos e outros animais. Não há feras como ursos ou leões, por exemplo. Há apenas crocodilos, mas todos estes, podem oferecer peles e carne para alimentar o personagem do jogador. Como o game é de sobrevivência, devemos colher água e comida constantemente para não morremos. Explorando o lugar a procura de sobreviventes e assim, usando seus conhecimentos para construir cabanas, armas, etc.


A grande sacada do jogo é simplesmente ser um jogo de sobrevivência em "uma ilha deserta", recheada de canibais de diferentes tipos. Canibais esses que precisam ser despistados ou mortos por jogadores para virar de alguma forma, suprimento. Como usar sua carne para se livrar da fome e/ou seus ossos para a criação de armas e até armadura. E falando neles, no início do game, é raro encontrar um ou dois, mas na medida que vão se passando os dias, mais e mais vão surgir no seu caminho.


Em partidas multiplayer é que o jogo se torna muito mais divertido. Principalmente porque o mesmo fica mais perigoso com mais canibais com sede de sangue atrás de você, cabendo aos jogadores entrar em acordo com os demais para saber qual é a melhor estratégia para sobreviver, e temos muitas opções criativas. Podendo criar armas, como já dito, além da criação de diferentes tipos de armadilhas e diversos tipos de alojamento - podemos até mesmo, construir uma catapulta para monstros mais fortes - porque teremos também alguns "canibais mutantes" de vários braços e outras aberrações na ilha.


Todo jogador possui um inventário e deve ir atrás de diferentes itens que são encontrados facilmente pela ilha. Nesse inventário, podemos criar novos itens que nos darão novas coisas. Praticamente igual ao Terraria, mas, sem precisar de uma mesa de trabalho. Acessando o inventário e clicando em um item com o botão direito, você combina com outros itens e colocando o mouse sobre uma engrenagem que aparece em cima do item a ser combinado, você tem acesso a todas as receitas do que se pode fazer com ele. Por exemplo, tecido + bebida alcoólica = coquetel molotov. A partir das receitas que construímos lanças, arco e flechas, explosivos, etc.


O jogador tem a total liberdade de explorar a ilha. Não existem chefes aqui! Apenas a boa e velha exploração onde ao sair da sua casa na árvore, pode ser cercado por um grupo de canibais e morrer ou pedir ajuda a um amigo que está na mesma partida que você para te socorrer. Dentre as diversas armas e ferramentas, temos uma chamada radio, que ao apertar o botão Q, o personagem usa uma das mãos para conversar com os demais jogadores - mas, ficará com uma mão ocupada.


Explorar cavernas em busca de encontrar acampamentos abandonados... caçar animais e construir casas e diversos tipos de construções além de explorar cavernas, matas e até nadar ou construir uma jangada, são o que lhe esperam - uma aventura obrigatoriamente multiplayer, mas pode ser jogado sozinho também. O jogo está na Steam e em seus servidores que você e um grupo de amigos podem explorar, jogo mais que recomendado!


OBS: o jogo está 100% traduzido para o português. As imagens nessa postagem foram prints que eu encontrei na internet. (Já que meu pc é bem limitado para printar em minha gameplay.)


Compre agora na Steam (R$38,00) pelo link abaixo:

https://store.steampowered.com/app/242760/The_Forest/

terça-feira, 19 de julho de 2022

Análise de AGGELOS, um Metroidvania bem desafiador, mas divertido...

julho 19, 2022

Conheci esse jogo através de uma clássica promoção da Steam, e não me arrependi. Acho que na ocasião gastei apenas R$2 para conhecer um dos jogos mais legais que conheci nos últimos tempos. AGGELOS é um jogo metroidvania, desenvolvido pela PQube Games, e lançado em 2018 na Steam. Embora existam versões para videogames, vou me atrever apenas a comentar sobre a versão da Steam, que adquiri.

O jogo é totalmente inspirado em Wonder Boy (Master System), com inúmeras referências, tanto no visual, jogabilidade e uma parte do Labiritinto. Embora seja bonitinho, o jogo exigirá PACIÊNCIA e HABILIDADE do jogador pois em muitas partes você não vai precisar apenas de armas e níveis, mas ter as habilidades certas (digo gameplay) para superar alguns desafios. Já começo dizendo: se está pensando em jogar isso, tenha um CONTROLE para jogar, porque jogar no teclado é praticamente IMPOSSÍVEL. E por quê digo isto?! Porque neste jogo você não tem como configurar os botões do teclado. Acho a disposição dos botões muito ruim de serem executados.

Você ganha dinheiro (gemas amarelas) e pontos de experiência (em alguns casos, gemas roxas) que podem ser dropadas, abrindo baús ou então derrotando monstros. Aqui temos os mais variados tipos. Como se tem MUITA COISA para fazer aqui, é totalmente normal que você fique perdido por um tempo. Para ajudá-lo, existe um Mago (no castelo do Rei) que pode oferecer ajuda, mostrando para onde deves ir.


Demorei cerca de 15 horas para zerar esse jogo, completando (eu acho... 94%). É um jogo completamente desafiador, e em algumas partes vai te fazer passar raiva. Se você gosta da série Wonder Boy ou então gosta de um bom Metroidvania, AGGELOS pode ser uma grande alternativa. Mas cuidado... o jogo é difícil, hein...

Meu vídeo jogando Aggelos pela primeira vez.


Atualmente (na data que escrevo isto), AGGELOS está na Steam por R$28,99, mas pode diminuir de preço com promoções. Compre agora na Steam ou guarde na sua lista de desejos!

Aggelos (na Steam, por R$28,99)

quarta-feira, 13 de abril de 2022

O incrível Minit, o RPG mais simples (e muito divertido!) que você conhecerá na vida

abril 13, 2022

Minit é um jogo produzido pela Devolver Digital, em 2018, mas que mantém a mesma pegada visual de outros jogos da mesma produtora, como Downwell e Gato Robotto. Saindo do gênero de ação e metroidvania de outros de seus jogos, Minit segue o mesmo conceito visual (jogo meio 8 bits em preto e branco) e também sua simplicidade/facilidade, aplicado agora em um jogo de RPG.

Neste RPG, que parece muito com um Legend of Zelda padrão (ou mesmo Golden Axe Warrior, por quê não?) você controla um carinha que anda por um mundo mágico, com poucos monstros e muitos lugares para você explorar. No entanto, sua vida muda quando você encontra uma espada mágica que lhe propõe apenas 60 segundos de vida. A proposta de Minit é simples: você precisa explorar uma área em 60 segundos, e depois disso, você morre.


Ao morrer, você volta para um ponto inicial (uma casa ou um hotel) com todo seu progresso salvo. A tendência aqui é entrar nos lugares rapidamente antes de morrer. Jogando no controle, pode-se jogar tanto com analógico quanto os direcionais. O botão A usa a espada (ou outros itens, falaremos mais a frente) e o botão B você morre diretamente. Isso acontece porque você, em muitos casos, não precisa esperar os 60 segundos se acabarem: pode apertar e voltar para o ponto inicial.

O jogo tem uma série de quests que lhe fornecerão em muitos casos novos itens para continuar sua jornada. Apesar de simples, o jogo também tem seu próprio desafio.


Sobre colecionáveis, você encontra moedas (poucas) que podem ser usadas para comprar uma bota (que faz você correr) e depois, corações. Também encontra corações (sua vida) e alguns itens, como um Osso (que tem a mesma propriedade de uma espada), um regador (para molhar as coisas) e uma câmera. Nada além disso. Outros itens coletados fazem você acessar novos lugares ou dar novas habilidades, como carregar caixas, lançar a espada para ataques à distância, etc.

Jogando pela primeira vez (pra zerá-lo antes de terminar essa análise) demorei cerca de 148 minutos (cerca de 2h40). Na versão que eu tenho (da Epic Games), não existem conquistas. Agora, se você tem vontade de jogar um jogo de RPG (estilo "Zelda") e acha complicado, Minit talvez seja um melhor caminho. Ele é um jogo simples, mas MUITO divertido.

Mesmo zerando em pouco tempo, terminei o jogo com 59%. Ou seja, ainda havia MUITA COISA para descobrir nele. Ao zerar o game, você encontra um modo com uma dificuldade maior, onde o contador pula de 60 para 40 segundos. Minit está na Epic por  R$18,99 mas esse preço pode cair MUITO com as promoções, isso sem contar que o jogo pode ser doado de graça em algum momento. Guarde na sua lista de desejos se não quiser comprar agora.

Minit (Epic Games, R$18,99)

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Conheça Paladins, um jogo com um pouco de Team Fortress e um pouco de LoL

abril 11, 2022

Perdi a época do lançamento do famoso game Overwatch da Blizzard, que virou moda lá pelos idos de 2016 se não me falhe a memória. Me lembro de ouvir relatos de um amigo meu (que foi parecido de colega quando estudava desenho) que diziam: "nunca gostei de jogar games de tiro, mas gostei de Overwatch". 


Mas a sua análise não é sobre Paladins? O que tem haver Overwatch?


Diante do sucesso do jogo da mesma produtora de títulos como Diablo e Warcraft, surgiu uma opção gratuita que hoje acredito estar muito popular - a que estamos usando nesta análise; Segundo a página da Steam deste game, é dito que o mesmo possui mais de 25 milhões de jogadores. Então, na época para os que não tinham condições de se divertir com Overwatch, iam para o Paladins.

E como é o jogo?

Paladins segue a mesma linha de seu concorrente, com a facilidade de ser gratuito. Aqui, encontramos uma mistura de Team Fortress 2 (que já analisei no blog) com League of Legends. As partidas duram cerca de dez minutos e como num bom jogo arcade, você está ali para trocar tiros livremente - sem ouvir nenhum cara chato do seu lado dando instruções ou tiltando a toa. Assim como no famoso game da Valve, existem alguns modos de jogo, como mata a mata, mata a mata em time e um que você escolta um carrinho (quem jogou TF2 sabe como é).

O diferencial aqui é que não existem classes, mas sim, campeões. Assim em games como Valorant (que também já analisei aqui) você deve escolher um personagem que possui diversas habilidades para serem usadas na arena. É um jogo de tiro, mas... há elementos semelhantes a RPG! Como mostrar o dano assim que você atinge um oponente, por exemplo. Os personagens tem skills ativas que são usadas da mesma maneira como Valorant (incluindo uma ultimate). E como num ambiente mais voltado para a estratégia do que um FPS convencional, o número de pontos de vida dos personagens podem variar.


Os personagens são separados em dano, tanque, suporte e agilidade. Tanto que na escolha do seu herói, o jogo mostra acima qual classe já está na equipe; Não existe armas secundárias! Seu personagem usa a sua arma principal sempre, cujo cada um possui suas próprias peculiaridades. Aprender as habilidades do personagem é um processo natural cujo o jogo incentiva aos jogadores a conhecê-los, recebendo recompensas adicionais toda vez que o personagem receba maestria neles.

Maestria é uma espécie de níveis de experiência em um determinado personagem, assim, digamos que se um jogador possui um herói de Maestria 2, ele teria mais experiência do que outro jogador com o mesmo personagem com maestria 1. Algo muito utilizado no LOL! Não rende vantagens alguma, apenas mostram para os demais jogadores o quanto você é experiente com aquele campeão.


Algo que eu tenho que elogiar neste game é o fato dele não prender o jogador a builds ou força-lo a encontrar aquilo o que é mais apelão. Ao iniciar o jogo, o jogador ao apertar a tecla I, pode comprar seus itens, que na verdade, são cards próprios que podem ser evoluídos com experiência ganha nas lutas e que oferecem diversos tipos de buffs, como aumentar os pontos de vida ou diminuir o tempo de recarga das habilidades, por exemplo. Você é livre para comprar e aprimorar esses "cards", sendo que você só poderá usar quatro em campo.

Assim que você ganha mais maestria com um campeão, você recebe a possibilidade de montar seu próprio baralho! Diferente dos "cards" que eu citei e que são comprados durante a luta, em Paladins existem um sistema de baralho com cartas parecidas com as de Magic e que oferecem efeitos passivos. Você é livre para escolher as cartas que quiserem e denominar os seus níveis de poderes, colocando em um campeão específico as habilidades passivas mais apelonas ao seu jeito de jogar. No início, você deve escolher um baralho padrão, mas é algo muito fácil de se construir. 


Como eles lucram?

Assim como qualquer jogo do gênero, existem skins e outros tipos de itens cosméticos que são vendidos nas lojas e custam até que barato (principalmente se comparado ao Grand Chase da Steam, no caso). Mas para aqueles que não tem muitas condições, existe um meio que oferece moeda do jogo assistindo vídeo de anúncio (como em jogos de celular). Além disso, diariamente o jogador tem missões que o incentivam a jogar, o recompensando com gold e outras moedas do jogo - que são essenciais para comprar novos campeões.

Um jogabilidade que atrai pessoas para os FPS

O game é autoexplicativo. Qualquer um que nunca jogou um FPS da vida, em pouco tempo entende do que se trata. Como é mais voltado pra um jogo de estratégia do que um tiro em primeira pessoa, acertar em cheio o seu alvo não é tão importante, mas sim, atirar! O que me fez entender o porque meu amigo e um colega de uma escola de desenho me disseram a mesma coisa: eles se sentiram a vontade para atirar em inimigos sem pressão alguma. E mesclado as habilidades dos personagens, torna tudo fácil e dinâmico ao mesmo tempo. Então, se quer apresentar um FPS ao seu filho ou alguém que você acredita que não tem nenhum senso de jogar FPS no computador, apresente este jogo - ele é gratuito na Steam, na Epic e tudo o que é plataforma - inclusive consoles.


Ele está 100% em português, mas não está dublado. Com uma jogabilidade viciante que agradará a muitos, principalmente porque é aquele jogo online onde apenas nos divertimos sem nos importar se o meu time sabe jogar ou não. Uma sensação muito agradável, a mesma que senti quando jogava o Unreal Tournamente 99 (cujo também tem análise no blog).


A versão usada para esta análise foi a da Steam.


Página para baixar o jogo na Steam:

https://store.steampowered.com/app/444090/Paladins/


Site oficial do jogo:

https://www.paladins.com/


quarta-feira, 23 de março de 2022

Montaro RE, a CONTINUAÇÃO do joguinho do cãozinho do Dogecoin!

março 23, 2022

Algum tempo atrás fizemos uma resenha de um jogo indie chamado Montaro, que é muito bonitinho e engraçadinho. Lançado em 2018 (dois anos depois do lançamento do primeiro game), Montaro RE é praticamente o mesmo jogo, com algumas alterações.

O jogo não mudou em nada na questão do gameplay, isto é, você só usa o botão do mouse para pular e escapar das galinhas, pássaros, corvos, etc. As manobras de pular em cima de uma casca de banana para matar corvos também estão aqui. Como falei, no quesito gameplay o jogo continua a mesma coisa. A grande diferença aqui vem no próprio design da fase, que agora está MUITO FÁCIL. Os Dogecoins que você coleta são usados para comprar novas "skins" para o cãozinho da raça Shiba Inu, contendo também muito mais skins que o primeiro jogo.

A cidade agora está mais populosa

Os cenários também estão bem mais caprichados e detalhados em comparação a versão anterior, e você pode inclusive, chegar a lugares mais altos em algumas partes. A cidade também está mais populosa, com diversas garotas (de calcinhas agora de cor diferente) que podem ser roubadas. No entanto, diferente da primeira versão, aqui não existe uma conquista para o número de calcinhas coletadas.

Comparando as duas versões, achei Montaro RE um pouco mais "nutella" do que o jogo original, que era um pouco mais desafiador. Para ter noção da coisa, demorei pouco mais de 1h para platinar este jogo por completo (quase a metade do tempo que usei para platinar o Montaro "original"). Montaro RE está na Steam por um precinho bem camarada: compre agora ou deixe na sua lista de desejos.

Re Montaro (na Steam por R$2,29)

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

KINGDOM TWO CROWNS: administre seu reinado com um amigo

novembro 01, 2021

Aqui no blog eu já falei o quanto eu gosto da série Kingdom. Se nunca ouviu falar, leia nossa resenha sobre o primeiro jogo da série que está gratuito na Steam permanentemente. Mas resumindo seu incrível modo de jogo, podemos dizer que é uma espécie de Stronghold em 2D.


Demorei muito para poder trazer uma resenha desde jogo aqui no blog porque a série costuma ter games longos e eu precisava conhecê-lo ainda mais. Comprei o game há quatro meses atrás e só agora pude trazer uma resenha, baseado na experiência de mais de 30 horas de jogo e jogando com amigos. (Sim! Esta é a maior novidade deste jogo!). E por mais que a franquia seja fora da série, o lançamento de Two Crowns praticamente enterrou os jogos anteriores. (No sentido de jogabilidade!)


O game não há só melhorias em relação ao game anterior, mas sim, há muito conteúdo a se explorar. Se os jogos da série costumam ser sempre atrativos, criando mapas únicos para cada jogo (estilo Diablo) e oferecendo sempre uma experiência nova mesmo já conhecendo sua base, aqui os produtores foram além e nos trouxeram 3 campanhas para se jogar com um amigo e cada uma delas relacionada a um tema diferente.

O jogador pode gerar até três arquivos de save e tem a opção de jogar com um amigo (em tela dividida) ou sozinho (podendo habilitar e desabilitar a qualquer hora). Só recomendo que se for jogar com alguém, que usem controles, pois a configuração pelo teclado é uma porcaria para quem for o segundo jogador (e não dá para configurar - mas se alguém souber, comente aí explicando como fazer!). Além das campanhas já propostas, o jogo aparece com novas na qual, só podem ser jogada por dois jogadores. Os jogadores experientes em Kingdom vão amar!


A mecânica está muito mais fácil. Ao construir o barco, você não precisa esperar o mesmo ir até o final da ilha para depois zarpar (agora ele fica no meio e você tem a opção de levar parte da população ao seu gosto ao tocar um sino). Com um amigo, vocês podem explorar mapas muito maiores e decidirem como vão administrar seu reinado (é muito divertido e viciante). Lembro que um primo meu chegou aqui em casa e eu o convidei para jogar comigo - o mesmo nunca tinha ouvido falar e na ocasião, foi minha primeira vez que jogava com alguém. O resultado foram 4 horas de gameplay seguidas e interrompidas quando roubaram nossa coroa.

Quando se joga com dois monarcas, se roubarem a coroa de um - o jogo não termina. O Rei continua no campo e até pode colher moedas, mas sem a coroa, ninguém obedecerá suas ordens! (Isso aconteceu quando esse meu primo ficou sem a coroa). O legal é que ao chegar perto do monarca sem coroa, aquele que ainda tem o trono pode gastar algumas moedas e criar uma coroa nova. Como era de se esperar, temos mapas muito maiores que os jogos anteriores e uma novidade: uma nova moeda de troca. 


Essa moeda são diamantes que você pode pegar em baús especiais em algumas ilhas. Com ele, podemos destravar as coisas, como os eremitas! Diferente do game anterior, agora podemos voltar nas ilhas que passamos (que continuam de pé como se nada tivesse acontecido) simplesmente para gastar com esses diamantes as melhorias. Os upgrades de fazenda, de arco e de muros são todos destravados com essa nova moeda de troca. Para guarda-las, existe um baú especial que fica sempre ao lado da embarcação, na qual, para abrir o mesmo e pegar o seu diamante, são necessários uma moeda de ouro em troca. Um NPC estará ao lado do baú enquanto houver algo lá, assim, o jogador não ficará confuso.


Sobre as campanhas, temos ambientes totalmente diferentes. Além da campanha que já conhecemos (vou chama-la de "padrão"). Temos uma que nos leva ao japão feudal, com ninjas e rounins - onde é bastante diferente do que já estamos acostumados. A grande maioria das coisas já conhecemos, mas é um gameplay um pouco diferente apesar de usar a mesma base; a terceira campanha é voltada para mortos vivos, na qual, temos até montarias que mais parecem ter saído de um filme de terror. A grande novidade além do tema ser voltado para os mortos vivos, podemos trocar de monarca (na medida que o libertamos) e cada um tem habilidades novas. Ou seja, você pode usar as habilidades especiais da montaria e do monarca morto-vivo que você está controlando.

Assim, teremos dezenas de horas fáceis. Com bastante conteúdo e sendo um jogo que sempre estaremos nos divertindo, porque sempre teremos mapas novos criados a cada partida e ainda temos a opção de jogar com um amigo. OBS: a versão da Steam permite que você e um amigo que tenha o jogo, possam jogar online! Já a versão que eu comprei e escrevi essa resenha, não.


Você pode criar uma conta para jogar com a pessoa em outra plataforma (steam, ps4, etc.)mas essa função ainda não vou finalizada pelo o que eu vejo, já que mesmo vinculando sua conta, não existe nenhuma opção de procurar uma sala ou ser o host de uma partida. O que não tira o brilho deste game, já que comprei pela Gog e estou muito satisfeito com ele - mas aviso que se você tem desejo de jogar com um amigo distante pela internet, que compre a versão da Steam. Mas se você tem um amigo do seu lado, é muito melhor jogar com ele, e com esse game, já posso dizer que passei tardes e mais tardes brincando de ser monarca.

Compre o jogo na Gog agora mesmo pelo link abaixo (R$38,00)

https://www.gog.com/game/kingdom_two_crowns

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Gris: um jogo relaxante e MUITO bonito...

outubro 25, 2021

Acho que já bateu a curiosidade em você em alguns títulos de jogos que plataformas como Steam e GOG, por exemplo, te oferecem. Algum tempo atrás fiquei bem curioso em conhecer o título Gris, de tanto divulgarem em promoções ou coisas do tipo, me chamou atenção e então comprei na GOG. 

Gris é um jogo de plataforma que tem a mesma proposta de Limbo e Inside. Apesar de ser um jogo de plataforma, aqui você só precisa cumprir algumas pequenas tarefas para poder avançar no game. Outro detalhe interessante é que aqui, e Gris, é IMPOSSÍVEL você morrer. Enquanto em Inside e Limbo, que também possuem propostas semelhantes, você poderia morrer e voltar num checkpoint. Aqui é praticamente impossível você morrer, tanto que nem existe nenhum medidor de vida ou algo do tipo. Talvez a preocupação dos produtores do game era criar um game onde você só pudesse relaxar, sem se estressar em ficar em uma parte do jogo.


Gris cumpre isso com louvor. O jogo é totalmente relaxante. Se você tem problemas de estresse constantemente, te aconselho mesmo a jogar esse game. Seu visual é fantástico, com sprites (e alguns cenários) totalmente desenhados a mão, como em CupHead. E falando no visual do jogo, ele é fantástico e, com toda certeza, um dos jogos mais bonitos que eu tenho na minha coleção. Além de tudo, ele é muito simples de jogar. 



Aqui você controla uma garotinha num mundo mágico, que vai recebendo poderes: existe o poder de se transformar o corpo em pedra, que será usado para quebrar algumas estruturas e também para evitar ser empurrada com o vento; como também o poder de pulo duplo e planar no ar e, por último, o poder de cantar... que pode fazer algumas plantas desabrocharem (plantas que podem se tornar plataformas para acessar outros lugares). Além disso, o jogo também conta com alguns chefes, mas que não podem te matar. 

Gris foi lançado em 2018 pela Nomada Studio e publicado pela Devolver Digital (a mesma de títulos como Gato Robotto, Downwell, etc) em 2018. O jogo está disponível para diversos videogames, e pelas plataformas Steam e GOG. A versão que eu tenho é da GOG. Embora talvez a campanha seja curta (demorei cerca de 6h para zerar o game), ele possui alguns adicionais assim que termina o jogo. Coloque na sua lista de desejos ou compre agora.

Eu GOSTEI e RECOMENDO esse jogo. Ele é bonito, relaxante e QUALQUER UM pode jogar. Vai por mim...

Gris na GOG (R$32.99)

Gris na Steam (R$32,99)

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Análise de Among Us - vale a pena jogar?!

junho 21, 2021


Among Us ("Entre Nós") é um jogo indie de cooperação e sobrevivência, publicado pela empresa Innersloth em 2018. O jogo foi primeiramente lançado para celular, no dia 16 de Junho e, devido ao seu sucesso, foi lançado para a Steam no dia 16 de Novembro de 2018. Além disso, o jogo também foi portado para a plataforma da Epic Games, em 2020.

É um jogo simples, muito divertido se (principalmente) você estiver jogando com seus amigos. Jogamos aqui com cinco pessoas (meu irmão e nossos amigos) e nos divertimos por horas. As partidas de Among Us se resumem a isso: o sistema vai sortear um Impostor, sendo que os demais devem descobrir quem é o Impostor. Todos estão a bordo de uma nave espacial, e cada um tem suas tarefas a fazer. Enquanto isso, o Impostor pode acessar pequenos atalhos, e também pode matar outros jogadores (mas ele tem um tempo limite para usar esse poder depois de usá-lo uma vez). 


Quando um dos demais jogadores acham um corpo de outro jogador morto (pelo Impostor), é convocada uma reunião para descobrir quem é o Impostor. Quem morreu, não pode votar (e também não pode falar quem matou) mas pode visitar a nave como um fantasma. As tarefas da nave são bem simples, embora algumas seja desfazer o que o Impostor fez (o Impostor deve sabotar a nave para ganhar o jogo ou então matar quase todos os tripulantes da nave). O jogo é um jogo de pura malandragem, onde você precisa ser bem sutil nas suas ações.

Quando joguei pela primeira vez, foram muitas partidas que se transformaram em horas. É aquele jogo que você dá boas risadas, principalmente quando sabe quem é o Impostor (e não pode falar) e vêem que estão acusando alguém inocente, com a qual é banido da nave. 

Among Us está 100% em português e, como jogo online, você usa salas (públicas ou privadas) para chamar seus amigos para as partidas. Em caso de partidas só para amigos, existe um código criado pelo host da sala, que é uma espécie de senha para entrar na sua sala. O jogo é super leve, e cada jogador pode customizar o seu Personagem com várias opções. Acho que ele roda em qualquer PC.

Among Us está na Steam, Playstore e também na Epic Games.

Among Us (para celular) - GRÁTIS (com compras no jogo)

Among Us (Steam) - R$10,89

Among Us (Epic Games) - R$9,99

OBSERVAÇÃO: Sempre tem gente para jogar esse game, no entanto, ele fica MUITO MAIS DIVERTIDO quando você brinca ele com seus amigos ou conhecidos.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Conheça Timespinner, o "clone" de Castlevania: Symphony of the Night

abril 09, 2021

Castlevania: Symphony of the Night é, na minha visão, o melhor jogo da franquia Castlevania de todos os tempos. Estou citando ele neste post para falar sobre Timespinner, que é praticamente um jogo idêntico, repleto de referências, mas com seu próprio charme.

Timespinner foi, a princípio, um projeto criado pelo estúdio indie Lunar Games, financiado coletivamente pelo Kickstarter em 2014, arrecadando mais de 176 mil dólares nesse projeto. O game acabou sendo publicado em 2018 em diversas plataformas (uso aqui a versão Steam). Como todo metroidvania, você precisa ganhar novos poderes para acessar as diversas áreas. Os poderes aqui podem vir através das Orbes (as armas e magias), ou através de Equipamento ou mesmo de Relíquias.


Com seu próprio charme...

Enquanto em Symphony of the Night se passa inteiramente no castelo do Drácula, em Timespinner você tem todo um mundo aberto para explorar, com cavernas, masmorras e castelos. A personagem principal do game, Luna (esta que você controla o tempo todo) consegue algumas manobras temporais, como viajar entre os teleportes (a partir de certa parte do jogo), bem como viajar no passado e presente do mesmo mundo (diferença de 1 mil anos se não estou enganado). Em algumas partes do jogo, você pode parar o tempo no mundo de jogo, o que vai gastar Areia, o que é bem útil para passar de algumas salas ou também para usar os inimigos como degraus para lugares mais altos.

Como todo metroidvania que se preze, a exploração te recompensará com itens que aumentam seu valor de vida, seu valor de aura (espécie de PM) e seu valor de Areia. Existem também paredes falsas que revelam salas secretas. Como um RPG, você tem seu nível de Personagem e ganha pontos de experiência para cada monstro derrotado. Além disso, os pontos de experiência recebidos não valem apenas para os Personagens, mas também para as Orbes e para os Familiares que acompanharam Luna na sua jornada.

Diferente de Simphony of the Night, em Timespinner você tem como armas as chamadas Orbes, gemas mágicas com propriedades próprias. A medida que as mesmas avançam de nível, podem aumentar seu alcance e dano. Outra herança do Castlevania aqui são os familiares, que são espécie de bichos que te acompanham e avançam de nível conforme os monstros que você mata. Acho que fora isso o que já citei, tudo permanece igual ao sistema clássico de Simphony of the Night!



Minhas impressões sobre o jogo...

É um jogo divertido, um jogo muito bem feito e desenhado. Feito caprichosamente por sua equipe. Mas posso dar meus pitacos após quase 9 horas de jogo que levei para chegar ao fim desse belezura. Primeiro, senti falta de uma lista maior de equipamentos. Você ganha alguns dos monstros, mas a lista de equipamentos é MUITO PEQUENA e quase você não mexerá neles.

Outra coisa é o excesso de check-points no jogo. Os check-points salvam o seu progresso automaticamente, recuperando todos os PVs, Aura e Areia perdidos. Até por conta disso, dificilmente você usará poções ou comida para recuperar do dano sofrido, apenas nas lutas mais críticas contra os chefes do jogo. E por falar nos mestres do jogo: todos eles são MUITO FÁCEIS de passar. Não morri nenhuma vez em nenhum deles. E por falar em vidas, em TimeSpiner você nem morre. Só morri uma vez no jogo inteiro por falta de atenção. Na primeira vez que joguei, só morri uma vez. Mas vale lembrar que, após zerar o game, existem modos mais difíceis (que não joguei ainda enquanto escrevo isto).                            

A única coisa que me travou no jogo foi para achar o cartão de Acesso B & cristal de plasma, com a qual postei aqui no blog. Conforme já falei aqui e reitero, assim que você zera o jogo, aparecem outros modos de dificuldade, o que é um fator replay para o jogo. Sobre os controles, eles se encaixam muito bem e você não precisa usar o controle padrão da Steam. No meu caso, usando a minha USB para Playstation, funcionou muito bem. Na opção do jogo, você pode escolher o controle que usa, de modo a mostrar os botões certos do seu controle na tela.

O jogo é bom. Não é enjoativo. Recomendo. A única parte mais chata são as quests que você precisa fazer no jogo, mas é de boas. Timespinner está disponível na Steam por R$36,99 mas pode ser comprado por um preço mais justo nas promoções da Steam. Compre agora ou guarde na sua lista de desejos!

Timespinner na Steam por R$36,99

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

O interessante, divertido e viciante Escape from Tethys

fevereiro 23, 2021

Escape from Tethys é um jogo indie de plataforma, desenvolvido pelo estúdio Whimsical em 2018. O jogo segue o padrão dos estilos de jogos metrodvania: você vai abrindo novos caminhos com os upgrades que vai pegando. Embora o nome do jogo e estilo pareça decepcionar, eu posso garantir para vocês que esse é um dos MELHORES jogos do gênero que já joguei. Minha experiência foi totalmente viciante, já que me animava a procurar todos os upgrades para acessar novas áreas do jogo.


Tethys é um planeta onde você está, e deve sair dele após algumas coisas darem errado. Pode-se perceber que o jogo é inteiramente baseado no clássico Super Metroid (Super Nintendo), com um Personagem usando armadura que atira e ganha upgrades assim que consegue explorar esse planeta. O jogo é totalmente em pixel art (como os jogos de 8 bits do Master System e Nintendo 8 bits). Embora seja inspirado em Metroid, o jogo tem seu próprio charme. Ele não é tão complexo e pode ser terminado em poucas horas. Eu demorei cerca de 9 horas para terminá-lo.

Mapa geral de Tethys

Não vou aqui revelar os upgrades que você ganha no jogo, mas você também pode ganhar tiros diferentes, e aumentar a capacidade de tiros diferentes e vida com peças escondidas. Algumas partes são meio osso de passar, mas nada que com um pouco de treino e paciência possa passar. Além disso, não sei se isso é defeito, mas os chefes do jogo são MUITO fáceis de passar. Para ter noção, passei do último chefe de primeira. Isso pode ser problema para alguns, para mim não foi.

Gente, esse jogo é MUITO viciante. Cheguei a deixar de fazer algumas coisas aqui no estúdio inteiramente para ficar jogando ele. Escape from Tethys é um jogo tão empolgante que te anima para encontrar novas áreas até o fim do jogo. Altamente recomendado.

Escape from Tethys está por R$10,89 na Steam

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Análise de Venture Kid

dezembro 07, 2020

Venture Kid é um jogo de plataforma indie criado pela empresa Snikkabo AS, sendo publicado na Steam (link para compra no final da matéria) em 2018. Antes disso, foi lançado uma versão em celular em 2016. O jogo é feito em pixel art "estilo nintendinho", como alguns jogos que já resenhei aqui, como Odallus: The Dark Call, Theco, entre muitos outros que já resenhei aqui no blog. O jogo é totalmente inspirado nos antigos Megaman de Nintendinho, e é MUITO PARECIDO com o recente (não tão assim!) Mega Man x Street Fighter.

A história do jogo se baseia em uma ilha desconhecida, que está sendo assolada por uma fortaleza especial de um cientista maluco chamado Teklov. Você precisa partir para frustar os planos desse cientista. A cada fase completada, você ganha uma nova arma, criada pelo seu pai. De forma similar em Megaman, cada arma tem sua própria munição, mas aqui tem um efeito próprio: pode ser um escudo, uma bota que impede danos de espinhos, ou mesmo uma corda que provoca pulo duplo. Além da variedade de armas ganhas por fase, outra homenagem ao Megaman original são os espinhos. Como no clássico, você aqui também morre justamente ao encostar neles! Então, evite os espinhos ao máximo!



Durante a partida, você pode pausar para comprar itens na loja (que são muito poucos itens por sinal).A moeda de compra são orbes coloridas que você coleta nas fases, ou ao derrotar monstros. Como em Megaman, você também pode achar munição das armas especiais ao matar monstros. Para recarregar uma arma sem munição, você precisa comprar (ou achar na fase) uma poção laranja. Além disso, todas as fases você precisa (além de enfrentar um chefe diferente) encontrar tesouros variados, que serão usados na última fase, antes do confronto final contra Teklov.

Vou te falar: é um jogo bem divertido! As fases são bem construídas, não exigem tanta habilidade do jogador  (como em Rayman Forever ou Oniken). Os tesouros secretos são fáceis de encontrar nas fases. E além de tudo, os controles são fluídos, bem como todo jogo, que funciona muito bem. As músicas e trilhas sonoras parecem até mesmo do Nintendo 8 bits ou Master System.

Acho que o único defeito dele é que seja um pouco curto. Zerei o game pela primeira vez em aproximadamente 4h de jogo. Ele geralmente custa R$19,90 mas em muitas promoções da Steam ele acaba sendo vendido por R$2. Então entre no link abaixo, e deixe pelo menos o game na sua lista de desejos para, quando uma promoção vier, garantir esse ótimo game por um precinho muito bom.

Para finalizar, deixo aqui todas as impressões positivas sobre esse jogo. É o tipo de jogo que você nem vê a hora passar se começar a jogar. Por incrível que pareça (esse não foi o meu caso, deixo bem claro aqui) é capaz de você jogar até zerar de primeira assim que comprá-lo. Vai por mim...

Venture Kid (Steam) (R$19,90)

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Explore pequenos planetóides em Planetoid Pioneers

outubro 07, 2020

A minha humilde análise vai ser baseada nas minhas 15 horas de jogo registradas na Steam, uma vez que o jogo não possui um final. Mas, a franquia iniciada com Cortex Command (cujo é um dos meus jogos preferidos e já falei dele aqui no blog) não parece ser tão promissora em sua continuação. Temos uma engine totalmente nova e que nos oferece a ambientação mais moderna do seu jogo anterior, mas que não conseguem ser tão atrativos quanto foi o próprio Cortex Command.

 

Como fã da série, é claro que devo ultrapassar pelo menos, umas cinquenta horas de jogo aqui (talvez mais) mas acredito que não deve ter muito conteúdo para tanto tempo de jogo. O grande problema do Planetoid Pioneers é que ele tenta ser inovador, mas acaba muita das vezes, fazendo que os jogadores deixem de jogar ou voltem para o Cortex Command. Por exemplo, o jogo visa explorar pequenos planetas cujo são uma fase. O primeiro planeta é gigantesco e no momento em que escrevo esta postagem, ainda falta muita coisa para completá-lo (acho que nem cheguei na metade) e quando você pensa que teremos planetas semelhantes para explorar, sempre temos alguns com objetivos bobos - como capturar monstros e colocá-los numa fornalha, por exemplo.

 

Creio que seja feito desta forma para que a gente não fique enjoado de só explorar planetas, mas é PARA ISSO QUE ELE FOI FEITO, não? O prêmio de se chegar numa sala ou lugar novo e que nos faz querer descobrir novas áreas. Era a única coisa a ser importante aqui e não é. Temos muitos planetas que oferecem objetivos não muito animadores. Como um em que você está numa fase e tem que se defender de ondas de inimigos (como em um modo de jogo do Cortex Command!) Talvez seja por isso que eles criaram o Planetoid Pioneers Online, onde você joga contra outros jogadores nestes planetas que tem jogos específicos.

 

O jogo funciona da seguinte maneira: você tem apenas um personagem e com ele, vai explorar planetas que podem apresentar confrontos contra monstros ou inimigos (tirados do próprio Cortex Command, o que é bem legal) e na medida que vai colhendo materiais, vai aprendendo a criá-los. Isso é super interessante, mas somado ao grande numero de fases com objetivos pequenos e bobos, o oculta e torna uma tarefa chata. Se a maioria dos planetas fosse que nem o primeiro, seria um jogo muito melhor - ainda mais por se tratar de um jogo que é vendido como METROIDVANIA, o que está longe de ser.

 

Se você explora um planeta por explorar, deve se haver um objetivo. E aqui não há! Você cai de paraquedas e explora criando com sua arma, veículos, armas e até monstros usando os materiais químicos que você coleta de corpos mortos ou que você colhe na própria natureza. Você mesmo faz seu próprio corpo, caso morra em algum local. O problema é que sem objetivo, o jogo se torna repetitivo pelo fato que por mais que seja interessante fuçar novos planetas, não há nada que recompensa o jogador - principalmente em vários planetoids idiotas ao meu ver! Você pode jogar com duas pessoas (desde que uma esteja usando joystick) e há apenas exploração.

 

Quem é fã de Cortex Command ficará bem feliz ao rever as armas do jogo aqui, incluindo suas facções e veículos. Não existe uma mochila a jato, mas a física é praticamente a mesma. Você pode dar zoom aproximando o personagem ou afastando até chegar no espaço, na qual, permite que você vá para um outro planeta. Passando a fase daquele planetoid, você abrirá passagem para que outros planetas do mesmo tipo de tema possam ser selecionado. Muitos estágios foram adicionados ao jogo desde seu lançamento, mas não temos emoção alguma ao explorar certos lugares. O primeiro planeta é gigantesco e interessante, forçando ao jogador criar uma tática para passar certos locais.

 

Não existe game over! Se morrer, sua alma volta até um checkpoint e você poderá ser livre. Mas é aquele tipo de jogo que você senta para jogar uma hora e acaba jogando duas, três ou até mais - dependendo o planeta que você esteja explorando. Eu não tenho nada a reclamar do primeiro planeta, pois já aprendi muitos mecanismos de criar coisas e estou indo bem - o problema são que em cada planeta, as coisas mudam. Por exemplo, se em um planeta eu sei construir certos veículos, no próximo, será como se minha arma estivesse no começo do jogo.

 

E fazendo uma comparação com Cortex Command, o jogo anterior te atrai mais pelo fato dele ser competitivo. Ou você ganha ou perde! Aqui não existe isso, já que seu personagem é imortal! Quando você compra o jogo, você também recebe o Planetoid Pioneers Online, que é o mesmo jogo, só que voltado para o multiplayer. E cheguei a jogar com estrangeiros e foi muito divertido! Chegando a ser que nem o Cortex Command, mas é recomendável que você e seus amigos tenham uma cópia do jogo pois eu só encontrei pouquíssimas pessoas jogando.

 

O jogo é ruim? Claro que não. Estou apenas fazendo algumas críticas com o que poderia melhorar. Eu também comprei o editor de fases, mas ainda nem sei como mexer. Porque assim como o game anterior, você pode criar suas próprias fases par que outros jogadores se divirtam nela. Eu mesmo já tenho algumas fases na oficina do Cortex Command (um mod em especial com 7 delas, sempre fica entre os mais populares da oficina) mas não entendi muita coisa neste editor. Mas a construção de seus próprios planetas o torna muito atrativo.

 

O jogo também possui oficina Steam e lá você pode baixar coisas novas pro seu jogo. Incluindo modelos do cérebro robô de Cortex Command. E se tratando do jogo de um mesmo universo, você vai se sentir encorajado a encontrar os inúmeros perigos nesses planetinhas. Comparando o primeiro planeta de gameplays gravadas de anos atrás, pude ver o quanto adicionaram coisas, mas diferente de seu anterior, você só estará lá para explorar - e acredito que deva fazer isso sozinho ou matar inimigos no jogo multiplayer.


 Eu queria muito jogá-lo, vocês não tem ideia. Mas o Cortex Command é melhor! Porque mesmo que não tenha veículos originalmente e várias armas novas e um campo muito maior, somos levado pelo espírito competitivo, o que não há aqui. Apenas exploração sem fim!

 

O jogo está a venda na Steam por R$38,00

 

(OBS: a versão do contribuidor, que é aquela com editor de fases, custa R$55,00) 


https://store.steampowered.com/app/300260/Planetoid_Pioneers/

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